vendredi 20 décembre 2013

Boas festas, Feliz 2014!



Queridos amigos do Varal!


O inverno quase chegou, o frio se instalou e, para compensar esta estação plena de grises, belas paisagens se formam em torno de nós!
Escrevemos esta última mensagem do ano para desejar a cada um de vocês mais uma vez um excelente ano de 2014!
Que venham novos tempos, onde os verdadeiros valores da literatura se sobressaíam e possam alçar voos pelos céus da cultura!
Que tenhamos menos interesse nos títulos e nas cerimônias e muito mais interesse na leitura e na escrita, na divulgação dos nosso livros entre aqueles que ainda estão longe de conhecê-los e aprecia-los!
Espalhemos nossa bela língua por onde possamos, por onde passemos, por onde pudermos ir! Sejamos poesia, vivamos romances, nos transformemos em crônicas e contos, bailemos em trovas e haicais.
Que a literatura ganhe vida através de nossas mãos e coração!

O Varal do Brasil deixa com vocês as inúmeras novidades em nosso site: http://www.varaldobrasil.ch/
Também as mensagens, convites e muito mais aqui no blog  (Você pode participar enviando seus textos, convites e etc.)
A revista especial sobre Natal e Ano Novo está para download gratuito aqui:
http://fr.scribd.com/doc/186257469/Varal-No-26b-Dez-2013

Aproveitamos para dizer que estão abertas as inscrições para a edição de março da revista VARAL DO BRASIL onde falaremos sobre a mulher: INFINITA MULHER! Solicite nosso formulário de inscrição através de nosso e-mail (veja abaixo).

Estamos com as inscrições abertas para o 28º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra (Suíça). Mais informações em nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com.
Se você já está inscrito, parabéns! Você estará com Alice Ruiz, Luiz Ruffato e Cíntia Moscovich abrilhantando o estande!
Se não poderá vir, mas seu livro já está inscrito, parabéns! Você também estará em nosso catálogo impresso e que será distribuído no Salão!
Se ainda não se inscreveu, venha logo!
Na primeira semana do ano anunciaremos a lista definitiva dos coautores do livro VARAL ANTOLÓGICO 4 que será lançado em maio durante o 28º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra e no Brasil em data e cidade a serem definidas.

E não esqueçam de se inscrever para o II Prêmio Varal do Brasil de Literatura 2014, onde concorrerão poemas, contos, crônicas e textos infantis.

A revista de janeiro sairá na primeira semana de 2014!

Mais uma vez, muito obrigada pelo companheirismo! Obrigada por nos ler, obrigada por escrever conosco!
Sem vocês, não existiria o VARAL DO BRASIL e tantas maravilhosas pontes não haveriam se formado e tantos frutos não haveriam nascido!
Tenham um Feliz Natal e um Feliz 2014!
Obrigada de todo coração por estarem conosco!

Jacqueline Aisenman
Editora-Chefe
Varal do Brasil

*Este blog estará em recesso de fim de ano entre 21 de dezembro e 5 de janeiro. Voltaremos no dia 6 de janeiro de 2014

Convite Antologia You and I



Crônica da Urda

O Dia Mais Mágico do Ano


Nós começávamos a esperá-lo muitos dias antes, lá pelo começo de Dezembro, quando, diariamente, na hora do almoço fazíamos um xis sobre o calendário pendurado na parede, perto da mesa, e depois contávamos quantos dias faltavam para o Natal. Outro sinal era o do canto das cigarras, infalíveis anunciadoras de Papai Noel – Ouvir a primeira cigarra era a certeza de que a magia começara! Depois, havia outros sinais, como meu pai instalando o velho pisca-pisca num pessegueiro que havia diante da nossa casa, e a faxina geral que se fazia na casa, e a coroa do Advento na mesa da sala, o dia de se fazer doces-de-Natal, os cantos de Advento na Igreja, o vestido novo a ser provado, a ida à cidade para se comprar novos sapatos... parecia que o dia não iria chegar nunca, mas, numa manhã, ele estava lá!
24 de Dezembro sempre foi, para mim, o dia mais mágico do ano. Eu me lembro, na infância, do grande nervosismo que tomava conta de todos nós desde a manhã desse dia. Minha mãe amanhecia cuidando dos últimos detalhes, deixando a casa impecavelmente limpa, e dando bronca na gente, que estávamos tão excitados que derramávamos o Toddy na toalha da mesa e deixávamos o cachorro entrar em casa e outras coisas assim.
Meu pai, nesses alturas, estava no jardim, cortando um pinheiro, e corríamos para vê-lo. Ele plantava o pinheiro cortado num lata cheia de terra, e carregava tudo para dentro, para a sala de assoalho rebrilhante de tão encerado, e é claro que alguma terra acabava caindo no brilho do assoalho, e que nós pisávamos em cima incontinenti, e saíamos sujando a casa toda, e ai vinha o motivo para apanharmos a primeira vez naquele dia. Ninguém ligava quando apanhava, o que a gente queria era ver o pinheiro enfeitado, e quando meu pai buscava a caixa com os enfeite de Natal, havia um frenesi de excitação tomando conta de nós.
Até aí, minha mãe já havia limpado a terra que caíra no chão encerado, e tudo era muito solene, com eles pendurando cuidadosamente as bolas coloridas de forma simétrica pelos galhos do pinheiro, e nós a queremos ajudar. Sempre conseguíamos derrubar alguma bola no chão, que se estilhaçava espalhando  miríades de cacos de vidro colorido pela sala toda, os quais tentávamos ajuntar antes que minha mãe ficasse muito braba, eu, totalmente encantada pelo brilho do vidro quebrado, e nessa horas sempre um caco de vidro entrava no dedo de alguém e produzia abundante sangramento, o que deixava minha mãe mais nervosa do que já estava.
Nunca esqueço que, o tempo todo, nesses dias de Natal, o rádio estava ligado na Rádio Nereu Ramos, que transmitia músicas natalinas entremeadas com votos de boas festas de todas as casas comerciais da cidade e, mais que tudo, eu gostava daquelas musiquinhas tocadas pela harpa paraguaia de Luís Bordón, e o dia fugia dentro dos muitos afazeres, ao mesmo tempo que parecia que nunca iria anoitecer.
No final da tarde, enfim, estava tudo pronto, tudo no seu lugar, e era hora de tomarmos banho e botarmos roupas limpas. Era dia claro, ainda, e jantávamos frugalmente, pão com sardinha e nata, enquanto lá fora, as cigarras quase arrebentavam de tanto cantar, emissárias certas de que a magia só iria aumentar com o cair da noite. Nessas refeições de prelúdio de Natal, era mister que comêssemos uma melancia, e a degustávamos nervosamente, loucos para que a noite caísse e as coisas começassem a acontecer.
E então escurecia. Estava chegando a hora. Minha mãe pegava seu melhores pratos de porcelana, enchia-os de doces-de-Natal e os levava para a sala. Ela e meu pai acendiam as velinhas coloridas do pinheiro enfeitado, dando-lhe um ar de magia que só poderia existir, mesmo, numa noite assim. E nós nos sentávamos, angustiados, expectantes, quase explodindo de tensão, porque sabíamos que logo logo Papai Noel iria bater na porta. O mundo ficava tomado de tal encanto que era difícil de suportar, enquanto as cigarras continuavam cantando e o pisca-pisca do pessegueiro continuava piscando. As velas do nosso pinheirinho ardiam misteriosamente, quando ouvíamos o portão bater, certeza inconfundível que o bom velhinho viera. E então tínhamos certeza de que não poderia haver no mundo nada melhor do que aquilo, aquele dia de nervosismo e aquela noite de magia!

Blumenau, 13 de Dezembro de 1991.


Urda Alice Klueger

O SUBLIME MISTÉRIO DAS ROSAS


Falar é fácil.
Falam mesmo as provas
com que o destino
nos coloca presentes no mundo
para vivenciarmos
o sublime mistério das  rosas !


Rosas viçosas, belas, formosas,  
 sábias;
rosas dos mais sublimes e belos
matizes de cor e  luz;
rosas eminentemente rosas!


Rosas perfumadas, serenas,
rosas-mãe, rosas pródigas,
rosas que prometem, renunciam,
que se dedicam ao homem
por toda uma vida
com desprendimento e espiritualidade;
rosas que encantam com doçura e
amabilidade.


Rosas abnegadas que abdicam
dos dotes da formosura em  prol
de uma causa nobre , uma missão
no mundo; rosas noturnas...



rosas-aurora, anunciando a chegada
do Sol, senhor da vida, solenemente!
Rosas angelicais expressando as mais sublimes
palavras de amor, candura!





Rosas companheiras que caminham
com o homem em sua evolução
contínua no cosmo; vitalizando
a marcha ascencional triunfante
da alma pelas veredas do espírito
universal; verdadeiros laços
fraternos são edificados no coração.


Rosas que fascinam e fazem cair
o homem; rosas que o levantam;
rosas altruístas, ativas, voluntárias,
irmãs; rosas que morrem com grandeza
de espírito , deixando para o mundo
 uma eterna lição de vida!


Rosas mal -cuidadas, sem trato;
esquecidas, enfraquecidas,
envelhecidas, isoladas,
desiludidas, ultrajadas,
discriminadas, violentadas,
surdas, mudas, cegas...



as que não conseguem mais caminhar;
as portadoras de doenças incuráveis
que sofrem na vigília e na solidão da noite


Rosas martirizadas,
que suportam com coragem
indomável provas severas.

Almas elevadas, sublimadas,
iluminadas, santificadas,
rosas verdadeiramente
espiritualizadas, perenes,
para sempre lembradas!

Rosas pioneiras, rosas modernas;
rosas obreiras, guerreiras,
incansáveis, que trabalham
sem medir esforços, sem descanso;
o verdadeiro esteio da família;
rosas mensageiras do amor!


Rosas de luz, que pelo dom especial
sabem conduzir, com maestria,
as primeiras palavras aos pequeninos,
frágeis, indefesos numa sala de aula...

Rosas que compartilham a vida
com a comunidade inteira,
acendendo em cada mente a centelha
para o aprendizado eterno;rosas educadoras;
rosas mestras; a nossa querida
professorinha,saudade!

Rosas que lavam feridas
e cicatrizam chagas; que
atenuam dores e trazem consolo
à alma; sabem ouvir, silenciar;
e no momento oportuno dar uma
palavra amiga!



Rosas que assistem os enfermos
nos leitos, consultórios, em toda parte
com uma prece nos lábios e um sorriso
largo, dourado; sempre prestativas;
rosas cuidadoras, anjos de cura!


Rosas que pela iniciação
renascem com autoconsciência
trazendo para o homem o dom
da percepção dos mundos espirituais
graças às maravilhosas flores de
Lótus do corpo astral e dos fluxos
e movimentos poderosos do corpo
etérico; do vibrante órgão do verbo interior
no solo sagrado, o coração.

Rosas devotadas, confiantes,
que não se intimidam diante
da solidão; e reconhecem
na clausura a grande oportunidade
para alcançar profundas vivencias
espirituais...


rosas vivas dos monastérios;
o dom inabalável da fé edificante
na busca ao Cristo Jesus.


Rosas que despertam
 espiritualmente em almas gnósticas;
estrelas desafiando órgãos sensoriais
e intelecto; arte humana sublime
se revelando ao coração.

A Rosa das rosas,
a divina virgem Maria,
a Imaculada Conceição,
nossa querida mãe,
com seu manto protetor,
amorosamente nos guia.


Rosas que enfeitam a vida
e também a morte;
rosas que transcendem
a compreensão humana.


Brilham na cruz as rosas,
esplêndidas, eternas,
espirituais, maravilhosas,
anunciando a vitória do espírito
sobre a morte, trazendo para
a alma humana decaída a cura
e a redenção pela graça, misericórdia
e doação infinita do divino mestre
Cristo Jesus, o maior exemplo de amor
em toda a evolução da Humanidade.


O destino nos coloca diante das rosas
para o fiel cumprimento das provas
pelas quais precisamos passar, antes
da missão espiritual que temos de realizar...



por isso a rosa da nossa missão de vida
na Terra deve ser cultivada por nós
verdadeiramente, com muito amor;
para que um dia, já com maturidade espiritual,
possamos reconhecê-la enfim, em nós mesmos
com uma extensão natural nossa...



e com ela, juntos, plenos, altivos,
espirituais e justos, possamos prosseguir
durante séculos e milênios,
por toda a Eternidade,
pelas amplidões espirituais infinitas
retornando ao celeiro do Pai.


Núpcias celestiais,
tesouros do Céu e da Terra,
novamente unidos
à luz da perfeição,
agora com  autoconsciência,
alma e espírito; assim
viverá o  ser humano!

Gildo P. de Oliveira
integra o livro A Busca  da Ferradura de Ouro, a Âncora e a Chave


jeudi 19 décembre 2013

REVISTA VARAL DE NATAL


VARAL ESTENDIDO!

Para muitos o Natal significa muito, para outros tantos, nada ou muito pouco.
Pouco importa.
O que nos importa é o espírito natalino, o espírito de paz, de irmandade, de amor e comunhão que se empara das pessoas e leva-as a gestos, palavras e atos que, estes sim, têm uma importância capital.
Amar conta. Amar importa. E Natal é amor.
Assim chegamos, com este pensamento de amor e paz, a mais um fim de ano juntos, escrevendo sem frescuras para um mundo literário cada vez mais em busca de simplicidade e sinceridade.
Chegamos juntos ao fim de 2013 e entraremos juntos em 2014 bradando pela PAZ e pelo AMOR!
Neste ano que passou fizemos e acontecemos com nossa revista e nossas atividades. E assim também será em 2014! Sempre com você, sempre por você!
Não esqueçamos as guerras, a fome, as tragédias. Mas tampouco não nos deixemos abalar por estes fatos que consomem e maltratam nossa realidade. Façamos de tudo isto objetivos para seguir mais fortes, para combater com mais força e mais vontade.
Lutemos pelo bem comum!
Lutemos pela natureza!
Lutemos pelo ser humano!
Lutemos pelos animais!
Uma luta de amor, esta energia maior que pode e deve mover o mundo! Lutemos com e por amor!
Em 2014 esperamos que a vida seja inspirada na arte ainda mais que a arte na vida: seja a vida povoada de poesia; recriada em contos e crônicas; plena de romances!
A você, nosso desejo sincero de um Natal e Ano Novo com muita PAZ e muito AMOR!
Tenha 2014
SAÚDE
ALEGRIAS
PAZ
AMOR
SUCESSO
TRABALHO
Que tudo isto é a felicidade de existir e viver!

FELIZ NATAL, FELIZ 2014!

LEIA AQUI: http://fr.scribd.com/doc/186257469/Varal-No-26b-Dez-2013
OU PEÇA PELO E-MAIL: varaldobrasil@gmail.com

Neste Natal

            
Dê um tempo a ti mesmo.
Reserve tempo para:
Pensar,
Amar, conversar coisas sem importâncias com os que te rodeiam ;
Prestar atenção aos teus familiares e amigos;
Ver como as crianças cresceram, ficaram mais sabidas;
Ver que aquela pessoa que sempre te amou  está mudada;
Que há um cabelo branco a mais na sua cabeça;
Que há uma ligeira tristeza em seus olhos; ou talvez brilho novo de esperança;
Mas seja o que for tu havias notado isso antes?
Dê um tempo a ti, por favor!
Esqueça por um pouco de tempo aqueles que praticam o mal e pense em quantos estão praticando o bem ;e que são estes últimos que ainda seguram as amarras deste mundo caduco?
Que tal unir-te a eles?
Deixa um pouco de lado o consumismo exacerbado.
Que tal convidar as crianças a reformar os velhos brinquedos?As roupas?Pintar paredes?
A bicicleta?
Há quanto tempo tu não cantas?Assovias?
Dá uma boa risada?E certo que não tens tido grandes alegrias,grandes emoções,mas que tal saborear as pequenas coisas?Por favor amigo,reserve  neste Natal um tempo para ti.Invista em ti mesmo.O tempo é rápido,muito breve é o seu passar.

                                                                           Hilda Mendonça


FRATERNIDADE




Extrair as raízes existencialistas
É um caminho longo
E não menos cansativo...
Principia com a descoberta
Da mão amiga que nos dirige a nós.
Trabalhamos por muitos anos
Em nossos corações;
Buscamos o Sol , que um dia virá
( as raízes são dissolvidas pela
Luz do Sol de um coração-criança!)
Somente assim seremos fraternos,
Verdadeiros irmãos, no sentido
Da essência da palavra-fraternidade,
Agindo socialmente sem preferência
Por pessoas, lugares, fatos,acontecimentos.
Ide, portanto, aos campos floridos de
Vossos corações a procura do menino
Que extrai raízes. Meditai-vos!...


Gildo   Oliveira,

Rio Verde, Goiás.
Oliveira.gildo@bol.com.br

Natal


mercredi 18 décembre 2013

Luiz Ruffato estará em Genebra em 2014!

Eleições para Conselho de Cidadania 2014





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AMOR, COMPAIXÃO E CONSCIÊNCIA MORAL

 
Amor, compaixão e consciência moral
São as virtudes espirituais
Que o Cristo,
O grande representante da Humanidade
Desenvolve até o final do estágio terrestre.
Procurar uma aproximação de modo consciente
Desta verdade, e vivenciá-la no íntimo
É o desafio angular do nosso tempo, a meta maior;
Para o qual o refinamento espiritual

É o nosso seguro farol-guia!


Gildo   Oliveira,

Rio Verde, Goiás.
Oliveira.gildo@bol.com.br

NATAL FELIZ E LUMINOSO 2014

  "As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palmão da mão. Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão."
                                         (Carlos Drummond de Andrade)
"O que torna belo o deserto é qu ele esconde um poço algures."
                                         (Antoine de Saint-Exupéry)
Não escapamos dos lugares-comuns (e, muitas vezes, eles trazem verdades): para os meus familiares (irmãos, irmãs, sobrinhos, primos, cunhados etc.) e para os outros "irmãos" (não de sangue - também de afeto), eu e minha família desejamos um feliz natal e um luminoso 2014.
Sempre digo: se não fosse a chuva, nunca veríamos o arco íris.

Que possamos lidar com as pedras e asperezas do caminho, e que a vida seja sempre celebrada - dádiva.
Que os baixos instintos (inveja, cobiça, ciúme, posse) sejam expurgados.
QUE SEJAMOS NUTRIDORES E NÃO VAMPIRIZADORES.
Shakespeare dizia que a mágoa é um veneno que a gente toma pensando que o outro vai morrer...
Se precisamos lidar com as nossas imperfeições, que compreendamos as dos outros.
É fácil ver o cisco no olho alheio.

(E para aqueles que perderam entes queridos neste e nos últimos anos, que tenham a força suprema de lidar com lacunas tão fortes.)
Somos finitos, passageiros, mas algo de nós - pelo trabalho, pela amizade e pelo amor -, sempre ficará.


Fraternalmente, Emanuel Medeiros Vieira, Célia e família
(Brasília, 17 de dezembro de 2013)

Um menino a passear!

Sou filha do meu tempo e espaço. Nascida numa família cristã, desde pequenina o natal significou presépio, ou seja, a montagem da hora mágica na qual um menino veio ao mundo para anunciar uma boa nova. E, com ele, a promessa de que haveria outra aliança e que nossos pecados todos estariam perdoados. Lá em casa sempre demos prioridade a isso. Nunca ao Papai Noel, brinquedos, compras, etc... A expectativa era a chegada do menino. Eu mesma sempre colocava o sapato na janela, mas a mãe explicava: “os presentes não são coisas, são sentimentos e desejos”. Então, quando o dia amanhecia eu entendia que um gurizinho tinha nascido e, por força da mágica da religião, também havia passado pela janela deixando amor, saúde, alegria e todas essas coisas boas. E recolhia aquele sapato como se fora a coisa mais preciosa do mundo.

Na minha mente de criança eu imaginava não um velhinho montado no trenó, com renas e todas estas coisas da celebração européia. Eu acreditava piamente que havia um menino, bem sapeca, magrelinho e sem camisa, que saracoteava pelo mundo, montado numa grande estrela, levando presentes invisíveis aos olhos. E eu esperava o ano inteiro por esta noite de passeio divino. E o legal era que o fato dele ser um guri tirava toda a pomposidade do sagrado filho. Era como esperar um amigo, coisa íntima.

Depois eu cresci e fui conhecendo outros mitos, outras religiões. Aprendi a dar pago à terra (Pachamama) em agosto, a respeitar o trovão, a folha de coca, as plantas, os animais. Aprendi a honrar Kuaray, jacy, Ñanderu. Aprendi a reverenciar outras manifestações criadas pelo humano para sustentar suas dores e medos. Porque é disso que se trata quando se fala de deuses. Eles são redes nas quais descansamos de nossos terrores. E, esta construção humana me enche de ternura, porque reconheço aí a fragilidade da nossa raça. Isso me emociona.

Mas, apesar de tudo o que aprendi sobre os outros deuses, o natal ainda me encanta de um jeito muito especial, talvez porque esteja colado na minha mãe, que já encantou. Então, a despeito de todas as impossibilidades, eu espero o menino. Às vezes, nos tumultos familiares ou no barulho da festa, pode parecer que eu o esqueci, mas não. Lá no fundo do meu coração, eu o espero. E o vejo chegar, montado na estrela, rindo seu riso de cristal. Também a despeito de tudo, ainda deixo meu sapato na janela e o recolho de manhã com a absoluta certeza de que ali dentro estarão os presentes. Os que verdadeiramente importam.

E, assim, nesta natal, como em todos os outros já vividos, meu jesuzinho haverá de vir passear. E eu estarei esperando...

Que ele passe por aí também!...


Por Elaine Tavares, jornalista catarinense

mardi 17 décembre 2013

O VERDADEIRO NATAL

 




           Por ocasião do Natal, centenas de milhares de lâmpadas são acesas no planeta com a preocupação única de reunir pessoas em torno do acontecimento maior, a celebração da festa que anuncia o nascimento do menino Jesus.
            Esse sistema, que permite uma aproximação entre as pessoas, não toca o coração profundamente, embora possa até convencer o homem de estar vivendo uma época toda especial.
            Quando uma pessoa se ilumina a si mesma com a verdade manifesta, ela ilumina o mundo, pois, como disse Jesus, ninguém acende uma candeia e a torna oculta aos outros, mas a  coloca no alto para poder iluminar tudo que está a sua volta.
            Quando duas ou mais pessoas se reúnem, verdadeiramente, em nome do Cristo Jesus, a iluminação atinge níveis espirituais muito elevados; é o ponto de partida para uma compreensão maior do sentido do Natal em todos os seus mistérios.





Gildo   Oliveira,

Rio Verde, Goiás.
Oliveira.gildo@bol.com.br

lundi 16 décembre 2013

INSCREVA-SE PARA O MAIOR EVENTO LITERÁRIO SUÍÇO!

Há duas modalidades de participação:
- Estando presente para autógrafos e
- Somente enviando os livros (nós representamos o autor).

Inscrevendo-se em qualquer uma das modalidades você fará parte de nosso catálogo.


Enfado!

Por Irene Coimbra 

Me diga,  já sentiu tanto enfado
como se ele estivesse em você entranhado?

Hoje estou assim,
completamente enfadada.
Ler me enfada.
Escrever me enfada.
TV me enfada.
Pra resumir,
até o nada me enfada!
.....................................................................
Espere...
Que foi isso?
Transformei-me em fada!!!
Agora é só testar minha varinha de condão...
Que tudo que era enfado se transforme em CHULA!
Se clicou e uma música escutou, é porque a varinha de condão funcionou!
Que todo seu enfado, assim como o meu, possa ter acabado!

*****

samedi 14 décembre 2013

CONCURSO: II PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA 2014


CRISTO


                                   NA FESTA, ESQUECERAM DE TI


                                   (Reflexões natalinas não convencionais...)
                                   EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
                                   PARA A MINHA FAMÍLIA/ PARA OS MEUS AMIGOS


                                   Não Te chamaram nas catedrais de consumo, fostes escorraçado
                                   no meio de pacotes, eletro-eletrônicos e celulares para a mamãe.
                                   O Papai-Noel é mais relevante que Tu.
                                   Quem quer saber de Ti?
                                   Serves apenas para enriquecer os supermercados universais da fé.
                                   ou Transformaram-te em pretextos para a vaidade de estrelas.
                                   Na quietude desta capela, não preciso dos padres fábios ou
                                   marcelos –  “Xuxas” da Igreja Católica.
                                  Esqueceram de Ti, no meio de um chester, de um peru, de um  
                                  panetone, de uma torta, de um vinho tinto, da confraternização
                                  compulsória.
                                  (E da ressaca do dia 25...)
                                 “Ele está azedo, amargo”. É? Olhem em volta.
                                  Um dia, voltaremos a expulsar os vendilhões do Templo. 
                                  Caíram no oblívio as palavras de Teilhard de Chardin: “Cristo
                                  não é só um acessório acrescentado ao mundo, um adorno, um
                                  Rei como os que nós fazemos, um proprietário (...). É Alfa e
                                 Ômega,  Princípio e Fim.”
                                  E Ele voltará para meditar no deserto.  
                                  Foi em vão o seu Sacrifício? Não: nunca será.  
                                
                                 Prefiro esta capelinha – ouvindo Canto Gregoriano –, com pessoas
                                 quietas, realmente orando, sem  carnavalização, gritos ou aleluias –
                                 então, subam em  trios-elétricos, e continuem com a enganação.
                                 Mas Ele Vive – apesar de tudo. Vive
                                 PS: Não tive a bênção de possuir a fé granítica dos meus irmãos
                                 e irmãs. O Paraíso? Para mim, é a memória afetiva que  
                                 deixaremos nos outros: pelo nosso trabalho e pelo nosso Amor.
                                 Feliz natal, camaradas!   
                                (Brasília, dezembro de 2013)              


Apresentação poética do amigo Dé Barrense


Crônica da Urda


PAPAI NOEL EXISTE ?


Em 1960, eu havia entrada para a escola, a maravilhosa escola que abrir-me-ia as portas para o grande mundo que havia nos livros e, onde, coleguinhas mais sabidos do que eu, ensinaram-me que Papai Noel não existia. Eu encarei com força aquele desvendar de uma nova verdade e, conforme o Natal se aproximava, ficava em casa repetindo impertinentemente:
- Papai Noel não existe! Papai Noel não existe!
Minha irmã Margaret, então, tinha quatro anos, e é claro que minha mãe queria que ela continuasse a acreditar em Papai Noel. Quando eu começava com aquela cantilena boba, minha mãe pedia para que eu parasse, e depois implorava, e depois me ameaçava, mas eu não dava um passo atrás na reafirmação da nova verdade que descobria: Papai Noel não existia, e eu queria que todos soubessem que eu sabia disso.
Meu pai e minha mãe, com certeza, estavam bem de saco cheio comigo e aprontaram a sua cena de Natal.
Na noite de Natal, noite em que nós costumávamos achar muitos chocolates e presentes sob a árvore, jantamos com toda aquela ansiedade que as crianças têm na Noite de Natal, ansiosas por chegar a hora das surpresas. Depois do jantar, minha mãe lavou a louça com toda a calma, como em qualquer dia comum. Depois, abriu as latas de doces-de-Natal e encheu alguns pratos com eles. Com mais calma ainda, levou os doces para baixo da árvore-de-Natal e os colocou lá, enquanto meu pai acendia as velas do pinheirinho. Ai sentaram-se a conversar, como em qualquer dia comum, e nesse ponto eu já estava explodindo. Minha ansiedade era tão grande que não resisti:
- E o Natal?
- Ora, nós estamos festejando o Natal! A árvore já está acesa, já temos os doces que fizemos...
- E os chocolates? E os presentes?
- Ah! Isto são coisa que o Papai Noel traz! Como Papai Noel não existe, como é que ele vai trazer tais coisas?
Se alguma vez senti frustração na vida, foi naquele momento. Onde estava o meu Natal? Onde estava o encanto dos pralinés recheados de rum, e as bonecas e os lápis-de-cor novos, e as garrafas de frisantes que se tomavam naquela noite? Onde estava a magia dos Natais anteriores? Onde estava aquela ânsia na alma, que nos outros anos havia me preenchido de alegria? Intensamente frustrada, eu creio que já estava a ponto de chorar, quando aconteceu o milagre: nossa casa passou a ressoar com grandes pancadas nas sua paredes de madeira, enquanto todos pulavam de susto e diziam:
- É o Papai Noel! É o Papai Noel!
Meu pai apressou-se a abrir a porta e, curvado sob um grande saco, Papai Noel de verdade entrou lá em casa. Naqueles idos, Papai Noel não se vestia de vermelho, como hoje; usava uma bizarra roupa feita de sacos de estopa e, à guisa de barba, tinha a pele de algum animal pequeno, com certeza caçado pela vizinhança, preso sob o queixo. Nenhuma criança de hoje levaria à sério aquele Papai Noel, mas eu levei, meu Deus, como levei! Voltara a acreditar nele imediatamente, nem me passava mais pela cabeça a outra certeza, e quando ele nos fez as tradicionais perguntas, tipo se obedecêramos à mãe durante o ano, fui eu quem respondeu com mais convicção. Ele era um Papai Noel exigente, mandou que nos ajoelhássemos e rezássemos uma Ave Maria e um Pai Nosso, e rezei com o maior fervor da minha vida até então. Foi embora, então, deixando-nos um saco pejado de guloseimas e presentes, e lá estavam os pralinés, as bonecas, os cadernos com cheiro de novo, as caixas de lápis-de-cor com 24 lápis, os joguinhos, as loucinhas para brincar de boneca. Tudo tinha ficado lindo, toda a magia voltara e, com certeza, eu era a criança mais feliz do mundo quando meu pai me deixou beber um pouquinho de frisante. (Hoje, não existe mais frisante. Fico pensando o que era aquela bebida de gosto tão bom. Talvez, seja o que hoje chamamos de cidra.)
Até hoje eu não sei quem foi o vizinho que se vestiu de estopa naquela Natal de 1960, e trouxe para mim a alegria de volta. Só sei que, a partir daí, por muitos anos ainda eu acreditei em Papai Noel.


Blumenau, 01 de Dezembro de 1996.

Urda Alice Klueger





"Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço de seu coração. Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles."  (Autor desconhecido) 

vendredi 13 décembre 2013

LUIS RUFFATO, POEMAS

Poemas do escritor Luiz Ruffato que estará em Genebra para o 28o Salão do Livro de Genebra em 2014 com o Varal do Brasil.
Originalmente publicados aqui:
 http://www.candido.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=528

Luiz Ruffato é escritor, autor de Eles eram muitos cavalos (2001, Prêmio APCA e Prêmio Machado de Assis), De mim já nem se lembra (2006), Estive em Lisboa e lembrei de você (2009) e do projeto Inferno Provisório, composto por cinco volumes: Mamma, son tanto felice (2005, Prêmio APCA), O mundo inimigo(2005, Prêmio APCA), Vista parcial da noite (2006, Prêmio Jabuti), O livro das impossibilidades (2008) eDomingos sem Deus (2011, Prêmio Casa de las Américas). Seus livros estão publicados na Alemanha, França, Itália, Portugal, Argentina, Colômbia, México e Cuba. Vive em São Paulo (SP).


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Mensagem de Natal (2)





QUE ESTE NATAL
SEJA VÉSPERA
DE TUDO QUE VOCÊ DESEJA E MERECE.


COM BAITABRACITO DE

AGUINALDO / TEREZINHA

DEZ. 2013









A medicina é imprescindível para acabar com a dor,
mas o melhor parceiro para cura é o próprio paciente,
desde que seja espirituoso.




O riso faz mal à doença.




Cria a alegria. Não espere que a alegria venha.




Pense bem, assim:
Deus é a minha alegria, eu sou a alegria de Deus.










Terceira folha)
Sim. Jesus 33 era forte.
De corpo também.
Naquele tempo
não tinha serra elétrica.              
Ele ajudava o pai,
Zé, São, carpinteiro.
Tinha que serrar no muque.
Quem carregaria aquela cruz?                         
Sozinho! – O Homem.
Cada baita tora!
Enxotou mercenários.
Encarou Pilatos.
Cristo, não cristo, peitudo.
Não sei porque
nunca o mostraram assim

Sim. Ungido. ligado. Desligado.
Coragem e simplicidade.
Há de chegar o momento
de tempo para bobear,
jogar fora os elásticos,
gravatas, cismas,
o peso dos ingratos.
Enfim, o escalão: amor.
Viver tudo de nada.
Jesus não veio pronto.
Sem negar luzes,
bem parido, a criatura
se fez filho do Criador.
Não sei porque
nunca o mostraram assim.

Em Caná, no casório,
chegou, já tinham
emborcado tonéis.
Tanto! Acabou o vinho.
Fosse Ele um chato,
aborrecido, panariço,
vento encanado,
não faria o que fez:
pediu seis talhas de água,
transformou-as em tinto.
Novo embelezador.
Sim. Jesus era alegre.
Ria.
Não sei porque
nunca o mostraram assim.

(VERSO DA TERCEIRA FOLHA)



Nossa dor não nos edifica pelos prantos que vertemos
ou pelas feridas que sangram em nós,
mas pela porta de luz que nos oferece ao espírito,
afim de sermos mais compreensivos e mais humanos.
Chico Xavier

<.>

O coração alegre aformoseia o rosto,
mas pela dor do coração o espírito se abate.
Provérbios – 15.13

<.>

O humor é o repouso da alma.
Santo Tomas de Aquino

<.>

O coração alegre faz tão bem quanto o melhor remédio.
Provérbio Oriental

<.>

Alegria é remédio.
Grupo de Orações, Amor e Caridade

<.>

Tudo de bom acontece as pessoas com disposição alegre.
Voltaire (François-Marie Arouet).

<.>

O humor é o maior mecanismo de defesa do ser humano.
Freud, Sigmund

<.>

riso é como a aspirina, mas duas vezes mais rápido.
Groux Mark








Aguinaldo Loyo Bechelli

Autor do livro “CAUSOS CAUSADOS – CÓCEGAS NA INTELIGÊNCIA” 

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