jeudi 31 janvier 2013

Poema do Amor sem Sol-de Clevane Pessoa


O editor Kiko Consulin, poeta de primeira linha,  paranaense radicado no Maranhão, edita a ótima revista de poesia LOGOS.Essa, a de março/2011.Muito bem feita, qual tudo que ele faz.
Para mim , a inclusão de meu nome e poemas, foi uma grande alegria.Bela surpresa! 
Aos poucos, enviarei as belas páginas.Abaixo, uma das minhas e no anexo, idem.
Aguardem poemas dele, vou fotografar.
Abrs de quarta feira.

Clevane Pessoa 



ENCUENTRO LATINOAMERICANO DE POETAS


2013, el año de renacer.
Ésa es la consigna, ése el tema central, éste nuestro símbolo:
Del jueves 2 al domingo 5 de mayo. Reserven la fecha.
El día anterior es feriado. Minivacaciones poéticas.
Estamos armando un encuentro luminoso y transparente.
Muy pronto toda la información. Pero ya podés preinscribirte
para participar con tu lectura o tu presentación de libro.
Certamen / Shows / Mesas de poetas invitados especiales /
Stand de venta / Cena de camaradería / ¡Y muchas novedades!

Estamos reconstruyendo nuestro direccionario nacional e internacional.
¡Por favor ayudanos a difundir!


Alicia Márquez - Bibi Albert - María Laura Coppié - Mariana Toniolo


Enviado por Clevane Pessoa

Conheça: Os mais belos mitos afro-brasileiros!


Vernissage de Nilda Gräser


Livro de Sandra Z. Veroneze

Carísimos,

Meu livro de crônicas ‘Eternidade ou Infinito’ já está disponível para compra...
Ele reúne alguns dos txts que mais gostei de escrever.
Em anexo, um dos txts... Provinha..
Quem quiser receber em casa, é só pedir pra mim.
Pilas: R$ 15 mangos (já incluso serviço de correio)
Abaixo minha conta:


Dados Bancários

Banco do Brasil
agência 2796-0
cc 23.299-8

Titular Sandra Veroneze
CNPJ: 10.217.780/0001-80


Abração!
 Atenciosamente,

Sandra Z. Veroneze
Pragmatha Laboratório de Ideias & Gestão de Projetos
Twitter: @sandrazveroneze

Letrados e instruídos (e sábios?)

Outro dia, como jornalista, fui chamada para escrever sobre o programa de alfabetização de jovens e adultos. Seria uma pauta como qualquer outra, não fosse um pequeno detalhe: reavivou em mim uma das lembranças mais queridas da infância. Foi exatamente quando eu aprendi a ler e escrever. Na época já andava de bicicleta, já sabia a diferença precisa entre gatinhos e gatinhas e, santoanjodosenhor, até desconfiava sobre como eram produzidos os bebês.

Ou seja: já havia provado na prática três das formas de aprendizado: pela experiência, pela observação e pela vivência e comentários alheios.

Mas voltemos à lembrança querida. Acontecia uma vez por mês, pelo menos, quando a nonna, mãe da mãe, aproveitava sua vinda à cidade para receber a aposentadoria e nos visitar. Não sei como meu pai encarava aquela estada prolongada, mas para minha mãe tenho certeza que era um alívio e para mim, obviamente, uma festa... (por que será que só os nonnos nos entendem?)...

O motivo: o tempo que eu não estava na escola passava com ela, tomando mate e fazendo "os tema" (os temas, ela me corrigia... e eu repetia: osss temasss). É verdade que os plurais era ela quem me ensinava, mas a devida aplicação do D e do T, do P e do B, etc, cabia a mim explicar. Em tempo: aos 60 anos de idade, a minha nonna também estava sendo alfabetizada e, como por muitos anos viveu entre alemães e italianos, virou uma poliglota meio atrapalhada, misturando tudo. Boi saía "poi", vaca saía "faca", um horror.... “Ai, nonna, não é assim”...

Terminamos a primeira série juntas, eu com uma vida toda pela frente e ela com seu caminho praticamente trilhado. Da escrita, ferramenta à qual fomos apresentadas na mesma época, com certeza eu tirei e ainda vou tirar muito mais proveito. Tenho o privilégio, a ela negado, de aprender não apenas com observação e experiência, mas também através da leitura. Sem dúvida, uma maneira muito prática e acelerada de acumular conhecimento.

Hoje, quando vejo idosos aprendendo a ler e a escrever, de fato me sensibilizo. Dificilmente lerão algum poema de Shakespeare, raciocinarão sobre os rabiscos de Sartre, ou alimentarão sua fé através da leitura solitária dos escritos sagrados. Mas são pessoas que estão fazendo algo novo já numa etapa derradeira da vida, lutando contra o preconceito e realizando um sonho. Escrever o próprio nome, ou desenhá-lo que seja, é algo que lhes bota lágrimas nos olhos.

E então fico com vontade de sentar do lado deles e permanecer um tempo ouvindo suas histórias dos tempos de juventude. Saudades da nonna? Sim. E também uma certeza: existem coisas que só a vida ensina e talvez aí esteja uma pista para a compreensão da diferença entre conhecimento e sabedoria.

A propósito: quando nós, letrados e instruídos, tivermos 60 anos, o que será capaz de botar lágrimas nos nossos olhos?

mercredi 30 janvier 2013

ATENÇÃO!


VENHA MOSTRAR A SUA ARTE!


VENHA MOSTRAR A SUA ARTE!
VENHA MOSTRAR A SUA LÍNGUA!

Sarau da Sociedade de
Poetas de Vila Prudente
Banco de Imagem - músico, anjo. 
fotosearch - busca 
de fotos, imagens 
e clipart 
Poesia – Música – Dança

Sábado -  02 de Fevereiro – 15 horas

Aberto a todos que queiram participar

Salão do Serviço Social do Círculo
Rua José Zappi, 255 – Vila Prudente
Próximo ao Metrô Vila Prudente

Pedimos aos participantes que tragam um
prato com doce ou salgados para montarmos
a nossa tradicional mesa de guloseimas



Ferretti
Ivan Ferretti Machado

CEL. (11) 99106-0948

VIVO DEMAIS PARA SER FELIZ IMPUNEMENTE


CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE - CONVITE

A PEDIDO DO CÔNSUL - GERAL ADJUNTO SR. UNALDO EUGENIO VIEIRA DE SOUSA, ESTAMOS DIVULGANDO AS INFORMAçÕES E O CONVITE ABAIXO: 


CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE

CONVITE


O CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE CONVIDA A COMUNIDADE BRASILEIRA DESTA JURISDIÇÃO CONSULAR PARA REUNIÃO PLENÁRIA PÚBLICA COM VISTAS À OBTENÇÃO DE COMENTÁRIOS E SUGESTÕES PARA O APERFEIÇAMENTO DO MECANISMO DO CONSELHO DE REPRESENTANTES DE BRASILEIROS NO EXTERIOR - CRBE.
DATA E HORÁRIO:

A REUNIÃO, ABERTA AO PÚBLICO, TERÁ LUGAR NO DIA 23 DE FEVEREIRO DE 2013, SÁBADO, DAS 09:00 ÀS 12:30 HORAS E DAS 14:30 ÀS 17:30 HORAS.



LOCAL: “EVANGELISCH-REFORMIERTE KIRCHGEMEINDE NEUMÜNSTER- GROSSER SAAL”, SEEFELDSTRASSE 91, 8008, ZURIQUE




AGENDA: ENCONTRA-SE EM ANEXO A AGENDA DA REUNIÃO COM OS RESPECTIVOS TEMAS A SEREM DISCUTIDOS E AS REGRAS E TEMPO LIMITE PARA INTERVENÇÕES INDIVIDUAIS. AS INTERVENÇÕES ESTARÃO ADSTRITAS AOS TEMAS DA AGENDA.
O CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE CONTA COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS CIDADÃOS BRASILEIROS INTERESSADOS NO CONSELHO DE REPRESENTANTES DE BRASILEIROS NO EXTERIOR – CRBE, CUJA VERSÃO ANTERIOR FOI EXTINTA EM 2012.

AGENDA DA REUNIÃO PLENÁRIA DE CONSULTA À COMUNIDADE BRASILEIRA DA JURISDIÇÃO DO CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE PARA APERFEIÇOAMENTO DO MECANISMO DO CONSELHO DE REPRESENTANTES DE BRASILEIRO NO EXTERIOR – CRBE
(i)09:00 - CHEGADA DOS PARTICIPANTES E ASSINATURA DA FOLHA DE PRESENÇA
(ii)09:30 - ABERTURA OFICIAL PELA SENHORA CÔNSUL-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE
(iii)09:35 -  INTRODUÇÃO - HISTÓRICO E RELATO FACTUAL. APRESENTAÇÃO CONCEITUAL DO CRBE (CÔNSULES-GERAIS ADJUNTOS)
(iv)09:50 - AVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO CRBE PELOS PARTICIPANTES, INCLUINDO DIFICULDADES E RESULTADOS, SOB A ÓTICA DA COMUNIDADE.
OS PRESENTES PODERÃO SOLICITAR INTERVENÇÕES AO MICROFONE LEVANTANDO O BRAÇO PARA IDENTIFICAÇÃO PELOS REPRESENTANTES DO CONSULADO-GERAL. FUNCIONÁRIOS DO CONSULADO-GERAL ANOTARÃO O NOME DE CADA SOLICITANTE EM FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO EM ORDEM CRONOLÓGICA DE SOLICITAÇÃO. AS INTERVENÇÕES AO MICROFONE SERÃO CRONOMETRADAS E NÃO EXCEDERÃO O LIMITE DE 5 (CINCO) MINUTOS. AO CABO DE 5 MINUTOS O MICROFONE SERÁ AUTOMATICAMENTE DESLIGADO.
(v)11:00 - INTERVALO DE 15 MINUTOS
(vi)11:15 - AVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO CRBE PELOS PARTICIPANTES, INCLUINDO DIFICULDADES E RESULTADOS, DA ÓTICA DA COMUNIDADE (CONTINUAÇÃO)
(vii)12:00 - DISCUSSÃO DO PROCESSO DE REFORMULAÇÃO DO CRBE. AS INTERVENÇÕES INDIVIDUAIS SEGUIRÃO AS MESMAS REGRAS ESTIPULADAS PARA O ITEM ANTERIOR
(viii)12:30 - INTERVALO PARA ALMOÇO (OS PARTICIPANTES INCUMBIR-SE-ÃO DE SUAS PRÓPRIAS REFEIÇÕES)
(ix)14:30 - RETOMADA DOS TRABALHOS. CONTINUAÇÃO DA DISCUSSÃO DO PROCESSO DE REFORMULAÇÃO DO CRBE.
(x)15:45 - INTERVALO DE 15 MINUTOS
(xi)16:00 - RETOMADA DOS TRABALHOS. CONTINUAÇÃO DA DISCUSSÃO DO PROCESSO DE REFORMULAÇÃO DO CRBE.
(xii)17:20 - AGRADECIMENTOS DA SENHORA CÔNSUL-GERAL DO BRASIL EM ZURIQUE
(xiii)17:30 – ENCERRAMENTO DA REUNIÃO

TEMAS
AS INTERVENÇÕES INDIVIDUAIS ESTARÃO ADSTRITAS AO SEGUINTE ROL DE TEMAS. QUASIQUER OUTROS TEMAS SÓ PODERÃO SER SUSCITADOS SE ESTIVEREM EM SINTONIA COM AS QUESTÕES ABAIXO FORMULADAS:
I) DA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO
- O NÚMERO DE CONSELHEIROS (16 TITULARES E 16 SUPLENTES) FOI SUFICIENTE PARA GARANTIR A BOA REPRESENTATIVIDADE DAS DIVERSAS COMUNIDADES BRASILEIRAS NO EXTERIOR?
- A DIVISÃO DOS CONSELHEIROS POR 4 REGIÕES (AMÉRICAS DO SUL E CENTRAL/ AMÉRICA DO NORTE E CARIBE/ EUROPA/ ÁSIA, ÁFRICA, ORIENTE MÉDIO E OCEANIA) FUNCIONOU?
- DEVERIA HAVER LIMITE NO NÚMERO DE INTEGRANTES NO CONSELHO POR PAÍS DE RESIDÊNCIA?
- DEVERIA HAVER ASSENTO NO CRBE PARA ÓRGÃOS DO GOVERNO BRASILEIRO ATUANTES EM TEMAS DE INTERESSE DAS COMUNIDADES NO EXTERIOR?
- QUAIS SERIAM OS IMPEDIMENTOS PARA QUE UM CIDADÃO POSSA SER MEMBRO DO CONSELHO?
II) DA SELEÇÃO DOS INTEGRANTES DO CRBE
- A ELEIÇÃO DE 2010 DEU REPRESENTATIVIDADE E LEGITIMIDADE AOS CONSELHEIROS?
- QUE PAPEL DEVEM TER OS CONSELHOS DE CIDADÃOS OU DE CIDADANIA NA ELEIÇÃO DOS INTEGRANTES DO CRBE?
- A ELEIÇÃO DOS INTEGRANTES DO CRBE PODERIA SER FEITA, ONDE HOUVER, POR CADA CONSELHO DE CIDADÃOS/CIDADANIA?
- QUAL A MELHOR FORMA DE ASSEGURAR QUE OS CONSELHEIROS REPRESENTEM UMA PARCELA EXPRESSIVA DA COMUNIDADE E SEJAM RESPONSÁVEIS PERANTE ELA AO LONGO DE TODO O SEU MANDATO?
- QUAL O TEMPO IDEAL DE MANDATO PARA O CRBE?
III) DO FOCO DOS TRABALHOS
- OS INTEGRANTES DO CONSELHO DEVERIAM SER DIVIDIDOS POR ÁREA DE ATUAÇÃO (POR EXEMPLO, EDUCAÇÃO, SAÚDE, TRABALHO, ETC.) E/OU POR ÂMBITO REGIONAL?
- OS INTEGRANTES DOS CONSELHOS DEVERIAM REUNIR-SE EM ÂMBITO REGIONAL OU TEMÁTICO? EM CASO AFIRMATIVO, COM QUE PERIODICIDADE? ESSAS REUNIÕES PODERIAM SER VIRTUAIS, POR VIDEOCONFERÊNCIA?
IV) CÓDIGO DE CONDUTA
- DEVERIA HAVER CÓDIGO DE CONDUTA/ÉTICA PARA OS INTEGRANTES DO CRBE?
- QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DA COMUNIDADE EM RELAÇÃO À CONDUTA DOS SEUS REPRESENTANTES?
V) AFERIÇÃO DE RESULTADOS
- DEVERIA HAVER MECANISMO PERMANENTE DE INTERLOCUÇÃO DOS INTEGRANTES DO CRBE E AS COMUNIDADES BRASILEIRAS RESIDENTES EM SUAS REGIÕES?
- DEVERIA HAVER SISTEMA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS PERMANENTE POR PARTE DOS INTEGRANTES DO CRBE, EM REUNIÕES PRESENCIAIS?
- A QUEM OS INTEGRANTES DO CRBE DEVERIAM PRESTAR CONTAS?
- DE QUE FORMA AS COMUNIDADES PODERIAM FAZER CHEGAR AOS INTEGRANTES DO CRBE SUAS REIVINDICAÇÕES, PREOCUPAÇÕES E SUGESTÕES?
- QUAL DEVERIA SER A RELAÇÃO ENTRE OS INTEGRANTES DO CRBE E OS CONSELHOS DE CIDADÃOS/CIDADANIA/ASSOCIAÇÕES DE BRASILEIROS EM SUAS REGIÕES?

mardi 29 janvier 2013

Convite Galeria Literária Infantil - Elias José


lundi 28 janvier 2013

VOCÊ E O VARAL NO 27o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA


I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA

REGULAMENTO DO CONCURSO CULTURAL "1º PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA - 2013", PROMOVIDO PELA
REVISTA VARAL DO BRASIL


A finalidade do presente concurso é a divulgação da Língua Portuguesa e da arte literária mediante premiação das melhores obras literárias dentro do proposto no regulamento a seguir:

1. Poderão participar do concurso pessoas maiores de 18 anos que sejam brasileiras ou estrangeiras e que escrevam na Língua Portuguesa.
2. Serão consideradas três categorias: contos, crônicas e poemas.
3. Os originais deverão ser inéditos e escritos em Língua Portuguesa. Os contos, crônicas e poemas não poderão ser traduções de originais de outros idiomas e não poderão ter sido publicados anteriormente em nenhum meio de comunicação, impresso ou virtual, e poderá ser chamado às vistas da lei.
4. O conteúdo dos originais seguirá o critério seguinte: o tema é LIVRE, ou seja, o autor poderá escrever sobre o assunto de sua escolha. Os textos não deverão trazer temática partidária, seja ela política, religiosa, racial ou outra. Textos que possuam conteúdo partidário político, religioso, racial ou outro e textos que contenham pornografia de qualquer espécie serão desclassificados deste concurso sem mais.
5. Cada candidato poderá concorrer nas três categorias com um trabalho em cada uma delas no máximo. Para cada categoria o candidato deverá fazer uma inscrição separada e enviar também separadamente, o material a ser avaliado no concurso.
6. A inscrição dos originas deverá ser realizada no período entre 1º de fevereiro e 30 de abril de 2013, mediante o pagamento de uma taxa de inscrição e do envio dos originais a serem avaliados para o e-mail varaldobrasil@gmail.com nas condições abaixo discriminadas. 
7. O valor da taxa de inscrição fica estabelecido em: CHF 25,00 (vinte e cinco francos suíços) para a Suíça; BRL 45,00 (quarenta e cinco reais) para o Brasil e EUR 20,00 (vinte euros) para todos os demais países. O valor deverá chegar ao VARAL DO BRASIL isento do pagamento da taxa de transferência bancária ou depósito bancário. 
8. As coordenadas bancárias para o pagamento da taxa de inscrição deverão ser solicitadas através do e-mail varaldobrasil@gmail.com
9. Os interessados preencherão a ficha de inscrição que será enviada junto do texto (folha separada) e comprovante de pagamento da taxa de inscrição. Uma foto de rosto deverá ser enviada junto ao restante do material solicitado.
10. As inscrições serão realizadas apenas online, por intermédio do e-mail varaldobrasil@gmail.com 
11. As crônicas e os contos deverão ser enviados em formato A4, letra Arial 12. Os contos deverão ter no máximo duas páginas e as crônicas no máximo uma página.
12. Os poemas deverão ser enviados obedecendo às mesmas condições dos itens 10 e 11, mas contendo no máximo 1 página.
13. Não serão considerados válidos textos que vieram colados no corpo do e-mail nem textos que vierem sem o comprovante de pagamento da taxa de inscrição.
14. Para seleção das melhores obras o VARAL DO BRASIL formará uma Comissão Julgadora que estará apta a avaliar os originais enviados de acordo com os critérios editoriais, criatividade e estilo para desta forma escolher os vencedores do presente Prêmio.
15. Toda e qualquer decisão tomada pela Comissão Julgadora será irrevogável. E para a decisão não cabe nenhum tipo de recurso ou medida judicial. A inscrição no concurso implica na aceitação de todos os itens deste regulamento. 
16. A escolha das melhores obras literárias será publicada no mês de junho de 2013 no site e blog do VARAL DO BRASIL (www.varaldobrasil.com e www.varaldobrasi.blogspot.com) e divulgada amplamente.
17. Os vencedores em cada categoria receberão certificado do I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA, além da quantia de CHF 500,00 (quinhentos francos suíços) e a participação como convidados no livro VARAL ANTOLÓGICO 4 a ser editado em 2014.
18. Os detentores do segundo lugar em cada categoria receberão Menção Honrosa, mais a quantia de CHF 300,00 (trezentos francos suíços) e a participação como convidados no livro VARAL ANTOLÓGICO 4 a ser editado em 2014.
19. Do terceiro ao décimo lugar: Menção Honrosa e possibilidade de participar do livro VARAL ANTOLÓGICO 4 (mediante pagamento de inscrição com valor privilegiado).
20. A nominação e comunicação dos premiados será feita por e-mail.
21. Fica autorizada a publicação pelo VARAL DO BRASIL na revista VARAL DO BRASIL, no livro VARAL ANTOLÓGICO 4 e nos blog e site do VARAL DO BRASIL de todos os textos inscritos, sejam eles selecionados ou não. Os candidatos autorizam o uso e a veiculação do seu nome pelo VARAL DO BRASIL ou por terceiros por ele autorizados, inclusive para fins comerciais.
22. A apresentação dos originais para concorrer ao I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA implica expresso acordo às normas apresentadas no presente Regulamento. 
23. Os prêmios são pessoais e intransferíveis e não poderão ser trocados por quaisquer outros produtos ou serviços.
24. Todos os casos não previstos nas normas deste Regulamento serão resolvidos diretamente pelo VARAL DO BRASIL.
25. A organização do VARAL DO BRASIL se reserva o direito de recusar qualquer candidatura que acredite não respeitar as normas deste Regulamento ou por outros motivos que a organização do I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA achar pertinente.



Em Genebra, 24 de janeiro de 2013

Coordenação do
I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA

Viaduto do Chá




No Viaduto do Chá,
em São Paulo, Capital
não há chávenas de chás
dessas ervas,
de todos os países.

Repare bem: transitam
índios e indianos,
hindus, japoneses
(ascendentes e descendentes,
aos montes, samseis e nisseis)...

São homens, mulheres e gays,
às vezes animais
crianças e tudo mais:
gente como a gente
e gente muito diferente.

Pessoas tradicionais,
trabalhadoras ou banais, trombadinhas, sacanas,
traficantes, prostitutas,
artistas e pedintes,
doentes e naturebas,
saudáveis e chagados...

Toda e qualquer cidade
nesse passar de vai-e-vem
em passos
de ninguém
pois vai se re-conhecer
na roda-viva das pressas, do medo,
dos sobressaltos, assombros?

O Viaduto do Chá serviria,
se um salão fosse,
todos os chás,
de todas as ervas,
de todos os países,
a qualquer daqueles transeuntes de todas as raças, classes, castas,
biótipo, cores e faces.

Mas é apenas uma armação
de concreto, concreta
onde não haveria tempo de parar
parar para beber chá.

Clevane Pessoa

Júri popular laureou o blog Concursos Literários com o Prêmio Top Blog


O projeto, criado em 2011, busca fomentar a escrita ampliando o acesso a editais de premiações literárias realizadas em todo o Brasil

Em maio de 2011, quando resolveu criar o blog para suprir uma lacuna entre a quantidade de premiações literárias realizadas no país e a quantidade de editais que podiam ser encontrados nas principais redes sociais e sites especializados, o escritor paranaense Rodrigo Domit não vislumbrava a hipótese de que, em tão pouco tempo, seu trabalho fosse receber tamanho reconhecimento.


Como se não bastasse o reconhecimento ao trabalho através do número de acessos e dos agradecimentos - enviados por autores selecionados em concursos que descobriram pelo blog e por organizadores que veem inflar o número de inscritos nas premiações, o mérito deste trabalho foi reconhecido novamente neste sábado (26 de janeiro), quando o projeto recebeu o Prêmio Top Blog na categoria literatura.

O prêmio é destinado a reconhecer e premiar, mediante votação popular (júri popular) e acadêmica (júri acadêmico), os blogs brasileiros; e o blog Concursos Literários foi o mais votado, pelo júri popular, na categoria Literatura.

Após esta conquista, a equipe do blog promete continuar dedicando-se, sempre contando com a colaboração dos leitores-autores, para ampliar o acesso aos editais das premiações e, dessa maneira, fomentar a produção literária.

Para conhecer melhor este projeto e descobrir editais de concursos voltados à seleção de contos, crônicas, ensaios, romances e poesias, basta acessar o seguinte endereço:

samedi 26 janvier 2013

VARAL DE FEVEREIRO ESTENDIDO!





Sempre que fazemos uma edição temática temos muitas pessoas entusiastas que nos escrevem felizes.
Mas nenhum tema até agora superou este: A MULHER!
Já falamos de amor e vamos falar novamente no próximo mês; já falamos da vida e da preservação da vida (e claro que voltaremos a falar!) e de tantos outros temas.
Mas falar de MULHER é diferente. É falar de nós mesmos, de nossas mães, irmãs, avós, tias, primas, amigas e inimigas, colegas. É falar das que nos inspiram, das santas e das pecadoras. Falar das sábias (que algumas vezes enlouquecem) e das loucas (que tantas vezes são sábias!).
MULHER nem é mais um tema em si. MULHER é um UNIVERSO.
Vocês verão, o número de paginas está bem maior nesta edição. Foi impossível manter as inscrições até a data que havíamos previsto. E mesmo assim, ainda tivemos a tristeza de recusar certos trabalhos (que reconduzimos para as próximas edições).
Temos a participação de vários amigos do VARAL  de longa data e temos também a participação de novos escritores (novos no VARAL apenas, na vida já são talentosos e reconhecidos escritores) que chegam para se unir a esta família da literatura sem frescuras.
Este mês estamos lançando um concurso: o 1o PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA que premiará originais em três categorias: contos, crônicas e poemas. As inscrições já estão abertas e esperamos a sua inscrição. Os dois primeiros lugares nas três categorias receberão prêmio em espécie e estarão como convidados no livro VARAL ANTOLÓGICO 4.
E por falar de VARAL ANTOLÓGICO, nosso volume 3 já está de lançamento marcado. Será dia 03 de maio durante o 27o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra e em agosto em Florianópolis (SC), ambos os lançamentos na presença de vários autores.
Se você lembra de nossa participação cheia de sucesso no Salão do Livro de Genebra no ano passado, com quatorze autores autografando e mais de cem títulos expostos, prepare-se!
Estamos voltando este ano, com um stand maior, mais escritores para incríveis lançamentos e sessões de autógrafos, novos livros em exposição! E tudo isto porque o VARAL DO BRASIL e o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra tem tudo a ver: é a maior festa da Literatura na Suíça e uma das maiores da Europa.
Obrigada por continuar conosco. Leitor, escritor, você faz o VARAL!


Baixe aqui para ler ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com


EITA SARAU!


Curso em 2 Módulos: "Tetrapharmakon - Ética e Felicidade em Epicuro"


I Salão Xumucuís de Arte Digital-Belém- Pará-Brasil-Inscrições de 25 de Janeiro a 25 de Fevereiro de 2013


Recebo através do CORO COLETIVO-e apresso-me a divulgar.
Clevane Pessoa 




INSCRIÇÕES - II Salão Xumucuís de Arte Digital BELÉM To: aparelho LISTA
<rerdeaparelho@googlegroups.com> “@mazônia artemídia” é o tema do II Salão Xumucuís de ArteDigital, projeto pioneiro no estado do Pará no fomento e difusão da arte em sua interface tecnológica, contemplado com o edital “Conexão Artes Visuais/Minc/Funarte/Petrobras 2013”, para a realização desta segunda edição.
O Salão foi um dos 20 projetos selecionados entre mais de 800 inscritos em todo país. O Salão Xumucuís de Arte Digital foi idealizado e tem curadoria de Ramiro Quaresma e Coordenação Geral de Deyse Marinho. Realizado de forma independente e com equipe técnica local, o I Salão Xumucuís de Arte Digital, realizado em 2011 noEspaço Cultural Casa das onze Janelas com patrocínio do Instituto Oi Futuro, foi uma plataforma poética para a fruição da arte em sua mais contemporânea manifestação, a digital, incentivando e exibindo trabalhos de artistas de todas as regiões do Brasil com um público de mais de 3000 visitantes sendo a primeira mostra específica de arte digital no Pará.
A pesquisa do curador e pesquisador Ramiro Quaresma em arte e tecnologia resultou na exposição Panorama da Arte Digital no Pará, que foi evento introdutório a este II Salão Xumucuís de Arte Digital, contemplada com oPrêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2012. Com obras dos artistas Cláudia Leão, Jorane Castro, Orlando Maneschy, Luciana Magno, Victor de La Roque, Flavya Mutran, Roberta Carvalho, Ricardo Macedo, Bruno Cantuária, Keyla Sobral, Melissa Barbery, Carla Evanovitch e Alberto Bitar, foi um mapeamento da produção artística contemporânea paraense para a elaboração do projeto do segundo Salão.
A proposta do II Salão Xumucuís de Arte Digital _ @mazônia Artemídia, também selecionado no Edital de Pautas do Sistema Integrado de Museus da Secretária de Cultura e no Edital de Pautas do CCBEU, será composto por 04(quatro) ações expositivas e formativas, os Hiper_Espaços, saindo do ambiente tradicional de exposições, democratizando a fruição da arte em espaços alternativos, fomentando e difundindo as artes visuais em sua interface tecnológica. As ações serão 02 (duas) exposições, uma mostra de videoarte em espaços públicos (Videodrome) e um ciclo de palestras e oficinas.
Realizado pelo Instituto Xumucuís de Arte e Cultura o II Salão Xumucuís de Arte Digital está com inscrições abertas para todo o Brasil, através do blog salaoxumucuisdeartedigital.wordpress.com, de 25 de Janeiro a 25 de Fevereiro de 2013.
Os trabalhos não precisam ser inéditos e devem ser acompanhados de um dossiê com informações sobre a obra e currículo do artista. SERVIÇO II Salão Xumucuís de Arte Digital: @mazônia artemídia Inscrições: 25/01 a 25/02/2013 http://salaoxumucuisdeartedigital.wordpress.com/ Informações:  (91) 3348 6426 / 8239 2476 / xumucuís@gmail.com --
Para postar neste grupo, envie um e-mail para redeaparelho@googlegroups.com.com Para ver mais opções, visite este grupo em http://groups.google.com.br/group/rerdeaparelho?hl=pt-BR

Crônica da Urda


TEMPOS CONTURBADOS 3 -    Insegurança
===============================================
(Texto do livro "Meu cachorro Atahualpa, publicado em 2010)

                                   No calorão de fevereiro, era tempo de se fazer alguma coisa, e voltamos para o apartamento abandonado em novembro, que ainda mantinha sobre a mesa as sobras de um café da manhã interrompido quando fugíramos de lá, amedrontados pela possibilidade de uma casa enorme que poderia vir a cair de grande altura contra o prédio onde vivíamos. Para quem tiver curiosidade de saber o que se passou lá onde morávamos antes, sugiro que abram o WWW.youtube.com.br  e coloquem lá, entre aspas, ”rua hermann huscher”. Há uma série de filmes que mostram um pouco da tragédia que vivemos em novembro.



                                   Lembro como abraçava meu cachorro para subir no elevador, para levá-lo para dentro, para encorajá-lo a entrar naquele lugar que agora ele temia, como eu também temia. Rose, minha amiga, veio lá e fez uma bela faxina, e a idéia era de que a vida continuasse, voltasse a ser como era antes, mas nada mais era como antes.
                                   Eu comprara aquele apartamento pensando morar ali o resto dos meus dias, tanto aquele lugar havia me agradado, tão bonito tinha sido – e toda aquela beleza se acabara. As muitas mansões que haviam despencado do morro fronteiriço e esmagado as casas abaixo tinham deixado profundas feridas na terra; outros deslizamentos houvera, de árvores, pedras e terra, trazendo abaixo muitas toneladas de barreiras que nos tinham mantidos prisioneiros por dias que tinham parecido pesadelos; a calha do rio que passava atrás do prédio onde vivêramos tinha sido alargada umas cinco vezes pelas enxurradas daqueles dias de horror; os pradinhos verdes de florinhas amarelas onde antes pastavam pacíficas capivaras e onde Atahualpa gostava de brincar tinham sumido sob as avalanchas ou por rebaixamento das margens do rio; muitos vizinhos tinham ido embora enquanto eu estivera fora e tantos outros tinham vindo morar ali, e então havia muitos desconhecidos, inclusive os próprios empregados do condomínio eram outros. Um síndico que já não batia muito bem no passado agora aterrorizava a quantos podia, e tudo parecia fora do lugar. Como outros, eu mantinha as cortinas fechadas para não ver toda aquela desgraça lá fora, mas por todo o tempo tinha muito presente a existência da tal casa lá no morro, escondida entre árvores, mas que poderia vir abaixo e bater com toda a força no prédio onde vivia. 
                                   Como tanta outra gente na cidade e na região, no entanto, eu retornava à área de risco, de sujeira e de feiura onde um dia já fora tão feliz[1][1]. Alguns vizinhos me contaram que estavam tomando remédio para conseguir dormir – ao menor sinal de chuva eu fugia da parte da frente do apartamento, temendo que a tal casa viesse abaixo trazendo todo um pedaço de mata com ela – era uma vida desagradabilíssima.
                                  O pior, porem, ainda não tinha acontecido: diante do meu prédio havia um gramadinho em declive, que fora onde eu ensinara o meu bichinho, quando bem filhote, a subir e a descer morro. Tal lugar já estava de novo limpo e com a grama aparada, quase três meses depois da Tragédia, e numa das manhãs, quando saí com Atahualpa do portão do condomínio e ele enveredou por aquele gramadinho, uma cobra venenosa pulou nele!
                                   Decerto a cobra ia passando e ele quase que pisou nela – os animais silvestres estavam tão desterritorializados quanto os humanos, naquela tragédia toda, e decerto aquela cobra, agora, morava por ali. Eu gritei tanto, mas tanto, assim: “Atahualpa, não, NÃO, NÃÃÃÃÃO!!!!!”, que Atahualpa, que nunca me vira gritar, ficou tão surpreso que parou, estático, e não avançou na cobra, o que lhe salvou a vida. Corri chorando para pegá-lo no colo, e então se acabaram nossos passeios naquela região.
                                   Três vezes por dia, agora, eu botava Atahualpa dentro do carro e íamos caminhar por outros lugares, como a região da Alameda Rio Branco com suas transversais durante o dia, e a Rua XV de Novembro quando era noite. Assim, naqueles meses que se seguiram, voltei a andar por muitas e muitas ruas por onde não passava há décadas, e fui descobrindo, mesmo naquelas áreas que pareciam nada terem sofrido com as águas, as marcas da Tragédia: lindas mansões caídas sobre outras nas beiradas dos morros, e coisas assim. Quando íamos mais longe e víamos a situação de determinados lugares e bairros que haviam perdido suas pontes e tantas outras coisas, além dos desmoronamentos, tentava pensar que estávamos em situação invejável por ainda termos o nosso apartamento, apesar da cobra venenosa pulando no meu bichinho em pleno gramadinho aparado e no medo a cada três pingos de chuva de que aquela casa fronteiriça viesse abaixo.
                                   Foram tempos muito difíceis, e não sei como teria feito para sobreviver sem o meu bichinho.  Atahualpa sempre foi um cachorro muito bonzinho, e nessa altura, mais ou menos atingindo a idade adulta, estava ainda mais querido do que eu podia me lembrar.  Parecia que ele sabia o quanto eu estava cheia de angústia e de insegurança e do quanto precisava do apoio dele, e estava sempre do meu lado, quase como quem diz:
                                   - Vês? Nunca irei te abandonar. Não chora. Sou teu bichinho, estou aqui contigo!
                                   E então eu o acarinhava e fazia camas bem fofas para ele, e cozinhava os bifes de fígado dos quais ele gostava tanto, e lhe fazia as papinhas de bolo inglês com leite, das quais ele gosta até hoje, e corria pela casa todas as noites puxando um pano velho atrás de mim, para que ele também corresse, pois ele se divertia muito atacando e mordendo o pano, roncando para o mesmo como se estivesse numa caçada a animais selvagens, ou como se estivesse defendendo a própria vida.  Eventualmente, ele errava a mordida no pano e mordia a minha mão mas, apesar da grande serra de dentes que lhe nascera boca afora depois que perdera os dentinhos de leite, serra essa que poderia cortar fora a minha mão, sua mordida era leve e cuidadosa, e só muito dificilmente acontecia um acidente e um dente mordia um pouco mais e me arranhava. Atahualpa era meu companheiro e meu amigo, e naqueles frios meses que se seguiram, sua cama foi crescendo: muitas coisas do meu armário iam passando para a cama dele, e assim foram indo para sua caminha meus melhores travesseiros de penas, minhas mantas andinas, meus edredons e cobertores. A cama dele estava sempre pronta, ou diante da televisão, ou no chão, ao lado do computador, ou no quarto, ao lado da minha cama, e me fascinava ver como ele me permitia trocar sua cama de lugar: eu tinha colocado, tempos antes, lindo piso de madeira em todo o nosso apartamento, e Atahualpa ficava deitadinho na sua cama enquanto eu a puxava para lá e para cá, arrastando-a sobre o piso bonito.
                                   Na nossa volta para casa ele passara a dormir no meu quarto, mas nunca quisera dormir na minha cama, como até hoje ainda não gosta muito.  Sua caminha (melhor dizendo: camona) ficava ao lado da minha, e eu dormia com um braço para fora da minha própria cama, fazendo carinho no pelinho macio do meu bichinho.
                                   Acostumei-me a não me preocupar com o acordar-me: pela manhã, na hora em que sentia necessidade, Atahualpa subia na minha cama e me fazia festa e latia até eu me levantar para atendê-lo. Nessa altura, fazia muuuuuuuuuuito tempo que ele absolutamente não mais fazia xixi ou cocô dentro de casa, como até hoje não faz. Então, pelas manhãs, era aquela correria: botar uma roupa, escovar os dentes, e sair correndo com meu cachorro no colo, colocá-lo no carro e dirigir até uma rua onde provavelmente não houvesse cobras venenosas, para que ele pudesse se aliviar, pois quando ele se acordava, na maioria das vezes, já o fazia gemendo de pressa.
                                   Apesar das alegrias que o meu cachorrinho me dava, nada estava sendo nada fácil viver de novo naquele lugar, durante aqueles meses. Permanecia angustiada e temerosa, e as poucas coisas que escrevi naquele período são coisas tristes e angustiantes, refletindo bem meu estado de alma. Diria que a melhor coisa no meu mundo, naquela altura, era nada mais nada menos que o meu cachorrinho Atahualpa.
                                   Somando-se às demais angústias, havia uma outra que estava mexendo demais comigo: minha mãe, enferma, vivia seus últimos tempos, últimas semanas, e minha vida parecia estar como que dentro de um caos.





"Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço de seu coração. Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles."  (Autor desconhecido)



[1][1] Em dezembro/2008, quando fizera meu cadastro de flagelada, a moça que me atendera fora bem convincente quando me dissera que ali era área de risco, que não deveria voltar: o marido dela trabalhava numa casa minha vizinha, e ela sabia bem do lugar ao qual me referia. Também o engenheiro civil Arlon Tonolli me havia advertido para não voltar – naquela rua era perigoso até de se passar. Antes de voltar tentara saber junto a Prefeitura Municipal se o perigo já passara, mas não conseguira saber mais nenhuma informação a respeito, numa atitude de absoluto descaso para a com a população flagelada. 

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