mercredi 28 novembre 2012

O SEGREDO ENTRE DOIS JOELHOS


Lariel Frota

1° capitulo

            Teria de fato extrapolado alguns limites   e estaria agora   pagando  pelos excessos?
            Razoavelmente  discreta em suas idas e vindas achava que  se não  chamasse  muito a atenção,  talvez  ninguém viesse a  criticá-la. É certo que as vezes exagerava na cor:  vermelho, prateado, roxo, dourado, de oncinha ou zebrinha. Não que pra profissão  fossem  indispensáveis, mas sempre foram grandes aliados. Pra ela,  junto com o batom e óculos escuros,   o  par de sapatos de  salto agulha de  cor vibrante, o mundo  com todas as suas vicissitudes parecia mais  fácil de se encarar.
            Não confessava a ninguém mas gostava de ouvir o  pac, pac,pac…do salto  ecoando no piso por onde passava. Sabia que  chamava  pra si alguns  olhares como se  estivesse numa passarela iluminada. Dispensar o salto altíssimo, que além do mais salientavam suas curvas femininas, sempre estivera completamente fora de cogitação.
            Certamente está pagando pelos seus atos. Talvez  devesse ter dado a devida atenção  as dicas da avó tão cheia de sabedoria, que ensinava brincando ou brincava de ensinar com as cantigas inventadas para cada ocasião.

            Menina não despreze os conselhos
            Daqueles que te querem bem,
            Zela pelo  que tens entre os joelhos
            Cuidado com  o vai e vem!!!!
           
2° CAPITULO

Não se lembra exatamente  quando  tudo começou. Não dera importância aos primeiros sinais  discretos. Recorda-se vagamente de umas fisgadas doloridas, uma dorzinha chata que  aparecia repentinamente depois de alguma estripulia  e se espalhava aos poucos, sintomas sempre atribuídos a algum excesso cometido.
            Na rotina agitada não tinha lá muito tempo pra ficar atenta a pequenos sinais do corpo. Extremamente ativa superava as crises tomando um anti inflamatório, um analgésico e só.
            Quando alguém alertava sobre a necessidade de procurar ajuda profissional respondia simpática:
            -Basta juntar os joelhos na  horizontal pra tudo voltar ao normal!
            Perdida  em pensamentos,  sorri ao pensar que pela segunda vez em pouco tempo há uma  lembrança  dos  joelhos em suas divagações solitárias.  Recorda  as aulas de biologia no tempo de ginásio. O professor  apaixonado por antropologia, defendia  teses pra lá de interessantes:
            -O corpo humano foi planejado para andar de quatro. Quando se fixou sobre duas  pernas para alcançar alimento,  desprezou sua natureza, começou a agredir as articulações forçando posições para os quais não estava programado.
            Lembra das risadas maliciosas dos meninos no fundo da sala, diante das simples citações: posições,  duas pernas….de quatro, que disparavam  o  alarme dos hormônios em plena efervescência. As meninas com um leve rubor de faces também se demonstravam instigadas por pensamentos picantes, a maioria deles inconfessos.
            Entre risadas e cochichos o  assunto provocava um frenesi incontido:
            -Já pensou?   A Meire com aquelas coxas grossas andando de quatro na minha frente? Ai que tentação!
            -Cala a boca garoto, se o irmão dela escuta vai dar confusão!
            O professor repreendia severamente e a aula de anatomia sobre as articulações  continuava, enquanto todos, inclusive ela, divagavam  sobre as  brincadeiras maliciosas e todas as possibilidades futuras do vai e vem das suas articulações…

3° CAPITULO


            Seria  efeito  dos analgésicos? Teria exagerado na dose?
            Sonolenta, com dificuldades pra respirar, os pensamentos completamente desconectados da realidade, parece presa a uma camisa de força. Tenta desesperadamente não se entregar. Onde foi parar sua conhecida calma e capacidade de racionalizar achando uma saída  por pior que fosse  a situação?
           Respira fundo, precisa reencontrar um mínimo de tranquilidade para entender o que está acontecendo.Sabe que o  pânico só pode piorar a situação. Com os olhos semi cerrados tenta estabelecer uma retrospectiva das suas últimas horas, quem sabe assim toma consciência do que ocorre de fato.
           A  certeza é de que está com sérios problemas no joelho esquerdo, a dor e a posição não deixam  nenhuma margem a dúvidas, ele está preso por uma tala apertada, mas porque a sensação de estar numa dimensão desconhecida?
           O lugar é muito iluminado, parece um túnel estreito, se assemelha as cápsulas espaciais nos filmes de ficção,  assustador. O que há do outro lado? Acima da sua cabeça, com o campo de visão prejudicado pela posição em que se encontra, pode perceber no teto o que parece ser  um caminho de luzes fluorescentes que vão mudando de cor, azul, lilás, verde....
Há  ruídos completamente desconhecidos. Um zum intenso seguido de  estalos distantes, está com os  ouvidos protegidos por algum artefato para abafar o som. Percebe-se uma personagem de uma estória surreal,  ou quem sabe  morreu,  e está presa naquela dimensão  entre o fim da vida aqui e o começo do outro lado.
Provavelmente  daqui há pouco aparece algum antepassado,  para mostrar as novas dependências onde passará a eternidade, mas como? Morrer então é assim? Vupt… acabou????
 Não é possível, ainda tem muito a fazer, dezenas de projetos em andamento, não seria justo ora essa!!!!

4º CAPÍTULO

            Um torpor esquisito começa a acontecer,   não consegue controlar  o corpo, a única parte  que sabe lhe pertencer é o joelho esquerdo, embora confusa, presa nesse tubo maldito, completamente fora do comando de tudo,  a dor está lá, aguda, insistente, irritante.
 Esforça-se pra manter os olhos abertos, mas as pálpebras estão pesadas.  Demasiadamente sonolenta perambula  lutando entre a semi consciência e o sono forçado.
Isso comprova, deve estar  no  primeiro estágio pós morte. Certamente daqui há algum tempo vai entrar alguém vestindo um  manto longo com um livro enorme na mão para fazer os acertos finais, ou seriam iniciais?
Que se recorde não cometera  lá muitos pecados durante sua existência. Uma escorregada aqui, outra acolá, alguns pequenos deslizes conseqüências da fragilidade humana, mas nada que comprometesse seu currículo de vida, ou seria nesse caso, de morte.
 Apesar da certeza da retidão ética  da sua trajetória,   está batendo uma insegurança. Teria cometido alguma falta grave durante sua passagem pelo planeta? Quem afinal estaria incumbido de  fazer os acertos, a prestação de contas?
Lembra da avó na infância distante,  falando sobre o zelo com as coisas de Deus, dos temíveis pecados  da carne, dos conselhos e alertas dados ao pé do ouvido quando  ainda estava  saindo das fraldas.
-Preste atenção no que a vovó vai falar, nunca, nunca mesmo deixe ninguém baixar sua calcinha até o joelho. Ninguém deve fazer isso, depois do xixi chame a vovó combinado?
Era muito pequena  mas lembra que seguia os conselhos ao pé da letra, só deixava a avó levantar sua calcinha. Se qualquer outra pessoa o tentasse, abria um berreiro.
Porque agora essas lembranças tão remotas? Talvez seja um alerta da consciência, avisando  que não foi assim  tão fiel aos conselhos da velha querida. Gostara da sensação do leve roçar dos joelhos nos primeiros abraços com o namorado. Também permitira, tempos depois,  sem nenhuma resistência,  que na manhã ensolarada da cidade praiana,   a despisse no começo da lua de mel.

           Menina não despreze os conselhos
            Daqueles que te querem bem,
            Zela pelo  que tens entre os joelhos
            Cuidado com  o vai e vem!!!!

            Teria exagerado? Onde está estabelecido o limite entre o certo e o errado, o excesso ou o equilíbrio  na questão do sexo por exemplo? Seria a dor intermitente no joelho uma prova de que está sendo punida  pelas transgressões cometidas?
            Começa a ouvir vozes,  sussurros  à distância. Seriam os julgadores se aproximando para decretar  a sentença final?
            Consegue visualizar a figura conversando com um grupo de pessoas, todas vestidas  com um manto escuro,  com capuz que cobre a metade dos rostos, é o   padre Betinho,  falecido há alguns anos.   Então é certo, morreu e vai começar seu julgamento. Tenta chamar a atenção do  vigário, com certeza ele será complacente no seu julgamento. Fora seu confessor desde a primeira comunhão. No entanto uma sonolência incontrolável a arrebata novamente.



5° CAPÍTULO
           
           
           
-Confere Zairon? Trata-se  da abdução 001yk 927?
-Correto. Podemos iniciar a transferência para o módulo protéico?
-As coordenadas estão perfiladas? Perdemos dois zions de primeira linha  na etapa anterior.
-Talvez por falta da qualidade do panículo adiposo, houve infiltração de zoogléia. Certifique-se de que está no estágio correto, não podemos perder mais nenhum elemento nessa transferência. Estamos na fase final do nosso projeto. A salvação da nossa espécie depende disso, não se esqueça!
-Se depender de mim comandante Zoóbio não ocorrerá  mais nenhuma perda. Talvez devêssemos ter designado outro lugar para implantar os pequenos zions não acha?
-Não meu caro Zairon, todo o projeto foi muito bem estudado pelo departamento de zoantropia, aliás levou muito tempo para chegarem  a conclusão dos cálculos. São exatamente esses os locais mais apropriados para o  perfeito desenvolvimento dos nossos preciosos zions.
-É que em alguns casos há  pouco material calórico e protéico a disposição!
-Por isso é preciso muita atenção para detectar o   momento ideal de extração da abdução. O que pode ter ocorrido nas perdas recentes é justamente um pequeno engano no momento correto  da transferência.
Nesse caso  em que estamos trabalhando no momento, acredito que esteja tudo dentro do planejado. Vamos seguir com o protocolo.
-As cápsulas de recolhimento estão na temperatura correta? Parece que o medicamento do corpo incubador está deixando de atuar. Precisamos  seguir rápido para o próximo estágio.
-Perfeito. Afastando a rótula. Há um discreto edema condral na faceta medial e também um edema perifascial do músculo poplíteo….hum, isso é ótimo, o pequeno zion teve alimento suficiente nessa primeira fase. Perfeito, percebo inclusive um edema periligmentar do colateral medial. Ora, ora vejam só, desde microscópico demonstra um grande apetite, há um moderado derrame articular. Precoce essa criaturinha…..



6° CAPÍTULO

            Sem poder mexer um único músculo do corpo  ouviu esse diálogo estranho. Despertando aos poucos  do sono forçado,  resolve  que o melhor é fingir  que ainda dorme,  mantendo  as pálpebras semi cerradas consegue enxergar agora bem perto,  os rostos  das criaturas que a cercam.
            São horrendos, sob o capuz  um vazio com olhos desproporcionais. Não há boca, nem nariz, apenas dois olhos vítreos que a observam como lentes pesquisadoras de um  microscópio estranho.
            Completamente paralisada dentro do túnel iluminado está aterrorizada com o que acaba de ouvir. A dor aumenta absurdamente, parece que com aparelhos cirúrgicos abrem  seu joelho, procurando por alguma coisa lá dentro.
Não!    Não está no estágio  pós morte aguardando o julgamento final.
Ouviu  claramente as criaturas  falarem  sobre abdução.  Foi capturada por alguma nave espacial de que tanto ouvira falar na mídia nos últimos tempos. Precisa escapar, não vai se entregar  facilmente; a idéia de ter seu corpo participando  de qualquer projeto alienígena a apavora. Tirando forças não sabe de onde se solta do interior daquele túnel maldito. Tão rápido quanto permite a dor intensa em toda a perna esquerda,  foge pelo  corredor iluminado. Há de encontrar alguém para ajudá-la, quem sabe existam outros prisioneiros abduzidos por aquelas criaturas sem rosto. Juntos haverão de formar uma frente  de resistência.
            Parece que as criaturas sem rosto  não perceberam  a fuga, estavam por demais compenetrados nos seus trabalhos abjetos, o joelho lateja intensamente.  No   corredor imenso muitas portas, todas fechadas. O coração acelerado parece sair pela boca, o medo e o desejo de fugir é tanto que sente os pés longe do chão, deslizam como se tivessem asas. De repente uma porta aberta.
            Uma sala ampla, muito iluminada com dezenas de macas onde pessoas inconscientes parecem esperar  por uma cirurgia em grupo. Todos tem  os joelhos abertos que sangram abundantemente. Um  grupo de alienígenas se aproxima, carregando alguns aparatos cirúrgicos.  Tão rápido quanto consegue a dor imensa,  se enfia debaixo de uma das camas. Tremendo de pavor ouve as mesmas vozes metálicas saindo dos rostos  vazios.
            -Rápido Azor, precisamos terminar a transferência desses  nossos pequenos zions. Os módulos de recolhimento estão na temperatura adequada. Temos pouco tempo pra providenciar a transmutação dentro das margens de segurança!
            -Certo comandante. Projeto 001yk927 de abdução em fase de conclusão. Todos os zions implantados nas articulações dos terráqueos estão em perfeitas condições bio energéticas; iniciando transferência para o modulo de maturação.
            -Perfeito Azor, temos ainda quatro grupo de abduzidos aguardando a retirada. Dentro do prazo estipulado estaremos voltando para nossa galáxia com nossa raça preservada da extinção.
            -O comando geral já decidiu o que fazer com esses terráqueos?
            -Sim, trata-se de uma raça inferior. Não evoluíram  uma nano partícula cósmica nos últimos milênios; só servem como módulos de primeiro estágio. Que se diga a bem da verdade, foram os   péssimos  hábitos  alimentares, aliados a uma vida sedentária dessa  raça,   que viabilizaram condições ideais de desenvolvimento para os nossos zions. Não nos cabe zelar por uma sub raça prepotente e maligna,  que chega ao absurdo de injetar substância tóxica em seus corpos, alterando as características originais,  simplesmente em nome de uma beleza que só uma visão distorcida pode enxergar.
            -Ok comandante, em 47 segundos começamos a retiradas. Temos uma boa  margem de segurança,  visto   que  conforme suas orientações,  não temos que nos preocupar  com o  estado dos corpos gestores.

            Corpos gestores…. raça inferior…. sub raça prepotente e maligna….. pois sim! Ela é que não vai ficar indiferente, acovardada esperando um bando de alienígenas arrancarem  algo que implantaram em todos aqueles pobres corpos adormecidos,  certamente sob a força de alguma potente medicação. Agora entende tanta gente com problemas nas articulações, principalmente nos joelhos, as vezes no esquerdo, outras no direito, em muitos casos em ambos.
Foram todos como ela  abduzidos. Por algum processo desconhecido implantaram um embrião  alienígena para que tivesse dentro das articulações condições de se desenvolver num primeiro estágio. Agora entende as  salas de espera dos ortopedistas lotadas, as sessões de fisioterapias com filas imensas.
 Não vai ficar acuada como um bichinho covarde, vai lutar com todas as forças. Gritará tanto que acordará todos os  companheiros de infortúnio. Se ela conseguiu  despertar e escapar, há de conseguir  ajudar  outros tantos a fugir também.
Enche os pulmões de ar. Desde criança foi conhecida pelo poder vocal,  muitas discussões ganhara literalmente no grito. Mais que nunca é hora de colocar em ação todo esse potencial……

FINAL

            Convicta de que tem  condições de salvar um grande número de parceiros de infortúnio, rasteja por debaixo das camas;  o lugar ideal para colocar seu plano em ação é ao lado de uma grande janela. Dali quem sabe após despertar o maior número de pessoas possível,  gritando a todos os pulmões, poderá iniciar a fuga. Nunca foi de se deixar abater, aconteça o que acontecer vai lutar com todas as forças.
            Começa a ouvir uns grunhidos fininhos. Em pânico descobre que vem de umas coisinhas gosmentas que estão sendo retiradas, com todo cuidado e carinho dos alienígenas,  dos joelhos de alguns pobres humanos como ela. São de dar náusea, parecem lesmas  escuras,  cheias de espinhos, com olhinhos brilhantes e bocas enormes.
            Não há tempo a perder, ou começa a gritar  agora,  ou a humanidade toda servirá de incubadora para aquelas criaturinhas asquerosas.

            -Rose, Rose, calma. Acorda  querida…calma…ta tudo bem…sou eu!
            -Tira, tira esses alienígenas do meu joelho, que nojo!  Acorda todo mundo antes de que seja tarde!
            -Calma dona  Rose….a senhora está voltando da sedação, está entre amigos. Não há nenhum alienígena por aqui, fique tranquila. Sou o Dr. Smith responsável pelo setor de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
            -Meu joelho está doendo, o que aconteceu comigo? Estou  enjoada, meio zonza!
            -A senhora veio fazer exames por conta das dores no joelho esquerdo lembra?
            -Sim, agora  que o senhor falou estou  me lembrando. Vim fazer uma ressonância magnética. As enfermeiras  me colocaram na maca, prenderam meu joelho com umas talas e  deram algumas orientações…..
            -Então dona Rose, quando íamos começar o exame a senhora teve uma crise de pânico. É muito comum isso acontecer por conta da sensação de claustrofobia, como a sua pressão arterial se elevou, optamos por sedá-la  levemente antes de continuar os exames.
            -Quer dizer que eu não fugi pelos corredores, nem havia alienígenas mexendo no meu joelho?
            -Claro que não meu bem, você  dormiu esse tempo todo!
            -Fique calma dona Rose, sonhos ou alucinações são efeitos da medicação. Seus joelhos estão intactos  nenhum alienígena mexeu neles,  posso lhe garantir.
            -Nossa Rose, que susto. Você estava dormindo  tranqüila, de repente  deu um grito tão alto, mas tão alto  que me apavorou de verdade. Se houvesse de fato algum alienígena por perto,  teria partido sem precisar  de nave espacial!
            -Desculpe, é que eu precisava……deixa pra lá. Eu já posso ir pra casa doutor?

                                                          Fim….
             

A MÚSICA NO PERÍODO PRÉ HISTÓRICO

Música na pré história
por Ivan Pereira Santos Júnior
ilustração fátima queiroz

Os indícios de presença musical durante o período pré-histórico, apesar de imprecisos e fragmentários, se devem, apenas e tão-somente, a sítios arqueológicos. Incrustadas em cavernas, pode-se constatar figuras humanas cujo gestual demonstra, dentre outras, ações tendentes ao canto, à dança, ao toque de instrumentos. Tais representações, denominadas arte rupestre, possuem enorme valor histórico, embora insuficientes, não fugindo ao campo da mera especulação, para determinar, por exemplo, a origem exata da música, entendida esta como tentativas de expressão demasiadamente desprovida de recursos para se enquadrarem na categoria de arte musical, em decorrência da capacidade cognitiva do homem pré-histórico ou sua aptidão quanto ao manuseio de materiais produtores de som.



Ed. Costelas Felinas (livros artesanais) - Clube Poetas Litoral (atividades literárias) - Cabeça Ativa (revista lítero-temática).



Journée Droits Humains


Journée Droits Humains
 À Fonction Cinéma
Samedi 1er décembre 2012
Festival Filmar en América Latina


Droits Humains
Si, pour de nombreux pays latino-américains, les régimes dictatoriaux semblent appartenir au passé, les contextes politiques brûlants continuent à alimenter le cinéma latino qui ne rompt pas avec sa caractéristique de cinéma engagé. La production argentine continue à mettre à jour l’histoire de ce pays marqué par la dictature. Les fictions guatemaltèques (Distancia, Polvo) soulèvent les douleurs d’une guerre civile à peine terminée. Les disparitions pour causes politiques rendent difficile le processus de deuil même une fois la démocratie revenue, comme le montre le documentaire équatorien Con mi Corazón en Yambo. Dans ces contextes, les droits humains sont toujours bafoués.
Les entreprises multinationales sont au centre de l’attention. Souvent, les populations autochtones sont les principales victimes de l’extraction minière, du pétrole, des cultures d’agrocarburants. Plusieurs documentaires (La Terre brille de Philippe Goyvaertz ou Des Dérives de l’Art aux Dérivés du Pétrole de Grégory Lasalle) soulèvent la question de la responsabilité des entreprises en matière de droits de l’Homme et d’environnement. Les projections du 1er décembre à Fonction Cinéma seront particulièrement consacrées à cette thématique.

11h00
Corazón del Cielo, Corazón de la Tierra
Allemagne, États-Unis, Guatemala, 98 min
Frauke Sandig
La fin du monde en 2012: cette prédiction que nous avons aujourd’hui intégrée dans notre mythologie préfabriquée, est au centre de ce documentaire. Au-delà de l'exposition détaillée de la cosmologie des Mayas au moyen de très belles images, et sans entrer dans l’ésotérisme, les réalisateurs nous montrent comment les anciennes terres mayas, aujourd’hui le Mexique et le Guatemala, sont l’exemple frappant des répercussions d’une globalisation effrénée.

13h15
L'Essence de la Terre
Guatemala, France, 90 min
Philippe Goyvaertz
(en présence du réalisateur)
Les agrocarburants, une solution d'avenir? Une enquête minutieuse au Guatemala conjuguée aux analyses percutantes de Jean Ziegler mettent habilement en lumière les conséquences désastreuses de leur production tant sur le plan social qu'environnemental.
D'une part, les paysans indigènes sont poussés à vendre leurs terres pour s'engager comme employés auprès des multinationales et travailler dans des conditions proches de l'esclavage. D'autre part, ces monocultures menacent la biodiversité et l'utilisation d'engrais chimiques raréfie les sources d'eau potable. Mais la résistance s'organise, des communautés entières cherchent une alternative locale, économique et collective dans la culture du jatropha.

15h15
Somos Wichi
Argentine, États-Unis, 45 min
Andrew Buckland
Dans la forêt du Gran Chaco, au Nord de l’Argentine, les Wichi, qui subissent les effets dévastateurs du développement agro-industriel, luttent pour garder leur identité. Ce documentaire recueille les témoignages d’autochtones de trois communautés mis en lumière par les appréciations de deux anthropologues. La force de ce peuple réside dans le husek, ou « bonne volonté », valeur morale qui les pousse à éviter le conflit et à rechercher l’équilibre.

Des Dérives de l'Art aux Dérivés du Pétrole
France, 47 min
Grégory Lassalle
« Le Maya ancien est-il plus intéressant que le Maya vivant ? » interroge la voix-off du film. Au Guatemala, l’entreprise pétrolière Perenco continue son activité polluante au mépris des communautés autochtones et offre des financements pour la présence de l’armée guatémaltèque dans la région exploitée. En même temps, Perenco devient le principal sponsor d’une exposition sur les Mayas au Musée du Quai Branly de Paris. Gregory Lasalle nous apporte une excellente réflexion sur les responsabilités sociales et environnementales des activités des multinationales ainsi que sur les limites du sponsoring culturel privé.

18h15
Quand la Terre brille. Mines d'Or et Violences Sociales au Guatemala
Guatemala, France, 93 min
Philippe Goyvaertz
(en présence du réalisateur, du professeur Gilles Carbonnier, IHEID, en collaboration avec Swissaid)
Grâce aux volcans, le Guatemala regorge de richesses enfouies sous la terre. Dans la région de San Marcos s’est installée la grande mine d’or Marlin de Goldcorp. Dans une autre région, à Jutiapa près du Salvador, le grand projet de mine d’or à ciel ouvert appelé Cerro blanco se met en place. Le documentaire montre les réactions des habitants face à ces entreprises d’extraction minière. Il recueille les témoignages de défenseurs des droits humains, de leaders mayas, d’ouvriers des mines et d’autorités religieuses présentes dans ces régions. Philippe Goyvaertz, réalisateur du film l’Essence de la Terre projeté à Filmar en 2011, nous ouvre à nouveau les yeux sur une thématique cruciale : les conséquences de l’implantation de grandes multinationales au Guatemala.

20h45
Abuela Grillo
Bolivie, Danemark, 13 min
Denis Chapon
Mamie Grillon a un pouvoir magique. Aussitôt qu’elle chante, la pluie tombe. Ce don exceptionnel va pourtant se transformer en cauchemar... Une manière poétique pour se familiariser avec la problématique de la privatisation et de la guerre de l’eau en Bolivie. Fruit d’une initiative interculturelle hébergée par le prestigieux Atelier d’Animation au Danemark, ce travail original est inspiré d’un mythe ayoreo, peuple amériendien nomade, et porte la magnifique voix de la célèbre chanteuse bolivienne Luzmilla Carpio.

Die Hölle im Paradies
Suisse, 69 min
Frank Garbely
(précédé du court-métrage Abuela Grillo, en présence du réalisateur et du Conseiller national Carlo Sommaruga, en collaboration avec Swissaid)
Dans la province du Chocó, en Colombie, la culture de la palme à huile a des conséquences lourdes pour les populations. Depuis 10 ans, des paramilitaires lourdement armés chassent les habitants, réduisent leurs villages en cendres et s’approprient leurs terres qu’ils revendent aux producteurs de palmes. Ce reportage aventurier en terres hostiles suit le travail du Père suisse Joseph Schönenberger dans ses visites aux victimes de cette violence et nous montre les tragiques implications de la production d’agro-carburants. 

22h45
Devil Operation
Pérou, 52min
Stéphanie Boyd
Au Pérou, les sociétés multinationales minières n’hésitent plus à utiliser les mêmes méthodes employées par des gouvernements anti-démocratiques afin de conserver la main mise sur les ressources naturelles: menaces, harcèlements, tortures… Ce film-documentaire met à jour les persécutions dont sont victimes les leaders des communautés et les défenseurs des droits des paysans. Marco Arana est l’un de ceux-là; il s’est battu aux côtés des paysans contres les projets miniers et est devenu la cible d’un plan incluant espionnage, intimidations et violences.

Plus d’infos sur www.filmar.ch


LANÇAMENTO DE LIVRO


CONVITE SARAU


mardi 27 novembre 2012

O GRANDE VAZIO


            Não e´ por essas praias bonitas, pelos prados, pelos campos e colinas que encontraremos o homem! Nada de humano se apresenta diante do eterno mar, bravio, silencioso, eloquente, desafiador. Pelas dádivas da natureza não   chegaremos ao homem. Nas quedas maravilhosas das  águas das mais belas cascatas do mundo; nos mais belos bosques que a evolução humana  produziu, nas matas e  nas florestas, nos campos fechados, nas caatingas, nos rios e nos belos lagos; na região  abissal dos mares e oceanos, ate mesmo nas mais elevadas   altitudes dos picos invejáveis que desafiam a coragem humana; em todo ponto de contato com a vida  alvissareira, profunda e bela, não encontramos, em principio, o homem em seu sentido superior e divino.
         Ornitólogos e entomologistas  estudam com paciência e assiduidade pássaros e insetos; cuidam das plantas abnegados botânicos; biólogos estudam os seres vivos, suas leis, sua permanência e sobrevivência no ecossistema .. naturalistas, ecologistas, todos eminentes e dedicados pesquisadores e cientistas laboram com perseverança e esperança  nas mais variadas áreas do conhecimento humano.Com seriedade e vontade de servir abraçam a causa humana com amor e espontaneidade , buscando o conhecimento progressivo do homem em si mesmo e em sua relação profícua com a  vida, o planeta e o cosmos.O homem, com raras exceções, todavia não lhes revela sua essência  sua verdadeira entidade. Seu cerne espiritual continua velado temporariamente. Missão postergada para o futuro.
          Não e´ pelos avanços da ciência  (acadêmica) que compreenderemos o homem em sua complexidade e essência. O código genético, por mais   avançado que esteja  em estudos magistrais, não elucida de modo algum quem e´ o homem em sua totalidade .Apenas ajuda em parte; outras vezes ate complica, dificulta a abordagem mais ampla sobre o ser humano, como um ser dotado de corpo, alma e espírito, pois desvia a atenção dos pesquisadores  deste enfoque desconsiderado. Não aceitando o espírito, eles não podem procura-lo em nenhuma situação, e por nenhum meio. O homem e´ um  ser espiritual dotado de corpo, alma e espírito. Torna-se um ser livre e passa a conhecer-se a si mesmo  em plena liberdade somente depois de um longo caminho de esmerado aperfeiçoamento e dedicação impar ; esforços e méritos próprios são virtudes imprescindíveis, que o capacitam nesta grande empreitada.
         O “ conhece-te a ti mesmo” de Sócrates não vive, de modo algum, no coração dos homens que buscam romper as barreiras do espaço sideral. Trazer novos conhecimentos para a Terra, sanar os males que afligem a Humanidade, superar modelos , acrescentando sempre, progressivamente, novas e ricas tecnologias promissoras de vida são alguns dos pontos basilares da busca do homem contemporâneo  por uma verdade inusitada fora da Terra.Este conhecimento titubeia diante do homem forte em Cristo, pois os conteúdos trazidos do espaço  não conseguem, com garantia e presteza, mitigar nossa fome, nem saciar nossa sede por dias melhores , nem mesmo nos sensibilizar para o campo  da realização espiritual genuína e pura. As minas desumanas refinando urânio e trabalhando outros minérios, a pesquisa do código genético sobre o homem e outros são consequência de atos movidos por uma postura desumana de seres  que não se conhecem a si mesmos como  seres livres na Terra e nas vastidões siderais, infinitas, ricas.
                  Por outro lado, o mundo sempre foi presenteado com a luz solar de grandes individualidades, que, portando uma luz solar no coração, trouxeram para a Humanidade decaída luzes e esperança , inaugurando um novo tempo, semeando o amor: uma linha que segue de Aristóteles  passando por São Tomas de Aquino e culminando com Rudolf Steiner, o grande fundador da Antroposofia, traz  alvorada, luz micaelica nesta época da alma da consciência, convidando o homem para o mister da liberdade, para tornar-se um cidadão livre.E assim engajar-se com imaculado espírito de sacrifício e  poderosa vontade de servir, desinteressadamente, auxiliando as questões sociais em voga no mundo. Tantas outras personalidades espirituais, elevadas, abnegadas, altruístas, humanas, por nosso planeta Terra passaram, deixando um rastro de luz: suas sementes  florescerão no devido tempo: Alexandre Magno e outros, Michelangelo, Rafael, Leonardo da Vinci, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho,  Novalis, Goethe, Ita Wegman, Lili Kolisko,  Joao Guimaraes Rosa, São Francisco de Assis e Irma Clara, Joana D’Arc,  São João da cruz, Tereza de Calcuta, Martin Luther King,  Irma Dulce,  Mahatma Gandhi, Gautama Buda, Zaratustra, o amorável mestre Jesus, Moises, Hermes Trimegistus, Abhraao,  Christian Rosencreutz, Conde de Saint Germain,  Mani, o cavaleiro Parsifal; os apóstolos, os mártires e todos os santos; e tantos outros seres de luz espiritual. A renascença brilha. Galileu Galilei, Kepler, Copernico, eternos! Tantos outros!
                     Estudos sobre os seres e forças da natureza  contribuem muito para a evolução humana em vias de aperfeiçoamento, mas não podem ser tidos com a pedra de toque para elucidar  nossos mistérios, e  cuja revelação  estabeleceria as normas e procedimentos para o nosso autoconhecimento. A atenção dirigida  para o homem, sempre o homem, sem vacilar, e´ o farol-guia que  nos move.
                  Realizamos nosso grande sonho , fazer o cruzeiro ; e  passamos a  conhecer pessoalmente  grande parte do mundo, obtivemos novos conhecimentos, deparamos com pessoas, traçamos  novos rumos, estabelecemos novos pontos  de contato com a vida em seus vários setores culturais: cientifico, artístico, filosófico, religioso, espiritual; alem de usufruir de um lazer tão merecido; ainda assim não nos conhecemos a nos mesmos com profundidade, esmero e sapiência.
                    Nos mais  expressivos projetos que o profundo arquiteto do nosso tempo realiza com esmerada habilidade e notável competência, não  vemos o homem  em sua relação divina com o cosmos. A Arquitetura Orgânica de Rudolf Steiner faz a grande diferencia, todavia!  `A luz do espírito o homem com sabedoria celestial e´ o grande  elaborador das formas. Na medicina, na agricultura, na pedagogia, e em muitos outros enfoques  com que  Rudolf Steiner teceu profundos comentários sobre a vida   `a luz do espírito floresce uma nova maneira de abordar o ser humano,a Terra e o cosmos, mais abrangente, mais viva, mais promissora. Alvissareira!
                    Nas mirabolantes acrobacias aéreas, cruzando, celeremente, o céu infinito, azulado,  desafiando a vida tão preciosa e útil, cumprindo uma função,  o sábio, corajoso  e competente piloto, de longa data,  também não consegue conhecer-se a si mesmo verdadeiramente.Uma busca espiritual interior por meio de uma apurada meditação se revela ao homem como uma tarefa própria para os nossos  dias.
Não so para ele , mas para  todos os seres humanos , indistintamente .Ocupaçao angular do nosso tempo.  A proeza de  Santos Dumont diminui fronteiras,  avança na confraternização entre os povos, inaugura um novo tempo de gloria e luz para a Humanidade,  mas sem o prévio conhecimento da essência humana.
              Então, não e´ pelas praias bonitas, pelos prados, pelos campos e  colinas, não e´ pela natureza toda multifaceta ...tampouco  pelos avanços dos eminentes homens da ciência, nem mesmo  pelos  conteúdos, algumas vezes extensos,  dos grandes filósofos; também não e´ pelos esforços dos grandes artistas diante de suas mais belas peças, todas talhadas com amor e grande sensibilidade; nem mesmo pela magia das preleções doutrinários  de grandes educadores nos mais variados templos religiosos, nos âmbitos educacionais,  nas escolas, nas universidades ; e por nenhum outro fundamento que trabalha a alma humana em vias de aperfeiçoamento.Diante de todos esses pontos de contato com a vida podemos dizer que o homem encontra-se limitado quanto a sua natureza pessoal. O que ele tem de comum com a natureza e´ somente o seu corpo físico.Nada mais. Rudolf Steiner diz que o homem vivencia, nessa condição,  a noite da alma e as trevas do espírito. Mas dessa obscuridade e limitação  nascerão as forças  que lhe capacitarão para a vivencia  espiritual no grande momento, quando ele  já maduro se aproxima do limiar do mundo espiritual.Corajoso, alcançado, no devido tempo, este limiar, provas e testes se materializarão ante seus olhos: diante do guardião do mundo espiritual observam-se  as extensões do mundo sensível, material, e por detrás dele, as profundezas do abismo, que separam o homem do mundo espiritual.De posse   do conhecimento, gradativo,  torna-se ele o grande benfeitor de si mesmo e do cosmos, onde agora adentra conscientemente.A natureza e a sociedade são fases preliminares da educação esmerada do homem, a ultima fase, ele mesmo e por si mesmo somente o homem pode conferir a si  o galardão de cidadão  livre, prospero e eficiente, agindo  sabiamente e com muito amor e apreço pelos seus irmãos, sempre atuante pelas veredas  do espírito livre.Um homem livre no sentido da filosofia da liberdade de Rudolf Steiner.
Segue, com fidelidade,  a eterna lição do  grande representante da Humanidade,o Cristo!
Não e´ por essas praias bonitas, pelos prados, pelos campos e colinas que encontraremos o homem!


Gildo P. de Oliveira,
Extraído do livro  PASTOREIO, RITMO E VITALIZAÇÃO,
Convite angular do nosso tempo

Rio Verde, Goias, 22 de novembro de 2012
            

CGAC: música


obra de Fernando Casás y su vinculación con la naturaleza y el tiempo es el punto de partida de los conciertos creados ex profeso para  el ciclo Música y arte: Correspondencias sonoras, organizado por el CGAC / Centro Galego de Arte Contemporánea en Santiago de Compostela. Después de De paisajes, paseos y arqueologías sonoras…,  comisariado por el compositor Ángel Faraldo (Ferrol, 1980),  será presentado el próximo martes día 27 de noviembre Efímero, cinco creaciones también realizadas a partir de la obra de Casás por los compositores Jacobo Gaspar (Mos, Pontevedra, 1975), Esaias Järnegard (Estocolmo, Suecia, 1980), Alexander Khubeev (Perm, Rusia,1986), Mathias Kranebitter (Viena, Austria, 1980) y Simone Movio (Latisana, Italia, 1978).
Adjunto cartel de la presentación.

A obra de Fernando Casás e sua vinculação com a natureza e o tempo é o ponto de partida dos concertos criados ex-professo para o ciclo Música e arte: Correspondencias Sonoras, organizado pelo CGAC / Centro Galego de Arte Contemporánea de Santiago de Compostela, Espanha. Depois de De paisagens, passeios e arqueologias sonoras..., com curadoria do compositor Ángel Faraldo (Ferro, Espanha, 1980), na próxima terça-feira dia 27 de novembro será apresentado Efímero, cinco criações também realizadas a partir da obra de Casás pelos compositores Jacobo Gaspar (Pontevedra, Espanha, 1975), Esaias Järnegard (Estocolmo, Suecia, 1980), Alexander Khubeev (Perm, Rusia,1986), Mathias Kranebitter (Viena, Austria, 1980) y Simone Movio (Latisana, Italia, 1978).
 


BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA


EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

O Brasil está mais violento a cada dia.
Sim. Não disse nada de novo.
Mais violento não só nas grandes centros.
A violência tem migrado intensamente para o Nordeste.
Levi Vasconcelos – de um jornal da capital baiana – relatou o diálogo entre dois jornalistas:
 Um repórter e “O Globo” ligou para um colega seu, de Salvador.
Queria saber o número de assassinatos no feriadão da Proclamação da República na capital da Bahia.
Ouviu a resposta: 25
(Até o dia 22 de novembro, já eram 32.)
– Zorra. Está pior do São Paulo, espantou-se quem indagou.
Em São Paulo, com 13 milhões de habitantes foram 24. E no Rio, com 6,3 milhões, 12.
Só fatos recentes na capital baiana: um coronel da PM, uma juíza e uma promotora sequestrados. A promotora foi estuprada.
No interior, os assaltos a bancos são praticamente diários.
“Neste cenário, a Bahia, capital e interior unidos na dor, é uma terra em que a bandidagem cada vez mais impera sobre a cidadania”, observa Levi Vasconcelos.
A cidade da Bahia – como Jorge Amado chamava Salvador – é belíssima.
Mas diante deste quadro, a sua glamurização  e reiteração de mitos só prejudicará sua melhoria.
A Bahia não é só Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, nem gente se rebolando.
Essa é uma visão absolutamente falseada. 
Nas caminhadas diárias – bem cedo –, vejo ônibus apinhados e muita gente indo para o trabalho – e muita pobreza.
Não pretendo fazer uma tese. Mas algo está acontecendo.
Entre os motivos da banalização da violência, estão o escasso valor que se dá à vida, à mercantilização (compre, compre, compre!), ao império da droga, à desagregação da família e à carência da Educação.
(Além  – no caso da Bahia –de um governo que só existe virtualmente – com toneladas de propaganda na TV.)
E perdoem o tom que poderá parecer de autoajuda: a absoluta carência de amor e respeito ao próximo.
A vida? Se não resgatarmos o seu valor, não revalorizarmos o Ser no coração da família, e não percebermos que “comprar” não é tudo, continuaremos indo ladeira abaixo.
Entre os dez países de maior PIB do mundo, o Brasil é o que apresenta o maior número de homicídios: uma pessoa morre a cada 9,8 minutos.
Segundo dados do Instituto de Prevenção ao Crime e à Violência (IAB), 1.194.116 homicídios foram cometidos entre 1980 até hoje no país.

O SER-SELO EDITORIAL REBRA CONVIDA


Boa Literatura e Florais de Bach no Livros em Revista


Nesta quinta-feira (29), 17hs ao vivo na www.clictv.com.br o programa Livros em Revista receberá Claudio Parreira, jornalista escritor,que lançará “Gabriel”, seu recente romance.Glória Helena Salviano lançará “Terapia Floral e Cabala”,quando demonstrará interessante relação entre os Florais e a milenar Cabala.Participe!

Ralph Peter

Nossos programas anteriores estão disponíveis 24hs por dia, todos os dias. Acessem: www.clictv.com.br


lundi 26 novembre 2012

AFETO


Emanuel Medeiros Vieira

“Se não for pela poesia, como crer na eternidade?”
(Alphonsus de Guimaraens Filho)


Sobra este afeto
(a muralha que me resta).
Sim, é este patrimônio que me cabe-
sem valor contábil,
o que amo,
contra o ruído, o mal e a bofetada.
Tribo perdida,
só queremos saber de nós mesmos.
Minha verdadeira cidadela é o território dos afetos.
transformado estou: no guerreiro que não me
imaginava mais, exaurido: ainda assim combatente.
Restaurado o menino que viu a regata:
é esta matéria mnemônica que tento re-fundar aqui,
papel em branco, nova manhã.

O latim do colégio ensinava que “recordar” vem de:
“recordis”:
tornar a passar pelo coração.
(A poesia perpetuará esta fugaz manhã, despistando a
morte?),
vem, menino, sossega o coração na manhã azul,
me legitima na palavra escrita,
eterniza o poema para os que vierem depois:
é minha oferenda (o sentido desta peregrinação).

Submissão, violência, religião e poder: de Eva até Dilma Rousseff


A influência da mulher no mundo: família, religião e sociedade é o título do livro que será lançado pela jornalista Cléa Paixão, no dia 30/11, às 18h, no Espaço Cultural Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul, durante a III Flimar - Feira Literária de Marechal Deodoro/AL. A obra é publicada pela editora Exitum, de Brasília.
 Cléa é alagoana, mas reside em Brasília há 17 anos. Começou sua trajetória profissional como repórter da rádio do Sistema Verdes Mares e na TV Gazeta de Alagoas, afiliada da Rede Globo, onde foi premiada. Mas foi a partir de suas andanças profissionais e pessoais, realizadas Brasil a fora - das 27 unidades da Federação, ela conhece 21 -, que a jornalista Cléa Paixão resolveu falar, escrever e contar suas experiências, percepções e visão sobre elas.  O livro reúne informações detalhadas sobre a história da mulher em vários países, as que sofreram opressão, violências e as que superaram os obstáculos, venceram e chegaram ao poder.
 Na verdade, Cléa Paixão começou seu laboratório em casa, observando sua mãe. A filha caçula, de 13 irmãos, 11 vivos, sendo sete mulheres, teve um ambiente fértil para sua imaginação literária.
            A influência da mulher no mundo é um livro para ser lido por homens e mulheres. Mesmo com o título focando as mulheres não se trata de um livro feminista ou direcionado somente à elas. Em todos os capítulos a autora aborda a relação entre homens e mulheres. Ressalta assuntos polêmicos como a afirmação de que Deus é machista, a Bíblia é machista, a tão falada submissão feminina, a violência e a opressão, inclusive pelas religiões e religiosos. A autora usa a Bíblia cristã como fundamento, no entanto não é um livro meramente religioso. Traz um arrojado apanhado histórico sobre a trajetória da mulher, sua ascensão na família, na religião, na política brasileira e no mundo..., desde Eva até Dilma Rousseff. O livro certamente provocará reflexões e fará história. Como afirmou Maria da Penha, mulher símbolo internacional de luta pelo fim desse martírio que é a violência contra as mulheres, e que escreveu a apresentação desta obra: “Esse é, com certeza, um livro para se ler e reler”.
            Segundo Fausto Rodrigues de Lima, promotor de Justiça do Distrito Federal, membro do Núcleo de Direitos Humanos e Núcleo de Gênero – Promotoria de Defesa da MulherEm outros tempos, Cléa sofreria o escárnio social e poderia até arder na fogueira. Nos dias atuais, somente um adjetivo serve nela: C-O-R-A--G-E-M”. Fausto escreveu o prefácio do livro.


Mais informações:

Maria Lydia Lyra Costa (82) 9913-9032 / 3336-8277
3ª FLIMAR - BêaBá Livraria


Neta Mello convida


Tenho o prazer de convidar para o lançamento do meu novo romance - O silêncio faz parte da resistência - pela Editora Intermeios, casa de artes e livros, no dia 11 de dezembro, 3a feira, a partir das 18 hs. Há estacionamento na Igreja do Calvário a um quarteirão da Intermeios.

Quem quiser saber um pouco sobre o livro, entre em http://blogdaneta.blogspot.com  

Jorge Leal convida você para lançamento de livro


samedi 24 novembre 2012

QUINTA POÉTICA – 53ª Edição


QUINTA POÉTICA – 53ª Edição
29 de novembro de 2012 com início às 19h  na Casa das Rosas (evento gratuito) com os poetas convidados

Cleberton Santos |Elisa Andrade Buzzo |Lilian Aquino | Lucila de Jesus |Osvaldo Rodrigues 
Participação especial de  "A Nave Gris cia cênica" - Artistas-performers envolvidos:  Ana Musidora, Kanzelumuka e Murilo De Paula.

Curadoria: José Geraldo Neres

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos
Av. Paulista, 37 - São Paulo/SP
Próximo ao metrô Brigadeiro.
Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74
Informações: (11) 5904-4499
A  54ª edição da QUINTA POÉTICA – 13-dezembro-2012, na CASA DAS ROSAS

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