samedi 30 novembre 2013

Convite Miami


Crônica da Urda

Roubaram-lhe o mar!


                                   Daí, deve fazer uma ou duas décadas, algumas famílias que devem ser de classe média alta se encantaram com um bonito outeiro da Ilha de Santa Catarina, bem às vistas da Ponte Hercílio Luz, e lá construíram suas confortáveis casas, para poderem passar o resto das suas vidas a olhar para aquele cenário infinitamente encantador, coisa assim que a gente só vê mais bonito no Caribe. Houve um probleminha, na ocasião: aquelas famílias se esqueceram de comprar os terrenos da frente, aqueles que faziam a descida do outeiro, e adivinhem o que aconteceu: construtores de grandes prédios acabaram descobrindo aqueles terreninhos ainda não vendidos, e o que fizeram? Compraram-nos, e construíram neles toda uma altíssima barreira de edifícios onde também moram pessoas de classe média alta.
                                   Às vezes a gente demora um bocado para dar-se conta da amargura que está do outro lado da rua. Temos na nossa cabeça que, a princípio, as amarguras vivem em favelas, e não em casas bonitas como aquelas, e quando pessoas conhecidas foram morar num daqueles edifícios altos, com aquela maravilhosa vista da ponte Hercílio Luz, nem me passou pela cabeça que algum tempo depois eu ia ver bem de perto o que era a amargura de se perder ... o mar!
                                   Foi no último final de semana. Fui visitar amigos, e estacionei o carro entre os portões de duas garagens daquelas casas bonitas. Lembro de ter olhado bem para ver que as duas garagens ficavam livres. Só que quando desço para pegar o carro, lá está uma multa por eu estar estacionada diante de uma garagem. E a multa não era nada, meus senhores: o pior era uma senhora que estava totalmente transtornada, a me agredir verbalmente, a me dizer coisas desconexas (como eu ter trancado a garagem dela, quando era visível o carro que ela botara na garagem!),  por se incomodar 24 horas do dia com aquele problema (eu estava ali bem menos tempo, o que queria dizer que não era comigo), e eu fiquei a olhá-la e a desculpar-me, mas seu estado de angústia e revolta era tão grande, que passei a temer por ela: e se tivesse uma síncope, o que eu faria? Ligaria para  o 193? Ela teria um plano de saúde com ambulância particular? Fiquei a tentar acalmá-la, a dizer “Desculpe, minha senhora, veja, já fui punida, olhe aqui a minha multa”, e ela a dizer que fora ela quem chamara a polícia para me multar, e eu dizendo “Desculpe” e com medo da síncope, e nada da senhora se acalmar, e a dizer que iria embora dali para o mato, que nunca mais queria ver gente por perto, estas coisas que a gente diz quando não está em si. Só me restou sair dali. Minha sorte era que eu estava num dia de imensa calma. Mas recordava-me de algumas ocasiões da minha vida em que estivera assim nervosa também, e sabia que quando a gente fica assim é bem brabo.
                                   Mais tarde passei por ali de novo e revi a senhora. Pedi-lhe desculpas mais uma vez (o que é uma multa quando alguém está a ponto de ter uma síncope?), e como ela se acalmara um pouco, falei-lhe de coisas de saúde, de como ela estava se auto-prejudicando. Conversamos – penso que mais uma meia hora e a gente acabaria tomando um chazinho juntas  e contado uma para a outra nossas recíprocas aventuras e desventuras. Eu sabia que a raiva dela, o descontrole dela eram grandes demais para terem a ver comigo – o que a fazia tão agressiva? Havia algo mais, algo que eu ainda não estava entendendo. E então veio a luzinha, e eu disse: “Pôxa, quando vocês fizeram esta casa, não pensaram que poderiam subir estes prédios aqui na frente, não? Perderam a vista!” Eu tocara na ferida. Era aquilo, sim. Aqueles prédios tinham vindo para lhe tirar a Ponte Hercílio Luz, o canal, o mar lá adiante. Como é que alguém poderia abdicar de tal vista sem ficar altamente traumatizada? E então eu entendi a senhora. Roubaram-lhe o mar. Ficar sem o mar é uma dor muito profunda para um ilhéu. Era uma dor que distribuía multas para quem avançasse um palmo na sua entrada de garagem, como eu recebi, e que botava em jogo a saúde daquela senhora sujeita à síncope. Também, roubaram-lhe o mar! Como se pode viver sem o mar?

                                   Blumenau, 02 de Julho de 2003.


                                   Urda Alice Klueger
                                    Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR.



"Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço de seu coração. Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles."  (Autor desconhecido) 

vendredi 29 novembre 2013

ATIVIDADES DO VARAL - DEZEMBRO

- Estão encerradas as inscrições para a revista de janeiro que sairá na primeira semana de 2014
.
- Estão abertas as inscrições para a revista de março, com o tema Infinita Mulher e que sairá em março de 2014. Peça o formulário para participação gratuita aqui: varaldobrasil@gmail.com





- Continuam abertas as inscrições para o Concurso da Orelha que vai eleger o melhor texto que figurará na Orelha do livro Varal Antológico 4. Basta escrever um texto que tenha entre dez e quinze linhas sobre o Varal do Brasil  e enviar para varaldobrasil@gmail.com (Participação gratuita)




- Saiu o regulamento para o II Prêmio Varal do Brasil de Literatura! Leia aqui na lateral direita do blog ou peça por e-mail varaldobrasil@gmail.com e participe do nosso Concurso literário!



- Venha participar ou envie seus livros para o 28o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, Suíça. Para mais informações sobre como participar, escreva para nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com



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JORGE MARTINS




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Água, bendita água


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jeudi 28 novembre 2013

II PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA - 2014




Leia o regulamento na lateral direita no blog!

Consultora empresarial e historiador no Livros em Revista

Magda Vilas-Boas, consultora,  especialista em psicologia organizacional – “ Aprender a cuidar na convivência” e Pedro Abarca, historiador anarquista (com boas histórias) – “ Linhas Paralelas”, participarão nesta quinta-feira(28), no programa Livros em Revista, 17hs ao vivo, na TV Geração Z. Participem!!
Ralph Peter

Programas anteriores, podem ser acessados, 24hs por dia, todos os dias da semana : www.tvgeracaoz.com.br

Para facilitar acesso, envio links do programa anterior :



SANGUE NA TELA

SANGUE  NA TELA,  fala dos avanços da ciência e dos caminhos enigmáticos do Homem    em busca de respostas. Ao pesquisar sobre o  acelerador de partículas e o Bóson de Higs, conhecido na comunidade científica como partícula de Deus, o personagem principal  Professor Dr. Stivenson, vítima de um inimigo desconhecido, começa a demonstrar inquietantes sinais de mudanças no comportamento.   Rompe laços:  primeiro com os conceitos da Física que sempre defendeu, depois com a fé religiosa que despertava uma certa perplexidade  dos  céticos companheiros de estudos avançados,   e culmina as  rupturas destruindo o que sempre protegeu  tenazmente,  a família.




Convite


Dia de ação de graças


Voluntariado Transformador


Hoje, no "Ponto & Vírgula" uma amostra da abertura do Congresso de Homeopatia


Olá, amigos!       
Hoje, ao meio dia, no “Ponto & Vírgula” da TVRP, ou pelo site  http://www.justin.tv/tvrp teremos uma amostra da Abertura do 8º. Congresso de Homeopatia realizado dia 22 de novembro no Hotel Nacional, e vários depoimentos sobre Dr. Izao Carneiro Soares. Imperdível!
Espero vocês!
Um forte abraço!
Irene

PS: Horários do “Ponto & Vírgula”

Inédito
Quinta-feira ................. 12h (ao vivo)

Reprises
Sexta-feira...................... 22h30
Sábado........................... 16h30
Domingo......................... 17h30
Quarta-feira.................... 23h30


E vários horários alternativos

mercredi 27 novembre 2013

28EME SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE, 2014

VENHA PARTICIPAR CONOSCO, FAÇA PARTE DOS AUTORES QUE IRÃO BRILHAR NA SUÍÇA EM 2014! INFORMAÇÕES: varaldobrasil@gmail.com



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Coração


Bazar de Livros com uma super atração infantil no CEBRAC


mardi 26 novembre 2013

Porque é Natal


É tempo de receber Jesus Menino.
Flores germinarão
Haverá frutos em todas as mesas
Abundância  em todos os lares
E a vida renascerá.

É hora de desdizer denúncias,
Tempo  de esquecer vinganças
De vestir capas novas
Saborear pomos dourados.

Porque é Natal
Cristo ressuscitará

Em todos os homens de boa vontade



Crônica da Urda

PONTO DE VISTA DE UM ESPANHOL

                                            
         Eu considero Salvador, na Bahia, um dos melhores lugares do mundo. Salvador tudo tem: Arte, História, belezas naturais, mistério e magia, e tudo isso aliado a um dos povos mais doce, gentil e alegre do mundo. Costumo dizer que Salvador é a pátria da gentileza e da alegria, e penso em um dia ir morar lá de vez. Nunca que me esqueço do que aconteceu comigo quando, uma vez, fui passar um mês em Paris/França. Imaginava que aquele seria o mês mais maravilhoso da minha vida, mas não me adaptei tão bem assim. Depois de uns quatro ou cinco dias naquela cidade lindíssima, que é Paris, eu só conseguia pensar:
         - O que é que estou fazendo aqui? Por que é que não fui para a Bahia?
O jeito de ser do parisiense e a gentileza do baiano são polos totalmente opostos: não viveria em Paris, mas sonho viver em Salvador. Gosto tanto de Salvador que, basta ver uma foto ou uma imagem de lá, na televisão, para minha garganta se fechar de emoção, e eu, literalmente, chorar de saudade daquele lugar maravilhoso, que considero o meu lugar no mundo.
         Assim, não foi nada difícil fazer amizade com um certo espanhol que conheci, ano passado, na Colômbia.
         Estávamos, eu e minha amiga Lúcia, na grande reserva ecológica de Tayrona, no Caribe Colombiano, numa maravilhosa praia de águas transparentes, onde havia poços para se tomar banho. Entramos num daqueles poços de águas absurdamente translúcidas, e lá já estava se banhando o espanhol de que falei acima. Ele teria perto de quarenta anos, e era bonito como só os espanhóis soem ser (eu acho que em nenhum lugar do mundo há homens mais bonitos que na Espanha!). Começamos a conversar, e quando nos soube brasileiras, disse-nos que já tinha estado no Brasil. Quis saber aonde.
- Em Salvador! - respondeu-me, e aí tudo ficou mais fácil. Disse-lhe que achava Salvador o melhor lugar do mundo, e ele embarcou, entusiasmado, na minha afirmativa: também ele achara que Salvador era o melhor lugar do mundo. Esse espanhol bonito era um psicólogo e já tinha viajado meio mundo. Ouvir um europeu culto e cheio de viagens reconhecer que Salvador é o melhor lugar do mundo me encheu de prazer, e o papo rolou fácil depois disso. Querendo nos agradar, o espanhol  falou que na sua casa, nas Ilhas Canárias, tinha música brasileira: um disco do Trio Esperança. Cantei um pedacinho do "Filme Triste" para ele ver se era essa a música que tinha, e ele ficou pasmo quando soube que o Trio Esperança era coisa lá dos anos sessenta - pensava que fosse um disco atual.
Conversa vai, conversa vem, perguntei-lhe qual a imagem mais forte que ele tinha guardado de Salvador. Ele falou do Centro Histórico, das delícias da Ilha de Itaparica, da sua observação sobre o culto ao corpo que o baiano tem (todos correndo na praia, e fazendo ginástica, e jogando vôlei o tempo todo! - coisa bem ao nosso gosto brasileiro), e, afinal, chegou à imagem mais forte.
         Ele costumava passar os dias passeando, e, de tardinha, voltava ao seu hotel, que era na Barra, um dos inúmeros lugares paradisíacos de Salvador. Tomava um banho, então, e dirigia-se a um barzinho, onde o dono já era seu amigo. Conhecendo os baianos como conheço, fico imaginando a cena: o espanhol bonitão sendo recebido com todos os sorrisos que qualquer baiano tem, ainda mais um dono de bar. Ele conversava um pouco com o dono do bar, e ficava olhando para o mar, e o dono do bar lhe servia uma cerveja numa coisa assim, oh! que conservava a cerveja absolutamente gelada até o fim.
         Nesse ponto, Lúcia e eu nos entreolhamos e dissemos ao mesmo tempo:
         - Isopor!
         Caímos na risada, é claro. Nossa cultura brasileira não admite cerveja sem ser gelada, e não há botequim, neste país, que não tenha seus isopores. Ver um espanhol bonito como aquele, e ainda por cima culto e cheio de experiência, a nos falar das maravilhas do isopor, esse utensílio que qualquer bebedor de cerveja tem em casa, deixou-nos absolutamente espantadas.
         - Deviam levar essa idéia para a Espanha! - surpreendeu-nos mais ainda ele. Nosso amigo delirava com a lembrança, fechava os olhos para pensar melhor naqueles isopores de Salvador, lugar que ele considerava o melhor do mundo.
         É estranho para nós, não é mesmo? Salvador tem imagens muito mais fortes que a de isopores e cervejas geladas, com certeza. Mas respeitemos o ponto de vista do nosso amigo d'além mar.

Blumenau, 16 de Março de 1997.                               Urda Alice Klueger

Novo Livro de José Alberto de Souza


"Autor do prefácio, o cantor e compositor nativista Marco Aurélio Farias de Vasconcellos refere-se com muita propriedade sobre a obra:



- O presente trabalho literário, que ora vem a lume, englobando crônicas e contos, por certo irá surpreender os leitores. As crônicas abordam situações e fatos da sua Jaguarão, ali aparecendo vários personagens da cidade, alguns folclóricos, que Souza nos traz para nosso deleite. Não raro, o autor se apresenta envolvido nesses fatos e episódios, deixando muitas vezes de ser apenas um narrador, para se tornar também um partícipe deles, inclusive em alguns contos. Tudo numa leitura fácil e acessível e, por vezes, com epílogos surpreendentes e hilários. Suas abordagens, muitas vezes, pincelam em cores cinzentas os infortúnios dos desvalidos, os amores fracassados e experiências vividas no ocaso da existência. Enfim, coisas e fatos do cotidiano que grassam por aí, nem sempre à vista de nossos olhos e não raro longínquos dos nossos ouvidos.”

"Trata-se de LIVRO DIGITALIZADO que poderá ser acessado gratuitamente através do portal http://www.ovelhochateau.com.br ".

lundi 25 novembre 2013

LEON

             FRAGMENTOS – APENAS FRAGMENTOS
                     EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
“A vida é bela. Que as gerações futuras a limpem de todo o mal.”
                                     (Leon Trotsky)
Quando morremos, somos apenas a memória do que deixamos nos outros.
Um menino é sempre um menino. E pode ser mais que um menino: além do sonho, além da vida.
Não somos e nunca seremos donos do nosso porvir.
Somos donos de nossas vidas?
(Eu sei: nesta mera prosa poética, queria meditar sobre a desertificação da fé.)

“me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas onde  jazem aqueles que o poder não corrompeu.” (...)
(Paulo Leminski, “para a liberdade e luta”, in “polonaises”*
*Preservados os diminutivos utilizados pelo autor.)

E queria falar por todos os ancestrais, por todos os que não estão mais aqui, por aqueles tantos que andam calados nesta aridez pós-utópica.
Sonho muito?
EU SOU OS QUE FORAM.
(Dizia um poeta e dramaturgo, encarcerado por 11 anos pela ditadura uruguaia.)
As citações são muitas? Eu sei.
“O homem é aquilo que ele próprio fez” (André Malraux).
São tempos multifacetados, acelerados, descartáveis – com mais escritores que leitores?
As maquininhas eletrônicas continuam seduzindo.
(Tenho a tentação de dizer: e poucas vezes, os homens estiveram tão ilhados.)
O mar, um pássaro cantante e, quem sabe, Deus – queria celebrar.
(Serão apenas mais palavras, entre tantas (?!).
E sempre valerá tentar ir além.
E é preciso acreditar: A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá Protegê-lo.

(Que o tom retórico seja perdoado.)

MEDITAÇÃO

Nazaré, 22-02-1974
Gilberto Nogueira de Oliveira

Subo os milhões de degraus
Da inteligência humana.
E, sem nada perceber
Apareceu em minha frente
Uma linda mulher.
Era a sabedoria,
E me disse coisas estranhas.
A princípio mandou-me embora
Eu insisti em ficar,
E perguntei por que deveria sair,
Porque deveria retornar.
Ela me respondeu:
É porque nenhum homem
Pode ser um sábio completo,
E era arriscado eu ser,
Descobrindo o grande segredo
Que envolve o ser humano.

Seria cedo demais?
Seria tarde demais?
Seria o mistério, prejudicial?
Era difícil decifrar,
Neste momento
Em que pensava e duvidava.
Mudei-me de lugar.

Eu agora voava
Para onde, não sei dizer.
Era algo que me levava
Também, não sei dizer o que.
Me levava, talvez
Para o infinito.
Tudo era paz, nada ouvia,                                               
Nada sentia, nada pensava.
Gostei daquilo imensamente.
E, à proporção que ia gostando,
Mais longe eu ia.

Agora, sem saber por que,
Eu retomava da viagem.
Fiquei triste de repente
Ao perceber que retornava
Para o mundo do barulho.
A meditação perdia o efeito
Cada vez mais, e mais...
E voltei a mim, meu ser bruto.
Voltei para onde não queria,
Voltei para a terra dos homens,

O lugar mais barulhento do universo.

Veneza


Biblioteca Viva


Reunião no Forte de Copacabana - Homenagem aos Acadêmicos Infanto Juvenis




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samedi 23 novembre 2013

VARAL DO BRASIL ED. DEZEMBRO 2013 - ESPECIAL NATAL E ANO NOVO DE 2013/2014



VARAL ESTENDIDO!

Para muitos o Natal significa muito, para outros tantos, nada ou muito pouco.
Pouco importa.
O que nos importa é o espírito natalino, o espírito de paz, de irmandade, de amor e comunhão que se empara das pessoas e leva-as a gestos, palavras e atos que, estes sim, têm uma importância capital.
Amar conta. Amar importa. E Natal é amor.
Assim chegamos, com este pensamento de amor e paz, a mais um fim de ano juntos, escrevendo sem frescuras para um mundo literário cada vez mais em busca de simplicidade e sinceridade.
Chegamos juntos ao fim de 2013 e entraremos juntos em 2014 bradando pela PAZ e pelo AMOR!
Neste ano que passou fizemos e acontecemos com nossa revista e nossas atividades. E assim também será em 2014! Sempre com você, sempre por você!
Não esqueçamos as guerras, a fome, as tragédias. Mas tampouco não nos deixemos abalar por estes fatos que consomem e maltratam nossa realidade. Façamos de tudo isto objetivos para seguir mais fortes, para combater com mais força e mais vontade.
Lutemos pelo bem comum!
Lutemos pela natureza!
Lutemos pelo ser humano!
Lutemos pelos animais!
Uma luta de amor, esta energia maior que pode e deve mover o mundo! Lutemos com e por amor!
Em 2014 esperamos que a vida seja inspirada na arte ainda mais que a arte na vida: seja a vida povoada de poesia; recriada em contos e crônicas; plena de romances!
A você, nosso desejo sincero de um Natal e Ano Novo com muita PAZ e muito AMOR!
Tenha 2014
SAÚDE
ALEGRIAS
PAZ
AMOR
SUCESSO
TRABALHO
Que tudo isto é a felicidade de existir e viver!

FELIZ NATAL, FELIZ 2014!

LEIA AQUIhttp://fr.scribd.com/doc/186257469/Varal-No-26b-Dez-2013
OU PEÇA PELO E-MAIL: varaldobrasil@gmail.com

vendredi 22 novembre 2013

Jessica Paola



Jéssica Paola, residente do Rio de Janeiro, é escritora, atriz, cantora, instrumentista, cronista, compositora. 
Como autora, tem 6 livros projetados. Teve seu primeiro lançamento literário com o livro chamado “Seja O Que Flor”. em outubro de 2013 aos 17 anos de idade. Na vida musical, tem um disco a ser lançado com o nome “Veranear”. Jéssica já fez inúmeros trabalhos artísticos e teatrais. Artista desde pequena, sempre com papel e lápis na mão e um texto na ponta da língua. 



O Seja O Que Flor conta a história de seres encantados que acabam parando aqui na Terra. Tem um toque Aldous Huxley ("E se este mundo for o inferno de outro planeta?") porque estes seres têm que morrer para chegarem até aqui. O livro um cenário mágico com elementos irreais que envolvem sentimentos completamente reais para qualquer ser humano. Por isso Seja O Que Flor é um livro para todas as idades, o pré-requisito é só acreditar no amor.


Temos um site que tem um Book Trale e outras informações.  www.jessicapaola.com

REFAZER

                                
                              (SOBRE O LUTO)
                      EMANUEL MEDEIROS VIEIRA  
“A dádiva mais preciosa que podemos oferecer a qualquer pessoa é nossa atenção”
                             (Tich Nath Hanh, líder budista vietnamita)
“O que move o mundo não são os braços fortes dos heróis, mas sim a quantidade dos pequenos empurrões de cada trabalhador honrado”
                               H. Keller)
PARA TODOS OS ENLUTADOS, E PARA OS QUE QUEREM E PRECISAM CONTINUAR
PELA VIDA - SEMPRE.
                            
Prosa poética? Reflexões?
Quem sabe.
E é preciso refazer-se a cada dia,
E que o hoje não seja o carbono de ontem.
Não são malvados deuses que nos impuseram a injustiça, a corrupção, o mercantilismo nas relações, a desagregação afetiva, o desinteresse pelo outro.
É obra humana: nossa, de um modelo.
Dirão alguns: “Escreve um humanista beato”. Não me importa.
Queria dizer: é preciso refazer – sempre.
(Além de nós, além do tempo.)
Como lidar com o luto?
Ninguém sabe.
“Ter sido arrancado de uma porção de coisas sem sair do lugar”:
um luto nunca cessa por completo..
Uma psicanalista escreveu: “A perda de um ser amado não é apenas a perda do objeto, é também a perda do lugar que o sobrevivente ocupava junto ao morto. Lugar do amado, de amigo, de filho, de irmão.”
Mia Couto disse: “morto amado nunca mais para de morrer.”
Sim: e a vida continua, e é preciso refazer-se – renascer.
Pelos que se foram, por nós – um pássaro está cantando, escuto Cartola e Bach, e sei que todos os “encantados” seguirão comigo, e que a vida, sim, vale a pena.

(Brasília, novembro de 2013)

Jardim de Estrelas e Noites sem Fim

"Se você quiser sonhar comigo,
  Segure a minha mão.
  Deixe-se levar pela brisa.
  Escute a minha canção"


Este livro é para todos aqueles que adoram a noite e que se emocionam com as estrelas e com a lua. Repleto de sentimentos, de saudade, monotonia, alegria e amor. Deixe-se levar por uma menina que conta seus sonhos, o quanto é apaixonada pelo céu e o seu desejo de encontrar o amor.



A autora:


Blog:
Atelie by Selma Antunes

Literatura e sonho


Crônica da Urda


PRINCESA!!!

                                               (Para Dona Lydia Scheffler dos Santos)

                                   Há que escrever agora, quando ainda tenho nas minhas mãos a tepidez das suas faces, da sua testa que eu acarinhava ontem, quando também acarinhava as suas mãos frágeis como se fossem de fino cristal, e que em algum momento sentiram que eu estava ali a amá-la tanto e seguraram as minhas, naquele gesto tão espontâneo de quem passou a vida a espargir o bem, o carinho, a ternura, mãos de fada ou de princesa. Nunca pensei nela como rainha porque não me agradam as rainhas: algumas são más, mandam fazer guerras ou outras maldades, e Dona Lydia sempre foi tão cheia de bondade que o título que mais se adequava a ela era o de princesa, pois, pelo menos nos contos de fadas, as princesas são boas e lindas e têm seus príncipes, e era assim que ela era, uma princesa cheia de dignidade e de amor, mãos estendidas para acolher e para fazer o bem, braços abertos para proteger, coração pronto para compreender e para amar.
                                   Eu ainda era adolescente quando passei a comer seus sanduíches de bife de fígado com pão de casa feito por ela mesma e a saber que ela existia como um refúgio, e nessa altura ela já era mãe e avó e muitos anos nos separavam. Passei a amá-la como mãe mesmo sem ela saber. Conhecemo-nos pessoalmente um pouco mais tarde, quando vivíamos, as duas, grandes, imensas dores, e descobri como nela havia aquela dignidade e aquela grandeza d’ alma que lhe eram inatas, mesmo tendo o coração dilacerado pela partida de um dos seus príncipes. A dor, no entanto, não lhe tirara as mãos estendidas, os braços abertos, o coração pronto.
                                   Um pouco depois partiu também o seu príncipe consorte, e ela se viu obrigada a segurar sozinha as rédeas da sua emoção da carruagem da vida. Havia toda uma corte a cercá-la, claro, os filhos, os netos e bisnetos, até uma trinetinha nasceu e foi batizada com o seu nome, homenagem linda, coisas que princesas recebem, mas seu arrimo maior, seu Príncipe Encantado se fora, e como a vida deve lhe ter sido mais difícil ainda desde então! Nunca lhe faltou, no entanto, sua dignidade de princesa e o carinho da sua gente, e foi assim que ela não se vergou e caminhou agilmente pelas décadas seguintes.
                                    Temos um limite, no entanto. Já passando dos noventa ela foi atraiçoada pelo tempo, e desde então está guardando leito lá naquele Hospital Misericórdia que é como se fosse um pouco um lar. Fui vê-la, ontem, pensando que talvez encontrasse uma velhinha alquebrada, derrubada pelas rasteiras da vida e fiquei encantada ao encontrá-la. Frágil e fraquinha, os cabelos e a pele de seda, as mãos como se fossem de delicado cristal, serena e tranquila, ela continua sendo a linda princesa que sempre foi. Fiquei conversando baixinho com ela enquanto a acariciava, dizendo-lhe coisas assim: "Querida! Como estás linda! Como sempre foste tão linda! Como eu te amo!"
                                   Ela dormiu a maior parte do tempo, mas às vezes me olhava de algum lugar muito distante, e houve um momento em que segurou minha mão e ficou a apertá-la com a sua poderosa força de princesa. Chorei muito, tamanha a emoção.
                                   Acordei hoje sonhando que ainda a acariciava e que ainda falava baixinho com ela. Tive que vir escrever isto antes que a tepidez dela fugisse das minhas mãos. Do meu coração, não fugirá.
                                   Minha querida, minha princesa!

                                   Blumenau, 17 de Novembro de 2013.

                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. 


PSEUDOSOFIA

Nazaré, 01-03-1974
Gilberto Nogueira de Oliveira

Vou subindo as montanhas,
Transpondo uma a uma,
De uma em uma,
Para tentar ver
A grande imagem divina
Mas, nada encontro.
Exceto outras montanhas,
Outras montanhas distantes.
Tudo isso eu fiz
Só para ver a imagem,
E tudo foi um fracasso.
Nada vi.
Nem as lindas flores prometidas,
Imaginarias e perfumadas,
Como diz a falsa ciência.
Onde está essa imagem,
Essa divindade obscura?
Essa presença abstrata?
Está na filosofia?
Está em nosso corpo?
Está em todo lugar?
Como pode essa imagem
Estar em todo lugar
Se ela é única?

Esteve em Beethoven
Que é tão maravilhoso?
Afinal, está na terra?
Onde está?
Será que existe?
Talvez, no dia em que for vista,
Vai virar arrecadação monetária.

E lembro-me de que ando
Através das montanhas.
Paro para meditar.
A concentração faz-me voar.
Só penso nessa divindade
E ela não aparece.
Então, pergunto aos entendidos:
Onde eu posso encontrá-la?

Será que no amor?

jeudi 21 novembre 2013

INSCRIÇÕES ABERTAS: SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA




Peça o dossiê do escritor pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com

De 30 de abril a 4 de maio de 2014

CEBRAC: Palestra Ação: Como evitar que seus filhos fumem


Dumara Piantino Jacintho e Giovane Malta no "Ponto & Vírgula

Olá, amigos!    
Hoje, ao meio dia, no “Ponto & Vírgula” da TVRP, teremos um bate-papo bem descontraído com a Artista Plástica, Dumara Piantino Jacintho e o Designer Giovane Malta.
Dumara falará sobre o Projeto do Natal Iluminado e a Livraria da Mamãe Noel na Esplanada Pedro II e Giovane sobre o reaproveitamento do lixo tecnológico transformando-o em objetos de arte. Imperdível!
Espero vocês!
Um forte abraço!
Irene

PS: Os que não moram em Ribeirão Preto ou não são assinantes da NET, poderão ver pelos sites: www.tvrp.com.br  ou http://www.justin.tv/tvrp

 Horários do “Ponto & Vírgula”

Inédito
Quinta-feira ................... 12h
Reprises
Sexta-feira...................... 22h30
Sábado........................... 16h30
Domingo......................... 17h30
Quarta-feira.................... 23h30


E vários horários alternativos

mercredi 20 novembre 2013

Crônica da Urda

Nossa Majestade, o Gelo

O calor chegou e deve durar até Março ou Abril, e mais que em qualquer outra época do ano, nós, brasileiros, fazemos questão de um leite gelado, de um suco gelado, de uma cerveja “estupidamente” gelada, para usar o jargão de bar, e sequer nos passa pela cabeça que isso não é regra no mundo. Estava a lembrar do livro “Henfil na China”, diário de bordo do nosso grande cartunista que se foi embora antes da hora (descobri, faz pouco tempo, que a nova geração nunca ouviu falar em Henfil, e então esclareço : Henfil é irmão do Betinho, o da Campanha Contra a Fome – além de grande cartunista era hemofílico, e foi uma das primeiras vítimas da AIDS cá na Terra de Santa Cruz).
Mas eu falava do livro “Henfil na China”, onde muitas vezes ele se reporta ao hábito chinês de beber água quente, fervendo, conservada em garrafas térmicas para manter a temperatura ideal para a sede dos chineses. Cá entre nós, nada melhor que uma água fresquinha, de preferência gelada, para a nossa sede brasileira, e deverá ser um tremendo sacrifício para um de nós ser servido de água fervente na hora da sede, se algum dia formos à China. O testemunho de Henfil, digamos, é o outro lado da moeda, o oposto ao nosso gosto pelo gelado, mas é coisa que acontece a muitos milhares de quilômetros de distância, lá do outro lado do mundo, no misterioso oriente, não parece real. Continuamos achando que, tirando os chineses, todo o mundo é doidinho por quase tudo gelado, como nós, mas não é verdade.
Aqui do nosso lado, lugar onde se pode ir de ônibus, ficam os países andinos, e quero ver quem consegue uma cerveja gelada no alto dos Andes! Tá, sei que a maioria vai dizer: mas é porque lá é frio. Frio é, mas sem exageros. Mesmo numa montanha que fica a 5.300m acima do nível do mar, onde estive, na Bolívia (Chacaltaia), a gente agüenta bem com uma camiseta e um blusa grossa de lã. E estive lá nos mês de Maio, entrada do inverno. Portanto, nada de frio assustador (está-se muito próximo da linha do Equador), mas também nada de cerveja gelada. A cerveja “Paceña” é servida diretamente do engradado para a mesa do freguês, e, pasmem: apesar do frio razoável, há no ar alguma coisa que mantém os picolés fora da geladeira sem derreter. Eu não queria crer quando vi o primeiro saco de aniagem cheio de picolés vermelhos sendo conduzidos pela rua, e a primeira bandeja cheia de picolés sendo vendida num estádio. Parece não ser verdade, mas é. Fico pensando que até os picolés dos Andes não são muito gelados.
Depois do parêntesis dos picolés, que achei que deveria contar pelo inusitado da idéia, vamos dar um pulo a uma ilha do Caribe: Cuba. Cubano não gosta de gelo de jeito nenhum. Eu não conseguia, de jeito nenhum, fazer algum garçom entender o que queria dizer quando pedia “um copo com muito gelo”. Muito gelo, para eles, é uma pedrinha de nada, um mísero caquinho no fundo de um copo. Depois de uns dias, comecei a entrar atrás dos balcões para mostrar para os garçons o que queria dizer quando pedia um copo com muito gelo, e eles ficavam boquiabertos, assustados, e diziam que eu ficaria doente. Escandalizei totalmente uma amiga que fiz em Cuba, uma artesã chamada Navidad, quando lhe contei que as nossas crianças tomavam gelado desde pequenas. Ela girou o indicador do lado da cabeça, para dizer que nós éramos loucos, e explicou: gelo faz mal para os cubanos, dá-lhes dor de cabeça, deixa-os doentes. Quando penso nas doses imensas de rum puro (à temperatura ambiente) que bebem como se fosse água, não acredito muito que um pouquinho de gelo possa lhes fazer mal. É a diversificação das culturas: se bebêssemos todo aquele rum que eles bebem, sem dúvidas que seríamos nós que ficaríamos com dor de cabeça.
Bem, demos uma volta por alguns lugares, a analisar a temperatura das bebidas, e vimos que nem todo o mundo gosta de suquinho gelado e duma cerveja “estupidamente”, como nós. Dá para sobreviver nos Andes e em Cuba, mas não consigo me imaginar a tomar água fervente na China. Acho o melhor, mesmo, é ter leite na geladeira, e água, e muito gelo para o uísque e cuba-livre. Tentem se imaginar bebendo um capilé de Max Wilhelm saidinho do fogão: não há brasileiro que agüente!
(Em tempo: hoje, depois do início da Guerra do Iraque, tirei o Cuba-libre da minha lista de bebidas preferidas – não consumo mais coca-cola de jeito nenhum, nem nada que saiba ser de procedência estadunidense e que possa substituir por outra coisa. Recuso-me a ajudar a financiar a Guerra do Iraque, e há MUITA gente com quem convivo que faz a mesma coisa. – 21.11.2004)

Blumenau, 05 de Dezembro de 1995


Urda Alice Klueger

Poeta Saia da Gaveta


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Coco de Roda no CEBRAC


samedi 9 novembre 2013

ABRACE: 15o ENCONTRO LITERÁRIO

Estaremos na próxima semana participando do 15o Encontro Literário Internacional da ABRACE em Minas Gerais.



Por conta deste fato nosso blog não será atualizado com a mesma frequência até o dia 20 de novembro.

Para se inscrever para o 28o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, solicite o dossiê do autor através de nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com



Para se inscrever para o livro Varal Antológico 4, entre em contato através de nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com
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Para se inscrever para o concurso da Orelha, envie seu texto para nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com



Para se inscrever para a edição de janeiro da revista Varal do Brasil que terá tema livre, envie seu texto para nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com



E  A REVISTA ESPECIAL DE NATAL CHEGARÁ MUITO EM BREVE, AGUARDEM!


Enquanto a gente não volta, leiam também:

Nosso site: www.varaldobrasil.com
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O blog de quem faz o Varal: www.certaslinhastortass.com.br


ATÉ BREVE!



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