samedi 31 mai 2014

Abacate




Quebrando o silêncio da madrugada,
A colher trabalha agitada
A cozinha iluminada,
Ela acorda,  mesmo cansada,
Sem dormir a noite toda
Com sua saúde prejudicada...

Era um  medo de nunca ser lembrada...
Ela não imaginava
Que o abacate não era nada
Mas ao mesmo tempo
Dizia tudo...
Nessa música enrolada,
Com  a fruta machucada...
Ela   produzia   sons que   desenhavam
Para a eternidade...
O amor em forma de colherada.


*******************************

Homenagem à  minha falecida mãe
Maria   Lydia de Oliveira Souza


Marcelo de Oliveira Souza

vendredi 30 mai 2014

SONHO VIVO

             Teresinka Pereira


Cheguei tarde
a este mundo de ilusões.
Minha presença
tocando em portas reais
parece uma sombra
meio ensolarada
num falso sorriso
para evitar respostas.
Acabo de chegar
e já estou cansada.
Todos tentam me animar
apontando o céu
como se o paraíso
jamais houvesse existido...
Eu mesma me prometo
ideais que jamais alcançarei...
Entretanto, tenho coragem
e vou vencendo a realidade,
esta coisa fria, mortal
que algum dia vencerá.

*********

CONVITE: SESSÃO POSSE


jeudi 29 mai 2014

CONVITE


MÃOS



A mão abranda: cabeça
                  entre as mãos.

Mãos brancas entrecruzam o corpo.

              Cabeça pendida
              entre as mãos.

Chora.

Mãos abarcam a sala
e se tocam em calores e frios.

(Pedro Du Bois, inédito)

Texto do Mestre Márcio Almeida sobre meu livro Em Contos:


    "EM CONTOS" É A SUA VERSÃO NARRATIVA DE INTERPRETAR O MUNDO E NELA VOCÊ
SE EXPÕE COM UMA FORÇA EXPRESSIVA SURPREENDENTE, SOBRETUDO NESTE ANTOLÓGICO
"A MULHER DA CASA."
    VOCÊ TEM UMA SUTIL CAPACIDADE DE ESMIUÇAR O COTIDIANO HUMANO E DELE EXTRAIR A
DRAMATICIDADE SÔFREGA DE PESSOAS COMUNS QUE ENGENDRAM VIVÊNCIAS QUE AFETAM
AS DEMAIS PELA EXPERIÊNCIA COMUM. E VOCÊ FAZ ISSO COM SEGURANÇA. PARABÉNS.

Benilson Toniolo, Katia Pino, Dr. Nelson Jacintho, Maris Ester, Toledo e Tirso Cruz no "Ponto & Vírgula"!!!


            Olá, amigos!   Olha eu aqui com meu recadinho semanal!
            Hoje, às 12h, no "Ponto & Vírgula", da TVRP,  ou pelo site http://www.justin.tv/tvrp e sexta-feira, dia 30 de maio, às 20h, na TV MAIS RIBEIRÃO, Canal 22,  ou pelo site www.canal20.com.br
uma amostra do livro “O Guardador de Abismos” do Poeta Antônio Ventura e das entrevistas que fizemos no Estande dos Autores Locais, com Benilson Toniolo, Escritor e Secretário da Cultura de Campos do Jordão; Katia Pino, Escritora da Ilha de Paquetá; Dr. Nelson Jacintho, Escritor, Presidente da ARL e Coordenador do Movimento dos Escritores Locais; Maris Ester, Poetisa e Presidente da Casa do Poeta de Rib.Preto e o Poeta Toledo.
            Para finalizar, uma belíssima amostra da escultura de Mário Quintana, feita pelo talentoso artista plástico, Tirso Cruz.
            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço!
            Irene

PS: Os que perderam os programas anteriores poderão vê-los clicando aqui...

mercredi 28 mai 2014

ATIVIDADES DO VARAL

- As inscrições para a revista de julho estão encerradas. A revista sairá no final de junho.

- Estão abertas as inscrições para a edição especial com o tema Livro. (Toda participação é gratuita, solicite o formulário de inscrição através de nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com)

- Participe do livro Varal Antológico 5! Peça o regulamento e formulário de inscrição no nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com

- Participe de nosso concurso literário internacional: II Prêmio Varal do Brasil de Literatura. Inscrições abertas até 30 de junho.

- As inscrições para participação no Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra de 2015 estão abertas. Solicite informações através de nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com





CONVITE


mardi 27 mai 2014

NOITE DE MOÇAMBIQUE


lundi 26 mai 2014

Chove um tanto....




Chovem silêncios ao meu derredor,
A escassa luz destes instantes me abarca
Numa silente envolvência que estende
Jactâncias por conta própria,
Enfim, há muito espaço a ser alcançado
Enquanto sentimentos e horas entre si
De fato agregados, se impõem graduações
Auto inseridas para melhor nos clarear
O verdadeiro caminho,
Mesmo que sintamos, frias nuvens
Nos lavam com o gélido albor a gotejar
Pressupostos e desafios sobre nós,
Embora, a priori sequer nos importem
Detalhes de pouca monta,
O que nos é necessário sentir mais uma vez,
Diria eu já de todo convicto a tal respeito:
É este luzir redentor tão propenso e cabível
Aos mais puros intentos de renovação,
Porque quando a verter sobre nossos passos
Os céus se puserem um gradual projetar
De esperanças, não teremos o silêncio ou até
A impiedade da solidão a absorver ou diluir
Os ideais que ao transir das eras, o amor,
De todo interativo mui bem nos legou sem
Quaisquer resquícios de hesitação...!!!




José Roberto Abib - Capivari, 22/05/2014


LUGARES-COMUNS

Por Emanuel Medeiros Vieira

                                                  (Citações)
                               (Carta – em forma de prosa poética? – em memória de Nilto Maciel)
“Há criaturas como a cana. Mesmo postas na moenda, esmagadas de tudo, reduzidas a bagaço, ainda sabem dar doçura.”
                                             (Dom Helder Câmara)
“Se houver uma eternidade, estarei nela em danação”, escreveu o poeta Ted Hughes (1930-1998), sempre acusado pelo suicídio de sua mulher, a também poeta Sylvia Plath (1932-1963).
Que eternidade é essa?
E seguimos.
Rios, mares, dias, velórios, celebrações.
Segundas, terças, domingos.
Consolo-me em saber que os estádios da Copa não durarão como o Coliseu (li em algum lugar: vivo transcrevendo, vivemos “copiando” outros”).
Ainda vale a pena escrever, Nilto?
Alguém se importa?
“Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo”.
                                    (Jean-Paul Sartre)
Os líderes esquerdistas de hoje mostram um alarmante disposição para adotar as técnicas da velha direita.
“Chato repetitivo, moralista, ideológico” – escrevo prosa e cito demais.
“Passada a provação
Vejam só sua alvura.”
(Ho Chi Min, falando do arroz no pilão)
Envelhecer.
“Não se lamente por envelhecer. Este é um privilégio negado a muitos.”
                                   (Marta Parks)
Perdoem a enxurrada de citações.
Nilto, um grande abraço.
Não vejo, sinceramente, um bom futuro para este mundo. Mas toquemos em frente.
Há sol, há pássaros, um menino e seu boné – esta vida estupidamente finita, rápida.
O absurdo nos despertará?
Perco Deus. Encontro Deus. E tudo o que é humano parece me (nos) escapar.

(Brasília, maio de 2014)

samedi 24 mai 2014

Crônica da Urda

A  LÍNGUA DAS BORBOLETAS


(Para Amanda Panambi[1][1], que é filha da Luciane e do Aldo)                          


                                   Das tantas línguas com quem se encontrou Cabeza de Vaca[2][2] nas suas longas andanças pelo continente americano (só na região da América do Norte onde hoje ficam Estados Unidos e México, de uma assentada só, caminhou mais de 10.000 quilômetros), penso que a mais falada e soberana até hoje seja a língua guarani, usada atualmente na Bolívia, Argentina, Brasil – mas, com muito maior força e reconhecimento, no nosso vizinho Paraguai.
                                   Na primeira vez em que fui de verdade ao Paraguai (nós, brasileiros, costumamos ir até a zona franca que fica entre Brasil e Paraguai, e depois dizermos que fomos ao Paraguai – e ficarmos falando mal daqueles poucos quilômetros cheios de quinquilharias, sem termos a menor noção da beleza que é aquele país), depois de vários dias na belíssima cidade de Assunción, decidi visitar uma região mais ao Noroeste, o estado Menonita. Conhecer a terra dos Menonitas, só por si dá um livro, e então deixo para contar em outra oportunidade. O que quero falar é da língua guarani, que tanto me espantara já em Assunción.
                                   O guarani é a primeira língua de um paraguaio, a língua que ele aprende em casa, com a mãe. Mais adiante vai aprender o espanhol, mas desde os primeiros balbucios e choros, um paraguaio os faz em guarani. Por muitos dias ficara perambulando pelas ruas e praças de Assunción, bastante pasma ao escutar o uso constante do guarani, e não só por pessoas com “jeito” de paraguaias (se é que existe tal “jeito”) como também por gente evidentemente estrangeira, como aqueles loirões modelo Hollywood que são gerentes de Bancos Internacionais, etc. Nas livrarias, interessara-me profundamente pelos livros em guarani, onde não consegui entender nenhuma palavra escrita, e onde comprei, para um amigo que gosta de estudar línguas, um livro de lendas (em guarani, claro!) e um dicionário Guarani/Espanhol.
                                   Mas estava contando que acabei viajando para o tal estado Menonita, e na rodoviária de Assunción, já instalada no ônibus, vi entrar nele três jovens e lindas moças sem aquele “jeito” paraguaio ao qual já me referi acima – eram muito loiras, pareciam-se mais com descendentes de europeus do sul do Brasil. Há dias e dias sem ouvir o português, captei alguma palavra em português na fala delas, e fui lá conversar. As moças era as famosas brasiguaias, que vinham de um estado ao Nordeste do Paraguai, lugar onde vivem muitos brasileiros e seus descendentes. Sim, tinham raízes no sul do Brasil, e falavam português, embora com alguma dificuldade e algumas falhas. Como andava muito curiosa a respeito, perguntei-lhes se falavam guarani. Elas me olharam como se eu tivesse dito uma asneira – claro que falavam guarani! Quem não tinha aprendido em casa tinha aprendido na escola – e então eu me espantei mais: a escola era em guarani? Claro, a escola era em guarani, em que outra língua seria?
                                   E estávamos nessa conversa, elas a contarem que estavam indo para o estado Menonita para trabalharem, quando prestei atenção numa menina que estava na rodoviária, do lado de fora do ônibus, sentada sobre uma alta mala. Teria oito ou nove anos, e lia atentamente um colorido livro infantil cuja capa não deixava dúvidas: era em guarani!
                                   - Gente, olhem a menina, olhem a menina! Está lendo um livro infantil em Guarani!
                                   As três lindas moças me olharam como se eu fosse boba, e depois se entreolharam. Acho que acharam que deveriam dar uma explicação ao ser humano sem bom senso que eu era:     
                                   - E daí? Nossos livros infantis também eram em guarani!
                                   Aí fiquei quieta e feliz como não saberia explicar a elas. Pensei em Cabeza de Vaca. Se ele soubesse que, quase cinco séculos depois, aquela língua estaria completamente viva tanto nos livros infantis quanto nas universidades paraguaias, o que diria ele aos seus sucessores que vieram munidos da cruz e da espada para acabar com tudo o que não fosse cristão? Tendo lido um bocado sobre Cabeza de Vaca, acho que ele ficaria bem feliz!
                                   Até hoje estou pensando por que nos chamam de América e Latina! É tão parco o latim nesta nossa terra de tantas línguas antigas!

                                               Blumenau, 04 de junho de 2008.

                                               Urda Alice Klueger
                                               Escritora, historiadora, doutora em Geografia pela UFPR.




[1][1] Panambi : (em guarani) = borboleta
[2][2] Cabeza de Vaca: Nobre espanhol que viveu muitas aventuras pelo continente americano, tendo naufragado, entre outros naufrágios, na costa de Santa Catarina/Brasil, na metade do século XVI. 

vendredi 23 mai 2014

UM POEMA DE VÓ FIA


CONVITES



jeudi 22 mai 2014

NO CEBRAC


mercredi 21 mai 2014

CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL

Inscrições até 30 de junho de 2014


FESTA DAS ESTRELAS


CONVITES




mardi 20 mai 2014

NOVAS FOTOS DO VARAL DO BRASIL NO SALÃO DO LIVRO DE GENEBRA 2014! (5)








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NOVAS FOTOS DO VARAL DO BRASIL NO SALÃO DO LIVRO DE GENEBRA 2014! (2)













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