lundi 31 mars 2014

Crônica da Urda (Depoimento sobre a Ditadura)

Lembrando a Ditadura

(Escrito em 1995 – Depoimento)


Minha sobrinha Laura é uma adolescente bonita e normal, que preza, acima de tudo, “ficar”, e que tem que levar bronca para tirar boas notas na escola. Está com 12 anos, o que significa que nasceu durante o período da “Abertura” do Presidente Figueiredo, coisas, que, evidentemente, ela não lembra. Na sua cabeça só estão registrados os tempos recentes, depois da queda da censura, e penso que ela mal e mal lembra da passeata a que foi, quando da queda de Collor.
Outro dia, no Tipitin, o bar dos fins de tarde, andei contando a ela como era nos tempos da Ditadura, e seus grandes e inteligentes olhos azuis arregalaram-se de surpresa ao saber que já existiu no Brasil um tempo em que tudo era diferente.
Como era no tempo da ditadura? Quem tinha 12 anos, na época do golpe de 64, era eu, e no pequeno mundo em que eu vivia, era tão grande o medo de um monstro pavoroso chamado comunismo, que o golpe foi recebido como uma benção, uma libertação, como a promessa de um novo tempo que não mais seria ameaçado por Moscou e por sua irreligiosidade vermelha. Os pais da gente, os tios da gente, os vizinhos da gente, todos estavam de acordo que o golpe era um “revolução” que trazia a solução para todos os problemas da país, e vivi nessa ilusão por muito tempo. Aprendi, como todo mundo, a calar a boca, a não emitir opiniões, e como não havia contestação no meio-ambiente em que vivia, parecia normal e natural ter que calar a boca e não dar opiniões, embora, no começo, eu não tivesse opiniões mesmo.
Em 1970, porém, eu fui morar na casa da minha prima Rosi. Era o tempo dos Festivais Internacionais da Canção, Geraldo Vandré acabara de compor “Prá não dizer que não falei de flores”, Chico Buarque tinha músicas proibidas, Caetano e Gil estavam em Londres – e minha prima Rosi nunca teve falta de opiniões. De repente, eu começava a vislumbrar tudo o que não vira antes, e queria falar sobre o que pensava. Tinha com quem falar: minha prima era politizada o suficiente para me abrir os olhos muito e muito, mas como falar? Éramos produtos da Ditadura, conhecíamos o medo. Em seis anos o povo já estava bem treinado, inclusive nós, adolescentes. Não se podia abrir a boca, não se podia dizer o que se pensava, corria-se o risco de se ser taxado de subversivo e desaparecer misteriosamente nos porões da Ditadura. A insegurança e o medo de pensar eram tão correntes que não nos revoltávamos contra elas; elas faziam parte do nosso dia-a-dia, pareciam-nos naturais, achávamos que em todo o mundo as pessoas viviam assim.
Bem, as coisas começavam a se aclarar para mim, e eu tinha com quem falar a respeito, mas falar onde? Rosi e eu íamos e voltávamos juntas da escola, estávamos sempre juntas, mas não podíamos falar sobre certos assuntos na frente de ninguém, nem nas escola, nem no ônibus, nem no ponto-de-ônibus, nem na rua, pois havia o medo constante de que alguém nos ouvisse e nós nos complicássemos. Nem diante dos amigos nos encorajávamos: poderíamos envolvê-los de alguma forma, ou poderíamos ser ouvidas por alguém que levasse nossa conversa adiante. Em casa, também não dava: os pais, para nos proteger, poderiam nos censurar por estarmos pensando. Assim, Rosi e eu achamos uma solução: conversar sentadas num velho poço que havia na casa dela, ao ar livre, poço cercado de gramados, onde estávamos a salvo de qualquer curiosidade e de qualquer ouvido. E , nas tardes, sentávamos lá fora, o olhar circunvagando para ver se não chegava ninguém, e nos encorajávamos a malhar um timidíssimo pau no governo, pois nossa desinformação era grande, tão grande quanto o da maioria dos brasileiros, e se não fosse Vandré, Chico e Caetano, talvez nem tivéssemos nos dado conta que viver com medo e com insegurança poderia estar errado.
Era assim que a gente vivia, e foram estas e outras coisas que contei para minha sobrinha Laura, e ela, segurando na mão seu copo de Coca-Cola, só sabia dizer uma palavra moderna, que não lembro agora, mas cujo sentido é, com certeza, igual à que eu vou usar:
- Sacanagem!!!
É, baita sacanagem fizeram com a gente. Analiso-me hoje, em 1995, e vejo que ainda há resquício de medo e insegurança no meu comportamento, sem dúvida deixados por aqueles anos de escuridão. Ser manipulado deixa seqüelas. E, embora hoje possamos pensar e falar, o quanto ainda somos manipulados por esse governo que está ai!


Blumenau, 05 de Novembro de 1995

Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutora em Geografia

CONVITE


Discurso de Luiz Ruffato

Eis o vídeo oficial do discurso proferido na abertura da Feira de Frankfurt de 2013.


O autor estará em Genebra para o 28o Salão Internacional do Livro e da Imprensa, de 30 de abril a 4 de maio.




Amordaçada agora estou!

                                                                                                            Irene Coimbra
Mais uma vez minha alma se rebelou comigo,
e, mais uma vez, ameacei deixá-la de castigo.
Ela riu de minha ameaça como se achasse graça.
Encostou-me na parede e me desafiou sem medo.
Apontou-me o dedo e encarou-me com olhar autoritário.
Ordenou-me que não interferisse no seu modo de agir
pois não nascera pra fingir.
Que se eu me sentia fraca pra enfrentar alguém,
ela tinha coragem bastante pra não se intimidar com ninguém.
Que a deixasse em paz, falasse menos e agisse mais.
Meu primeiro impulso foi amordaçá-la,
mas, rápida, foi ela quem impediu-me a fala.
Mais uma vez ela venceu
e,  amordaçada agora estou eu!
*****
Me diga:  
Quando sua alma contra você se rebela,
é você quem vence, ou quem vence é ela?



Unidirecional.......

Asas de fogo a cortar os céus,
Conquanto ainda e sempre, caminhem
Na direção dos amanhãs,
Num único sentido, claro, bem nítido,
Impossível de se mudar,
Penetrante e ardoroso labor com que a sina
Traça divisas entre o amor e os iníquos atos
De olvido,
Eis que este temor que me angustia, aos céus
Preciso lançar,
Afinal de contas, quanto melhor eu mesmo
Ver tais clamores se desdobrando,
Aspirarei ter sobre mim os sacralizáveis
Ensejos provindos do Pai,
A renovar o sentido de tudo aquilo
Que ao futuro meus ideais puderem legar.....!!!




José Roberto Abib – Capivari, 30/03/2014

CONVITE


vendredi 28 mars 2014

Lançamento de livro 2


Lançamento de livro


jeudi 27 mars 2014

ALICE RUIZ, CINTIA MOSCOVICH E LUIZ RUFFATO NO SALON DU LIVRE DE GENÈVE 2014






O que fazem com a água?

As pessoas estão esquecendo que a água é um bem precioso, que se esgota, mesmo o Brasil tendo uma das maiores reservas do mundo, estamos sujeitos a ter dificuldade de ter esse precioso líquido como já acontece no sertão. 
Apesar de possuirmos diversos meios de captação, inclusive os tecnológicos, não pensamos como esse precioso bem tende a se esgotar, aumentando a grande dificuldade de prover o bem natural. 
As pessoas se acostumaram a desperdiçar esse insubstituível produto; quando criança, auxiliado pelos professores, a consciência adulta floresce, contudo, ao crescer isso vai embora junto com litros de gastança. 
Salvador não deixa de ter esses problemas, em vista disso, os governantes preferem empurrar para frente o problema, pois a cidade tem muitos rios “mortos” como o Camurujipe, cujos rastros cortam boa parte do município, como passou a exalar mau cheiro, ele foi “enterrado” por gramas ao invés de ser tratado. 
Muitas lagoas como as da Avenida Paralela foram aterradas para construção de empreendimentos imobiliários; A lagoa do Abaeté está sumindo, onde as dunas da região passaram a ser fornecedoras de areia; Com a tão propalada Arena Fonte Nova o Dique do Tororó agoniza, pois a areia toda vai para esse lugar, açoriano o local. 
O desmatamento é imenso, em relação às grandes cidades, a “nossa” fica devendo também em termos de plantio de árvores nativas. 
Agora quando chega nesse dia especial, os gestores fazem propaganda aos quatro cantos da televisão comemorando o dia da ÁGUA, esquecendo que esse líquido primoroso está sumindo por inúmeros motivos, desaguando no mesmo desmbocadouro da negligência e falta de educação individual e coletiva.


Marcelo de Oliveira Souza

Amostra do Sarau Ponto & Vírgula em Campos do Jordão - Concha Acústica!

Olá, amigos!   Olha eu aqui de novo com nosso recadinho semanal!
Hoje, às 12h, no "Ponto & Vírgula", da TVRP, e sexta-feira, dia 21, às 21h, no Canal 20, uma amostra da apresentação de poetas, escritores e músicos, dia 15 de março, no “Sarau Ponto & Vírgula” na Concha Acústica  em Campos do Jordão.
Imperdível!
Espero vocês!
Um abraço!
Irene

PS: Podem ver também pelo site http://www.justin.tv/tvrp no mesmo horário acima ou nos horários de reprise abaixo:
Sexta-feira – 22h30
Sábado – 16h30
Domingo – 17h30
Quarta-feira – 23h30

Irene Coimbra 
Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

mercredi 26 mars 2014

Recado do Mentor!

                Irene Coimbra
Acordei com a mesma voz que sempre fala comigo
para me orientar quando corro algum perigo.

Disse ela bem baixinho:

“Você foi escolhida pra passar um recado
pra alguém de sua lista que tenho selecionado.”

Rapidamente liguei meu computador,
pronta para digitar o Recado do Mentor.

E este é o recado que a você foi enviado:

“Eis que um novo desafio você terá pela frente
e para vencê-lo terá que ser persistente.
Obstáculos surgirão e terá que enfrentá-los.
Alguns serão em sequência e outros com intervalos.
Não se preocupe, porém, pois estarei ao seu lado
e tudo que acontecer será pra seu aprendizado.
Sua vitória está mais perto do que imagina
e  esse é o Recado que lhe trago lá de cima!”

Sinto-me feliz por ter sido escolhida
pra lhe passar o Recado que mudará sua vida.

Que seu domingo seja de muita Paz e Alegria!



*****

Auspícios divinos.......

Conquanto uma alma possa em afagos
Cingir os beirais do tempo,
E num único céu, desdobrar-se em haustos
De luz,
Minha humana fragilidade nada mais poderá
Temer,
A seguir sentirei, levito sob auspícios da redenção,
Tornaram-se ainda mais leves os passos deste único
Caminhar, veraz propulsor de si mesmo,
Superei-me aos poucos,
No entanto, de forma segura,
Todo meu querer a Deus se voltou,
Desde então abraçando esta luz de mui verazes
E múltiplos matizes, poder divinal a evoluir sempre
Assim tão propício à paz,
A seguir pensei-me irmanado aos astros, enquanto
Anjos adjacentes permitiam-se sussurrar branduras
Até mesmo comigo,
Em atos tão remissivos, somente cabíveis ao divino
Poder,
Porque, a amplidão, sem da alma confiscar suas
Libertadoras frações,
Confluiu junto a estes sentimentos, que em paz,
Vi a própria luz se transformar......!!!!




José Roberto Abib – Capivari, 23/03/2014

Uma Reunião Imperdível no Forte de Copacabana


Horas

Carrego no pulso o relógio que me aprisiona
em horas determinadas. Na programação
esqueço a paisagem: o espaço exterior
enfada a liberdade na determinação
do tempo em ponteiros de engrenagens.
Conduzo a hora despercebida.

(Pedro Du Bois, inédito)


Madrugada

Germano Machado

Nesta madrugada que vem surgindo, do escuro com pontos iluminando-se, quase o dia nascendo, a face do sol aparece a pouco e pouco. Dirijo-me interiormente a Vós, ó Luz das Luzes, Luz de toda cosmicidade externa e interna. A Vós, luz plenificada, para que hoje me clareeis os caminhos, eviteis as trevas, abra-me todo o devido possível, esclareça e que eu tenha o discernimento das coisas como as luzes que vão se alargar em toda a infinitude da terra e do universo.
Esta madrugada e esta manhã são silentes, senti-me e me sinto ainda, no ambiente em torno, volto-me para Luz. A Luz é o Amor! Por que só na dor vos lembramos? Por que só nas dificuldades nos aproximamos de vós, Luz das Luzes? Que os nossos olhos, o nosso coração, e o nosso ser, o dentro, sejam os olhos a ver-vos, ó Luz. Desculpai, Luz das Luzes, Luz para iluminar a nossa cegueira. Se não nos limpai as vistas, cegos ficamos; se não nos iluminais, não veremos Luz em tudo em derredor nos homens e nas coisas. No meu caso, Iluminado Infinito como ancião, ainda mais preciso ver intimamente. Dai-me, enfim, o Dom do discernimento, mesmo que " mereça" um "nadinha", mas que chegue à lucidez e veja... Esse discernimento verá toda a vossa obra em mim e nos outros. Se não por mim, que não mereço, que eu tenha discernimento lucífero, um pouco oferta vossa que agradeço.

Da mesma forma, iluminai minha dileta amiga suiça Jacqueline Aisenman e a sua obra que visa lucificar as inteligências de homens e mulheres de todo o mundo e, sobretudo, do Brasil e da pequena - grande nação Suiça para que, lucificados, lucifiquem a Terra.

Livro: Jardim de Estrelas

Jardim de Estrelas e Noites sem Fim
Com todo o seu amor e suas apaixonantes palavras cheias de ternura e encanto, uma menina pintou um mundo inteiro em seu coração.

Tão sonhadora, aquela menina passava todas as noites contemplando o céu e as estrelas. Ela se apaixonou pela noite e fez dela a guardiã de todos os seus segredos. A cada parágrafo mergulha mais fundo em si mesma. Sua vida e seus sentimentos vão se misturando aos poucos com o mundo cheio de vida e cores que ela vai descrevendo enquanto espera por seu amor.



contato.selmaantunes@gmail.com

mardi 25 mars 2014

QUEM ESTARÁ COM O VARAL DO BRASIL NO 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA (5)





QUEM ESTARÁ COM O VARAL DO BRASIL NO 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA (4)





QUEM ESTARÁ COM O VARAL DO BRASIL NO 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA (3)









QUEM ESTARÁ COM O VARAL DO BRASIL NO 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA (2)








QUEM ESTARÁ COM O VARAL DO BRASIL NO 28o SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO E DA IMPRENSA DE GENEBRA









lundi 24 mars 2014

Beleza


1ª Exposição do Núcleo Académico de Artes e Letras de Lisboa | 27 de Março de 2014



Crônica da Urda

Sesquicentenário da Independência


Nós, brasileiros, já vivemos coisas muito estranhas. Quem não se lembra como, durante o governo Sarney, todos os meses tínhamos que ir ao Correio comprar um selo para colar na janela do carro? Tal selo representava um imposto, e a cada mês tinha cor diferente. Lembro agora do ridículo de todos os nossos carros, com aquela fila de selos coloridos colados na janela da frente, isto sem falar das filas quilométricas, no Correio, para se adquirir o selo ridículo. Na época, o fato foi devidamente ridicularizado na telenovela “Que rei sou eu”, novela na qual os personagens tinham que comprar uns selos para colar nos focinhos dos seus cavalos. Morro de rir quando me lembro. Também sei que repeti, acima, uma porção de vezes, a palavra “ridículo”. Não havia outra que coubesse no seu lugar.
Antes do governo Sarney, porém, vivemos a Ditadura, e ela nos impingiu coisas mais ridículas ainda. Lembram-se do aconteceu em 1972?
Em 1972 fazia cento e cinqüenta anos que D. Pedro I havia proclamado a independência do Brasil. O centenário de tal fato já havia sido devidamente comemorado cinqüenta anos antes, mas o governo da Ditadura estava precisando de algum motivo marcante para fazer o povo vibrar de patriotismo, e não deu outra: resolveu festejar o Sesquicentenário da Independência. Nunca tínhamos ouvido, antes, a palavra sesquicentenário, mas tivemos que embarcar num ano de comemorações em cima da palavra desconhecida, com direito ao Hino do Sesquicentenário e tudo o mais.
Era, aquele, um período tenebroso da História do Brasil. 1968 ainda estava muito perto, e não se possuíam garantias constitucionais. Ridículos monstros, filhos da Ditadura, pontilhavam o País e, como não podia deixar de ser, Blumenau também tinha o seu monstro: chamava-se Coronel Brandão, e levava a Ditadura mais a sério que qualquer outro. A crônica da cidade se lembra perfeitamente de todas as arbitrariedades do Coronel Brandão e nem é bom entrar em detalhes sobre o que dizem os blumenauenses quando se lembram dele.
Para o Coronel Brandão, mais de duas pessoas juntas na rua, à noite, significava a presença de uma célula comunista ambulante, pronta para botar o País em perigo. Os “subversivos”, palavra da moda, eram atentamente vigiados pelo nosso monstro, que atravessava as madrugadas de sexta e de sábado vigiando a saída dos bailes com uma patrulha de soldados, para ver quem se reunia para conversar sobre um complô. É claro que os “subversivos” encontrados eram presos e levados para o quartel do Exército, onde sofriam humilhações, amarguras e, eventualmente, até torturas.
Foi numa dessas madrugadas de 1972 que o meu amigo escritor Célio de Morais saiu, com sua turma, da boate familiar Hum-Papá, ponto alto do encontro da moçada de Blumenau, nessa época. Ninguém estava com vontade de ir para casa, ainda, e sentaram-se todos numa calçada para conversar mais um pouco, coisa proibida pela Ditadura e, principalmente, pelo nosso Coronel Brandão. Ninguém estava botando o País em perigo: falavam de música e de gatinhas, coisa tão a gosto de todos os rapazes do mundo. Só que, minutos depois, quem aponta na esquina? Nada mais nada menos que o Coronel Brandão com sua patrulha!
Claro que os nossos amigos tinham virando subversivos, e iriam passar as próximas horas na cadeia do quartel, se não fosse coisa pior. Fugir, não dava: os soldados armados receberiam ordem de atirar naqueles comunistas que tinham se atrevido a conspirar em plena via pública – ficar seria a maior complicação. Aí Célio teve a idéia, e começou a cantar a plenos pulmões, acompanhado pelo resto da turma:
“Marco extraordinário
Sesquicentenário da Independência!
Potência de amor e paz
Este Brasil faz coisas
Que ninguém imagina que faz...”

Os mais velhos vão lembrar-se da música do Hino do Sesquicentenário. O engraçado da coisa foi que o Coronel Brandão esbarrou na música sagrada da Ditadura para aquele ano, e ficou a prestar continência. E os nossos rapazes cantaram e cantaram, a plenos pulmões, mostrando a sua lealdade à Ditadura, até que o coronel cansou-se e foi embora.
Eles morrem de rir, até hoje, quando contam.

Blumenau 23 de março de 1997.

Urda Alice Klueger

vendredi 21 mars 2014

Sentimentos Confiscados em Paris

Neste fim de semana vou apresentar meu livro Sentimentos Confiscados no Salão do Livro de Paris. Isto no domingo.
No sábado estarei numa Conferência onde falarei sobre Literatura na Suíça.

Segunda-feira volto ao blog!
Obrigada por acompanharem nosso blog!

Jacqueline Aisenman


Lançamento de livro infantil


Endereço para venda: http://www.cantinhodoleitor.com.br/livros/o-boto-pagodeiro-e-o-jegue-voador.html
Por apenas R$ 10,00 você leva um livro Infantil com duas histórias bem brasileiras, além da criança utilizar todas as imagens internas para colorir, o que proporciona uma participação da criança na história.
Livro Independente, escrito e confeccionado pela autora.

Elise Schiffer-Escritora e Escriba

Encontro de Escritores


jeudi 20 mars 2014

Les nouvelles du festival

image dsc

Pour sa 16ème édition, FILMAR flirtera avec le cinéma argentin !

La 16ème  édition du Festival FILMAR en América Latina aura lieu du 15 au 30 novembre 2014.
FILMAR continuera à proposer une riche vitrine du cinéma latino-américain avec une centaine de titres, fictions et documentaires. Un voyage passionné et engagé entre esthétisme et cultures vous attend lorsque le froid frappera à nouveau à nos portes.
Les projecteurs mettront à l’honneur cette année le cinéma argentin, nous suivrons ses pas et ses figures à travers le temps : dès les années ’60 jusqu’à nos jours. Des Andes à la Patagonie passant par l’infinie Buenos Aires, l’Argentine nous épate et nous surprend avec son cinéma. On aura des complices dans ce voyage : vous, notre public, et nos invités !




Un bilan heureux pour l’édition 2013

La 15ème édition du Festival FILMAR en América Latina, dédiée notamment aux cinématographies de trois pays andins (Bolivie, Équateur, Pérou), s’est déroulée du 15 novembre au 01 décembre 2013. Une fois de plus, les cinéphiles et les passionnés d’Amérique latine ont profité de l’occasion unique de découvrir un cinéma jeune et créatif, de grande qualité artistique et humaine, malheureusement souvent mis en marge des circuits commerciaux.
C’est avec énorme plaisir que nous partageons quelques chiffres marquants de cette 15ème édition, une édition anniversaire : plus d’une centaine de films présentés dans une vingtaine de lieux de projection distribués sur le territoire suisse romand et de France voisine pour un total d’environ 400 séances. Une trentaine d’invités, provenant d’une dizaine de pays.
La fréquentation de FILMAR a atteint en 2013 un nouveau record (avec une augmentation du 18% par rapport à l’année antérieure) : 19'695 spectateurs ont choisi de plonger dans les réalités du cinéma latino-américain le mois de novembre dernier.


Envie de soutenir FILMAR et le cinéma latino ?
Devenez membre de l’Association Cinéma des Trois Mondes


Le Festival FILMAR en América Latina est un projet réalisé par l’Association à but non-lucratif Cinéma des Trois Mondes.
Vous pouvez nous soutenir en devenant membres de l’association. Vous recevrez ainsi une invitation pour la soirée d’ouverture de la 16ème édition de FILMAR !
Les tarifs pour une cotisation annuelle :
CHF 50.- pour une cotisation normale
CHF 20.- pour une cotisation étudiants/AVS/chômeurs
CHF 100.- pour une cotisation de soutien.
Les cotisations sont à verser sur le compte de l’Association Cinéma des Trois Mondes, rue Necker 17, 1201 Genève (en précisant votre adresse postale) :
Numero de compte : 17-644853-9
IBAN : CH83 0900 0000 1764 4853 9
Code Swift : POFICHBE


http://www.filmaramlat.ch/

Ainda bem que assim se fez...

Ao que me parece, tudo mudou,

A partir de agora somente nos restam

Enredos que se expressam em forma de amor,

Mesmo que para isso,

Seus traçados, seu próprio caminhar, nos alcem

Aos céus dos vívidos pendores da paixão,

Que, por conta dos abruptos ensejos que lhe

Fustigaram,

Em ímpetos se viu, se deixou transformar,

Dessa forma, brandindo aos céus,

Os lábaros oscilantes em prol de sua libertação,

Pois bem, quem dentre nós ainda existe

Que não saiba:

Enredos passionais não se habilitam, não se

Mostram dispostos a suportar, a vileza da dor

Que os faz sentir degredados,

Ao contrário, com os mesmos assim vemos se dar:

Buscam, em meio à sã inquietude que os norteia,

Caminhos livres para fluírem em paz, sim,

Às soltas num céu de perenizado fulgor meridional!




José Roberto Abib
Capivari, 20/08/2011

ORAÇÃO


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