vendredi 28 juin 2013

AQUARELA


CONVITE



DICIONÁRIO DE ESCRITORES CONTEMPORÂNEOS DA BAHIA


Crônica da Urda

TEMPOS FELIZES 4
- Animaizinhos na floresta
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(Excerto do livro "Meu cachorro Atahualpa", publicado em 2010) 

Estamos em outra primavera, porém, e muitas das coisas da primavera passada estão se repetindo, embora já não haja as construções próximas, onde os gambás reinavam soberanos. Lá na floresta, no entanto, há muito mais vida do que a gente consegue ver de dia. Quando a noite cai e se adianta, uma população invisível de dia anda em plena euforia, namorando, noivando e decerto casando sob as árvores e fazendo barulho nos fundos de casa. Estou sempre dizendo que irei comprar uma lanterna para tentar espiar melhor o que se passa lá atrás, mas ainda não o fiz. O fato é que há um tropel danado de animais de diversos tamanhos correndo em todas as direções lá atrás, sem a menor preocupação de pisar de mansinho, e se eu, que sou apenas humana, consigo ouvir aquela bicharada fazendo seu festival no mato, imaginem só o que ouve Atahualpa, com seus sensíveis ouvidos caninos!
                     A coisa funciona mais ou menos assim: eu fico no computador (o escritório é nos fundos da casa) trabalhando, enquanto Atahualpa dorme sossegadamente ao meu lado numa das suas camas, até que começa a haver ruídos de animais. Ao menor estalido de uma patinha pisando num graveto lá na floresta, ele desperta e dá um primeiro latido de alerta – dependendo dos ruídos que vão se repetindo e aumentando (alguns animais de porte bem maior que os que vejo de dia andam por ali à noite. Sei disto pela barulheira que fazem ao caminharem ou decerto brincarem uns com os outros) Atahualpa aumenta os latidos que me chamam para prestar atenção ou mesmo os grossos latidos que pretendem espantar aquela malta dali de perto de casa. Em algum momento, diante da aflição dele, eu largo o computador e lhe digo:
                       - Tem bicho, tem, Atahualpa? Tem bicho lá fora?
                     E então ele muda o tom da voz, e os novos latidos soam com a sonoridade do badalar de um grande sino, e eu sei que ele está me dizendo:
                       - Deixa-me ver, deixa-me! Eu sei que tu podes!
                     E tão sonoros e agoniados são aqueles latidos de quem pede para ser levado à janela, que eu o pego carinhosamente no colo e o levo para espiar a noite escura lá fora, onde não se vê nada, mas onde há cheiros que eu não sinto mas que ele sente, e que seu nariz que parece um periscópio capta com ânsia. Como tenho trabalho me esperando, depois que ele cheira um pouco a noite escura, explico-lhe:
                     - Não é nada, não, Atahualpa! São só os bichinhos da floresta, os animaizinhos silvestres! – explicação que ele aceita de bom grado e que o acalma, e então posso pô-lo de novo na cama e continuar o que estava fazendo... até que um novo estalido ou outro ruído volte a despertá-lo, e então tudo se repete, às vezes dez ou vinte vezes numa noite, e eu entendo o que ele diz, e ele entende o que eu digo, e a gente se entende perfeitamente.
                     Normalmente, lá pela meia noite, ele se aborrece de estar a me pajear ao computador e resolve que é hora de ir dormir – então se transfere para o nosso quarto, normalmente para a minha cama, e de lá fica dando uns rosnados engraçados que dizem:
- Tu não vens dormir? Está na hora, estou cansado!
E eu fico dizendo:
                                   - Já vou, já vou! Espera só mais um pouquinho!
Mas é só quando vou dormir de verdade que ele sossega. Muito eventualmente aceita dormir na minha cama, ao lado dos meus pés – no geral, dorme numa cama noturna que preparo para ele perto da minha, usando dois grandes blocos de espuma daqueles para os quais Rovena costurou as capas, sobre os quais vai uma antiga coberta de penas que era minha, um travesseiro de penas, uma manta andina (se é inverno) ou algo mais fresco, se é tempo quente, e mais algumas coisas, conforme a estação. Vale dizer que Atahualpa veste camisetas infantis tamanho 4, e que possui diversas, desde regatas até moletons e blusinha de lã, sem contar as capas de chuva e as capas de feltro que andei costurando para ele. Uma das capas de chuva a Neide trouxe de um lugar chique de Curitiba; outra, eu mesma a fiz com um tecido impermeável. Também fiz as capas de feltro: uma azul, com luas e estrelas amarelas, dentro da qual ele parece um feiticeiro; e outra amarela, com toda uma paisagem marinha em azul , com direito a barquinho à vela navegando nas ondas, gaivotas voando no céu e peixinhos e cavalo marinho sob as águas.
Claro que ele não usa nada quando o tempo é quente – mas quando esfria um pouquinho ou um poucão ele aceita a roupa de acordo com aquela temperatura, desde uma camisetinha regata bem maneira até uma capa de feltro, que às vezes usa até para dormir.
Disse que ele sossega quando eu vou dormir, mas tal expressão é relativa. Sossega em relação aos animais que existem nos fundos da casa – fica extremamente atento, no entanto, com o que acontece no interior deste nosso pequeno condomínio, onde conhece cada pessoa, cada visitante habitual, os homens que trabalham na construção de uma casinha, cada cachorro. No decorrer da noite, basta acontecer algo novo ou que desconhece, como um entregador de pizza aparecer por aqui, por exemplo, para ele se acordar de imediato, passar correndo por cima de mim para chegar à janela, abrir a cortina com o focinho e avisar em altos brados que algo de diferente se passa.
                                   Às vezes faz tal alarde que acabo indo à janela espiar também, mas, no mais das vezes, já ouvi o barulhinho da moto do rapaz das pizzas ou outro sinal do que acontece e me limito a dizer, ainda dormindo:
                                   - Está bem, Atahualpa, não é nada. Pode ir dormir, é só o entregador de pizzas!

                                   Então, parecendo se dar por satisfeito com a minha ciência quanto ao que ocorre, ele sossega e volta a dormir.

            Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR 





jeudi 27 juin 2013

Projection de la Teta asustada

Chers amis, 

Pendant la prochaine session du Mécanisme d’Expert sur les Droits des Peuples Autochtones des Nations Unies (8–12 juillet 2013), l’organisation suisse de défense des droits de l’homme INCOMINDIOS propose une projection-débat autour du film :

La teta asustada

Le mercredi 10 juillet 2013 à 19h30

À Fonction Cinéma

Une bonne occasion de (re)voir ce film projeté lors d’éditions précédentes du Festival FILMAR et de soutenir l’engagement en faveur des droits des peuples autochtones !


--
Festival FILMAR en América Latina (15.11. - 01-12.2013)
17, rue Necker
CH- 1201 Genève



Convite Encontro Cultural


Em meio a tanta agitação, um Oásis de Paz
Sarau Cataversos da Mooca

Aberto a todos que queiram mostrar a sua arte
Música - Literatura - Dança - Humor

 Sábado – 29 de Junho – 15 horas

NO BAIRRO MAIS ROMÂNTICO DE SÃO PAULO
O SARAU MAIS CHARMOSO DA CIDADE

Local
Núcleo de Terapias Flor de Lótus
Rua Guaimbé, 48 Mooca

Próximo ao Hospital CEMA

mardi 25 juin 2013

VARAL DE JULHO/AGOSTO DE 2013



VARAL ESTENDIDO!

E a alegria do Varal retorna ainda mais viva este mês em que chegamos até vocês contando segredos e pecados!
Mas antes disto vamos falar de algo que para nós e para muitos escritores e leitores foi uma das maiores emoções: nossa participação no 27o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra. Tivemos este ano um grande estande com cerca de trinta e cinco autores presentes para autógrafos, mais de cento e cinquenta títulos expostos e até mesmo música ao vivo com a voz e o violão de Marcos Assumpção. Passamos cinco dias em plena festa literária, comemorando a felicidade que é trazer a literatura brasileira e portuguesa, em Português, para este país que nos acolheu com as portas abertas, a Suíça.
Entre os bate-papos e o encontro com os leitores, sessões de autógrafos e exposições de artes plásticas (pinturas de Richard Calil Bulos) e de artesanato indígena (bonecas Ritxocô), tivemos a honra de receber a visita do escritor Paulo Coelho, sucesso internacional incontestável e que veio ao Salão especialmente para conhecer o Varal. Nos visitou também a Presidente do Salão do Livro, Senhora Isabelle Falconnier, mostrando que sim, a literatura sem frescura tem sua vez!
No dia dois de agosto próximo estaremos lançando nossa terceira coletânea em Florianópolis. O livro Varal Antológico 3 vem coroar esta série de antologias lançada pela nossa revista e que já é sucesso entre os leitores.
O livro conta com quarenta coautores de várias regiões do Brasil, residentes no Brasil e no exterior e também um autor de Angola. Prosa e verso, nossa nova literatura com certeza encantará você também.
Nosso I Prêmio Varal do Brasil de Literatura foi um sucesso! Dia 2 de agosto, no dia do lançamento do Varal Antológico 3, faremos o anúncio oficial dos vencedores, mas você já pode ver aqui na revista o resultado desta fantástica experiência.
Desde primeiro de junho lançamos o regulamento para o livro Varal Antológico 4 que será lançado em 2014 na Suíça e no Brasil. Você encontrará nesta edição o regulamento para participação em nosso livro.
Já falando de nossa revista de setembro, sabem qual o tema que traremos? O homem! Exatamente, o homem. Falamos sempre da mulher, fizemos edições especiais sobre a mulher. Mas desta vez queremos também falar do homem, de suas facetas todas. Faremos do homem, a nossa estrela!
Desagradável de escrever, de pensar, a violência contra os animais continua em evidência, como se o ser humano cada dia mais se perdesse e assim também perdesse o cordão etéreo de amor que o liga a todos os seres e ao universo que o abriga. Por isto cada vez mais e mais forte nossa campanha para que protejamos os animais. Pais que educam os filhos a amar e proteger os animais, estão educando filhos que também protegerão e amarão o planeta, o seu semelhante, a vida em seu todo. Deem o exemplo, amem e protejam os seres indefesos que por nós só têm amor!
Amigos, obrigada por estarem sempre presentes, por fazerem parte de nossa história. Saber que vocês nos leem é uma alegria muito grande ao fazermos a revista.
E agora vamos aos segredos e pecados que se espalham pelas páginas desta edição para o seu deleite!
Boa leitura!

Jacqueline Aisenman
Editora-Chefe

Leia aqui: http://fr.scribd.com/doc/149855997/Varal-No-24-Julho-Ago-2013
Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com

Sarau Grupo Cataversos da Mooca

Em meio a tanta agitação, um Oásis de Paz
Sarau Cataversos da Mooca

Aberto a todos que queiram mostrar a sua arte
Música - Literatura - Dança - Humor

 Sábado – 29 de Junho – 15 horas

Local
Núcleo de Terapias Flor de Lótus
Rua Guaimbé, 48 Mooca

Próximo ao Hospital CEMA

lundi 24 juin 2013

I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA 2013: RESULTADO





VARAL DO BRASIL
Anuncia o resultado do

I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA 2013

VENCEDORES
CONTOS – A minha aldeia tem janelas – Maria João Saraiva
CRÔNICAS – Breviarium – Fabiana de Almeida
POEMAS – Se é preciso dizer adeus – Sandra Nascimento

2º LUGAR
CONTOS – Amor sem volta - Ivane Laurete Perotti
CRÔNICAS – Discutindo a relação - Marcos Mairton
POEMAS – Luto – Camila Mossi de Quadros


MENÇÕES HONROSAS AOS SEGUINTES PARTICIPANTES (sem ordem ou categoria definidas)


O amor em 3 dimensões – José Anchieta F. Mendes
Meu pequeno salvador – Leni André
A decisão – Rui Pinheiro
O sequestro da noiva – Maria Josefina Nóbrega
Ferida qualquer – Ricardo Belíssimo
Aposentadoria – Maria Edviges Machado

Primavera – Marly Rondan
O farol – Júlia Rego
Sentimento de uma primavera – Yara Darin
A professora – Evanise Gonçalves                                                                                     

Varal – Silvana Pinheiro
Desejo de poeta – Vera Lúcia Erthal
Que dança é essa? – Dalila Lubiana
Inventei manhãs - Maria João Saraiva
O Silêncio e a Palavra – Angela Guerra
Mais uma de amor – Vítor Deischmann
Poesia-Menina – Onã Silva
O Romance internautês – Onã Silva
A Rosa Vermelha – Iris Berlink
O Prêmio – Roberto Saturnino Braga
Infinito Alvorecer – Daniele Fernanda Eckstein
Lulu, ou as coisas que não têm alma – Rejane Machado
O Diálogo que não ocorreu (Shampoo) – Fátima Rodrigues
O Amor é cego, surdo e mudo?! - Rogério Araújo
Chuva de Verão – Vicência Freitas Jaguaribe
Memórias da Infância – Isis Berlink Renault
Varal – Sonia Maria de Araújo Cintra
Canção de Ninar – Maria Aparecida Felicori (Vó Fia)
Recônditos do silêncio de uma mulher – Jeanne Paganucci
Trombando com o Inúmero – Gaiô (Maria Aparecida Rezende Gaiofatto)


O Varal do Brasil agradece a todos os participantes e congratula a cada um pelo excelente nível dos trabalhos enviados.
O Varal do Brasil agradece à comissão julgadora que teve o difícil encargo de ler e escolher entre os tantos trabalhos enviados aqueles que hoje aqui se encontram.

Em breve os textos serão publicados na revista Varal do Brasil (revista de novembro, edição de aniversário).

O anúncio oficial será feito dia 2 de agosto de 2013 em Florianópolis, durante o lançamento do livro Varal Antológico 3.


O resultado também estará em nosso site:
Em nosso blog
Em nossa página no Facebook


REGULAMENTO - REVISTA CULTURAL LI-CUNGO

O Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (C.E.M.D.) decidiu, com o apoio da Associação Lusófona para o Desenvolvimento, Cultura e Integração (A.L.D.C.I.), lançar o regulamento para a publicação da Revista Cultural LI-CUNGO.
A participação nesta publicação é restrita aos membros associados do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que tenham as quotas de 2013 actualizadas ou que se inscrevam até 15 de Julho de 2013. Todos os participantes seleccionados tem direito a 1 (um) exemplar gratuito.

Enviem as vossas colaborações.
Envio em anexo o regulamento, juntamente com a respectiva inscrição. Envio também a ficha de inscrição de novos sócios, para quem quiser aderir à nossa associação. Também podem inscrever-se ou consultar o regulamento directamente neste link:  www.cemd.tk
LI-CUNGO
Revista Cultural
REGULAMENTO 2013
1.º O Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora decidiu lançar o regulamento para a Revista Cultural LI-CUNGO, com o intuito de promover todos os seus membros associados.

2.º A Revista Cultural LI-CUNGO destina-se a todos os membros associados do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que residam em qualquer país do Mundo e tenham a quota anual de 2013 actualizada ou que se inscrevam como sócios até 15 de Julho de 2013.

3.º A Revista Cultural LI-CUNGO é coordenada pelo escritor Delmar Maia Gonçalves e pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, com o apoio da Associação Lusófona para o Desenvolvimento, Cultura e Integração. A selecção dos poemas a editar é da responsabilidade da Comissão de Avaliação, constituída por 3 elementos do C.E.M.D.

4.º Para fazer parte da Revista Cultural LI-CUNGO, cada participante deverá enviar um poema , conto, ensaio ou crónica, com o máximo de 5 páginas (25 linhas – formato A5 - cada página). Também poderão participar com ilustração ou fotografia (impressão a preto). Cada candidato poderá participar com apenas 1 (um) trabalho de qualquer categoria e responderá perante a Lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado com direitos de autor.

5.º Cada autor que participe com categoria de poesia, conto, ensaio ou crónica deverá enviar uma pequena nota de apresentação (máximo 4 linhas) e respectiva fotografia, para publicação na antologia. Os autores que participem com categoria ilustração ou fotografia deverão enviar o nome artístico, país e nome da obra.

6.º O tema é livre, cabendo no entanto à Comissão de Avaliação, considerar a pertinência da sua publicação. Todos os trabalhos inscritos serão submetidos à Comissão de Avaliação que, em tempo útil, informará o participante sobre a selecção, ou não, do(s) poema(s) ou conto(s)enviado(s). Os critérios de apreciação serão da responsabilidade da Comissão de Avaliação.

7.º Os poemas e os contos deverão ser digitados em Word, corpo 12, Times New Roman, em língua portuguesa e deverão ser entregues em formato papel ou digital.

8.º As participações deverão ser enviadas para: Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, Praceta Dr. Oliveira Martins lote 9 R/C Dt., 2775-060 Parede – Portugal, ou através do endereço electrónico cemdiasp@gmail.com ou através de inscrição directa no site www.cemd.tk, até ao dia 15 de Julho de 2013, acompanhados da respectiva ficha de inscrição e comprovativo de pagamento da quota anual de 2013. Este regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis em: www.cemd.tk ou poderá obtê-lo enviando uma mensagem com a sua requisição para o endereço electrónico acima mencionado.

9.º Cada autor terá direito a receber 1 (um) exemplar da Revista Cultural LI-CUNGO gratuitamente.

10º A Revista Cultural LI-CUNGO terá um preço fixo de 10€ por exemplar. Os autores
que pretendam fazer encomendas superiores a 5 exemplares terão isenção nos custos de envio ou um desconto de 10%. As reservas poderão ser feitas antecipadamente através do email de contacto disponibilizado neste regulamento.

11.º No caso de existir receitas com a publicação da Revista Cultural LI-CUNGO, estas reverterão como donativo para outros projectos culturais organizados pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

12.º A Revista Cultural LI-CUNGO terá o formato A5, miolo papel C.B.C. de 80 gr.s a uma cor, capa a 4/0 cores de 260 grs. Também será publicada em formato digital em formato PDF. Será editada e publicada pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Será ainda feito o registo da obra através do Depósito Legal e inscrição no ISBN (International Standard Book Number).

13.º Os poemas seleccionados, depois da edição da Revista Cultural LI-CUNGO, poderão ser publicados noutras edições fora do âmbito do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora visto que o Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora não assume os direitos dos mesmos, entendendo que cada autor é inteiramente livre de publicar os seus poemas onde e quantas vezes o entender.

14.º O participante assume o compromisso de conhecer e cumprir este regulamento e aceitar as decisões adoptadas pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, entidade responsável pela coordenação e direcção da Revista Cultural LI-CUNGO. O não cumprimento deste regulamento implica a exclusão dos trabalhos na Antologia Universal Lusófona.



Para mais informações:
Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora
Tel: 912107297



--
CEMD

Cìrculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora

OS BALÕES

Odenir Ferro


Aquele morador de um bairro rural podia notar, naquele dia, num ponto muito alto de um fio elétrico de alta-tensão, um pombo-do-mato: - Ali, a descansar imóvel! Ele caminhava pelo matagal nas cercanias regionais da Cidade Azul de Rio Claro. Fora neste momento que ele pudera estender a sua visão para um pouco mais além, e também observar, que lentamente a se movimentar no ar, havia um balão.

Um balão, que de tão azul-claro era a sua cor, quase se camuflava com os azuis tons enevoados daquela manhã graciosa e levemente fria. Aonde o sol, subindo além dele, mais distante do pombo-do-mato e muito mais acima do balão, morosamente vinha. Despontando-se e deixando as brumas da manhã, aos poucos, irem-se dissolvendo entre as pétalas verdes dos gramados em que ele pisava.

E, na unicidade instantânea do momento, havia uma distância espacial bem próxima a ele. O dia estava muito bonito. O céu foi clareando-se e se tornando cada vez mais azulado ao mesmo tempo. Então ele se lembrara de que está acontecendo a Primeira Copa Rio Claro de Balonismo. Evento igual ao de outros anos passados mais recentes, em que a Cidade Azul tão querida por nós todos, viera sediando e promovendo - criando um festival de cores - dentro do azul mais anil da Cidade.

Ele pudera então recordar-se que os Balões esbanjam um colorido visual de belos tons em desenhos multicoloridos. Destacando-se nos diversos cenários da cidade, ao movimentarem-se lentamente entre as casas, os prédios, sítios, estradas, por todos os lugares, enfim. Por onde navegam garbosos e vagarosos: - Uns mais altos, outros mais baixos, uns próximos, enquanto outros recortam o azul infinito do céu; rumando mais além e separado dos demais do grupo... Vão contracenando com todas as belezas pitorescas da nossa querida Cidade de Rio Claro. Vão enaltecendo-a com um brilhantismo todo especial, deixando-a mais imponente e muito mais glamorosa, do que ela já é.

Os Balões enfeitam e dinamizam o céu mais azul da nossa belíssima Cidade Azul!

Eles vão interligando com talentosa maestria e de magnífica forma, as refinadas desenvolturas naturais das belezas poéticas incontidas por todos os hemisféricos esparramados por todo o perímetro urbano e rural da cidade; aproximando as distâncias, e criando um espetáculo de cenas mudas. Contendo muitos subtextos por palavras emotivas não muito articuladas ou pouco verbalizadas, pelas bocas contemplativas nos olhos boquiabertos das pessoas - que com os pés no chão, - onde estiverem os notam sobrevoando o céu: - Com admiração, plenos de imaginação, respeito e encanto!


O Autor é Escritor, Poeta, Embaixador Universal da Paz! Título Concedido pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix Suisse/France.
Autor de vários livros, dentre eles o atual, Às Meninas que sonham (Pétalas d’água) publicados pela:
Para aquisições exemplares dos livros: acessem: www.livrariacultura.com.br, pesquisando:
Odenir Ferro


A FESTA DAS ALMAS LIVRES


O  sublime  sentido  da verdadeira
Festa de São João



Não só no tempo de São João
No verão do Hemisfério Norte,
Mas em qualquer lugar, a todo momento,
Que sejam para o bem da Humanidade
Nossos melhores atos de amor
Em benefício  do irmão que sofre
À luz do ardor da bem-aventurança em Deus!




Não ficar com o melhor quinhão,
Nem reter o que há de melhor prá si,
Ofertar o que há de melhor em si no altar
Do sacrifício  em prol do irmão que sofre
É o sentido sublime da vivência
Da verdadeira Festa de São João na
Atualidade:
A festa das almas livres.
Em cada ato de socorro ao irmão que sofre no campo social
Renovamos a essência da verdadeira festa de São João.





Que a legitimidade da verdadeira festa de São João
Cresça em nossos corações, à luz da bem-aventurança em Deus,
Substituindo, progressivamente, a comemoração superficial
E limitada do homem materialista!






Gildo P. de Oliveira
Rio   Verde, Goiás,
23.06.13


samedi 22 juin 2013

VARAL ANTOLÓGICO 4


MICAEL, O ARAUTO DA LIBERDADE


O Sol da liberdade já raiou, já raiou,
e o Sol da liberdade vence o mal, vence o mal;
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar,
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar!

O Sol da liberdade já raiou, já raiou,
e o Sol da liberdade vence o mal, vence o mal;
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar,
Micael, guia espiritual do Sol, Micael arqueu solar!

Traz a vontade celestial,
a competência universal,
a vitória sobre o mal
como nunca se viu  igual,
como nunca se viu  igual!
Nasce o homem superior
com coragem e amor;
um trabalho mundial
como nunca se viu igual,
como nunca se viu igual!

O Sol da liberdade já raiou, já raiou,
e o Sol da liberdade vence o mal, vence o mal;
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar,
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar!


O Sol da liberdade já raiou, já raiou,
e o Sol da liberdade vence o mal, vence o mal;
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar,
Micael, guia espiritual do Sol, Micael arqueu solar!

Sol de liberdade
de amor e doação
que faz sua morada
num ponto do coração;
coração de homem,
coração de vencedor
que traz sua oferenda
à presença do Senhor;
nascimento do Cristo Jesus
no homem superior!


O Sol da liberdade já raiou, já raiou,
e o Sol da liberdade vence o mal, vence o mal;
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar,
Micael , guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar!


O Sol da liberdade já raiou, já raiou,
e o Sol da liberdade vence o mal, vence o mal;
Micael, guia espiritual do Sol, Micael arqueu solar,
Micael, guia espiritual do Sol, Micael, arqueu solar!


Gildo  P.  de  Oliveira
Extraído do livro: A busca da Ferradura de ouro, a Âncora e a Chave

2012. Rio Verde, Goiás.

CELEBRIDADES


(PROSA POÉTICA “VULGAR”)
Para os meus amigos, e para todos aqueles que ainda buscam o Humano
E para os que já se foram

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

Uma moça – filha de uma celebridade já morta– corta os pulsos aos quinze anos.
As pessoas casam-se para aparecer na revista “Caras”.
E as pessoas separam-se para serem vista na revista “Caras”.
Tudo é descartável, tudo se dissolve – nada fica.
Nada?
Somos seres da memória.
A tentação facilitária (vulgar) é a de indagar: o que está havendo?
Pensamos que estamos bem próximos.
Não: estamos ilhados virtualmente.
Somos seres falantes.
É preciso contar, dizer, imprecar.
É preciso deixar falar os nossos mortos.
Como um jardim: cultivar os nossos ancestrais.
E como um poeta panfletário, indagar: onde foi parar o NÚCLEO DO HUMANO?
Acumulamos dignidade ou buscamos freneticamente geringonças eletrônicas?
E comprar, comprar, comprar!
E nos perdemos de nós mesmos – no velho labirinto, já lembrado pelo poeta Mário de Sá Carneiro – que se matou em Paris, aos 26 anos.
Repito – como numa catacumba moderna (cheia de teclados e nomes em inglês: onde foi parar o humano?
E num tal de Twitter (que não sei bem o que é), escreve a moça que cortou os pulsos:
“Yesterday, all my troubles seemed so far away now it looks as though they’re here to stay” (…) 
(“Ontem, todos os meus problemas pareciam tão longe, agora parece que vieram para ficar”).
(De “Yesterday”)
Que agora escuto, e sua beleza faz que eu pare tudo, vá à janela e contemple um pássaro cantando.
Agradeço: estou vivo, e isso me surpreende muito.
(...) Theres’s a shadow hanging over me”.
“Existe uma sombra pairando sobre mim.”
O tempo flui, mais uma tarde – o dia nunca repetido.
(...) “Oh, Yesterday came suddenly”
(“Oh, ontem veio de repente”)
E assim,  seguimos:
(…) “Love was such an easy game to play”
(“O amor era um jogo fácil de se jogar)
Queria ser enterrado com “Yesterday”, com Cartola (“As Rosas não falam”), “Romaria”, na voz de Elis Regina ou Renato Teixeira ( ou com “Jesus Alegria dos Homens”, de Bach).
A beleza salvará o mundo?
O amor é um jogo fácil de ser jogado? – agora eu indago
Não, não é.
Repito:  essa prosa poética, áspera, desconjuntada, vai para todos os meus amigos, vivos e mortos, que ainda acreditam (acreditaram) na Salvação do Humano.

(Em Salvador – Primeira Capital do Brasil –, em junho de 2013)

vendredi 21 juin 2013

AS ATIVIDADES DO VARAL

- Restam cinco vagas para a edição especial sobre O LIVRO que estamos preparando! Envie seu texto em prosa ou verso falando sobre livro, leitura, escrever, livrarias, bibliotecas!

- Abertas ainda as inscrições para a revista de setembro/outubro com o tema O HOMEM.

- Semana que vem sairá nossa edição de julho/agosto que trará o tema SEGREDOS E PECADOS

- Estão abertas as inscrições para participar do livro VARAL ANTOLÓGICO 4. Leia o regulamento neste blog ou no site do Varal (www.varaldobrasi.com) ou peça pelo nosso e-mail.

- Prepare-se: dia 02 de agosto acontecerá em Florianópolis o lançamento de nosso livro VARAL ANTOLÓGICO 3!

- Prepare-se: Em breve anunciaremos os vencedores do I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA! Anúncio oficial dia 2 de agosto!

- Prepare-se A partir de agosto abriremos as inscrições para participar  do 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA!

varaldobrasil@gmail.com

Como o Varal do Brasil, a literatura sem frescuras leva você mais longe! 


BARCO

           
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
“Tenho me convivido muito ultimamente e descobri com surpresa que sou suportável, às vezes até agradável de ser. Bem. Nem sempre”.
                            (Clarice Lispector)

“Nesta foto do tempo de criança/o que mais me encanta/não é nossa alegria de infantes/mas a réstia de luz de uma manhã/brilhando no chão de uma varanda// Ninguém apaga este sol que nos chega da infância”.
                         (Miguel Sanches Neto)


Meu barco me levará até o teu sonho.
Mapeio territórios, procuro bússolas, cartas de navegação.
Velas ao vento– singrando os Sete- Mares.
(Não quero ser o navegador do Apocalipse.)
O barco segue comigo – como o mar.
A vela só vale acesa.
E neste barco, penso em regatas e domingos azuis.
Voltarei a colher flores nas manhãs orvalhadas?
Vai, meu barco – esta jornada.         
(Cantil cheio, pão de centeio.)
Segue, meu barco!
Segue.

Os veros viajantes estão no exílio?
Não quero só pranto – mas a redenção.
Navega com o meu barco – coração –, navega.

Alvíssaras!

EM OUTUBRO VOCÊ NÃO PODE PERDER...


jeudi 20 juin 2013

DESAFIOS

O livro Desafios contém vários exercícios para ativar os neurônios. São assuntos já aprendidos, mas esquecidos ao longo do tempo. Com o esforço para esses conhecimentos voltarem à memória, o leitor estará movimentando os neurônios, é disso que precisamos para evitar o Mal de Alzheimer, monstro que assusta pessoas com mais de 40 anos!
Há também,métodos para reavivá-los diariamente, como  a troca do habitual, do cotidiano por algo diferente. 

Poderão ser pedidos pelo e-mail: julialou@bol.com.br. O valor é R$ 10,00 mais a tarifa do correio.


O Gigante que dormia


Amostra do Sarau Junino do dia 15/06 no Ponto & Vírgula amanhã!

Olá, amigos!  Só pra lembrá-los...
Hoje, quinta-feira, às 12h, ao vivo, no “Ponto & Vírgula” da TVRP Canal 9 - Net, uma amostra do Sarau Junino, lançamento da Revista Ponto & Vírgula No. 6, a homenagem que fizemos à Poetisa Octávia Compagno Cyrino, dia 15 de junho no Hotel Nacional e  um bate-papo bem descontraído com  a poetisa Nely Cyrino de Mello.
Imperdível!
Espero vocês!
Um forte abraço!
Irene

PS: Poderão assistir também pelo site:  http://tvrp.com.br/home/

Reprises:
Quinta-feira = 21h30
Sexta-feira = 9h; 16h30 e 22h30.
Sábado = 16h30 e 21h30h
Domingo = 12h; 17h30; 20h30 e 00h00
Segunda-feira = 12h; 15h30h e 23h
Terça-feira = 7h30; 13h30 e 23h30

Quarta-feira = 12h e 23h30

mercredi 19 juin 2013

CONCURSO LITERÁRIO - CATEGORIA CONTOS

1- Objetivos do concurso:
Oportunizar o florescimento de novos escritores do Rio Grande do Sul.
Divulgar a obra literária através da publicação de um livro.

2- Tema:
Serão aceitos textos de qualquer temática, exceto:
- os de conteúdo pornográfico;
- os de cunho preconceituosos ou raciais fora do contexto da história.

3- Texto: 
- Não serão aceitos textos com mais de 5 (cinco) páginas
- Os textos devem ser escritos com fonte 12, Times New Roman ou Arial, formato A4, espaço simples, sem imagens.
- Cada texto deverá conter:
a) Título do Conto
b) Nome do Autor
c) Endereço completo para contato
d) Profissão
e) E-mail válido
f) Minibiografia com até 6 linhas, em corpo 12
g) Caso o autor queira ser publicado com pseudônimo, deverá fornecê-lo junto ao nome verdadeiro.
h) Os textos deverão estar em português, o que não impede a utilização de nomes e termos estrangeiros.

4- Participantes:
- Serão aceitos autores inéditos ou não, desde que residentes no Rio Grande do Sul.
- Maiores de 18 anos.
- Menores de 16 anos deverão enviar, junto à inscrição, autorização dos pais ou responsável.
- Textos publicados em sites e blog literário, podem ser inscritos.
- Serão aceitos textos publicados em produções independentes, coletâneas ou edições cooperativadas.
- Cada autor poderá inscrever 3 (três) textos, porém, premiado com apenas 2 (dois) contos.

5- Premiação:
Os autores com melhor pontuação receberão:
- 1º Lugar: 100 exemplares da publicação e troféu
- 2º Lugar: 50 exemplares da publicação e troféu
- 3º Lugar: 50 exemplares da publicação e troféu

6- Inscrições:
De 15 de junho a 30 de agosto de 2013.

7- Resultados e lançamento do Livro:
- De 03 a 06 de outubro de 2013, durante a Feira do livro, em Santo Ângelo - RS.
- Data e hora serão comunicadas aos selecionados.

8- Envio dos Textos:
- Somente no e-mail, feiradolivrosan@bol.com.br
- Os arquivos deverão ser enviados, via e-mail, com a configuração do item 3 deste regulamento
- 1 (um) arquivo para cada conto, com sua respectiva folha de rosto, em formato DOC (word)
- Arquivos em formato JPG, PDF ou outro formato, não especificados, serão automaticamente excluídos.

9- Da Seleção dos Textos:
A comissão organizadora deste Concurso entregará à Academia Santo-angelense de Letras o encargo de nomear um corpo de jurados para proceder a leitura e seleção dos textos, indicando os premiados.

10- Considerações Finais:
Serão selecionados tanto o conto tradicional como os contos de enigma, contos do realismo fantástico, do realismo mágico, minicontos e microcontos ou outros que se inserem nas categorias dos tipos de contos. Casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora: feiradolivrosan@bol.com.br


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