mardi 31 janvier 2012

Convite: exposição "intertextual"

LIVRO: A HISTÓRIA DO THOR

“O desconhecido assustou-me. Aliás, de tempo em tempo, ele faz isso comigo quando me coloca impotente diante de alguma situação nova”.
Com essas palavras, Claudia Cristine Cugnier Guenther, autora do livro A História do Thor: um som e um tom para as palavras que não foram ditas, tenta nos mostrar seu pensamento e ações como mãe diante de um “novo” filho recebido por ela e seus familiares.
A história conta a trajetória vivida por Claudia e seus familiares antes, durante e depois de receberem dos médicos o diagnóstico de transtorno do espectro autista em seu filho Thor. Mais que um livro que compartilha acontecimentos e que promove a reflexão sobre seus efeitos, a autora busca repassar a todos as angústias, dúvidas e conflitos vivenciados por uma mãe e aqueles que convivem com uma criança que requer cuidado e atenção por vezes diferenciados.
Uma lição, capaz de dar um pouco mais de conforto e esperança a quem recebe em sua família uma criança com transtorno do espectro autista e quer buscar o melhor para ela em todos os setores da sociedade, seja na família, na escola ou na interação com os amigos.
 “O Thor nos fez reconhecer a grandeza diante do pequeno”. É exatamente essa realidade que Claudia procura mostrar àqueles com quem compartilhar sua história.



Da autora: Claudia Cristine Cugnier Guenther :claurafaethor@hotmail.com

Em breve para a Europa na Livraria Varal do Brasil (www.livrariavaral.com)

Concurso literário - CinePoesia

Vão até o dia 29 de fevereiro as inscrições para o concurso CinePoesia, promovido pelo Clube de Poetas do Litoral.

Baseando-se em cenas, trechos ou diálogos, o objetivo é estimular um retorno à literatura de filmes que foram adaptados de livros.

“Esse ciclo criativo que se inicia na literatura, passa pelo cinema e retorna às letras em forma de poemas denominamos CinePoesia”.



Cada autor poderá concorrer com até 2 trabalhos, inéditos ou não, e os poemas podem ter, no máximo, 25 versos (linhas) – contando-se o espaço entre as estrofes.

Os 10 trabalhos poéticos premiados, a serem escolhidos por uma Comissão formada por quatro julgadores

integrarão a Antologia CinePoesia do Clube de Poetas do Litoral e 05 (cinco) exemplares do livro serão concedidos

(sem nenhum custo) aos autores dos trabalhos selecionados.

Saiba mais sobre o concurso no link http://www.clubepoetaslitoral.blogspot.com/p/concurso-literario.html

Participe - divulgue- faça acontecer.
abraços a todos.

--




Ed. Costelas Felinas (livros artesanais) - Clube Poetas Litoral (atividades literárias) - Cabeça Ativa (revista lítero-temática)

lundi 30 janvier 2012

Por onde andam nossas putas

Por Márcio José Rodrigues


Acabaram-se, pelo menos aqui no interior, o assédio e trottoir das prostitutas embriagadas pelos bares da cidade a angariar clientes. Não mais se ouvem os diálogos bêbados sussurrados dos boêmios tresnoitados e as “mulheres de rua” nos botequins fumacentos.   Também fecharam os inferninhos, casas de tolerância e as famosas zonas cederam seus terrenos a áreas residenciais familiares e uma antiga “boite” de sucesso hoje é uma igreja evangélica.
Teriam sido elas exorcizadas, queimadas em fogueiras, expulsas de seu pecaminoso trabalho por campanhas sociais de uma comunidade unida e atuante, lúcida e participativa, rígida em seus conceitos de moral?
Se quiser saber, eu digo:
- As putas faliram!
Não aguentaram a concorrência que oferece sexo gratuito ou no máximo em troco de uma latinha de cerveja e um prato de batatinhas.
O banimento da moral e da prática religiosa, que começa pelos mais altos patamares da governança, a “liberdade” proclamada nos anos 60, os “anos dourados”, formaram gerações de pais amedrontados e apáticos que preferem não ver nem ouvir, para não se incomodarem com problemas que eles não têm capacidade de solucionar dentro de sua própria casa.
Foram vencidos pela crise da autoridade e da estrutura familiar.
O desprezo com que as autoridades tratam a família, o emprego, a educação, gerou seus frutos.  Perda de controle, libertinagem, curtição sem limites, álcool e drogas precoces, DSTs, desencanto com as pessoas, fragilidade de laços afetivos, frustrações amorosas, falência dos sonhos, ausência de futuro.
A mídia cada vez mais agressiva, dedicada até a raiz da alma ao culto de lucro sem escrúpulos, massifica sem trégua o seu evangelho segundo Bial:
- “Agarre tudo o que você puder agora! Amanhã pode não existir!
 É claro que generalizar é burrice e pecado.
As pessoas que não participam desta loucura, fiquem tranquilas. O mundo sempre terá uma chance melhor com vocês.

Desenvolvimento sustentável:crítica ao modelo padrão


Leonardo Boff
Teólogo/Filósofo
                                 

Os documentos oficiais da ONU e também o atual borrador para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Esse modelo não resiste a uma crítica séria.

Desenvolvimento economicamente viável: Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do pais que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com conseqüente diminuição do consumo e geração de desemprego: no mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo  possível.

Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o realmente existente que é aquele industrialista/capitalista/consumista. Este é antropocêntrico,  contraditório e equivocado. Explico-me.

É antropocêntrico  pois está centrado somente no ser humano, como se não existisse a comunidade de vida (flora e fauna e outros organismos vivos) que também precisa da biosfera e demanda igualmente sustentabilidade. É contraditório, pois, desenvolvimento e sustentabilidade obedecem a lógicas que se contrapõem. O desenvolvimento realmente existente é linear, crescente, explora a natureza e privilegia a acumulação privada. É a economia política de viés capitalista. A categoria sustentabilidade, ao contrário, provém das ciências da vida e da ecologia, cuja lógica é circular e includente. Representa a tendência dos ecossisstemas ao equilíbrio dinâmico, à interdependência e à  cooperação de todos com todos. Como se depreende: são lógicas que se auto-negam: uma privilegia o indivíduo, a outra o coletivo, uma enfatiza a competição, a outra a cooperação, uma a evolução do mais apto, a outra a co-evolução de todos interconectados.

É equivocado, porque alega que a pobreza é causa da degradação ecológica. Portanto: quanto menos pobreza, mais desenvolvimento sustentável haveria e menos degradação, o que é equivocado. Analisando, porém, criticamente, as causas reais da pobreza e da degradação da natureza, vê-se que resultam, não exclusiva, mas principalmente, do tipo de desenvolvimento praticado. É ele que produz degradação, pois delapida a natureza, paga baixos salários e gera assim pobreza.

A expressão desenvolvimento sustentável representa uma armadilha do sistema imperante: assume os termos da ecologia (sustentabilidade) para esvaziá-los. Assume o ideal da economia (crescimento)   mascarando, a pobreza que ele mesmo   produz.

Socialmente justo: se há uma coisa que o atual desenvolvimento industrial/capitalista não pode dizer de si mesmo é que seja socialmente justo. Se assim fosse não haveria 1,4 bilhões de famintos no mundo e a maioria das nações na pobreza. Fiquemos apenas com o caso do Brasil. O Atlas Social do Brasil de 2010 (IPEA) refere que cinco mil famílias controlam 46% do PIB. O governo repassa anualmente 125  bihões de reais ao sistema financeiro para pagar com juros os empréstimos feitos e aplica apenas 40 bilhões para os programas sociais que beneficiam as grandes maiorias pobres Tudo isso denuncia a falsidade da retórica de um desenvolvimento socialmente justo, impossível dentro do atual paradigma econômico.

Ambientalmente correto: O atual tipo de desenvolvimento se faz movendo uma guerra irrefreável contra Gaia, arrancando dela tudo o que lhe for útil e objeto de lucro, especialmente, para aquelas minorias que controlam o processo. Em menos de quarenta anos, segundo o Índice Planeta Vivo da ONU (2010) a biodiversidade global sofreu uma queda de 30%. Apenas de 1998 para cá houve um salto de 35% nas emissões de gases de efeito estufa. Ao invés de falarmos nos limites do crescimento melhor faríamos  falar nos limites da agressão à Terra.

Em conclusão, o modelo padrão de desenvolvimento que se quer sustentável, é retórico.  Aqui e acolá se verificam avanços na produção de baixo carbono, na utilização de energias alternativas, no reflorestamento de regiões degradadas e na criação de  melhores sumidouros de dejetos. Mas  reparemos bem: tudo é realizado desde que não se afetem os lucros, nem se enfraqueça a competição. Aqui a utilização da expressão “desenvolvimento sustentável”possui uma significação política importante: representa uma maneira hábil de desviar a atenção para a mudança necessária de paradigma econômico se quisermos uma real sustentabilidade. Dentro do atual, a sustentabilidade é ou localizada  ou inexistente.

E OS JOVENS?

Gilberto Nogueira de Oliveira


Nazaré, 06-12-1994

Vocês serão sempre jovens,
Vocês viverão sempre jovens,
Porque morrerão jovens,
Entorpecidos por uma fumaça
Velha, cinza e estonteante.
Sufocados por um pó
Jovem, branco e sedutor.
Na garganta um nó,
Nos olhos, complexo de cor.
Vocês já pensaram no país?
Ele está doente.
Governado por velhacos
Que já foram entorpecidos
Pela cinza fumaça,
E que hoje lhes impõe o pó.
Os velhos governantes
Usam a velha propaganda,
E incentivam os novos
A usarem as novas drogas.
Cocaína, crack, televisão, computador, celular,
E fazem a cabeça dos jovens
Que pararam no tempo,
E enriquecem os velhos
De um país sem futuro.
Onde estão os revolucionários?
Aderiram ao sistema?
Os jovens ouvem os velhos velhacos
E morrem indiferentes
Diante da televisão,
Com tela, sem visão...
Os jovens não se ligam em nada
E ligam a televisão
Desligando-se da realidade.                                                                                                          
É falta de professores?
Por onde andam os homens
Experientes e virtuosos?
Contratados pelo velho sistema?
Talvez...
Vocês querem o suicídio?
Vocês que tem coragem
Virem Kamikasis.
Peguem um granada
E levem com vocês
Todos os corruptos.
É só aproveitar um comício...
Estão todos juntos
No palanque capitalista.
É melhor que morrer
Covardemente de over dose.
O abuso de poder
Neste país absurdo
Atingiu o ápice.
Certa vez, um guarda rodoviário
Com curso primário incompleto,
Parou um carro de um cientista.
Como nada encontrou
Para aplicar a multa arrecadatória,
Depois de uma hora de sufoco,
O guarda alegou
No seu abuso de autoridade,
Que o cientista estava
Dirigindo sem óculos.
-Mas, eu não uso óculos!
-Isso não é problema meu.
Todo cientista usa óculos.
Eu quero a multa por que
Sou pago para multar.
E o cientista que perdeu seu tempo,
Teve que pagar a multa                                                                                                          
Por não ser míope.
Quando ele entrou no carro
Começou a imaginar:
Porque um país de jovens
Elegem tantos velhos burros?
Seriam os jovens, burros
Ou seriam burros, os jovens?
Seria o jovem guarda, um burro
Ou seria burra, a jovem guarda?

Fotocolagem com poema de Madhu Maretiore: Diálogos

samedi 28 janvier 2012

Velha câmara de vereadores, espaço nosso!

Por elaine tavares - jornalista


Florianópolis é uma cidade na qual a cultura popular vive mesmo é escondida pelas ruelas, becos e cantões. Andando pelo centro quase nada se vê. Pouca coisa diz do nosso jeito de ser. O que pontifica é a Casa do Artista Popular, na Alfândega, que é coisa bem legal, mas apenas espaço de vendas. Não é lugar de encontros.
Até alguns anos atrás, a Praça XV era um pouco esse lugar. Ali estavam os artesãos com suas belezas feitas à mão, suas flautas, suas melodias. Sob a figueira centenária a gente passeava, sentava, conversava, ficava à toa, só fruindo. Mas, a então prefeita Ângela Amin resolveu “limpar” o centro e expulsou – com a força bruta - os artesãos. Muitos foram embora e os que ficaram foram confinados às barraquinhas de lona, em outros espaços. A praça ficou vazia de vida, perdeu seu encanto e até a figueira chorou. O colorido da vida deu lugar a aridez.
As ruas do centro não oferecem lugares de encontro para quem não queira consumir. São feitas para carros. E os calçadões são apenas corredores de compras. É incrível observar que numa cidade dita turística, a histórica rua Felipe Schmidt não tenha um único lugar onde as pessoas possam ficar à larga, quietas, observando as gentes a passar. O que havia antes era o Senadinho, com suas mesas vermelhas, nas quais a gente se deixava ficar olhando os passantes, jogando conversa fora, mofando a pomba na balaia, quando muito tomando uma cerveja ao fim da tarde. Mas, agora, as mesas foram proibidas, assim como os bancos (de sentar, explique-se). Não se pode parar nas ruas de comércio. É só o andar frenético das compras. Salvam-se algumas mesinhas de dominó, expressão ainda viva da cultura do Desterro.
Cidades como Montevidéu, Buenos Aires, Madrid, Bilbao, Paris, Rio de Janeiro, Lisboa, enfim, qualquer dessas que se prestam ao passeio e ao turismo, tem como política justamente esse deixar-se ficar às ruas, com seus bocados típicos, sua música, sua beleza, suas gentes, sua cultura. Mas Florianópolis não. Não há um banco sequer ao longo dos calçadões e, aos pobres, o melhor é que fiquem lá no terminal de ônibus.
Outro dia andava eu, distraída, e vi o grande prédio da antiga Câmara de Vereadores. Ali está, bem em frente à Praça, escondido atrás de tapumes, há anos, se desfazendo. Um lugar belíssimo para uma casa de cultura, que abrigasse a arte, o teatro, o cinema, um café com mesinhas na rua, nas quais as pessoas pudessem ficar sem a pressão do consumo. Pois ali está, um espaço público entregue às moscas enquanto a gente vive tão carente de ambientes de encontro. A cidade precisava fazer essa luta pela vivencialidade. Os espaços que têm são privados e caros. E a gente merece um lugar bonito, cheio de coisas belas, gratuitas ou quase, para a pura fruição.
Assim que reivindico o casarão cor-de-rosa para nossa vida comum. E conclamo a todos os artistas, músicos, artesãos, gente da cultura a encampar essa luta. Assim como interpelo o Dário: Diz aí prefeito, pode ser ou tá difícil? Que o poder público restaure a Câmara e permita que a gente possa sentar em prosaicos banquinhos no calçadão, fruindo a cidade. Afinal, a cidade é nossa, ou não?



Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com
Agencia Contestado de Noticias Populares - www.agecon.org.br

Contação de histórias em português - Sábado 04/02

Olá pessoal! (Ci-dessous en français)

Tudo bem?

O dia das bibliotecas vaudoises vai ser muito bem
comemorado, com contação de histórias e animações
para as crianças!

As histórias em português serão contadas na
Globlivres, às 15h en Renens:  Rue Neuve 2bis.

Mais informações no site:
http://www.bibliovaud.ch/?p=954

Abraços,
Bianca
________________________________________________________________________

Salut à tous!

J'espère que vous allez bien!

La journée des bibliothèques vaudoises va être très
bien fêtée avec des histoires et animations pour les
enfants!

Les histoires en portugais seront racontées à la
Globlivres (Renens), à 15h: Rue Neuve 2bis.

Plus d'informations sur le site:
http://www.bibliovaud.ch/?p=954

À bientôt,
Bianca Zanini Jaggi

vendredi 27 janvier 2012

O CARNAVAL, A CIDADE E O MEIO AMBIENTE

P/ Almandrade

Com as mudanças climáticas aceleradas há uma tendência de dificultar
ainda mais a vida no planeta nas próximas décadas, por essa razão a
perda da qualidade de vida tende a aumentar e conseqüentemente também
a recessão da ética, da cidadania, da ordem, da educação e das
responsabilidades individuais com o outro e o meio ambiente. Levar
vantagem, não importa como, é uma meta. Na sociedade urbano-contemporânea
contemporânea, a perda do domínio público é visível nas reivindicações
ou reclamações que vêm à tona quando surgem intervenções que atingem o
espaço particular. Há muito a cidade deixou de ser o lugar da
liberdade, do diálogo, do encontro, é o lugar dos prazeres imediatos e
do consumo, da circulação da mercadoria.

Chegou o verão, a cidade do salvador é do turismo e da festa. Estamos
nas vésperas de mais um carnaval. A cidade, desprovida do sentido de
comunidade, é o palco onde tudo se troca, tudo tem um valor de
mercado, do entretenimento ao corpo. O evento já não é mais uma
diversão, mas uma indústria de um espetáculo que invade a cidade. E
para quem vive no circuito da folia, sem tranqüilidade, exilado em seu
próprio espaço residencial, invadido pelo barulho da rua e o odor
desagradável de urina e cerveja, não há alternativa.

O carnaval acabou se transformando numa festa autoritária para quem
não tem o direito de optar por outro divertimento, por outro tipo de
música. Cresceu demais, ficou maior que a cidade, que mal o
suporta. Ainda não se fez uma avaliação do impacto dos trios elétricos
na estrutura dos prédios, monumentos históricos e no entorno. Chegou o
momento de se pensar numa cidade do carnaval para o desfile dos
trio-elétricos e a infra-estrutura necessária que a festa exige como o
sambódromo, no Rio de Janeiro. A festa gera consumos exagerados de
água, eletricidade, combustível, produz uma quantidade de lixo e
custos de coleta.

O carnaval é um exemplo da privatização do espaço público e da nossa
incapacidade de habitar o lugar público, nos acostumamos a pensar o
público como uma reprodução do privado, até como forma de se sentir
protegido. Com seus trios seletivos, é a extensão do
domínio privado. A liberdade é o deslocamento para o público e a
publicidade daquilo que se deseja realizar na intimidade e daquilo que
não se tem coragem de realizar, nos outros dias do ano.

É preciso entender a cidade além da concepção de espaço físico.
Habitar uma cidade tem como princípio básico o exercício da cidadania
e o agir ético dentro de uma determinada sociedade. O consumidor, o
personagem central da cidade moderna, ignora esse princípio e quem tem
mais poder de consumo reivindica para si os benefícios da cidade. Isso
está muito claro no carnaval, nos luxuosos camarotes, nas cordas que
circulam os trios.

Meio ambiente, cidadania e ética atravessam a cidade da festa. A
função que o homem exerce na ocupação e significação do espaço, na
relação com o outro e a natureza, diz respeito a valores que
determinam a vida de cada ser no planeta. Valores que estão em crise.
O homem moderno se dissociou dos propósitos mais importantes da vida,
do compromisso pessoal com o estilo de vida e valores éticos. As
necessidades devem ser satisfeitas levando em conta a necessidade do
outro e das futuras gerações. Mas perdemos nosso senso de
responsabilidade.


Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)


Recado da autora Valentine Vieira

Oi pessoal, tem novidades no meu blog!! O prefácio e o primeiro capítulo do  livro La Fontana di Trevi o último sudarista (previsto lançamento até julho de 2012) já está no blog na página "capítulos/trechos de livros".
Além disso, fiquem de olho, logo terei novidades no blog sobre a editora Reflexão (editora que publicou Chama Imortal e Plano de voo, o segredo do sucesso. Eles estão com vários projetos para 2012 e eu gostaria de contar com o apoio de todos vocês.
.
Muito obrigada e um grande abraço
Valentine Cirano
www.valentinecirano.blogspot.com

jeudi 26 janvier 2012

A Foto - fotopoema de Madhu Maretiore

Lançamento de livro de Regina Araújo


Regina Araujo lança pela editora www.perse.com.br   "Confrontos de uma PsicoFêmea" - vencedor como melhor liro de crônicas escritas por mulheres no concurso Literário Internacional da União Brasileira de Escritores/RJ. Aquisição na loja do site da editora no link





Em breve na Livaria Varal do Brasil (www.livrariavaral.com)

Mostrandoo esplendor daAmérica para meu amigo Carlinhos Klitzke

(Excertos do livro !Viagem ao Umbigo do Mundo,publicado em 2006.)

        

       Naquela tarde, a soberba paisagens de montanhas continuava, e me aconteceu uma coisa estranhíssima. Eu tinha um amiguinho chamado Carlos Klitzke, menino de 25 anos, com quem eu passara cinco anos e meio estudando História. Estávamos a começar uma Especialização em História quando veio a má notícia: Carlinhos estava com um câncer perigosíssimo, super-agressivo. Deveria viver, no máximo, algumas semanas. O meu amiguinho, no entanto, tinha tal coragem, tamanha vontade de viver, que lutou com aquele câncer por quase três anos. Eu fora visitá-lo, antes da viagem, e ele mal teve forças para abrir os olhos e sorrir um pouco quando falei das coisas engraçadas que tinham acontecido durante o nosso Curso de História. Depois eu tinha viajado e quase não pensara mais nele – numa viagem, quase tudo muda todo o dia, e é difícil sobrar tempo para se pensar em coisas tristes. E naquele dia, nas montanhas do final do Norte do Chile, cerca de  duas horas da tarde, hora do Chile (quatro da tarde no Brasil) de repente Carlinhos Klitzke como que estava ao meu lado, suspenso no nada, viajando por aquelas montanhas magníficas, e eu conversava com ele em pensamento, na maior naturalidade, como se ele estivesse ali mesmo. Deixo consignado aqui que não sou pessoa dada ao misticismo ou coisas correlatas, que tenho uma vida e um pensamento bem racionais – como explicar a presença de Carlinhos ali? Sei que lhe dizia:

                                   - Vês? Não te dizia sempre que um dia iria te mostrar a grandiosidade da América? Vês? Aonde na Europa encontrarias tanta grandiosidade, tão soberba paisagem?

                                   Era bem assim que falava com ele, na segunda pessoa do singular e  levantando velho assunto que debatêramos naqueles anos todos que estudáramos juntos – quando se estuda História a gente sempre acaba se definindo por uma área ou região do Conhecimento naquela Ciência, e eu me definira desde o começo pela América dita Latina, enquanto Carlinhos tinha verdadeiro fascínio pela Europa, e muito havíamos discutido a respeito. Agora, ali naquela situação que eu não acreditaria possível, de novo estávamos a discutir como se Carlinhos ali estivesse, e então me feriu a alma uma certeza: Carlinhos se fora, e de alguma forma eu estava sentindo, sabendo tal coisa. Chorei amargamente ali na garupa do seu Chico, sempre cuidando para ficar bem escondida atrás dele, do capacete dele, para que ele não me visse pelos espelhos retrovisores e se preocupasse.

                                   Na metade daquela tarde chegamos à fronteira com o  Peru, em Arica, e enquanto esperávamos a longa verificação de documentos nossos e de todos aqueles veículos, eu conversei com as mulheres da nossa caravana, e também com o PHD Jaka, e lhes contei o que acontecia. Lembro como Terezinha, Cristina e Heloísa me entenderam e choraram comigo. Decerto Carlinhos partira mesmo, não havia outra explicação.

                                   Naquela fronteira também seu Chico apareceu com grande foto emoldurada dos PHDs e os funcionários daquela alfândega numa viagem anterior, e foi uma festa. Aquilo me ajudou a esquecer um pouco o drama que estava vivendo, e acelerou bastante o nosso atendimento naquele movimentado posto de controle. Afinal, tive os documentos liberados e pisei terras peruanas... uau! Que bom! Eu gosto muito do Peru, e aquela já era a terceira vez que ia àquele país que falava tanto ao meu coração! Peguei o  primeiro telefone público que havia, a dois passos da linha da fronteira, e liguei para a minha mãe.

-         Mãe, chegamos ao Peru! – e ela ficou desejando um monte de boas  viagens, e que a gente se divertisse muito, etc. Acabei lhe dizendo:

-         Mãe, acho que o Carlinhos se foi...

                                   E ela me disse para não pensar naquilo, para aproveitar a viagem – bem assim como as mães são. Depois soube que ela já sabia há muitas horas da partida do Carlinhos.

                                   Voltamos à estrada, e de novo o Carlinhos estava ali, como que pairando no nada ao meu lado, e eu continuei a lhe mostrar a beleza incomensurável desta América. O Deserto do Atacama estava nos seus estertores, e então, em algum momento, Carlinhos já não estava mais ali, e eu passei a prestar a maior atenção à nova paisagem, em como os peruanos estavam em frontal guerra contra o deserto, tentando por todos os modos fazer crescer fiapos verdes  na terra ressequida, sonhando, quiçá, transformar aquela secura em futura floresta. Eles não pareciam estar obtendo grandes resultados, e os areais coloridos continuavam, mas às vezes, aqui e ali, alguma coisa havia medrado e crescido, e naquela tarde tive a surpresa de de repente, no meio de um pequeno, pequenino bosque que era do tamanho de uma pequena casa, bosque de pequenas árvores desconhecidas, ver nascido, crescido e agigantado o maior Tannenbaum que já vi na vida. Eu não sei o nome científico do Tannenbaum, mas explico que é um pinheiro que se usa no Natal na região do Vale do Itajaí, árvore trazida de fora pelos antigos imigrantes que formaram a região onde nasci e cresci. O Tannenbaum é bastante comum nos jardins dos descendentes de alemães do Vale do Itajaí (e de outras pessoas também), e às vezes atinge alturas respeitáveis, fica maior que as próprias casas cujo jardim habita e então costuma ser cortado para evitar que caia sobre a casa, mas nunca vira um Tannenbaum tão gigantesco. Quem teria trazido até aquele lugar uma semente de Tannenbaum, um dia, e como ela conseguira germinar, medrar e crescer dentro da secura do deserto? Era uma planta alienígena, planta de climas frios – quem diria que poderia crescer na aridez daquela areia colorida, e ficar tão grande, tão alto, tão robusto, pelo menos com o dobro do tamanho do maior Tannenbaum que eu já tivesse visto na vida?  Fica a idéia para o governo peruano: plantar Tannenbauns nas beiradas do deserto do Atacama!



                                   Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx                                          



                                    De tardinha, chegamos à bela e grande cidade de Tacna. Ela está a 560 metros de altitude e a 63 quilômetros ao norte de Arica, onde fica a atual fronteira com o Chile. Apesar das poucas chuvas, ela tem os arredores férteis e um clima agradável. Se descontarmos a História Pré-colonial, ela primeiro pertenceu ao Peru, e depois, em 1880, foi tomada pelo Chile em encarniçado combate, sendo atualmente, de novo território peruano. Há dúvidas sobre uma “fundação” em 1615 – o que é certo é que  em 1681 o povo de Arica para ali fugiu, para escapar de flibusteiros, e tocou o lugar para a frente. Sofreu diversos terremotos, sendo que em 1833 o terremoto foi tão grande que ela ficou em ruínas.[1][1]  

                                   Ficamos em confortável e luxuoso hotel próximo à Praça de Armas, que tinha lá no fundo uma magnífica catedral Quinhentista. Por ali já deveria chover, pois além de as casas terem telhados, já havia muita coisa de plantas e flores nas ruas e jardins.  Lembro que aquele simpático hotel oferecia, tão logo a gente chegava, como cortesia, um vale para que depois a gente fosse ao bar do mesmo e tomasse um Pisco-Sauer, deliciosa bebida muito comum por aquela região. Meus companheiros foram tratar da parafernália de acomodar bem todas as motos e o carro de apoio, e eu fiz o de sempre: tomei banho e ganhei a rua, atrás da Internet. Na esquina seguinte já encontrei um “locutório”, e foi só abrir o meu correio eletrônico para entrar, como primeira mensagem, uma do meu amigo Viegas Fernandes da Costa, como eu, escritor e historiador, me dando conta que o Carlinhos partira mesmo.

                                   Eu desabei. Chorei ali naquele locutório como não chorava fazia tempo, transpassada de dor, enquanto enviava algumas mensagens ao Brasil perguntando mais detalhes. Chorava tanto que  o japonês que era dono do locutório ficou com pena de mim e me trouxe toalhas de papel para que eu secasse as lágrimas que teimavam em continuar.





[2][1] ENCICLOPÉDIA UNIVERSAL ILUSTRADA EUROPEO AMERICANA ESPASA. Calpe S.ª Madrid-Barcelona, 1958. V. 58 p. 1469 e seguintes.




      Urda Alice Klueger
            Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR 

mercredi 25 janvier 2012

AUTORA: FLÁVIA ASSAIFE


Flávia Flor (Assaife ) nascida em 1968 na cidade de Brasília, Distrito Federal, Brasil, casada , escreve poesias desde sua infância. É professora universitária, escritora, administradora e consultora. Formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Gestão de Pessoas, Gestão de Negócios e Gestão de Varejo atuou por muitos anos em diversos segmentos do mercado na área de ciências humanas. Nos últimos anos vem ministrando aulas de graduação e pós-graduação nas áreas de Gestão, Recursos Humanos, Qualidade e Educação Corporativa.

Sempre escreveu poesias para si mesma com o objetivo de externar o que lhe ia na alma, através do incentivo de amigos e familiares, teve o ímpeto e o desejo de compartilhá-las com o mundo, visando contribuir para as pessoas mergulharem em si próprias, descobrindo como cada um é único e belo. 

Autora dos livros: “Ouço a Voz do Coração através de um Mergulho Interior”, publicado em Portugal pela editora Corpos e de “Sussurros da Alma” publicado no Brasil pela editora Multifoco e Viajantes da Lua em editoração pela Multifoco.

Trabalhos publicados no concurso do Projeto Itáu Cultural – Delicatta V; Antologia “Poesias da Alma” e no livro infantil “Brincando de Escrever com quem Escreve Brincando” – editora Canapé.

Possui trabalhos públicados em diversas Antologias de poesias, contos e crônicas da Camara Brasileira de Jovens Escritores.

Possui poesias, crônicas e contos publicados, também, via web:




Sites: WWW.camarabrasileira.com (Flavia Assaife)

         WWW.recantodasletras.com.br (Flavia Flor)

         WWW.portalliteral.com.br (Flavia Flor (Assaife))

        WWW.worldartfriends.com (Flavia Assaife)



Contatos com a autora:
fassaife@hotmail.com

NA EUROPA ENCONTRE OS LIVOS DE FLÁVIA FLOR (ASSAIFE) NA
LIVRARIA VARAL DO BRASIL     www.livrariavaral.com

O ROUBO DO VARAL

(Lariel  Frota)


-Um pirulito de chocolate pelo seu pensamento Cláudinho.
-Ai vô, que susto!!! Num tô  pensando nada importante não., só na braveza  da Tia Line porque tentaram  roubar o varal dela.
-É , ela ficou bem zangada. Quer saber, com toda a razão.
-O  tal varal era muito caro? Gozado, parecia de  cordão de nylon como os outros, não sabia que faziam varal com material valioso!
-E quem falou que era material valioso?
-Ora, se não for por causa do valor,  porque ela ficou tão zangada e você disse que ela tá certa?
-É que era um varal de "estimação" se é que se pode falar assim.
-Varal de estimação??? Já ouvi falar de bicho de estimação, em estimar muito uma pessoa, agora estimar um pedaço de fio preso  nas duas pontas pra secar roupa, é a primeira vez!
-Pois é meu garoto. Aquele varal sua Line fez ela mesma, com todo o cuidado, num lugar onde o sol bate todas as manhãs, para secar as roupinhas do sua priminha Patrícia. Ela ainda nem tinha nascido e a avó já planejava  que suas roupinhas ficassem secando  sob o canteiro de flores de campo e pés de camamila.
-Ah.....  Eu  acho muito legal aquele varal. Sabia que as vezes eu brinco dentro da minha caixa de pensamenos,  que aquele monte de roupinha cor de rosa, dança bem contente em cima daquelas florsinhas?
-Pois é, aí vem um desocupado e tenta roubar o varal?
-Vô, já sei. Fique aí que vou providenciar um negócio pra tia Line ficar feliz de novo!

                                                           (.......)
-Tia, olhe o que eu trouxe pra você  esquecer a maldade que tentaram fazer com o  seu varal.
-Já passou querido, na hora fiquei zangada, agora tá tudo bem. Nossa! Que lindo esse desenho!
-Você entendeu o que ele quer dizer, ou preciso explicar?
-Olha, acho entendi. Agora é sempre bom ouvir a palavra de quem fez não é?
-Então tia Line, o vovô me contou que você planejou o varal quando a Paty ainda tava na barriga da mãe dela. Você queria que as roupinhas ficassem sequinhas,  contentes e com cheiro bom não é isso?
-Sim meu querido.
-Então tia, você nem tinha sua netinha ainda, mas  já havia um montão de roupas  limpinhas na gaveta esperando pra  ela sujar e você pensou no varal pra secar essa roupa toda.
-Daí?
-Daí que o burro do ladrão não deve ter nada, nem nenê dentro de uma barriga, nem uma gaveta cheinha de roupas novas, nem canteiro de flor pra deixar a roupa feliz. Pior é tão burro, mas tão burro que acha que roubando um pedaço de varal vai conseguir tudo junto, mas ele não tem nada pra pendurar né?....Que foi cê tá chorando???? Já sei, igual ao meu vô, entrou um cisco no seu olho né....tchau tia Nine...gostou do desenho? Vou   brincar com o meu tabuleiro de letras, meus amiguinhos tão me esperando!!!

 

mardi 24 janvier 2012

SAUDAÇÃO A MICAEL E AO CRISTO JESUS

Bom-dia, Micael , dom da Luz!
                                                      Bom-dia, Cristo Jesus, dom do Amor

 e da Paz!

Bom-dia!



Bom-dia, santa Luz!

Bom-dia  imaculado Amor!

Eu vos saúdo no meu coração,

Bom-dia!



Bom dia, nobre Luz!

Bom-dia venerável Amor!

doravante eu vos saúdo

no antigo espaço ocioso,

Hoje solo sagrado da Pedra;

Bom-dia!



Bom-dia , Micael, dom da Luz!

Bom-dia Cristo Jesus, dom do Amor

E da paz!

Bom-dia!



No mais sacrossanto tesouro   humano,

O coração, onde celebramos o culto celeste

Unindo os  deuses e os homens, dão-se as mãos agora

De forma viva e contínua, Micael e o Cristo Jesus!





Bom-dia Micael, dom da Luz!

Bom-dia, Cristo Jesus, dom do Amor

 e da paz!

Bom-dia!





Gildo  Oliveira

Rio Verde, Goiás

A cidade que encolheu

A cidade de Salvador gradativamente vai perdendo os seus espaços públicos de lazer, deitada no berço da fama ela  vai encolhendo.
As oportunidades de diversão soteropolitanas estão reduzidas,  parques como o da Lagoa do Abaeté, a lagoa reduziu o tamanho; o parque de Pituaçu, muito bonito, mas  não podemos dar a volta com segurança nesse belíssimo local; o Parque da Cidade, também inseguro, somente podemos ficar na frente, se resolvermos adentrar no local, podemos não voltar.

No último domingo,  tamanha foi a surpresa de quem  gosta de levar a família ao parque da Pituba; um show estava para começar, muita confusão, engarrafamentos e quem deu o “show” mesmo foram os “flanelinhas”, que lotearam a área toda a tal ponto que o estacionamento local só ficou com uma entrada, pois quem queria sair do esparro, não conseguia, o local  estava todo tomado, resultando em uma grande confusão com carros amontoados até a cavalaria da PM ficou sem ter onde passar, teve de tudo, menos algum preposto da famosa Transalvador.

Que a cidade de Salvador está totalmente entregue, todos sabem, que não temos direito a ter um parque seguro, não é novidade, mas não precisa exagerar!



Marcelo de Oliveira Souza

Salvador Bahia











Marcelo de Oliveira Souza

Escritor Filiado À Ube – Cappaz - ACLAC -Poetas del Mundo




www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net   -  Concurso Anual de Poesias

lundi 23 janvier 2012

Associação BRASIL IN MOVE convida




SABADO, 28 de JANEIRO  

QUAI 23 restaurant et pizzaria

RUE DE RIVE ,23 -

1260 NYON (frente ao LAGO)



COCKTAIL DE BOAS VINDAS

 COMIDA BRASILEIRA & CAIPIRINHA

desde 19h

seguido do



GRUPO SAMBAIÃO   

PARA ESQUENTAR NOSSO INVERNO

Convite da Urda

A reivenção do capital/dinheiro


Leonardo Boff
Teólogo/Filósofo
                                                    

Atualmente grande parte da economia é regida pelo capital financeiro, quer dizer, por aqueles papéis e derivativos que circulam no mercado de capitais e que são negociados nas bolsas do mundo inteiro. Trata-se de um capital virtual que não está no processo produtivo, este que gera aquilo que pode ser consumido. No financeiro, reina a especulação, dinheiro fazendo dinheiro, sem passar pela produção. Vigora um perverso descompasso entre o capital real e o financeiro. Ninguém sabe exatamente as cifras, mas calcula-se que o capital financeiro soma cerca de 600 trilhões de dólares enquanto o capital produtivo, do conjunto de todos os paises, alcança cerca 580 trilhões. Logicamente, chega o momento em que, invertendo a frase de Marx do Manifesto, “tudo o que não é sólido se desmancha no ar”.

Foi o que ocorreu em 2007/2008 com o estouro da bolha financeira ligada aos imóveis nos EUA que representava um tal volume de dívidas que nenhum capital real, via sistema bancário, podia saldar. Havia o risco da quebra em cadeia de todo o sistema econômico real. Se não tivesse havido o socorro aos bancos, feito pelos Estados, injetando capital real dos contribuintes, assistiríamos a uma derrocada generalizada.

Esta crise não foi superada e possivelmente não o será enquanto prevalecer o dogma econômico, crido religiosamente pela maioria dos economistas e pelo sistema com um todo, segundo o qual as crises econômicas se resolvem por mecanismos econômicos. A heresia desta crença reside na visão reducionista de que a economia é tudo, pode tudo e que dela depende o bem-estar de um pais e de um povo. Ocorre que os valores que sustentam uma vida humana com sentido não passa pela economia. Ela garante apenas a sua infra-estrutura. Os valores resultam de outras fontes e dimensões. Se assim não fosse, a felicidade e o amor estariam à venda nos bancos.

Este é o transfundo do livro de alta divulgação Reinventando o capital/dinheiro de Rose Marie Muraro (Idéias e Letras 2012). Rose é uma conhecida escritora com mais de 35 livros publicados e uma diligente editora com cerca de 1600 títulos lançados. Num intenso diálogo, juntos trabalhamos, por mais de vinte anos, na Editora Vozes. Dois temas ocupam sempre sua agenda: a questão feminina e a questão da cultura tecnológica. Foi ela quem inaugurou oficialmente o discurso feminino no Brasil escrevendo livro com um método inovador: A sexualidade da mulher brasileira (Vozes 1993). Com um olhar perspicaz denunciou o poder destruidor e até suicida da tecno-ciência, especialmente, em seu livro: Querendo ser Deus? Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade (Vozes 2009).

Neste livro Reinventando o capital/dinheiro faz um histórico do dinheiro desde a mais remota antiguidade, seguindo um  esquema esclarecedor: o ganha/ganha, o ganha/perde, o perde/perde e a necessária volta ao ganha/ganha se quisermos salvar nossa civilização, ameaçada pela ganância capitalística.

Na Pré-História predominava o ganha/ganha. Vigorava o escambo, isto é, a troca de produtos. Reinava grande solidariedade entre todos. No Período Agrário entrou o dinheiro/moeda. Os donos de terras produziam mais, vendiam o excedente. O dinheiro ganho era emprestado a juros. Com os juros entrou o ganha/perde. Foi uma bacilo que contaminou todas as transações econômicas posteriores. No Período Industrial esta lógica se radicalizou pois o capital assumiu a hegemonia e estabeleceu os preços e os níveis de juros compostos. Como o capital está em poucas mãos, cresceu o perde/ganha. Para que alguns poucos ganhem, muitos devem perder. Com a globalização, o capital ocupou todos os espaços. No afã de acumular mais ainda, está devastando a natureza. Agora vigora o perde/perde, pois tanto o dono do capital como a natureza saem prejudicados. No Período da Informação criou-se a chance de um ganha/ganha, pois a natureza da informação especialmente da Internet é possibilitar que todos se relacionem com todos.

Mas devido ao controle do capital, o ganha/ganha não consegue se impor. Mas sua força interna irá inaugurar uma nova era, quem sabe, até com uma moeda universal, sugerida pelo  economista brasileiro Geraldo Ferreira de Araujo Filho, cujo valor não incluirá apenas a economia mas valores  como a educação, a igualdade social e de gênero e o respeito à natureza e outros.
Rose aposta nesta lógica do ganha/ganha, a única que poderá salvar a natureza e nossa civilização.

samedi 21 janvier 2012

SEU NOME VAI ESTAR NO CATÁLOGO PARA O SALÃO DO LIVRO EM GENEBRA?

- Não é necessária a presença do autor para que seu livro esteja no Salão. O que é necessário é termos o livro do autor (De acordo com nossa carta aos autores, um mínimo de cinco exemplares do livro deve ser enviado, sendo um para nossa biblioteca);

- Há apenas um pagamento único de simbólicos CHF 100,00. O autor que fizer o depósito e enviar o comprovante estará automaticamente inscrito para que seu livro esteja no salão e no catálogo.

- Levaremos vários exemplares para venda, mas levaremos 1 (um) título por autor. O autor que desejar de ter mais de um título deverá pagar para constar uma segunda vez no catálogo. Infelizmente não podemos fazer diferente, pois o número de vagas no catálogo, assim como no stand, é limitado.

- Se o autor que desejar estar no catálogo do Salão já tem livros conosco e se estes livros não tiverem sido vendidos até abril, não precisará enviar outros, levaremos os que ainda se encontrarão conosco.

- Ainda não foi decidido quantos catálogos serão impressos, mas será enviado um exemplar do catalogo impresso, pelos correios, para cada autor presente no catálogo. Todo o restante da edição será distribuída, pois que este é o objetivo principal da confecção do catálogo. Lembramos que o mesmo, em Francês, tem como objetivo difundir entre os visitantes, editores e agentes literários, a obra do autor.

- No catálogo constará uma biografia do autor de cinco linhas e outra da obra, igualmente com cinco linhas. O mesmo será confeccionado na Itália, pois temos parceria com a Editora Mandala da escritora Mariana Brasil.

- Não haverá pré-seleção ou seleção definitiva para o catálogo. Quando completarmos o número de autores que acharmos que seja correto encerraremos as inscrições para tal. Apenas o comprovante de depósito assegura a presença do autor no catálogo e de seu livro no Salão. Lembrando que a data limite do depósito é será 15.02.2012.

- A língua em que está escrito o livro não é o mais importante. O que importa é que o autor seja brasileiro, português, angolano, enfim, de língua portuguesa. O livro poderá estar em Português, Inglês, Francês, Espanhol, Italiano ou outra língua, ou mesmo ser bilíngue, em braile e etc..
Maiores informações: varaldobrasil@gmail.com

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