vendredi 19 décembre 2014

BOAS FESTAS!!








Obrigada amigos, pela presença!
Obrigada pela leitura!
Obrigada por escreverem conosco!
Até ano que vem!
(estaremos de volta no dia 5 de janeiro)



NOSSA PAUSA DE FIM DE ANO



Queridos amigos,

Quase na entrada oficial do inverno, podemos dizer que o mesmo já está bem presente em nossos dias, com o frio e os dias cinzentos, sem falar da neve que já decora as montanhas!
Mas a proximidade das festas Natalinas e do Ano Novo nos reforçam em boas energias!
Estaremos em recesso do dia 20 ao dia 4 de janeiro. Porque, como já dizia o grande Drummond, “a vida necessita de pausas”.
Nossas portas continuarão abertas para você que deseja participar de nossas atividades. Assim, não esqueça:
- As inscrições estão abertas até 25 de janeiro para nossa revista, edição especial com tema Mulher!
- As inscrições para o III Prêmio Varal do Brasil de Literatura estão abertas! Veja o regulamento no site do Varal www.varaldobrasil.com na seção Concursos.
- Se você ainda não se inscreveu ou gostaria de inscrever seu (s) livro (s) para a Feira Internacional de Livros de Genebra, peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com as nossas condições de participação.
- A revista de janeiro sairá no início do ano.
- As últimas vagas para o livro Varal Antológico 5 serão preenchidas até janeiro. Não deixe passar a oportunidade de estar presente num excelente livro!

Até mais!

Leia aqui nossa edição especial de Natal: 



jeudi 18 décembre 2014

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo


            Dezembro é um mês mágico em nossa cultura ocidental. Adultos e crianças, somos todos envolvidos pela atmosfera festiva e até mística que reina nessa época do ano. Voltamos ao núcleo familiar para celebrarmos o nascimento de Cristo, assim como o espírito de solidariedade humana que reina nesse período.
            Desde a infância vivemos esse mês com expectativa e ansiedade, sempre com aquela sensação de completude que o final do ano nos passa. A expectativa está, sem dúvida, aliada ao clima comercial alimentado pela mídia, quando presentes são trocados com entes queridos. Quais serão os meus presentes? A ansiedade se deve à espera dos resultados que colhemos depois de um ano semeado. Sabemos que, de certa maneira, nosso destino depende de nossa colheita, tanto nos negócios, quanto na escola. E até na vida afetiva. Conforme o dito popular, só se colhe o que se planta.
            Mesmo sem querer, emocionamo-nos com as reuniões de confraternização nas empresas e com as cerimônias de entrega de prêmios nas escolas, quando aqueles que tiveram bom rendimento terão seus esforços reconhecidos. O mesmo acontecendo nas festinhas em família e entre amigos, com a troca dos presentes e dos votos de saúde, paz, amor, prosperidade. E esse ritual se repete todos os anos.
            Este ano, como nos demais, deixamo-nos levar pelas reminiscências da atmosfera reinante nas festas de fim de ano nas famílias, tradicionalmente.
Tudo começava meses antes, com a pintura da casa que deveria estar terminada ao entrar o mês de dezembro, inteiramente festivo. Primeiro, por causa do próprio clima de fim de ano, as crianças fechando o ano escolar, geralmente com bom desempenho. Ninguém queria ficar de segunda época, como se dizia antigamente. Reprovação, nem pensar! Outra razão era a celebração do nascimento de Cristo. Assim, a festa teria que terminar antes da meia-noite, pois fazia parte do programa a missa do galo, logo depois da ceia.
Era uma alegria sem igual participar dos preparativos das festividades daquela época abençoada. No clima de exaltação, de repente nos lembrávamos com um aperto no coração que tudo terminaria muito rápido, restando um vazio, passadas as celebrações. Mas, logo mudava-se o pensamento e continuavam-se com os preparativos. Além de pintar a casa, era parte da tradição envernizar os móveis, lavar ou refazer as cortinas, renovar o estofado da sala, estocar os ingredientes para os quitutes das ceias, comprar os enfeites da árvore de natal e os presentes de Papai Noel das crianças e do amigo oculto dos adultos.
Já no iniciozinho de dezembro era armada a árvore de natal, com as crianças ao redor acompanhando aquele ritual quase sagrado, com misto de seriedade e euforia, dando seu voto sempre que havia oportunidade. Os presentes também começavam a ser embrulhados, geralmente à noite, quando as crianças estavam dormindo. Havia também roupas novas para todos, que deveriam ser estreadas nos dias das festas. Roupas coloridas para o Natal e brancas para o Ano Novo, conforme a tradição exigia.
Na véspera do Natal o ambiente em casa era de alegria contagiante. A própria natureza, com a tradicional chuvinha, contribuía para que o “clima europeu” que a época exigia não faltasse. A mãe da família se revezando ora na sala ultimando a decoração, ora na cozinha preparando as comidas, comandava tudo. Era galinha cheia com farofa e uva-passa, bacalhau à Gomes de Sá, pernil assado ao forno, arroz à grega, rabanada, bolo com rodelas de abacaxi, torta de nozes com cobertura de doce de leite, gelatina cor-de-rosa com creme de leite. As frutas da época natalina, importadas e estranhas ao nosso clima também não poderiam faltar. Uva, pera, maçã, ameixa. Frutas secas. Passas, amêndoas, castanhas vinham completar esse cardápio sofisticado de “receitas europeias” adaptadas à cozinha amazonense. Era tudo delicioso, pois havia o ingrediente principal que favorecia a harmonia daqueles momentos felizes vividos em família – o amor.
Passada a apoteótica noite de Natal continuavam os preparativos para o réveillon do Ano Novo, celebrado talvez com menos euforia, mas com mais sofisticação. Logo viria a cerimônia do adeus ao Ano Velho e da saudação ao Ano Novo com as resoluções ancoradas em firmes propósitos. Mesmo que muitas delas jamais fossem cumpridas!
Era assim todos os anos, tudo muito natural. A celebração do nascimento do Menino Jesus, que acreditava-se viera ao mundo para nos salvar, e a passagem do Ano Velho para o Novo, simbolizada pelo desejo da renovação presente na doutrina cristã.
Só com o passar do tempo compreendemos que essa tradição recebida de nossos pais teríamos a missão de passá-la às gerações que nos sucedessem.  
ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!!!

Marluce Portugaels
Professora



Dr. Nelson Jacintho, Vice-presidente da feira do Livro de 2015, hoje no "Ponto & Vírgula"!

 Ribeirão Preto, 17 de dezembro de 2014.
           
            Olá, amigos!  Olha eu aqui com meu recadinho de quarta-feira!
           Hoje, às 12h, na TVRP, e sexta-feira, às 20h na TV MAIS RIBEIRÃO, “Ponto & Vírgula” imperdível! 

            Primeiro bloco:
            Recadinhos!
            Poema: É agora... ou nunca, homenagem à Poeta de Hoje Maria Aparecida Felicori, (Vó Fia) de             Nepomuceno/MG.

            Segundo Bloco:
            Entrevista com o Escritor, Presidente da ARL e Vice-presidente da feira do Livro de 2015, Dr. Nelson Jacintho.

            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Amostra do Sarau de Lançamento da 6ª. Antologia e 18ª. Revista Ponto & Vírgula) poderão ver clicando aqui...

Curtam nossa página no Facebook www.facebook.com/programapontoevirgula
 e acessem nosso site www.programapontoevirgula.com

TV MAIS RIBEIRÃO – Canal 22 – Net
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h

Reprises do Ponto & Vírgula:
TVRP – Canal 9 - Net
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30


           Irene Coimbra 

Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

mercredi 17 décembre 2014

Lembranças de natal

 


Estava sentada na sala descansando depois daquela atividade que era a rotina de um dia por um ano. Descansava de ter montado a árvore de natal, verde, cheia de bolinhas e estrelas e papais-noéis. Embaixo, o presépio onde o menino jesus se apertava entre todos os outros personagens. Levantou, foi até o banheiro, lavou o rosto e deu de cara com o espelho. Tentou olhar para si mesma setenta anos antes. Era feita de papel de seda com lábios desenhados como maçã. Na sala estava a árvore viçosa, iluminada, colorida. Embaixo dela, maria, josé, jesus e os reis e os animais. E em volta dela estava ele sorrindo, entregando os presentes aos filhos que pulavam gritando feliz natal, feliz natal! Abaixou os olhos, retirou do espelho aquela figura e guardou no coração enquanto caminhava para onde estava a velha e empoeirada árvore, cheia de bolas quebradas e mofo. Embaixo dela o menino jesus esgueirava-se entre os restos. A casa estava cheia, mas de lembranças e lixo. Sentou novamente e olhou a janela: talvez este ano seja diferente. Talvez alguém venha. Talvez!


Texto de Jacqueline Aisenman

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PARTICIPE DA ANTOLOGIA DO VARAL DO BRASIL!


FEIRA DO LIVRO DE GENEBRA, A MAIOR DA SUÍÇA! VENHA!



mardi 16 décembre 2014

PARTICIPE DO VARAL DO BRASIL!


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FELIZ NATAL


CEIA DE NATAL

POR RAQUEL NAVEIRA



Lembrei-me de tudo. O momento quando soube que estava grávida. Um anjo anunciou a notícia em meu ouvido. Foi um presságio, uma revelação, uma certeza que encheu o quarto e a minha vida. Ele me disse que eu geraria um filho e me falou o augusto nome que eu lhe deveria dar.
Jovem e insegura, fui para a casa de uma prima, que me recebeu com carinho. Ali passei três meses e tecemos os fios, os grãos, os dias e as noites daquele tempo de espera.
O parto foi natural. Meu corpo era uma gruta e você foi saindo devagar como um sol nascendo entre minhas coxas. Limpei a placenta e o envolvi com faixas.  Seu pai ficou ao meu lado, silencioso, atônito diante do mistério.
Recuperei-me logo. Você estava forte, alimentado do leite de meu seio. Vestimos você com uma camisola branca de linho. Subimos a escada do templo e o apresentamos no altar. Não sei porque, mas uma espada atravessou minha alma naquela hora. Uma opressão. Você cresceu entre parentes e amigos. Tornou-se adolescente. Um adolescente causa aflições. Um dia você sumiu. Eu e seu pai o procuramos por toda parte. Você disse depois que já queria ser independente, andar sozinho, cuidar de suas próprias coisas. Doeu. Os filhos não nos pertencem. Sabia que você tinha uma missão, um ideal, uma estrela.   
Você sofreu muito pelas ruas, pelas esquinas, pelo mundo. Viu cenas que o fizeram amadurecer. Quase foi esfolado como um cordeiro. Dentro de você havia um vulcão de angústia, de rebeldia, de carne comprimida, de fervor escaldante. Lavas de suor e sangue correram por sua face. Você se entregou totalmente a algo maior. É bom vê-lo criando. Criar é preciso. “Navegar é preciso, viver não é preciso”, é a máxima dos antigos navegantes fenícios e dos verdadeiros artistas.
Acostume-se. Há os que lavam as mãos. Os que vão chamá-lo de subversivo. Prisões, látegos, correias, cercas, vento açoitando, mar espumando ira nos cascos dos navios. Pancadas nas costas abertas como fruta esponjosa.
Não pense em glória, em ânsia de imortalidade, não foque nisso. Não ache que você é um rei. Aguarde críticas, ferrões, espigões, agulhas de cacto. Prepare-se para que enterrem em seu couro os espinhos das maldades. A trave pousada sobre seu ombro. O pulmão engaiolado entre os ossos. Ainda bem que sempre há um irmão e nos ajuda e consola nos momentos de martírio.
Você foi elegante nas dificuldades. Soube perdoar e suportar a ignorância alheia. Isso me alegrou, embora meu coração tenha se rasgado em duas partes como um véu roxo.
Disseram-me que você está longe, distante de mim. Escondido em algum canto, como seu eu o tivesse concebido ao contrário. Não canso de buscá-lo, de chamá-lo. Estou revestida de uma grande força, um fogo que me lambe.
Quem pode recompensar as obras, sofrimentos, penitências, lágrimas e virtudes de uma mãe? De alguém que errou só tentando proteger, livrar, poupar o filho e não conseguiu? Não queria anulá-lo com esse meu papel de mulher universal, de rainha, de medianeira que se intromete em seus assuntos. Que intercede por tudo e por todos. Queria apenas enobrecer minha natureza. Cabe-me agora, com humildade, dizer: _ Sou apenas mãe dele.

Tanto tempo que não o vejo. Que não ceamos juntos numa noite de Natal. Arrumarei a mesa com pães, peixes, flores, feixes de trigo, fitas verdes e vermelhas. Sei que desta vez, este ano, você virá.

Contadores de Histórias

Dia 12 de dezembro de 2014, das 14h as 16h30, na sala de cinema do Centro Integrado de Cultura!
Amigos contadores de histórias, escritores, dançarinos, cantores, poetas e outros atores como: Neriton Martins, Peninha Gelci Coelho, Andreia do Seo Francolino (Fundação Franklin Cascaes)... Todos que estiveram presentes no do ATO SOLENE N°01/2014 – SESSÃO OFICIAL PÚBLICA DE POSSE DE MEMBROS VITALÍCIOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS/ABCH, COM SEDE EM SANTA CATARINA, FÓRUM EM FLORIANÓPOLIS – UMA ASSOCIAÇÃO DE DIREITOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, Academia fundada em 2 de junho do corrente, sem fins lucrativos, que aconteceu na tarde do dia 12 dezembro de 2014 para marca a história de Santa Catarina e deixar o seu legado cultural ao povo brasileiro.
AGORA TEMOS TODOS JUNTOS!

Foi com imensa satisfação que estivemos no Centro Integrado de Cultura de Florianópolis, na sala de cinema, numa tarde única, para evidenciar o registro memorável da instalação oficial da primeira academia de contadores de histórias do nosso Brasil.
Minha filha Nalin Leal foi a Mestre de Cerimônia, Contadora De Histórias Cristina Magdaleno (nossa confreira) e sua amiga de Carina Shaibi nos brindaram com uma apresentação de boas vindas recheada com músicas e um breve histórico do Patrono da Academia, Franklin Cascaes. Elas encantaram todos as crianças presentes e adultos. À duas contadoras abrilhantaram as nossas memórias, abrindo a nossa tarde - a minha eterna gratidão!

Em seguida, tivemos o inesquecível momento de ver e ouvir a Dona Olga Postal, que representou o Grupo de Poetas Livres, lá esteve para encantar o nosso ouvir com a música “Canta Brasil”- Música composta em 1941 pelo pianista Alcyr Pires Vermelho e David Nasser - Dona Olga cantou ao som do violão com o seu companheiro, o senhor Manoel Júlio Ferreira, colaborador do Grupo de Poetas Livres e da nossa Academia.

Ao ser chamada para falar, convidei a Presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Maria Teresinha de Debatin, Madrinha da nossa Academia e nossa confreira, para fazer uso da palavra. Na sequência, ao ser chamada de volta, na qualidade de Presidente da Honra da ABCH, fiz a abertura do momento de Posse Oficial dos Acadêmicos Vitalícios, aqueles que a partir deste momento estarão assumindo as suas responsabilidades acadêmicas na categoria de Patronos de suas Cadeiras.
Nesse Ato Solene, tomaram posse:

Claudete T. da Mata - Cadeira 01
Andrea da Costa Dias - Cadeira 02
Mariani Aparecida da Cunha - Cadeira 03
Patrícia Karla Firmino - Cadeira 04
Aparecida Facioli - Cadeira 05
Evandro Jair Duarte - Cadeira 06
Tânia Meyer - Cadeira 07
Cristina Lopes - Cadeira 08
Dora Duarte - Cadeira 09
Idê Bitencourt - Cadeira 10
Saray Martins - Cadeira 11
Osmarina Maria de Souza - Cadeira 12
Luiza Abnara da Costa Dias - Cadeira 13
Maria Sônia de Souza - Cadeira 14
Maria Teresinha Debatin (Presidente da fundação Catarinense de Cultura e Madrinha da ABCH) - Cadeira 15

Na sequência, fiz a leitura do JURAMENTO, junto aos Acadêmicos Imortais, oficialmente empossados.
Após o juramento, em RECONHECIMENTO AOS POVOS CIGANOS, OS GRANDES SEMEADORES DAS NARRATIVAS ORAIS PELO MUNDO afora, lá esteva Luciane Silva para brindar com a sua ilustre presença.

E para marcar ainda mais, o Ato Solene, além de todos os momentos vivenciados nessa sala de cinema, em cumprimentos das normativas do ESTATUTO SOCIAL DESTA ACADEMIA, foi hora de brindar 4 (quatro) homenageados do ano 2014, com a MEDALHA GRÃO PATRONO FRANKLIN CASCAES, que dos anos posteriores, passará a ser entregue a 2 homenageados em virtude de seus méritos.

E para dar continuidade a esta Solenidade, fui convidada para fazer a entregar da primeira Medalha desta Academia à Franklin Cascaes, representado pela figura animada do Seo Frankolino e na sequência, foi concedido a palavra à senhora Andrea Hill.
Em reconhecimentos aos serviços prestados a esta Academia, sua experiência e trabalho dedicado à preservações da memória histórica de Santa Catarina e, consequentemente, do Brasil e também à sua dedicação e participação na fundação de várias academias de letras em nosso Estado, neste momento, em reconhecimento à sua história, a Acadêmica/Patrona da ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS, OSMARINA MARIA DE SOUZA foi chamada para receber da Presidente desta Academia, Andrea Dias, a medalha Grão Patrono Franklin Cascae.  A Acadêmica Imortal Vó Osmarina, foi concedido o uso da palavra.

Nesse momento especial, Nériton Martins foi convidado para fazer a entrega da Medalha Grão Patrono Franklin Cascaes ao ANIMADOR CULTURAL – PENINHA Gelci Coelho, pelos seus serviços prestados à divulgação e à preservação do legado cultural do nosso Patrono Franklin Cascaes. O homenageado também fez uso da palavra.

E para fechar essas homenagens especiais, em memória do PATRONO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS, convidamos Luiz Carlos Dias, pela sua linhagem, para fazer a entrega da MEDALHA GRÃO PATRONO FRANKLIN CASCAE à sua filha Luiza Abnara da Costa Dias – NETA de Alcina Cascaes Dias (irmã de Franklin Cascaes).

  O sobrinho e a sobrinha neta do Patrono da Academia Brasileira de Contadores de Histórias fizeram uso da palavra e, como todos os outros homenageados, também emocionaram o público presente.

Para encerrar essas homenagens, foi chegado o momento de convidar a portuguesa Rita Ferreira para brindar os homenageados com sua dança narrativa - um momento de puro silêncio, onde os movimentos corporais da dançarina falaram tudo. Foi um espaço onde o corpo levado pelas emoções, mostrou a todos que o som musical também está dentro de nós e toma conta do corpo mesmo sem ser ouvido do lado de fora. à nossa futura acadêmica a nossa GRATIDÃO!

Companheiro, confrade e confreiras, agora teremos uma grande jornada pela frente, porque, agora feito crianças vamos continuar a aprender a caminhar com nossas próprias pernas, sempre com foco no nosso lema: Um por todos e Todos por um!

A todos que estiveram presentes nessa solenidade e aqueles que colaboraram com a organização desse evento, e a Você Jacqueline e sua equipe que também contribuíram na concretização dessa Academia, a minha gratidão por todos os bens feitos - Feliz Natal e um Novo Ano repleto de saúde, paz, amizades verdadeiras, Proteção Divina e vida longa para todos!

Claudete T. Da Mata
Presidente de Honra da ABCH

Andrea Cristina da Costa Dias
Presidente da ABCH

lundi 15 décembre 2014

Vencedores do Presente de Natal do Varal!

Atenção aos vencedores do nosso presente de Natal! Pedimos que enviem seus endereços para: varaldobrasil@gmail.com
Os livros serão enviados no início de janeiro!
Parabéns aos vencedores e muito obrigada a todos que participaram!!
Europa: Tati Rigoni, Maria Stamm e Maria Lagranha.
Brasil: Valentina Becker, Lelis Mariza e Jane Ungaretti!

Lançamento Confraria das Letras



PrezadO  ESCRITOR - ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS
É com prazer que apresento
a miniantologia LETRAS DA CONFRARIA 7,  EDIÇÃO  DEZEMBRO 2014.
Reunimos aqui 18 escritores associados, com suas crônicas, contos e poesias sobre Natal e Ano-Novo.
Há sempre magia e esperança quando se trata de Natal e Ano-Novo. Um dos contos mais conhecidos no mundo é o de Charles Dickens – Um conto de natal [1893]. Um tema, entretanto, sempre presente nas obras de outros ficcionistas. Na Literatura Brasileira, temos  a obra-prima Missa do galo, de Machado de Assis, e o genial conto de Guimarães Rosa, Presepe.   
Na Literatura Portuguesa, a poesia de Fernando Pessoa: Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade / Nem veio, nem se foi: o Erro mudou / Temos agora outra Eternidade, / E era sempre melhor o que passou. Na poesia brasileira, o mago Carlos Drummond de Andrade: Menino, peço-te a graça / de não fazer mais poema / de Natal./ Um, dois ou três, inda passa... / Industrializar o tema, / eis o mal.
De certa maneira, os criadores são atiçados pelos ares de Natal. É que descobrir algo novo num tema tão recorrente consiste em ver o que todo mundo já viu e pensar o que ninguém ainda pensou. Muitas vezes, a criatividade consiste em meramente olhar com outros olhos o que está na nossa frente. Portanto, não existe tema esgotado.  Eis, pois, nossas criações natalinas... 
Como sempre nos deu apoio, peço-lhe que nos ajude a divulgar e a fortalecer nossa literatura.
Vamos ao lançamento das Letras da Confraria 7
data: 16.12
local: Capitão Space, jOINVILLE/SC
Horário: 20.00 h.
Um grande abraço do
David Gonçalves e da ASSOCIAÇÃO CONFRARIA DAS LETRAS

3425.1925 – 9974.7080

vendredi 12 décembre 2014

CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL: III PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA!


COLETÂNEA DO VARAL DO BRASIL: VENHA!





VENHA PARA A FEIRA DO LIVRO DE GENEBRA, A MAIOR DA SUÍÇA!




Convite


jeudi 11 décembre 2014

Horas marcantes....


Enquanto horas conjunturais se davam,
Inúmeros laivos de amor eclodiam, ficou
Ainda mais claro,
Deixando fluir seus pendores pelos outrora
Exíguos espaços ao derredor,
Isto sempre me pareceu a pujante postura
Das almas voltadas às certezas, cujo veraz
Poder factualmente as plenifica, porque,
Não havendo atos conclusos, até que ponto
Te permitirás chegar, acaso isto não se dê
Sob os propulsores ensejos do amor?




José Roberto Abib – Capivari, 30/11/2014

Novo livro de Leonia Oliveira - Guerra

GUERRA
Guerra é uma espécie de fábula, um ducado dividido em castas onde a razão da existência é praticar exercícios para uma possível guerra. Dentro do realismo fantástico deste livro a autora nos mostra o modelo social em que vivemos, onde desejam que não se veja que existem castas, mas estamos todos divididos em estamentos bem determinados. Do mesmo modo, o quanto todo este emaranhado de poder nos manipula para que estejamos sempre em guerra ainda que não saibamos disto. Resta a nós decidirmos se queremos continuar vivendo assim.
“Quem sabe Lorgos te faça entender que vivemos em um tempo regido por sombras, governado por três luas, no ducado de Goreb, do qual a vista e mesmo a imaginação não alcançam os limites, sendo ele a totalidade das terras, dos céus, dos perigos e lagos que existem. Mesmo o ar que existe pertence a Sua Alteza Graciosa, o Duque de Goreb. Este há desde que Goreb há. Desde o imemorial dos tempos as leis de Goreb foram ditadas e, a menos que venças na guerra, acaso esta um dia ocorra, permanecerás nesta casta em que foste expurgado, bem como os edis, os condestáveis e as senescais, permanecerão em seus círculos, expurgando também eles novos combatentes para o Duque. Todos pertencemos ao Duque e nem que tu o livrasse do maior dos perigos seria além de um ceifeiro. Toma tua coragem e a guarda para uma batalha caso ocorra. Nela sê mais e quem sabe poderás tirar a sesta dentro do castelo, como compete a uma Duquesa!”

(fala do ceifeiro Bartold ao ceifeiro Braw)

Amostra do Sarau Ponto & Vírgula no Hotel Nacional, dia 6 de dezembro!!!

Olá, amigos!  Olha eu aqui com meu recadinho!
            Hoje, às 12h, na TVRP, e sexta-feira, às 20h na TV MAIS RIBEIRÃO, mais um “Ponto & Vírgula”!!! 

            Primeiro bloco:
            Recadinhos!
            Poema: “Universo Finito”, homenagem ao Poeta de Hoje: Júlio Velludo.

            Segundo Bloco:
            Amostra do Sarau de Lançamento da 6ª Antologia Ponto & Vírgula e 18ª Revista Ponto & Vírgula, realizado dia 6 de dezembro no Hotel Nacional da Rua Duque de Caxias, 1313 – Ribeirão Preto.

            Imperdível!!!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Bate-papo com o Poeta Ronie Charles e a Nutricionista Camila Martinez Malta) poderão ver clicando aqui... https://www.youtube.com/watch?v=7SySo0I16ZE
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TV MAIS RIBEIRÃO – Canal 22 – Net
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h

Reprises do Ponto & Vírgula:
TVRP – Canal 9 - Net
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30


Irene Coimbra 
Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula


mercredi 10 décembre 2014

Pobres de nós pombinhas que só comemos pedrinhas...


Como no conto de fadas, em que a feiticeira enfiou um alfinete na cabeça da princesa, transformando-a em pombinha, na semana que passou algo inusitado aconteceu envolvendo um bando de aves. Não eram pombinhas. Eram periquitos. Houve divulgação na mídia de Manaus, onde o fato ocorreu. Houve comoção, principalmente da parte daqueles que gostam de animais. Mas o que foi mesmo que provocou a morte de cerca de duzentos periquitos em um condomínio elegante de nossa cidade? As versões são controversas. Uma delas, alguém contou, é que um caminhão colidira com galhos de árvores onde estavam pousadas as aves, fazendo-as cair no chão e serem esmagadas. Pergunta-se, então! E o motorista do caminhão por onde anda? Cadê ele? Estava bêbado? Dormiu no volante? Com que velocidade dirigia em um condomínio onde, certamente há limite estabelecido?
Essas e outras perguntas vagueiam pela cabeça das pessoas que gostariam de ver esse episódio explicado. Afinal, o que ocorreu equivaleria a um genocídio de aves, caso se considerem os animais como serem que merecem nosso respeito.    
Eu nunca fui muito afeiçoada a animais, tipo gato, cachorro ou outros transformados em bichinhos de estimação nas famílias. Mas sempre os tratei com consideração, não permitindo que fossem maltratados, caso eu estivesse por perto. Dos inúmeros cães que tivemos em nossa casa, quando éramos todos jovens, cada um tinha uma mania que era olhada com certa condescendência, e mesmo com carinho. A Princesa adorava dar à luz aos seus rebentos embaixo da cama de minha irmã Lucia. A Help dormia a sesta em minha cama, e como sabia que eu não lhe permitia tal liberdade, pulava da cama ao ouvir o barulho do meu carro na garagem. Ainda hoje posso ouvir seus passinhos correndo ligeiros para que eu não a flagrasse. E sinto saudade! Há mil e uma histórias a contar sobre nossos pets.
Mas, voltando ao lamentável episódio do extermínio dos periquitos, aproveitei a ocasião para ler um pouco sobre essas lindas criaturas. Andei consultando a internet e aprendi muito sobre seus hábitos, suas características, entre outras coisas.
Observadores dizem que os periquitos formam casais para a vida toda, são galantes com o parceiro e quando fazem a corte acariciam-se mutuamente, arrumando a plumagem. Vivem cerca de vinte anos e atingem a maturidade sexual entre um e dois anos de idade. A incubação dos quatro ovos brancos que põem dura vinte e seis dias e os filhotes deixam o ninho cinco semanas após o nascimento.
São gregários, vivendo em bandos e fazem muito barulho quando acordam sempre muito cedo. Costumam habitar áreas abertas como florestas, parques, jardins. São hábeis imitadores, principalmente os machos, da vocalização de outros pássaros. Alimentam-se de frutas e de flores, de insetos, e vão buscar os alimentos nas copas das árvores mais altas. Gostam de coquinhos de palmeiras. Como são seres sociáveis, executam a limpeza de outro indivíduo do mesmo grupo.
São aves típicas da Mata Atlântica, estendendo-se seu habitat de Alagoas ao Rio Grande do Sul. Mas há, também, aqueles que habitam na Bacia Amazônica, do sul e sudeste do Peru ao noroeste da Bolívia, e a oeste da Amazônia brasileira. São os chamados periquitos-da-Amazônia, que correm o risco de extinção por perda de seu habitat natural. O desmatamento lhes tem sido prejudicial. Esses medem 12 centímetros, e por serem pequeninos receberam o nome científico de “Nannopsit-taca Dachilleae”.
O Brasil possui muitos periquitos, papagaios, araras, todos da família “Psittacidae”. Dentre os tipos de periquitos há o periquito-verdadeiro, o periquito-verde, Seu nome científico, “Brotogeris Tirica”, origina-se do grego brotogërus, “com voz humana”, e do tupi tirica ou tiriba, “tilintar”. Então, o periquito tirica é o que “produz som humano de tilintar”, diz o artigo que li (www.wikiaves.com.br/periquito-rico ).
Têm o dorso verde e o ventre amarelado, as cores do Brasil. A fronte e a coroa têm matiz azulado, e as patas e o bico são rosados. Como se pode concluir, são aves muito interessantes. E lindas!
Uma pergunta que nos atravessa a garganta é, que mal fizeram essas pequenas criaturas para serem chacinadas assim? Por que não lhes deixarem viver, enfeitar o firmamento com suas cores tão brasileiras? Pode ser que o barulho que emitem quando estão em bando irritem as pessoas, principalmente de manhã cedo. Mas isso seria motivo para condenar à morte seres inocentes cuja única falha é alegrar com seu ruído o ambiente em que vivem? 
    
Marluce Portugaels
Professora


Convite


mardi 9 décembre 2014

Dezembro


Crônica da Urda

O DIA DE SÃO NICOLAU



                        (Sete anos atrás – 2007 – no seu dia, São Nicolau me trouxe nada mais nada menos que o meu cachorrinho Atahualpa, que naquela altura pesava tanto quanto um bife! Grande São Nicolau! Obrigada!)

Comemora-se São Nicolau no dia 6 de Dezembro e há muita coisa a ser dita sobre esse dia.
Para a Igreja Católica, São Nicolau foi um bispo polonês que viveu há muitos séculos. Era um homem justo e generoso, e gostava de fazer caridade incógnito, deixando saquinhos com moedas de ouro durante a noite, nos umbrais das janelas dos necessitados. Foi isto que li a respeito do santo, numa “Série Sagrada”, quando era criança. Só que, quando li isso, São Nicolau já era uma entidade muito forte para mim, e até fiquei um pouco decepcionada por saber que ele tinha vivido a vida sem graça de um bispo, quando poderia tê-la vivido na alegre companhia de Papai Noel.
Bem, de qualquer forma, ele foi uma pessoa muito forte, pois virou tradição e se perpetuou na memória de todas as crianças alemãs ou descendentes de alemães. E, na noite de 6 de dezembro, tantos séculos depois, São Nicolau continua visitando esses crianças e, incógnito, continua deixando suas dádivas, não mais moedas de ouro, mas balas, chocolates e castanhas, e é sobre a magia da noite de 6 de Dezembro que eu quero falar.
A memória me traz a noite de São Nicolau de quando eu tinha três anos, a primeira de que recordo. Meus pais nos orientaram, a mim e à minha irmã Mariana, a enfeitarmos nossos sapatos com as flores do jardim, e os colocamos na janela da sala de nossa casa pequena e aconchegante. Um grande mistério passou a envolver tudo depois daquele ato solene, e tínhamos o coração disparado enquanto jantávamos ouvindo o “Repórter Esso”, pois era noite de milagres, a primeira noite de milagres para mim. E, de repente, meu Deus, o susto! Grandes batidas nas paredes da nossa casa de madeira silenciaram as cigarras que cantavam, e puseram em disparada meu coração virgem de emoções fortes.
- São Nicolau ! – confirmou meu pai, fazendo-se tão assustado quanto nós, e nos agarramos a ele, chorando de medo, mas não por muito tempo. Um matraquear no chão de madeira da sala transformou o medo em pavor, e meu pai e minha mãe tiveram que nos acalmar para que fôssemos ver o que havia acontecido. E, milagre! – encontramos o chão da sala forrado de balas lindas e desconhecidas que algum vizinho ali jogara, e o medo e o susto passaram enquanto juntávamos aquelas balas maravilhosas vindas diretamente do além. Lembro-me, nos dias seguintes, de como ficava admirando aquelas balas chiques, envoltas em papéis lindos e coloridos, bem diferentes das triviais balas de coco-queimados que comprávamos na venda do vizinho seu Eugênio. Inesquecível primeira noite de São Nicolau, quantas outras vivi!.
São Nicolau foi-se adaptando às necessidades das nossas vidas. Quando aprendemos a escrever, deixávamos nossas cartas ao Papai Noel dentro dos sapatos, na janela, na sua noite. Ele além de levar as cartas, ainda enchia os sapatos de guloseimas, e fiz isso até ser uma adolescente bem grandona.
Outras adaptações foram sendo necessárias. Por exemplo, quando meu sobrinho Mteka era pequeno, morava em apartamento, e não entendia como São Nicolau poderia chegar até à sua janela. Lembro dos seus grandes olhos claros enquanto perguntava:
- Mas ele é mágico? Ele pode vir voando até aqui?
Claro que ele é mágico; São Nicolau tudo pode.
Nossa última criança foi minha sobrinha Laura, e muito festejamos o São Nicolau com ela. Comemorávamos em grande estilo, com jantar e amigos que tinham outras crianças, e São Nicolau comparecia sem falta, a bater nas portas, a jogar balas e chocolates no meio da sala, a deixar as crianças aterrorizadas e encantadas. Querido São Nicolau!
Observei, porém, ao longo da vida, que São Nicolau só existe, na nossa região, para as crianças que descendem de alemães. Em lugares como Lages/SC, por exemplo, São Nicolau não existe. Amigos que tenho em Itapiranga/SC, lá no fim do estado, cidadezinha de colonização alemã, garantem-me que lá São Nicolau é festejado igualzinho como o é em Blumenau, o que nos leva, de novo, às raízes alemães. É uma pena que todas as crianças não tenham São Nicolau! É um santo mágico, encantado, e que pode tudo. Fica a sugestão para as outras etnias: por que não dar São Nicolau para todas as crianças?


Blumenau, 27 de Novembro de 1995


Urda Alice Klueger

Convite



A MANJEDOURA CULTURAL

               


    A história de um Menino Divino que nasceu em uma manjedoura, há mais de dois mil anos, me faz pensar que aquele  berço  improvisado  era  uma verdadeira nave cultural, capaz de levar mentes  e  corações  a  alçarem
voos  pelos  caminhos  da  sabedoria,  equilibrando  amor  fraternal   e
conhecimento, numa proporção  de  medida  certa,  onde  a  racionalidade Espiritualizada dá o ponto de liga.
    Jesus com suas figuras de  criança,  jovem  e  adulto  representa  o alimento cultural que precisamos para compreender o real significado  da Vida  Cristã  na  Terra.  Imaginá-lo  sem  ser  uma  Fonte  Luminosa  de esclarecimentos ou aceitá-lo apenas como instrumento de comunhão, amor e Salvação, poderá nos deixar incultos diante dos  portais  da  Escola  da Eternidade, que necessita do nosso histórico Espiritual edificante, para nos matricular nas melhores turmas da evolução.
    Amor sem cultura é  sentimento  sem  fervura,  cultura  sem  amor  é patrimônio sem valor, por isso, quando penso na Manjedoura Cultural  que recebeu o Senhor dos Sábios, compreendo claramente que as  palavras,  os cenários, os gestos, os sons e todos os outros elementos que permeiam as artes, esperam de nós, artistas humanos  imperfeitos,  as  manifestações criadoras que produzam a Paz, a solidariedade, o respeito, a Justiça e o amor puro que estão contidos na essencialidade de Deus.
    Que  pena  que  muitos  cérebros  estimulados  por   graduações    e
pós-graduações não utilizem as sinapses para o elucidamento cultural  de suas mentes, tendo como base teórica e prática os ensinamentos de Jesus, que da manjedoura à Cruz, nos deu a maior Universidade preparatória para a Vida Eterna.
    Olhemos ou toquemos, portanto, aquela manjedoura  de  Belém  como  o nosso mais rico berço cultural, capaz  de  desligar  a  nossa  alma  das tradições, das lendas, das  letras,  das  cenas,  das  sonoridades,  das cores, dos sabores e de todas as outras contextualidades da cultura  sem raízes com o Evangelho de Jesus.

Feliz e Culto Natal para todos.

Paulo Roberto Cândido
Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza-AMLEF Cadeira 29
Patrono: Antônio Sales

Academia de Letras e Artes da Sociedade de Assistência aos Cegos-ALASAC Cadeira 01

Patrono: Esmeraldino de Vasconcelos

Lar, Doce Barata

Informações do livro e da autora
Título do livro: Lar, Doce Barata
Autora: Ana Peres Batista
Ilustradora: Andréia Peres

Contato: anarindoalto@gmail.com / 47 3323-8055 e 47 8436-3781

Redes Sociais: facebook.com/lardocebarata e anarindoalto.tumblr.com


A autora


Ana Carolina Peres Batista (1990) nasceu e reside em Blumenau, SC. Além de escritora, é atriz. Escreve sob o pseudônimo Rindo Alto, a Balonista de palavras. Ana gosta das palavras que transportam as pessoas para o espaço da imaginação. Em 2014 lançou seu primeiro livro infantil “Lar, doce barata” através do Fundo Municipal de Apoio a Cultura de Blumenau. Participa do projeto Pão e Poesia da Fundação Cultural de Blumenau/SC. Teve o conto “Volte amanhã” publicado na antologia “Madre Alzira” pelo Concurso de Contos do SESC Amazonas. Ganhou menção honrosa no II Concurso Poesia Urbana promovido pela UNIFEBE com a poesia “Com certeza”. Publicou a poesia “Mendigo de Tal” e o conto “O anúncio” na Revista Literária Samizdat e Revista Literária Desenredos respectivamente.


O Livro
Todo adulto foi pequeno. Toda criança vai ser grande. Mas uma vez, todo mundo tem o tamanho da Aninha. Tamanho de tampinha, risonha e gulosa. A pequena gosta de se aventurar na cozinha. Vira tudo estripulia! “Tem uma barata andando por aí, Aninha. Uma barata órfã, que ama açúcar.” Açúcar de cristal é bonito que nem a Lua! Criança que tem medo de barata acha que não se distrai. Mas onde tem um lar feliz, tem uma doce baratinha dançando.
Categoria: Literatura Infantil
Faixa Etária: Leitura compartilhada a partir de 3 anos / Leitura individual a partir de 6/7 anos

lundi 8 décembre 2014

Presente de Natal do Varal



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Convite Sarau


vendredi 5 décembre 2014

Primeiras News de Dezembro - Varal do Brasil



Queridos amigos,

E o frio chegou! O cinza instalou-se nos céus genebrinos. Agora, esperamos também a neve, que talvez em breve venha desenhar nuvens no chão.
Trazemos para você com muita alegria os vencedores de nossos concursos para o livro Varal Antológico 5!
Para a capa, o vencedor foi o artista plástico e escritor Marcelo Csettkey com a bela pintura Amazônia Viva.

Para as orelhas, foram escolhidos os textos de Maria Emilia Algebaile e Paula Alves.
E finalizamos o concurso com a escolha dos textos de Paulo Roberto Cândido e Sonia Nogueira para apresentação e prefácio.
Agora, nossas atividades:
- Para participar do livro Varal Antológico 5, apenas escreva para nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com e enviaremos todas as informações!
- Estão encerradas as inscrições para a revista de janeiro.
- Estão abertas as inscrições para a revista de março com o tema MULHER.
- A Feira Internacional do Livro de Genebra aguarda você e seus livros! Informe-se sobre como participar através de nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com. O evento acontecerá de 29 de abril a 3 de maio em Genebra, Suíça.
- Estão abertas as inscrições para nosso concurso literário internacional III PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA. Leia o regulamento em nosso site www.varaldobrasil.com ou solicite através de nosso e-mail. Participe!

Ficamos muito felizes tendo sua participação!
Obrigada por nos receber e acompanhar as atividades do Varal!

jeudi 4 décembre 2014

CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL


Quero ser Papai Noel

 

        Conto de Luiz Carlos Amorim –          Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Bruno sempre fora fascinado pela imagem de Papai Noel, desde muito pequeno. O carisma e o mistério em torno daquela personagem que o fazia esperar ansioso o Natal, quando criança, não o abandonara jamais, mesmo depois de adulto.
O final de ano era a época mais feliz para ele, pois tentava incutir nos filhos e sobrinhos e depois nos netos o amor pelo Velhinho de barbas brancas e roupa vermelha, que vinha em todos os Natais para
trazer algum presente, por mais humilde que fosse. Um Velhinho bom que anunciava o nascimento de um Menino que poderia salvar o mundo, se deixássemos, ele dizia.
Até a meia idade, era muito magro. Era louco por uma possibilidade de se vestir de Papai Noel, representar o Velhinho nos Natais que eram sempre felizes se ele, Bruno, estivesse por perto.
– Não vou ser um Papai Noel convincente, magro como sou, vou ficar uma figura sofrível com barba postiça e muito enchimento – lamentava, triste.
Então, quando os cabelos começaram a rarear e a ficarem brancos, decidiu deixar a barba crescer. Já não tinha mais aquele corpo delgado, a idade lhe trouxera uma barriguinha e achava que finalmente ficaria um Papai Noel de acordo.
Naquele ano, quando já passava dos sessenta natais, ele realizaria seu sonho: seria o Papai Noel da família.
– Estamos ainda no inverno, até dezembro minha barba já terá
crescido o suficiente.
– Mas a barba de Papai Noel tem que ser bem comprida – dizia sua
esposa – será que ela crescerá o bastante?
– Minha barba cresce rápido – respondeu ele – bem mais rápido
do que o cabelo.
Quando novembro chegou, a barba de Bruno não estava tão comprida como ele queria que estivesse, mas estava dando a ele um ar de Papai Noel: quase toda branca, muito serrada, era o orgulho dele.
Paralela a sua felicidade por estar se preparando para encarnar o Velhinho do Natal, umas dores foram aparecendo e foram se acentuando, mas o médico dizia que não era nada, coisa corriqueira,
era apenas a idade avançando: artrites, artroses, essas coisas.
Mas, quando em meados de novembro, ele começou a emagrecer muito rápido, ficou preocupado:
– Como vou ser um bom Papai Noel, se ficar assim, magro como palito? – reclamava, mais do que das dores.
Infelizmente a preocupação dele em não se tornar mais um Papai Noel magrelo e sem graça era o de menos. Os médicos descobriram que Bruno tinha câncer e – pior – já estava em estado adiantado.
Os parentes e os amigos vinham vê-lo e ao mesmo tempo em que ficava feliz por rever pessoas queridas que há algum tempo não encontrava, ficava triste porque poderia ser a última. Até “seu” Adão, grande amigo que ficara cego em decorrência de um acidente, viera
visitá-lo.
Definhava e o sofrimento aumentava com os tratamentos que lhe eram ministrados, como quimioterapia e radioterapia. Dezembro o pegou já confinado à cama e não poderia, de forma alguma, ser Papai Noel naquele Natal.
Foi o Natal mais triste da vida de Bruno. A vida lhe escapando por entre os dedos, justamente quando iria ter o mais lindo Natal que poderia existir.
Dois dias depois do Natal, os médicos avisaram à família que Bruno poderia ir-se a qualquer momento. Ele estava muito abatido, desfigurado, até. Sabia que sua hora estava chegando.
Chamou seu filho mais velho e falando com dificuldade, fez seu último pedido:
– Júlio, lembra de Adão, que esteve aqui antes do Natal, me visitando?
– Sim, lembro, pai. O seu amigo que ficou cego.
– Pois é. Quero doar minhas córneas para ele. É meu presente
de Natal, ainda que atrasado.
E assim foi. Antes que dezembro terminasse, Bruno foi-se. Mas conseguiu ser o Papai Noel de Adão, mesmo que não estivesse redondo para vestir a roupa vermelha, que combinaria perfeitamente
com a sua barba branca, então já bem comprida...

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