samedi 21 avril 2012

Salão do Livro de Genebra: Varal do Brasil e a nova literatura brasileira



SESSÕES DE AUTÓGRAFO, LEITURAS PARA CRIANÇAS E HOMENAGEM AO ESCRITOR JORGE AMADO
 (PELA LIVRARIA VARAL DO BRASIL – STAND K1324)


DIA 25 DE ABRIL (QUARTA-FEIRA)  
10h30 às 12h30          Sessão de autógrafos com a autora Samaritana 
13h00  às 15h00         Sessão de autógrafos com as autoras Josane Mary Amorim e Jacqueline Aisenman
15h00  às 15h30         Leitura para o público infantil
16h00 às 18h00          Sessão de autógrafos com a autora Flávia Assaife

DIA 26 DE ABRIL (QUINTA-FEIRA)
10h00  às 12h00        Sessão de autógrafos com o autor Valdeck Almeida de Jesus
12h30  às 14h30        Sessão de autógrafos com as autoras Ana Miquelin e Rosemary Mantovani
14h30  às 16h30        Sessão de autógrafos com a autora Val Beauchamp
17h00 às 19h00          Sessão de autógrafos com os autores Jacqueline Aisenman e Marcelo Madeira

DIA 27 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA)
10h30 às 12h30          Sessão de autógrafos com as autoras Flávia Assaife e Laudecy Ferreira
13h00 às 15h00          Sessão de autógrafos com o autor Marcelo Candido Madeira
15h00 às 16h00          Homenagem ao escritor Jorge Amado através do cordel do escritor Valdeck Almeida de Jesus e com coordenação e música de Marcelo Candido Madeira no palco Scène Libre
18h30 às 20h30          Sessão de autógrafos com a autora Mariana Brasil

DIA 28 DE ABRIL (SÁBADO)
10h00 às 10h30          Leitura para o público infantil
13h30 às 15h30          Sessão de autógrafos com os autores Lúcia Amélia Brullhardt e Valdeck Almeida de Jesus
15h30 às 17h30          Sessão de autógrafos com a autora Laudecy Ferreira
17h30 às 19h00          Sessão de autógrafos com as autoras Sandra Bettonte e Mariana Brasil


DIA 29 DE ABRIL (DOMINGO)
10h00 às 10h30          Leitura para o público infantil
11h30 às 13h30          Sessão de autógrafos com a autora Ana Miquelin
14h00 às 16h00          Sessão de autógrafos e leitura para o público infantil com a autora Beti Rozen
17h30 às 19h00          Sessão de autógrafos com as autoras Josane Mary Amorim e Jacqueline Aisenman

*Todos os dias no stand da Livraria, bate-papo com os autores
** Entrada gratuita na quarta-feira


CONVITE - UM UNIVERSO ECOLOGICAMENTE POÉTICO



95 ANOS DE HILDA OTTONI - POSTAL COMEMORATIVO


PEDRO CAETANO CONVIDA PARA A EXPOSIÇÃO NA JANELA DO OLHAR – PINTURAS


PEDRO CAETANO CONVIDA PARA A EXPOSIÇÃO  NA JANELA DO OLHAR – PINTURAS

COQUETEL DE ABERTURA – 19 DE ABRIL, 20H.
LOCAL – FUNDAÇÃO PIERRE CHALITA – PRAÇA MANOEL DUARTE 77- JARAGUÁ


Poemas


Programa Debates Culturais de sábado, dia 21 de abril de 2012


Aviso aos meus amigos que sábado, dia 21 de abril, o programa Debates Culturais terá, além de mim, Alessandro Lyra Braga, as presenças da coordenadora da Equipe Resgato – sociedade civil pelos direitos dos animais, Marli Moraesdo advogadoAlcides Sampaio; do teólogo e professor, Kadú Santoro; do pesquisador em flora medicinal, Paulo Lima; e, do engenheiro de sistemas e publicitário, Jorge Paiva.

Conversaremos sobre a cobrança indevida de IPTU pela prefeitura do município do Rio de Janeiro. Debateremos ainda sobre as origens da Igreja Católica e o Império Romano. Falaremos ainda sobre a qualidade de vida nos grandes centros urbanos. Debateremos sobre a CPI envolvendo as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira e a forte pressão popular contra a corrupção exercida nas redes sociais.

O programa Debates Culturais é transmitido pela Rádio Boas Novas AM 1320 do Rio de Janeiro, todos os sábados, a partir das 14:00hs. Quem desejar participar por telefone com perguntas e/ou comentários, pode fazê-lo pelo telefone 2576-8484. Quem não puder ouvir nosso programa ao vivo, poderá ouvi-lo na íntegra, quando desejar, em nossa revista eletrônica http://www.debatesculturais.com.br, acessando, na barra azul de botões, a seção “Áudio dos Programas”


Acompanhem nosso Twitterhttp://twitter.com/debatescult!

A todos os meus amigos, um bom final de semana e espero que gostem do programa e dos artigos da revista!

CARLOS LÚCIO GONTIJO LANÇA LIVRO NO DIA 27 DE ABRIL


Caros Poetas,escritores e leitores, repasso este , e peço vossa leitura, como suas considerações sobre. Um escritor que lança uma obra , é como uma gestação, é ver seu filho aclamado,lido,apreciado,é o maior presente ao presente que nós deixa o Escritor. Sejamos SOLIDÁRIO, em seu Site vocês podem ler suas obras todas, ele não faz comercio, e sim escreve com a ALMA, e deixa ao mundo para serem acolhidas e admiradas.  Efigênia Coutinho
Na semana que vem, dia 27 de abril, data
de meu aniversário (60 anos), lanço o
romance Quando a vez é do mar, meu 14º livro.
O evento se dará na Associação Mineira de Imprensa,
à Rua da Bahia, 1.450, bem no centro de Belo Horizonte, às 19:30 horas.
Deixo-lhe um dos poemas que servem de abertura para os
21 capítulos de que é composto o romance. 

No lençol alvadio do amor navego
Cego de paixão e cio me entrego
Esfrego-me em seu corpo feito vento na vela
Sua alma enjanelada à minha se atrela
Uso minhas mãos tépidas como remo
E apesar da maré intrépida nada temo
Apenas tremo enquanto velejo
Em gozo provocado pela viração de seu beijo
                                                                 
                                                                                             Carlos Lúcio Gontijo

www.carlosluciogontijo.jor.br

Um convite


mercredi 18 avril 2012

Convite - 40 ANOS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE JUNDIAÍ

Crônica da Urda - Ida solene a Sachsayuhaman

               (Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo", publicado em 2006.)

                                               Eu precisava ir a Sachsayuhaman, meu, como precisava! Mas tinha que ir de outro jeito, no silêncio, sem motores de motos, com a solenidade que Sachsayuhaman pede, como o local mais sagrado das Américas para mim, e também o mais triste! Então, no outro dia, quando meus amigos embarcaram na programação do Encontro e viveram um dia muito engraçado pelo vale do rio Urubamba (o vale Sagrado dos Incas), onde, entre outras coisas comeram cuey[1][1] e conheceram o ritual da Pachamanca (conto depois), e de onde voltaram alegríssimos e bem dispostos, rindo muito dos acontecimentos do dia, eu comprei um pacote turístico e fui a Sachsayuhaman.  
                                               O que é Sachsayuhamann? É antiga fortaleza Inca onde, em 1533, houve a batalha final entre os Incas e Pizarro, o conquistador  espanhol, e a mudança de toda a História da América. Absolutamente imensa e linda, sobranceira a Cusco, numa subida de onde se controla o acesso à cidade dos Filhos do Sol, é outro dos pontos quase que indiscritíveis do mundo. Na verdade, trata-se de um conjunto de sítios arquológicos perfeitamente conservados apesar dos terremotos e dos cristãos, sendo que a fortaleza, construída em forma de raios celestes, imensa e poderosa, é a que mais me comove. Ali, um dia, no passado, os Filhos do Sol apostaram todas as suas fichas contra o invasor europeu ... e perderam. Como da vez anterior em que estivera ali, eu fiquei lá no alto da fortaleza observando o grande prado que há diante dela, e ouvindo na minha imaginação os ruídos daquela selvagem batalha tão trágica, os gritos dos homens que se feriam ou que estavam à morte, o ruído das armas de fogo, pois já as havia, inclusive canhões, o cheiro do sangue, da fumaça, dos corpos sujos dos espanhóis europeus que temiam o banho, o ruído das botas deles conquistando espaço fortaleza acima, os corpos que eram perfurados por espadas e que caíam – era muito triste e muito profundo estar naquele lugar, o lugar do câmbio da História de um mundo, e eu tinha muito claro dentro de mim a importância daquele ponto dentro do Universo. Afastei-me dos meus colegas de passeio e da guia que só falava abobrinhas e que só faltava jurar que eram os deuses astronautas, e fui até o ponto mais alto da fortaleza, que para mim era como o lugar central das Américas. Lá, sozinha, podia sentir toda a força das Américas e dizer para elas o que era importante para mim, e o fiz. Em nenhum outro ponto do mundo se poderia falar às Américas como ali – não era à toa que aquela era a fortaleza que guardava o Umbigo do Mundo!
                                   Um pouco adiante, em Tambomachay,o Banho do Inca, eu tive uma idéia que até agora me parece brilhante: tirei da bolsa a minha garrafa de água mineral, joguei a água mineral fora, e a enchi com a água sagrada que corre naquele lugar. Hoje, aquela água está na minha casa, cuidadosamente guardada junto com os livros e outras coisas que tenho que tratam de Arqueologia, e me sinto muito rica por tê-la. Todo esse complexo arqueológico que reúne Pisac, Qenqo, Pucapucara, etc., eu já descrevi, também, no meu livro “Entre condores e lhamas”, já citado anteriormente.
                                   Foi nesse passeio, nesse dia, que conheci Med Natália, uma professora russa da Universidade de São Petesburgo, que lá ensinava espanhol, e que também sabia falar português com o sotaque de Portugal. Fiquei impressionadíssima por conhecê-la, parecia-me estar a conhecer alguém saído de um romance de Tolstói. Ela, por sua vez, também parecia impressionada por estar conhecendo uma escritora brasileira – pelo menos declarou tal coisa uma série de vezes. De volta ao Brasil, mandei a ela um pacote com livros meus e de outros amigos – ela me contara que na Universidade de São Petesburgo havia livros de brasileiros, sim: Machado de Assis e Érico Veríssimo. Espero que tenha recebido os que mandei.


[2][1] Cuey = um certo ratão que é iguaria no Peru. Penso que é um parente do “porquinho da Índia”, ou o próprio. (Nota da Autora)


Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR



SUSPIROS POÉTICOS

Livro SUSPIROS POÉTICOS

O novo livro do autor Marcelo de Oliveira Souza, SUSPIROS POÉTICOS é uma coletânea das suas melhores poesias com temáticas universais versando sobre:  guerras, Bin Laden e o  de Setembro, amor, liberdade, espiritualidade e muitos outros que certamente farão você suspirar.
O livro ainda pode ser adquirido de duas formas:
em qualquer lugar do mundo como e-book
Diretamente com o autor: pelo celular 71-81553677
Através dos seus sites e blog: http://:marceloescritor2.blogspot.com
         
Adquira ou reserve  o seu JÁ!



Marcelo de Oliveira Souza
Livro Suspiros Poéticos à venda no site: http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br
Valores: R$ 7,59 Virtual  Impresso: R$ 25,32  Com o autor:  R$ 20,00

Poemoda, a canção em verso e prosa

"Poemoda...", é um antigo projeto do nosso coração, que já aconteceu durante todo o ano de 2000. Estamos voltando 12 anos depois, em "segunda temporada", a convite da emissora. Isto, para nós, é motivo de alegria e orgulho.  

Estou criando um gmail exclusivo para  "Poemoda, a canção em verso e prosa" e contatando os amigos, parceiros musicais e literários, e algumas outras pessoas que, embora não conhepça pessoalmente, imagino que possam ter interesse no perfil desse nosso trabalho. Mais do que um canal para divulgação, nos interessa termos, aqui, interlocutores, que opinem, critiquem, corrijam nossos rumos, nos sugiram e mandem material, enfim,  enriqueçam cada vez mais o nosso repertório. Acrescento que este 'mailing' é composto exclusivamente de endereços que estou pescando da minha caixa postal pessoal. E me comprometo, pessoalmente, a não repassar vossos preciosos endereços a quem quer que seja, mantendo-os sempre em cópia oculta.

Isto posto, peço a você que, caso não deseje receber semanalmente a nossa divulgação, responda este email acrescentando "REMOVER" ao subject. Na boíssima. 

Grande poemódico abraço,

Etel Frota

mardi 17 avril 2012

Corrupção: crime contra a sociedade

                                                      Leonardo Boff*

Segundo a Transparência Internacional, o Brasil comparece como um dos países mais corruptos do mundo. Sobre 91 analisados, ocupa o 69% lugar. Aqui ela é histórica, foi naturalizada, vale dizer, considerada com um dado natural, é atacada só posteriormente quando já ocorreu e tiver atingido  muitos milhões de reais e goza de ampla impunidade. Os dados são estarrecedores: segundo a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) anualmente ela representa 84.5 bilhões de reais. Se esse montante fosse aplicado na saúde subiriam em 89% o número de leitos nos hospitais; se na educação, poder-se-iam abrir 16 milhões de novas vagas nas escolas; se na construção civil,  poder-se-iam construir 1,5 milhões de casas.
         Só estes dados denunciam a gravidade do crime contra a sociedade que a corrupção representa. Se vivessem na China muitos corruptos acabariam na forca por crime contra a economia popular. Todos os dias, mais e mais fatos são denunciados como agora com o contraventor Carlinhos Cachoeira que para garantir seus negócios infiltrou-se corrompendo gente do mundo político, policial e até governamental. Mas não adianta rir nem chorar. Importa compreender este perverso processo criminoso.
         Comecemos com a palavra corrupção. Ela tem origem na teologia. Antes de se falar em pecado original,  expressão que não consta na Bíblia mas foi criada por Santo Agostinho no ano 416 numa troca de cartas com São Jerônimo, a tradição cristã dizia que o ser humano vive numa situação de corrupção. Santo Agostinho explica a etimologia: corrupção é ter um coração (cor)  rompido (ruptus) e pervertido. Cita o Gênesis: “a tendência do coração é desviante desde a mais tenra  idade”(8,21). O filósofo Kant fazia a mesma constatação ao dizer:“somos um lenho torto do qual não se podem tirar tábuas retas”. Em outras palavras: há uma força em nós que nos incita ao desvio que é a corrupção. Ela não é fatal. Pode ser controlada e superada, senão segue sua tendência.
         Como se explica a corrupção no Brasil? Identifico três razões básicas entre outras: a histórica, a política e a cultural.
         A histórica: somos herdeiros de uma perversa herança colonial e escravocrata que marcou nossos hábitos. A colonização e a escravatura são instituições objetivamente violentas e injustas. Então as pessoas para sobreviverem e guardarem a mínima liberdade eram levadas a corromper. Quer dizer: subornar, conseguir favores mediante trocas, peculato (favorecimento ilícito com dinheiro público) ou nepotismo. Essa prática deu  origem ao jeitinho brasileiro, uma forma de navegação dentro de uma sociedade desigual e injusta e à lei de Gerson que é tirar vantagem pessoal de tudo.
         A política: a base da corrupção política reside no patrimonialismo, na indigente democracia e no capitalismo sem regras. No patrimonialismo não se distingue a esfera pública da privada. As elites trataram a coisa pública como se fosse  sua e organizaram o Estado com estruturas e leis que servissem a seus  interesses sem pensar no bem comum. Há um neopatrimonialismo na atual política que dá vantagens (concessões, médios de comunicação) a apaniguados políticos.
         Devemos dizer que o capitalismo aqui e no mundo é em sua lógica, corrupto, embora aceito socialmente. Ele simplesmente impõe a dominação do capital sobre o trabalho, criando riqueza com a exploração do trabalhador e com a devastação da natureza. Gera desigualdades sociais que, eticamente, são injustiças, o que origina permanentes conflitos  de classe. Por isso, o capitalismo é por natureza antidemocrático, pois  a democracia supõe uma igualdade básica dos cidadãos e direitos garantidos, aqui violados pela cultura capitalista. Se tomarmos tais valores como critérios, devemos dizer que nossa democracia é anêmica, beirando a farsa. Querendo ser representativa, na verdade, representa os interesses das elites dominantes e não os gerais da nação. Isso significa que não temos um Estado de direito consolidado e muito menos um Estado de bem-estar social. Esta situação configura uma corrupção  já estruturada e faz com que ações corruptas campeiem livre e impunemente.
         A cultural: A cultura dita regras socialmente reconhecidas. Roberto Pompeu de Toledo escreveu em 1994 na Revista Veja: “Hoje sabemos que a corrupção faz parte de nosso sistema de poder tanto quanto o arroz e o feijão de nossas refeições”. Os corruptos são vistos como espertos e não como criminosos que de fato são. Via de regra podemos dizer:  quanto mais desigual e injusto é um Estado e ainda por cima centralizado e burocratizado como o nosso, mais se cria um caldo cultural que permite e tolera a corrupção.
         Especialmente nos portadores de poder se manifesta a tendência à corrupção. Bem dizia o católico  Lord Acton (1843-1902): ”o poder  tem a tendência a se corromper e o absoluto poder corrompe absolutamente”. E acrescentava:”meu dogma é a geral maldade dos homens portadores de autoridade; são os que mais se corrompem”.
         Por que isso? Hobbes  no seu Leviatã (1651)  nos acena para uma resposta plausível: “assinalo, como tendência geral de todos os homens, um perpétuo e irrequieto desejo de poder e de mais poder que cessa apenas com a morte; a razão disso reside no fato de que não se pode garantir o poder senão buscando ainda mais poder”. Lamentavelmente foi o que ocorreu com o PT. Levantou a bandeira da ética e das transformações sociais. Mas ao invés de se apoiar no poder da sociedade civil e dos movimentos e criar uma nova hegemonia, preferiu o caminho curto das alianças e dos acordos com o corrupto poder dominante. Garantiu a governabilidade  a preço de mercantilizar as relações políticas e abandonar a bandeira da ética. Um sonho de gerações foi frustrado. Oxalá  possa ainda ser resgatado.
         Como combater a corrupção? Pela transparência total, por uma democracia ativa que controla a aplicação dos dinheiros públicos, por uma justiça isenta e incorruptível, pelo aumento dos auditores confiáveis que atacam antecipadamente a corrupção. Como nos informa o World Economic Forum, a Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes; o Brasil apenas, 12.800 quando precisaríamos pelo menos de 160.000. Mais que tudo, lutar por um outro tipo de democracia menos desigual e injusta que a persistir como está, será sempre corrupta, corruptível  e corruptora.

*teólogo, filósofo e escritor

A saga de uma mulher em busca da liberdade

Cláudia Carvalho lança na Livraria Cultura, em São Paulo, no dia 26 de abril, o livro “Mulher Brasileira Procura”



A escritora Cláudia Carvalho lança, no dia 26 de abril, em São Paulo, o livro Mulher Brasileira Procura, um relato autobiográfico em que a autora narra seu processo de transformação, iniciado a partir do momento em que o marido a troca pela amante. A obra trata com leveza e bom humor a viagem de autodescoberta da autora, permeando aspectos existenciais como morte, vida, sexualidade e espiritualidade. Casada, mãe de três filhos e estabilizada financeiramente, Cláudia conta como a traição a pegou desprevinida e como, de uma hora para outra, seu mundo se desmoronou. Aos poucos, consegue reunir forças para juntar os cacos, redefinir seus valores e dar a volta por cima.

O livro retrata uma mulher corajosa, incapaz de ceder mesmo quando as circunstâncias se mostram adversas. Cláudia está determinada a reconstruir sua vida, encontrar um novo amor e, para isso, mergulha fundo na busca pela renovação. O primeiro passo é participar dos sites de relacionamentos na Internet, quando parte em aventuras pelo mundo, enfrentando perigos e surpresas. Empresária, fluente em quatro idiomas e dona de grande erudição, ela prefere manter contatos com homens europeus, na esperança de encontrar um parceiro sem o ranço machista que identifica nos latino-americanos.

É a partir daí que Mulher Brasileira Procura revela uma escritora versátil, com uma incrível capacidade para contar histórias e descrever as pessoas que entram em sua vida. Com vivacidade e fluidez, Cláudia relembra as peripécias que viveu na Suécia, Finlândia, França, Alemanha, Inglaterra e Itália com homens de personalidades e tipos físicos totalmente diferentes. A única coisa que seus namorados parecem ter em comum é a solidão. Para conquistá-la, eles se esforçam em provar que são mais do que aparentam ser. Curiosamente, é em Jericoacoara, praia no interior do Ceará – longe dos caros e sofisticados hotéis e restaurantes europeus – que ela encontra seu par.

Mulher Brasileira Procura é uma narrativa em que a autora não economiza nenhum fato e nenhuma emoção ao relatar suas aventuras amorosas. Num plano paralelo, Cláudia enfrenta um drama com a qual convivia há 35 anos: a morte da irmã num acidente de automóvel e sua possível culpa. Com sensibilidade e delicadeza, ela põe o dedo na ferida e relembra o acontecimento, transformando o leitor numa testemunha da tragédia e da sua superação. São momentos de intensa emoção, em que a dor da perda, gigantesca e imensurável, marcam profundamente a autora. É impossível ficar indiferente.

Lançado em outubro em Fortaleza e em março, no Rio de Janeiro, onde já está à venda em algumas livrarias, Mulher Brasileira Procura é sucesso de crítica e de público. Para ler a opinião dos leitores e saber mais sobre o livro, integre-se ao grupo do Facebook, “Mulher brasileira procura”, no link http://www.facebook.com/groups/207347032664991/.


Sobre a autora
Empresária cearense na área de Saúde Corporativa, Cláudia Carvalho divide seu tempo entre os negócios e a arte. Bailarina por vocação, dançou por muitos anos balé contemporâneo nos palcos do Rio de Janeiro, cidade em que morou na década de 80. Seu primeiro livro, Alma Dançarina, lançado em 1990, é uma prova de sua paixão pela dança. Em Fortaleza, onde reside atualmente, Cláudia costuma dar palestras sobre temas relacionados à saúde, estresse, obesidade e sexualidade feminina. Integrante da Rede de Escritoras Brasileiras (Rebra), sediada em São Paulo, e do Grupo de Escritores Varal do Brasil, sediado na Suíça, ela dedica-se atualmente à tradução para o francês de Mulher Brasileira Procura. Cláudia é graduada em Educação Física.


Para a sua agenda
Data: 26 de abril de 2012
Horário: 18h30 às 21h30
Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – São Paulo - SP
Tel.:  (11) 3170-4033     

Em Genebra (Suíça) o livro estará no Salão Internacional do Livro de 25 a 29 de abril no stand da Livraria Varal do Brail (K1324)  



INFORMAÇÃO CEBRAC DE ZURIQUE: Palestra Ação - Quinta-feira, 19 de Abril, 19 horas

Dia do Índio de batalhas

Hoje em dia no Brasil é muito difícil dizer quem realmente é índio, aquela idéia do indo ser sossegado, largado na rede, aceitando os desígnios divinos já terminou.
Por muito tempo os indígenas de todos os continentes foram explorados, usurpados e até escravizados, na invasão do Brasil pelos portugueses eles tomaram a causa do desenvolvimento e da religiosidade para poder dominar, mesmo método que todos os outros colonizadores fazem há séculos.
Justamente quando se comemora o dia do índio, estoura uma revolta no sul do Estado da Bahia, onde os verdadeiros nativos reclamam a posse de inúmeras fazendas, têm algumas delas com mais de oitenta anos na posse da mesma família por gerações, que estão sendo retomadas pelos silvícolas.
O Ministro do Supremo ficou de decidir como fica a questão, contudo ninguém nunca vai sair satisfeito, os índios que antes eram a maioria no nosso país querem recuperar o que foi tomado, contudo grandes latifúndios  certamente não poderão ficar em poder de tão poucos nativos, pois não iria demorar esse domínio, de alguma forma retornaria ao poder de outros “brancos” ou seria explorada irregularmente, como é o caso de várias terras indígenas nesse nosso imenso país, onde no papel os indígenas dominam, contudo na verdade o precioso solo virou caminho de pedágio, pontos de explorações minerais, vegetais ou até “campo de estudo” da nossa fauna, onde nossos espécimes são de fato levados para serem estudados, plantados e  utilizados no exterior .


Marcelo de Oliveira Souza


Marcelo de Oliveira Souza
Escritor Filiado À Ube – Cappaz - ACLAC - Poetas del Mundo
Meus blogs:

samedi 14 avril 2012

Renda-se a “O Artista” (The Artist) - O filme mudo que me deixou sem palavras (pelo menos até agora...)

Por Vanessa Clasen, jornalista e escritora

Li numa critica que esse filme é uma declaração de amor ao cinema, eu concordo e assino embaixo e pessoalmente acredito que ele seja ainda mais, ele é uma declaração de amor àqueles que amam a arte, um tributo ao amor e um alívio incomensurável a quem está cansado de assistir Blockbusters... Está certo, tem horas que os filmes hollywoodianos arrasa-quarteirão são necessários, mas quantas vezes já desejamos, talvez secretamente, com medo que de alguém nos censurasse pela audácia de somente sugerir um filme antigo para assistir com os amigos e com a família, desses em preto e branco, gastos e lindos? Mas como concorrer com os filmes de ultima geração em Blu-Ray e 3D? Seria um massacre, pensamos, mas então eis que surge uma luz, direto do coração da máquina francesa fazedora de filmes Cult, e ela não vem acompanhada de uma brisa suave e refrescante, e sim, de um tornado extraordinário de sensações incríveis e apaixonantes, a leveza e comicidade inocentes do cinema antigo com a força do enredo rápido e arrebatador do cinema moderno... sim, “The Artist” é tudo isso e mais um pouco! Confesso que fui assistir a esse filme por indicação de um amigo que apaixonado incondicionalmente pela película muda o viu três vezes. Meu amigo supracitado estava curioso acerca da minha reação ao filme e quando ele me questionou o que eu estava sentindo após assistir a película respondi com a única palavra que veio na mente naquele instante: “apaixonada”! E foi exatamente isso que o filme fez comigo. É como um novo romance, você tem algumas expectativas, porém, por conta de erros passados você não se entrega totalmente, você resiste, luta para provar para você mesmo que você é forte, e que não vai cometer o mesmo erro de novo e o tempo vai passando, coincidências adoráveis vão acontecendo, conversas ao pé do ouvido, músicas cheias de significado e você sem sentir já está completa e totalmente arrebatado até vir o tiro de misericórdia e você decide sem sombra de dúvida se render, sem medo e sem culpa, a esse amor... E, para mim esse tiro de misericórdia veio quando a palavra “BANG” apareceu na tela e meus olhos outrora embargados renderam-se finalmente e eu chorei sem vergonha nem culpa completamente aberta a essa nova experiência sensorial cinematográfica em plenos anos 2012! Meu amigo disse que para ele a cena mais tocante aconteceu antes disso, quando George Valentin, magistralmente interpretado por Jean Dujardin, agarrou-se firmemente a película de filme que havia feito com Peppy Miller, vivida pela não menos talentosa Bérénice Bejo! E eu confesso que meus olhos se embargaram a partir daí, mas que a principio me veio à mente que ele não sabia que esta película poupada era o filme que ele tinha feito com ela, que ele tão somente salvara o único filme que havia sobrado em sua casa... Mas meu amigo me convenceu que o mocinho sabia que era o filme que fez com a mocinha e pelo bem da nossa amizade e pelo bem do meu amor ao cinema eu me deixei convencer, e este fato acabou por perder a importância, em vista dos subseqüentes dramáticos acontecimentos do filme. Amei a forma como o filme mostrou a decadência dele em cenas como a que o mocinho está conversando com a mocinha na escada do estúdio e ela esta orgulhosa a lhe contar seus feitos e ele desolado porque acabara de saber que os filmes mudos tinham acabado, mas orgulhoso queria manter as aparências, e ela está acima da tela e ele abaixo! Magnífico como um filme mudo conseguiu penetrar com tanto realismo na alma dos personagens e mostrar esse enorme abismo de emoções em que havia entre os protagonistas... Outra grande sacada foi mostrar um close nas pessoas pisando no cartaz do filme do mocinho na rua após o flagrante fracasso do mesmo numa tentativa do protagonista de reerguer o cinema mudo. Toda essa sensibilidade atrelada ao desempenho maravilhoso dos atores Jean Dujardin e Bérénice Bejo tornou essa experiência de assistir ao filme uma delicia de sensações. É um filme Cult sim, intelectual, no entanto, é também ingênuo e despretensioso o que o torna um must watch do cinema moderno! Com o filme vieram a minha mente desejos passados colocados temporariamente naquela velha e escondida caixa que todos temos na mente chamada “recordações”, e esse filme abriu a minha Caixa de Pandora, todavia ao contrário da lenda só saíram coisas boas, amáveis lembranças de filmes que me fizeram rir e chorar como o italiano “A vida é bela”, quando o personagem de Roberto Benigni dizia todas as manhãs para a esposa “Buon giorno principessa” e de que como era reanimador ouvir aquilo em meio ao horror da guerra; dos filmes do Chaplin, porque é impossível assistir a “The Artist” sem relembrar o grande mestre do cinema mudo; do filme “E o Vento Levou...” e de Rhett Butler (Clark Gable) dizendo para a Scarlett O'Hara (Vivian Leigh), a frase mais famosa do cinema de todos os tempos segundo lista do American Film Institute (AFI): "Frankly, my dear, I don't give a damn" ("Francamente, minha querida, não estou nem aí"); das belas canções de amor como Bella Notte, do inesquecível desenho Disney, A Dama e o Vagabundo  (Lady and the Tramp): 


Oh this is the night, it's a beautiful night
Oh esta é a noite, é uma bela noite
And we call it bella notte
E nós a chamamos bella notte
Look at the skies, they have stars in their eyes
Olhe para o céu, eles têm estrelas em seus olhos
On this lovely bella notte.
Nesta bela bella notte.
Side by side with your loved one,
Lado a lado com o seu amado,
You'll find enchantment here.
Você vai encontrar aqui encantamento.
The night will weave its magic spell,
A noite vai tecer a sua magia,
When the one you love is near!
Quando a pessoa que você ama está perto!
Oh this is the night, and the heavens are right!
Oh esta é a noite, e os céus estão certos!
On this lovely bella notte!
Nesta bela bella notte!

É, não é toa que “The Artist” ganhou o Óscar de melhor filme este ano e o de melhor guarda-roupa dentre outros... Ele é um oásis no deserto cinematográfico dos filmes de massa e nem que seja para reviver por alguns minutos a glória do cinema mudo; para dar boas risadas com a esperteza do cachorro Uggie responsável pela parte cômica do filme; para apreciar o figurino inspirador dos personagens, e os chapéus de Bérénice Bejo, que diga-se de passagem, são um capítulo a parte, e sentir-se completa e adoravelmente fora de época, vale a pena assistir, no cinema de preferência, para reviver o gostinho da Belle Époque e tudo que ela tinha de melhor,  dentre outras coisas: a inocência do amor...
                
O Artista (The Artist) – ÓSCAR 2012
Lista dos prêmios recebidos pelo filme na 84ª edição dos Óscar, em Los Angeles, Califórnia.
Melhor filme: "The Artist"
Melhor Realização: Michel Hazanavicius ("The Artist")
Melhor ator: Jean Dujardin ("The Artist")
Melhor guarda-roupa: "The Artist" - Mark Bridge
Melhor banda sonora original: "The Artist" - Ludovic Bource
Ficha técnica do filme:
Diretor: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, Malcolm McDowell, John Goodman, Penelope Ann Miller, James Cromwell, Missi Pyle, Joel Murray, Beth Grant, Ed Lauter, Beau Nelson, Ben Kurland e o cachorro Uggie, que roubou a cena noa entrega do globo de ouro ao filme.
Personagens: George Valentin, Peppy Miller
Roteiro: Michel Hazanavicius
Estúdio: La Classe Américaine, uFilm, JD Prod, France 3 Cinéma, La Petite Reine, Studio 37
Produção: Thomas Langmann, Emmanuel Montamat
Fotografia: Guillaume Schiffman
Trilha: Ludovic Bource
Duração: 100 minutos
Ano: 2011
País: França
Gênero: Romance / Comédia / Drama
Cor: preto e branco
Classificação: 12 anos

FRAGMENTOS E FRASES

(NOVAS CARTAS BAIANAS)

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“QUEM FALA DE MIM NA MINHA AUSÊNCIA É PORQUE RESPEITA A MINHA PRESENÇA”

                                 (Bob Marley)

“A ida de Crivella para o Ministério da Pesca é o milagre da multiplicação, não dos peixes nem do seu pequeno PRB, mas da influência do setor evangélico no governo ‘laico.”

(Chico Alencar )

É muito triste perceber que alguém que se passava como Catão ou arauto da moralidade, usar o instituto do “’habeas corpus”, não para negar seu envolvimento com a corrupção, mas _ utilizando tecnicismos jurídicos –, desejar anulas as provas colhidas pela Polícia Federal.

(Deste escriba)

“O lugar da poesia/é onde possa inquietar.”

(Lindolf Bell – poeta catarinense)

“Se não for pela poesia, como crer na eternidade?”

(Alphonsus de Guimaraens Filho – poeta mineiro)



“Realmente, somos livres para assistir ao que queremos, e gosto não se discute. Uns preferem assistiras lutas de MMA, outros gostam de BBB. E ainda os que apreciam os amistosos da seleção brasileira.”

(De um leitor)

“O ministro da Educação (observação: Aloizio Mercadante, um homem de palavra!) tem razão ao dizer que os alunos são do século 21 e os professores do século 20. Acrescendo, ainda, que os salários dos mestres são do século 19 e os políticos da Idade da Pedra.”

(De outro leitor)

“No fim, se você fez algo (interferência estética no rosto), dá para ver. Aquilo não me enche de admiração, me enche de dó.”
Cate Blanchette – atriz)

Em 2012, a previsão de gastos no Brasil com incentivos fiscais é de R$146 bilhões.

Desse valor, aproximadamente 1% será destinado à cultura.

(Deste redator)

O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório nas obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014. O sobrepreço nas contas do Maracanã já chegou a R$163 milhões.

(Idem)

“Nossa Guia (observação: para quem sabe, o nosso Pequeno Napoleão, também conhecido por Lula) telefonou para o empresário Elke Batista, solidarizando-se com o seu filho, aperreado pelo episódio em que atropelou o ciclista Wanderson Pereira dos Santos. Ao tempo em que ele rodava o programa Lula 1.0, teria ligado também para a família de Wainderson, que morreu.”

(Elio Gaspari)

É preciso que toda a chamada sociedade civil se mobilize para não deixar que prescreva o processo do Mensalão – que está no STF.

(Apelo deste escriba)

E dando os trâmites por findos, parodio Antônio Gramsci: É preciso manter o pessimismo da inteligência e o otimismo da vontade.

(Salvador, abril de2012)

PAI POBRE

Nazaré, Ba 17-07-2011

Pai,
Que sem ter chance
De educar e aculturar seus filhos,
Sai pelas quebradas da vida
Em busca do Estado corrupto
Que lhe nega todas as saídas
E não lhe dá uma guarida.

Pai,
Que por não ser competitivo nem globalizado,
Sai em busca de qualquer coisa
Para matar a fome dos filhos
Que serão a sua cópia, amanhã.

Pai,
Que de volta para o barraco
Vê seus filhos a gritarem de fome.
São as vítimas de um sistema criminoso
Que excluem negros e pobres
Até a extinção.

Pai,
Que só tem uma opção:
Aliar-se ao tráfico de drogas
Que alimenta o capitalismo
E praticado pelos detentores do capital
Sem sujar suas mãos brancas.

Pai,
Que já começou a ganhar dinheiro.
É pouco, mas dá.

Pai,                                                                                                          
Que vai ser encontrado morto heroicamente,
Numa periferia qualquer,
Desse país que nunca foi seu,
Depois de ser perseguido
Por polícia e bandido,
Ambos agindo em conjunto
Para não quebrar o sistema.

Pai,
Negro, foragido e criminoso.
Filhos pobres, novamente
Por causa da droga de comer,
Por causa da droga de beber,
Por causa da droga de aspirar,
Por causa da droga de atirar,
Por causa da droga de democracia.

Louvemos o socialismo.




POESIA DE GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA

Sábado, 14 de Abril de 2012 - Oficina de Percussão

Crônica da Urda - Flanando por Cusco com o Lobo Solitário



(Excertos do Livro "Viagem ao Umbigo do Mundo", publicado em 2006) 


Na tarde do outro dia é que senti, afinal, o peso da altitude naquela cidade fascinante. Aquele fora declarado um dia livre: estavam a chegar ao hotel harleyros de todos os lados da América – afinal, tínhamos ido até lá para o Segundo Encontro Intercontinental de Motociclismo! Aos poucos, cada vez mais se viam botas negras e camisetas e jaquetas das Harley-Davidson pelos corredores e salões do hotel, e as delegações que chegavam eram recebidas com grandes efusões de amizade pelos meus amigos, pois se tratavam de pessoas que eles conheciam de outras viagens, de outras aventuras – e estava chegando gente da Argentina, do Chile, do Equador, de Lima – até um rapaz todo vermelhão apareceu vindo desde os Estados Unidos! Ninguém fizera viagem curta, nem mesmo os limeños, mas o estadunidense é quem vinha de mais longe. Fiquei a pensar em como ele atravessara toda a América Central, a Colômbia, grande parte do Peru ... mas mesmo assim também pensei: teria ele votado em Bush? Como não falo inglês ficou tudo mais fácil, não tinha mesmo como fazer perguntas ao Vermelhão.
                                               Quem não conhecia ninguém novo ali era eu e o Lobo Solitário. O Lobo estava meio sem saber o que fazer, e então eu decidi:
                                               - Vem comigo, Lobo! Vamos conhecer Cusco                                                                    Sei que é muita pretensão achar que se possa conhecer Cusco num dia, mas fomos fazer o que dava. E com o Lobo saí passeando por todo aquele dia, fazendo bem um programa de turista, indo desde a Praça de Armas até o Templo do Sol, e desde as igrejas barrocas até a uma comida esmerada num restaurante pertinho da praça, ao meio dia. Vou me omitir de descrever os inúmeros detalhes maravilhosos de Cusco tanto porque é impossível contar tudo, quanto porque já fiz muitas descrições a respeito deles em outro livro meu, chamado “Entre condores e lhamas”[1][1]. Tenham certeza os leitores que nunca lá estiveram, no entanto, que aquele é um lugar único e imperdível – se alguém chegasse para mim agora e me dissesse: “Olha, está aqui uma passagem de graça para tu ires a Paris, com todas as mordomias, por um mês inteiro”, eu pensaria bem umas dez vezes se quereria mesmo ir de novo a Paris. Mas se alguém me oferecesse uma ida a Cusco já para o dia seguinte, fosse do jeito que fosse, com certeza eu iria correndo fazer as malas! Se você ainda não foi lá, espero que um dia possa ir, e tirar a limpo o que foi esta nossa América no passado!
                                                                                              Então, naquele dia, eu e o Lobo Solitário andamos tanto, mas tanto por Cusco, e aconteceram coisas tão insólitas, como uma família inteira dentro de um templo, vestida como os antigos Incas, com grande pompa e fausto, a tirar fotos com o Lobo (eles cobravam alguma coisa para tirar tais fotos, claro! Aquela é uma cidade turística, afinal!), que de tardinha estávamos mortos de cansados, com a altitude a nos mostrar direitinho quais eram nossos limites. Cheguei ao hotel estourada; sequer fui à abertura do Encontro de Motociclismo, que aconteceu naquela noite com uma recepção em Sachsayuhaman toda iluminada, com a presença, inclusive, do alcaide de Cusco. Deve ter sido coisa rápida, só fotos e discursos de boas vindas, pois logo as Harleys estavam de volta.

Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR


[1][1] Editora Hemisfério Sul, Blumenau/SC.

Programa Debates Culturais de sábado, dia 14 de abril de 2012

Aviso aos meus amigos que sábado, dia 14 de abril, o programa Debates Culturais terá, além de mim, Alessandro Lyra Braga, as presenças da coordenadora da Equipe Resgato – sociedade civil pelos direitos dos animais, Marli Moraesda atriz e audiodescritora, Graciela Pozzobon da Costa; da administradora de empresas e ativista em proteção aos animais, Dayse Perovano; do astrônomo, filósofo e palestrante, Benito Pepee, do idealizador e fundador da Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de MenesesEvando Santos.

Conversaremos sobre a técnica da audiodescrição de espetáculos teatrais, filmes e outras formas de comunicação. Debateremos ainda sobre os diversos tipos de linguagem utilizados atualmente na mídia. Estaremos lançando o programa Livro é vida e as cartilhas da vovó, veiculado exclusivamente no Youtube. Falaremos ainda sobre a crise política e administrativa que o município de Duque de Caxias atravessa, como salários atrasados, falta de coleta de lixo, e outros problemas mais.

O programa Debates Culturais é transmitido pela Rádio Boas Novas AM 1320 do Rio de Janeiro, todos os sábados, a partir das 14:00hs. Quem desejar participar por telefone com perguntas e/ou comentários, pode fazê-lo pelo telefone 2576-8484. Quem não puder ouvir nosso programa ao vivo, poderá ouvi-lo na íntegra, quando desejar, em nossa revista eletrônica http://www.debatesculturais.com.br, acessando, na barra azul de botões, a seção “Áudio dos Programas”

 
Acompanhem nosso Twitterhttp://twitter.com/debatescult!

A todos os meus amigos, um bom final de semana e espero que gostem do programa e dos artigos da revista!

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...