vendredi 28 février 2014

BOM, MUITO BOM! EM NOSSO ESTANDE NO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE! (8)



CARNAVAL


CONVITE ESPECIAL


REBRA


jeudi 27 février 2014

BOM, MUITO BOM! EM NOSSO ESTANDE NO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE! (7)






Amostra do Sarau de Lançamento dos livros de José Antônio de Azevedo e da 13a. Revista Ponto & Vírgula!

Olá, amigos!  Olha eu aqui com o recadinho!

Hoje, às 12h, no "Ponto & Vírgula", da TVRP, uma amostra do Sarau de Lançamento dos livros “Comendo Fogo e Cuspindo Cinzas” e “O coração infarta quando chega a ingratidão” de José Antônio de Azevedo, realizado no Espaço Zavaglia, dia 21 de fevereiro.

Imperdível!

Espero vocês!

Um forte abraço!

Irene

PS: Poderão ver o programa também pelo site  http://www.justin.tv/tvrp nos mesmos dias e horários abaixo.

Reprises
Sexta-feira...................... 22h30
Sábado........................... 16h30
Domingo......................... 17h30
Quarta-feira.................... 23h30


Além de vários horários alternativos

mercredi 26 février 2014

BOM, MUITO BOM! EM NOSSO ESTANDE NO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE! (6)






CONVITE PRIMEIROS FRUTOS


CONVITE ESPANTAXIM


CONVITE DA REBRA


mardi 25 février 2014

VARAL DO BRASIL NO 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA




Saudação


PROJETO MIL POEMAS PARA A CIDADE DE ITAPECURU-MIRIM MARANHÃO - BRASIL


  1. JUSTIFICATIVA



A povoação da cidade de Itapecuru-Mirim, por homens brancos, segundo a história teve início na margem direita do rio Itapecuru, por volta de 1622 quando surge o primeiro engenho de açúcar, trazido por povos luso-açorianos. Em 1768, os moradores da Ribeira pediram ao Rei de Portugal alvará de confirmação da vila, que ali fora fundada por Ordem Régia. A Corte Portuguesa determinou, então, ao Governador da Província que, comprovasse a veracidade dessa ordem. A mesma não foi encontrada na época, razão pela qual a situação de Freguesia do Itapecuru perdurou até 1818, quando por Provisão Régia de 27 de novembro de 1817, determinou a criação da Vila, desmembrada do Município de São Luís, sendo elevada à categoria de Cidade em 1870.
O topônimo Itapecuru-Mirim tem vários significados, dentre eles “Caminho de Pedras Miúdas”.
O PROJETO MIL POEMAS PARA A CIDADE DE ITAPECURU-MIRIM, MARANHÃO - BRASIL nasceu do desejo de homenagear a cidade de Itapecuru-Mirim, pela passagem dos seus 144 anos em 2014 de forma mais eloquente, audaciosa e lúdica. Homenagear sua história, sua cultura, mas principalmente sua gente. Homens e mulheres que fizeram e fazem essa história. Pessoas simples que ajudaram a construir esta cidade com essa cara que a gente conhece. Uma cidade que amamos e que às vezes a maltratamos, mas, que lhes devemos todo respeito.
Itapecuru de homens ilustres como Gomes de Sousa, Mariana Luz. Este projeto não é apenas um amontoado de atividades sem nexo. É antes de tudo, um movimento, a essência, a verdade, o grito do melhor da poesia, da literatura, das artes e da cultura de um povo, o povo de Itapecuru-Mirim.
2.    OBJETIVOS
2.1  OBJETIVO GERAL

Homenagear a cidade de Itapecuru-Mirim pela passagem de seus 144 anos em 2014, justificada por ser uma cidade histórica com relevante valor para o Maranhão, pelo sentimento nacionalista na incorporação da formação de seu povo e de suas paisagens naturais a qual compõe o contexto brasileiro com invocação ao seu Rio, outrora chamado “Jardim do Maranhão”, origem de tudo.

2.2  OBJETIVO ESPECÍFICO

·         Promover o intercâmbio entre as manifestações artístico-culturais e a história, sociedade, vida e meio ambiente da cidade de Itapecuru-Mirim.
·         Provocar uma reflexão sobre nossa cidade, sua história, sua gente.
·         Resgatar valores de vida e o amor por nossa terra, no trato com o meio ambiente e as pessoas.
·         Alavancar o aspecto cultural, artístico, literário no cenário maranhense, brasileiro e quem sabe no exterior.

  1. PÚBLICO-ALVO/NORMAS

Poetas, artistas, professores e historiadores anônimos e consagrados, abrangendo toda a classe estudantil de Itapecuru-Mirim, demais cidades do Maranhão, podendo se estender para outros Estados brasileiros, quiçá outros países.


ü  Cada Poeta poderá apresentar até 6 (seis) poemas, 01 por página,  homenageando a cidade de  Itapecuru-Mirim. Formato A4, Times New Roman, tamanho 12, espaço 1,0. As correções ortográficas e literárias ficam por conta do autor dos trabalhos. Enviar na forma de Arquivo documento do Word 97-2003.

ü  Enviar adjunto currículo literário resumido (no máximo seis linhas), em que conste data de nascimento, cidade e país de origem, com foto atualizada. E autorização para publicação.

ü  Os poemas poderão fazer alusão à história, cultura, contos e lendas, sua arquitetura, formação de seu povo, profissões de luta (quebradeiras de coco). Poesias alusivas às personalidades literárias, às pessoas simples, aspectos pitorescos, paisagens e meio ambiente (alusão ao Rio Itapecuru), etc.

ü  A aceitação dar-se-á na ordem de recebimento da (s) obra(s), até se completarem os 1000 (mil) poemas.

ü  Prazo de envio: Até 30 de Abril de 2014.

ü  Será descartada a obra que não corresponder com os critérios e normas.

ü  A presente obra será publicada sob a forma de coletânea de textos em forma de poesia, fornecidos voluntariamente por seus autores, com as devidas revisões de forma e conteúdo. Estas colaborações são de exclusiva responsabilidade dos autores sem compensação financeira, mas mantendo seus direitos autorais, segundo a legislação em vigor.

CONCLUSÃO

Com o desenvolvimento desse projeto espera-se que seus objetivos sejam atingidos e que o melhor da poesia, do teatro, cinema, dança, possam se incorporar ao melhor da literatura maranhense, itapecuruense e incorporar os valores das Artes, da Cultura, Ciência e História de uma gente hospitaleira e alegre. Que possa transpor as barreiras da diversidade e passar a fazer parte da programação do aniversário da cidade em 2014 e assim sucessivamente.
Ancorada na vocação literária de nossa gente, esse projeto foi pensado para ser construído coletivamente e engajado na democratização social e cultural dessa cidade, tomando pela força legítima do trabalho coletivo, a rica produção de conhecimento local, abrindo novos caminhos e fomento das cadeias criativas e produtivas da leitura e construção do saber, dentre outras atividades correlatas.

Itapecuru-Mirim, 01/10/2013
Maria da Assenção Lopes Pessoa

Autora.



POETAS, ARTISTAS, PROFESSORES, ALUNOS, HISTORIADORES 
ACESSE: lagusa-ita-ma.blogspot.com.br
E VEJA COMO PARTICIPAR. PRAZO PARA ENVIO: FEVEREIRO A ABRIL DE 2014.

CARNAVAL


Meu poema de hoje e um recado pra você!

Quase me entreguei a ele...
                                                                    Irene Coimbra

À princípio me olhou de longe como que não querendo nada.
Depois, lentamente se aproximou e, de modo insinuante, me olhou.
Seu olhar tinha um quê de hipnotizante que me cativou no mesmo instante.
Cumprimentou-me de modo educado e, calmamente, se sentou ao meu lado.

 Começou a conversar comigo...
O tom de sua voz era agradável e, encantada,
fui me deixando levar sem querer pensar em nada.  

A maciez da poltrona convidava-me a me deitar...
Aquele olhar hipnotizante deixava-me sem reação
 e, dentro de mim, apenas o pulsar do coração.

Prestes a me entregar a ele, uma voz categórica, vinda não sei de onde, gritou:

“NÃO FAÇA ISSO!
Levante-se e saia dessa letargia!
Vá fazer uma caminhada, visite suas amigas, converse e dê boas risadas.
Tudo que os invejosos querem é que se entregue ao DESÂNIMO.
É isso que quer? Desistir de seus sonhos?”

De um salto me levantei!

Graças a Deus e àquela voz que me alertou!

Pronta, de novo, pra luta do dia-a-dia
 e, pra começar, compartilho com você esta minha poesia!

*****
Jamais se entregue ao desânimo! É pra você meu recado!
Que seu dia seja abençoado!

Irene Coimbra


samedi 22 février 2014

À luz do ermo......


Enquanto, à luz da amplidão eis ai o ermo, sob os abissais
Auspícios do silêncio,
Eis que o mesmo se faz mui bem devotado a si próprio,
Enquanto nosso bom Pai, ao socorrê-lo,
Lança-lhe perpassantes laivos de luz, em que, um tremor
Refulgente é expressão maior dos estágios de calma e veraz
Brandura sentimental,
A que somente o céu é cabível estatuir......!!!



José Roberto Abib – Capivari, 21/02/2014

Visitando Curitiba!

 


Quem chega   a Curitiba, se assusta com tamanha movimentação mas aos poucos consegue se situar e perceber que a cidade é uma das mais bonitas do país, apesar da confusão feita pelos seus governantes no corre-corre para os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol.
A principal via que liga ao aeroporto esta sendo toda reformada, causando diversos transtornos para quem utiliza aquela pista de rolamento, apesar disso   podemos notar que as suas ruas são bem planejadas, assim como o sistema de transporte com ônibus bi-articulados  e ponto de ônibus projetados para serem, mini-terminais, cujo passageiro paga a passagem logo nesse local, otimizando assim o fluxo no transporte.
Os seus trinta e seis parques são suas    verdadeiras jóias, o Parque dos Alemães; O do Papa; da Ópera do Arame, são lugares imperdíveis e pontos de passagem obrigatória.
A cidade apresenta   outro diferencial, onde se destaca a gastronomia, o  lugar que deixará marca em qualquer um turista  é o Mercado Municipal, muito bem cuidado, parece mais um Shopping Center, com frutas e legumes diferenciados, muito saborosos.
O município também não se esqueceu de valorizar a educação e cultura, preparando um Parque como o dos Alemães cuidadosamente, colocando em todo  local partes da história de João e Maria,dos irmãos Green,  onde no meio desse belíssimo local, tem a casa da bruxa, onde na realidade é uma biblioteca infantil, que cede o espaço rotineiramente para os estudantes da região visitarem e vivenciarem a magnífica aventura de ler.
Mas os bairros não foram esquecidos pela cultura, pois existe um projeto muito bom de nome Faróis da Educação, cujos bairros são presenteados com imensos faróis que de dia funcionam como biblioteca e de noite iluminam a região.
Curitiba é uma cidade planejada, mas não existe nenhum planejamento possível se o povo não abraçar e cuidar do local onde vive, onde a cidade é um exemplo para todas no Brasil.






Marcelo de Oliveira Souza

Face: psfronteiras

CONVITE


INCIDENTAL

A mulher cruza a peça
                    em direção ao corredor interno.
                    Sua perna falseia a verdade
                    da caminhada. Os pés
                    desistem da cena. A mulher
                    desaparece no vão da escada.

Espada em punho o homem
acompanha a cena. A lâmina
trespassa seu braço. As mãos
tremem o aço oxidado. O sangue
inunda o vão da escada.

Outra mulher leva nas mãos o pano
de limpeza e o balde. Ajoelhada
passa o pano no vão da escada.
Espreme o pano dentro do balde.
O balde transborda na mulher
desaparecida e no braço
do homem oxidado
na temperada espada.

(Pedro Du Bois, inédito)


vendredi 21 février 2014

CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL: INSCREVA-SE!


BOM, MUITO BOM! EM NOSSO ESTANDE NO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE! (5)






CONVITE


jeudi 20 février 2014

O pavão

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Norma Campaz, Artista Plástica e Nelson Jacintho, Escritor, no "Ponto & Vírgula"!

Olá, amigos!  Olha eu aqui com meu recadinho!
Hoje, às 12h, ao vivo, no “Ponto & Vírgula”, na TVRP, uma entrevista bem especial com a Artista Plástica Norma Campaz e o Escritor Dr. Nelson Jacintho.
Norma Campaz falará sobre a Poetisa e Declamadora Maria Lúcia Cardoso dos Santos e Dr. Nelson sobre o lançamento de seu livro “Conflitos da Alma – de duas uma”
Imperdível!
Espero vocês!
Um forte abraço!
Irene

PS: Poderão ver o programa também pelo site http://www.justin.tv/tvrp nos mesmos dias e horários abaixo.

Inédito
Quinta-feira ................. 12h (ao vivo)

Reprises
Sexta-feira...................... 22h30
Sábado........................... 16h30
Domingo......................... 17h30
Quarta-feira.................... 23h30

Além de vários horários alternativos

Irene Coimbra 
Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

MENINO


                                 PARA CIDA E ARNOLDO
                                 EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
                              “E por amor de ti, em guerra o tempo enfrento.
                               Quanto ele em ti suprime, é quanto te acrescento.”
                                                       (Shakespeare)
                               Aqui não estás (mas “sinto” a tua presença imanente).
                               Não vi o primeiro dente, os cabelos aparecendo
                               mas estás aqui, no lado esquerdo do peito
                               teu sorriso inunda a casa
                               sempre restará a memória,
                               e parece tão pouco
                               não esqueço  do teu sorriso,
                               menino,
                               da tua  imensa ternura            
                               apenas um ser – e sempre um ser
                               Apenas?
                               Colho uma pitanga no meio destes verdes – percebo que esse amor
                               vai à eternidade, e no exato momento desta escrita, alguns   
                               pássaros estão cantando.
                              É cedo.
                              Ou é muito tarde – sempre
                              Amo-te menino – nada deterá esse amor.
                              Nele não existe oblívio – estaremos juntos: para sempre.
                                                                        

                                               (Brasília, fevereiro de 2014

mercredi 19 février 2014

LAUREADOS MADALENA'S NO SALON INTERNACIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE COM VARAL DO BRASIL


VARAL DO BRASIL NO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE!







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Tradução feita por Urda

Sentimentos de amor

Autoria: Luis Ramil (Argentina)
Tradução: Urda Alice Klueger (Brasil)

É impressionante como alguns sentimentos se aninham em algumas pessoas e em outras pessoas não. Por exemplo: o amor.
                                   Lembro-me que teria 9 ou 10 anos e vi um documentário que passou na TV sobre a guerra de Biafra. Foi a primeira vê que vi esses corpos magros, com a barriga inchada de fome, crianças moribundas com moscas nos olhos
                                   Nós éramos muito pobres, vivíamos em uma casa de madeira com chão de terra – um rancho, dizemos aqui – um casebre, dizem em outros lugares.
                                   (Ao escrever isto me vem a lembrança muito, muito querida, do cheiro de querosene que saía, no inverno, de um aquecedor que minha mãe utilizava para cozinhar e esquentar a casa. Todos bem juntinhos, ao redor do aquecedor, passávamos as tarde, e éramos tão felizes!)
                                    Bem, a questão foi que essas imagens me atingiram como um murro. Também houve um fuzilamento: os soldados tinham um homem ajoelhado e o homem juntava as mãos e implorava; chorando pedia piedade. Os verdugos zombavam, cuspiam e batiam no homem que pedia socorro às câmaras. Os soldados riam; finalmente o assassinaram frente às câmaras.
                                   Eu me fui ao canto mais distante da minha casa para chorar. Era tanta a angústia que eu nem sabia explicar por que chorava. Minha mãe pensou que meu irmão maior, que sempre me molestava, me havia feito algo.
                                   No outro dia, na escola, os meninos falavam do tema, porque naquele tempo só havia dois canais de TV, o que havia feito com que muitos vissem o programa. Porém o que eles discutiam era se os negros eram  assim (magros e barrigudos); ou se no homem haviam disparado de escopeta ou de fuzil, ou se fora um só disparo, ou vários. Quer dizer, para eles tinha sido um programa e nada mais; no se davam conta do drama e da realidade.
                                   Eu, sim, e começou a me doer.
                                   Tempos depois, penso que já teria 12 anos, foi o noticiário da tarde que me trouxe a realidade. O primeiro que vi foi uma multidão de gente enfrentando a polícia – os jornalistas diziam: Os operários dominam a cidade de Córdoba.  Meu pai era operário. Nessa noite, quando chegou, vimos juntos as notícias da noite: os operários e os estudantes continuavam ganhando, porém havia também crianças e mulheres, enfim... todo o povo. Três dias duraram os distúrbios, o enfrentamento... a confusão.
                                   Meu pai era um operário, porém me explicou como pode que essa gente estava contra a ditadura. Eu sabia que havia um presidente militar, porém não sabia o que era uma ditadura – meu pai me explicou.
                                   Na noite do segundo dia chegou o exército. Meu pai pôs-se furioso, dizia palavrões, insultava o televisor. Nós estávamos em Buenos Aires, a 800 km de Córdoba, porém vivíamos como se estivéssemos lá. Mamãe chorava e se persignava a cada momento; nunca vi meu pai tão encolerizado.
                                   No terceiro dia os militares dominaram a situação. A TV mostrava uma quantidade de corpos cobertos com mantas e depois uma comprida fila de pessoas com as mãos amarradas, levadas a empurrões e gritos para os caminhões nos quais seriam transportadas para a prisão.
                                   Os soldados se portavam com a mesma brutalidade e soberba que os soldados africanos, porém dessa vez nenhum prisioneiro pedia clemência. Vi seguir mulheres, homens e crianças para a prisão e a tortura com os dedos em V, quer dizer, fazendo o sinal da vitória, e embora a TV não lhe desse áudio, alguns detidos feridos e sangrando gritavam palavras de ordem contra os militares. No havia áudio, porém de alguma maneira eu entendia o que estavam gritando.
                                   Em casa olhávamos a TV em silêncio, tristes, como que em um velório. De repente meu pai saltou da cadeira e gritou: “Vejam, vejam, estão cantando a marchinha!” (ele se referia a marcha peronista, total e absolutamente proibida desde o ano de 1955, e que era o símbolo da resistência peronista). Os militares repartiam golpes e pancadas de culatras, porém os prisioneiros seguiam cantando. A esse gesto se chamou “o cordovaço”.
                                   No fim do ano caiu essa ditadura, porém veio outra, e depois outra.
                                   Aos 14 anos me juntei à luta e comecei a militar.
                                   Eu te conto tudo isto porque o calor, o sentimento que senti ao ver as injustiças na África e depois na minha própria terra, ainda que a minha pátria seja o mundo todo, tem um nome: chama-se AMOR, e eu o sinto pelos despossuídos, pelos maltratados, e como dizia o Che, pelos ofendidos.
                                   O amor é o que me guia, como guiou ao Che e a tantos outros.


                                               (Tradução feita em 13.03.2010.)

E-books de Silvio Parise

mardi 18 février 2014

BOM, MUITO BOM! EM NOSSO ESTANDE NO SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE! (4)






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