vendredi 28 novembre 2014

REVISTA VARAL DO BRASIL ESPECIAL NATAL E ANO ANOVO 2014/15



Mais um ano vai chegando ao fim e começamos a fazer um balanço de nossas conquistas, de nossas atitudes, de nossos planos.
Paramos para pensar nos sonhos que realizamos e naqueles que ainda estão por se realizar.
O sentimento de amor e o desejo de paz vão invadindo aos poucos os corações e a compaixão renasce como uma flor na alma.
Pensamos nos milhares de seres humanos que não têm sequer um pouco do que temos e percebemos o quanto somos plenos de bênçãos. A saúde, o amor, a família, os amigos, nosso trabalho, nossa casa... São tantas coisas a agradecer que ficamos subitamente pequenos diante da imensidão da bondade universal.
Aqui no Varal passamos o ano de 2014 a realizar sonhos, os nossos e os de muita gente, através de nosso amor comum: a literatura. E, sem frescuras, como é nosso lema, realizamos concursos, editamos muitas revistas, participamos do Salão Internacional do Livro de Genebra, editamos duas antologias, viajamos por aí divulgando nosso caminho de amor literário, como o objetivo de levar a literatura para onde ela deve estar sempre: junto do povo, junto daqueles que precisam dela como ninguém!
Agora, nos preparamos para um novo ano que chega. Esperamos 2015 já em plena atividade: novo concurso, nova antologia, nova participação no Salão do Livro de Genebra! Já vemos 2015 como um ano rico de atividades e alegrias!
E no meio de toda esta euforia, nosso desejo de paz universal se manifesta nesta edição especial, onde dedicamos todo o espaço ao espírito natalino e pacífico, na intenção de bem iniciar 2015.
Obrigada a todos que estiveram conosco em 2014, desde já bem-vindos sejam todos os que vierem escrever e ler conosco em 2015.
Possa o amor ser nosso motor maior, engendrando em nossos corações a paz que precisamos para nós mesmos e para auxiliar a todos os que necessitam.
Feliz Natal, Feliz Ano Novo! 

Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com


jeudi 27 novembre 2014

Participe da Palestra e Desfrute de uma Noite de Poesia


Professora Elaine Assoline no "Ponto & Vírgula"hoje! Imperdível!

            Olá, amigos!  Aqui estou com meu recadinho de quarta-feira!
            Hoje, às 12h, na TVRP, e sexta-feira, às 20h na TV MAIS RIBEIRÃO, “Ponto & Vírgula” imperdível! 

            Primeiro bloco:
            Recadinhos
            Poema: “Pântano”, homenagem ao Poeta Benilson Toniolo, de Campos do Jordão.

            Segundo Bloco:
            Bate-papo bem descontraído com a Professoa Elaine Assolini sobre o Simpósio Internacional de Linguística e Tecnologias da Educação que será oferecido para professores, estudantes de graduação e pós-graduação. Tudo gratuito.

            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Bate-papo com a escritora Vanessa Bosso) poderão ver clicando aqui:   https://www.youtube.com/watch?v=1YKY0mfNT5g


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 e acessem nosso site www.programapontoevirgula.com

TV MAIS RIBEIRÃO – Canal 22 – Net
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h

Reprises do Ponto & Vírgula:
TVRP – Canal 9 - Net
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30

Quarta-feira: 23h30

mercredi 26 novembre 2014

Lançamento do livro "Palavras Mágicas"


Lançamento novo livro «Noutros Rostos» de filipe marinheiro

PRESS RELEASE:

o novo livro de poesia inédita de filipe marinheiro, "Noutros Rostos", é lançado a 29 Novembro em Aveiro na «Casa Do Despacho» da Santa Casa da Misericórdia (ao lado da Igreja da Misericórdia) e a 6 de Dezembro, na Livraria Ler Devagar, na Lx Factory, anunciou hoje a Chiado Editora, que chancela a obra.

ACERCA DO AUTOR:

Filipe Marinheiro, natural de Aveiro, nasceu em 30 de Julho de 1982 em Coimbra, tem 32 anos. No liceu seguiu o agrupamento de humanidades, licenciando-se em Gestão de Marketing pelo Ipam Aveiro entre 2001-2006, antes do processo de bolonha, e publicou o primeiro livro, “Um Cândido Dilúvio - Acto I e Sombras em Derivas - Acto II”, em Março de 2013 e «Silêncios» em Dezembro de 2013.

ACOMPANHEM TUDO EM:


mardi 25 novembre 2014

ENCONTRO DAS ÁGUAS COM A LENDA




Distante das margens / Três cunhantãs / Cantam, riem, remam
Deslizam a montaria / Do azul-cinza de um lado / Para o outro de ocras águas
Das margens distante / Nas águas que correm / Lado a lado
Três cunhantãs / Cantam, riem e remam / Sobre o rio cinza-azulado
Noutro instante vai o casco / Do rio cinza-azulado / Ao outro de ocras águas
Num repente Tapajós / Amazonas noutro instante
Três cunhantãs riem e remam / No casco deslizante / Do azul-cinza ao ocre
Do ocre ao cinza-azulado
Mergulham cá boiam lá / Os botos que saltam e rodeiam
A montaria nas águas
Botos saltam, rodeiam / Três cunhantãs a brincar / Na manhã ensolarada
Cunhantãs provocam botos / Riem, cantam, gritam
Cheira pimenta malagueta rosa
Botos saltam e se agitam / Ao sentirem sobre as ondas
Odores de meninas-moças
Três cunhantãs assustadas / Com seus pressentimentos
Na montaria ligeira / Retornam às suas moradas
Quando o sol se esconder / Quando os lumes forem acesos
Quando a música se ouvir / Na festa do puxirum
Um deles virá a terra / Com sua roupa branca
E o inseparável chapéu / Que dizem encobrir segredo

Ousado jovem/ Dançarino encantador

lundi 24 novembre 2014

O QUE É O SALÃO DO LIVRO DE GENEBRA?

O Salão do Livro de Genebra é a maior feira literária suíça e um dos eventos culturais mais prestigiados de toda a Europa.

Genebra sendo uma cidade cosmopolita, onde mais de 180 nacionalidades convivem em harmonia, o Salão é uma verdadeira festa cultural.

O Varal do Brasil, revista e Associação Cultural, leva anualmente um estande de livros brasileiros e portugueses a esta feira literária.

Se você deseja participar conosco, escreva para varaldobrasil@gmail.com
Você pode participar estando presente para autografar ou simplesmente enviando seus livros!

Informe-se! Participe!





Menina


Escritora que esbanja empatia



Pedro J. Bondaczuk


A escritora catarinense Urda Alice Klueger conquistou-me de vez por sua sensibilidade, inteligência e capacidade literária. Tornei-me seu leitor compulsivo e mais, seu admirador incondicional. A rigor, não demorou nada para que isso acontecesse. Bastou ler pela primeira vez um texto dela para querer ler outro, e mais outro, e mais outro e vai por aí adiante. Essa compulsão não passou. Na verdade, só cresceu. E à medida que lia suas crônicas memorialísticas, ou relatos de viagem, ou mesmo considerações de caráter político, meu encantamento por sua escrita só crescia. Urda tem uma característica (cada vez mais rara em escritores) que a identifica: a empatia. Os temas de que trata, e a abordagem que faz deles, nos convencem de imediato. Como se dá essa magia? Não sei explicar. O fato é que ela nos acumplicia com a maior facilidade. Basta, tão somente, que leiamos o que escreve.

Meu primeiro contato com seus textos se deu há quatro ou cinco anos, não tenho certeza. Desde então, minha admiração por essa historiadora, sobretudo escritora, só cresceu. Continua crescendo. Prova é que já tive o privilégio e a honra de publicar, no Literário, 255 textos dela, em 255 sábados consecutivos, sem falhar um único. Como se vê, não sou mais “marinheiro de primeira viagem” no que diz respeito à apreciação de sua obra. Um de seus livros de maior sucesso, o romance “Verde Vale” (já em décima edição), mexeu, particularmente, comigo. Concluí sua leitura profundamente comovido, com lágrimas nos olhos. O relato que ela fez, da saga dos alemães, pioneiros na fundação de Blumenau, remeteu-me à infância, na minha Horizontina natal. Identifiquei, em seus personagens, sobretudo nos membros da família Sonen, figuras sumamente familiares, só que de procedência russa e não germânica (como os da sua narrativa), que deram vida à cidadezinha do noroeste do Rio Grande do Sul em que nasci. Lembraram, sobretudo meu avô, meus tios e meus primos, além dos meus pais, claro.

A sequência desse romance de tirar o fôlego, “No tempo das tangerinas” (cuja décima segunda edição foi lançada recentemente), teve, sobre mim, efeito semelhante. Tornei-me, quase sem perceber, seu “cúmplice” nessas duas histórias. É o efeito da empatia que Urda desperta. E por que estou escrevendo tudo isso? Porque essa escritora prolífica e tão hábil está prestes a lançar seu trigésimo terceiro livro. Em texto anterior que escrevi a seu respeito enganei-me ao quantificar o montante da sua obra. Afirmei que ela havia publicado quinze livros. Na verdade, foram mais do que o dobro dessa cifra. Com a nova publicação, já serão trinta e três! Nada mau, não é mesmo?

O novo livro de Urda trata de algo que também me apaixona, e muito: a “amizade” que estabelecemos com animais domésticos. Já tive cães e gatos que considerei (pois de fato eram) membros da minha família. Ainda não me refiz, por exemplo, da morte do meu amigão  de quatro patas, o “Nick”, um Poodle “Toy”, branquinho, que morreu há pouco mais de um ano, de velhice. Ficou conosco por catorze anos, brindando-nos com amor irrestrito, raríssimo de se ver em humanos dada sua constância e fidelidade. Quanto a gatos, tenho, atualmente, sete (já tive muitos mais), Cada um tem “personalidade” única, caprichos e hábitos peculiares, maneiras próprias de nos dedicar afeição. Mas todos, óbvio, são muito queridos.

O novo livro de Urda, que será lançado, oficialmente, em Blumenau, no próximo dia 3 de dezembro de 2014, intitula-se “Nossa família aumentou”. Ela, que em 2010 já havia nos apresentado seu cãozinho muito especial, na publicação “Meu cachorro Atahualpa”, agora apresenta novo membro de seu “clã”: uma gatinha recém-chegada, que modificou (para melhor, sem dúvida) sua rotina de vida e, sobretudo, sua estrutura familiar. Estou certo de que, a exemplo dos outros livros, este também (lançado pela Editora Hemisfério Sul Ltda) será estrondoso sucesso. O que é bom tem que ser prestigiado. E Urda Alice Klueger merece um superlativo: é excelente!!!

Africanidade do ser...


Para Débora Caroline
Sou eu mesma!
E mais ninguém...
Com a graça de Deus
Sigo feliz com a vida que tenho
Com força e coragem...
 Com o cabelo trançado
Meu sorriso perolado
Sendo eu mesma
E mais ninguém
***
Sou eu mesma!
E mais ninguém...
Um continente empoderado...
Nunca vencido
Nem derrotado
***
Estou feliz com os amigos...
Que tenho
Sendo eu mesma
E mais ninguém
 Dou graças a Deus
E a todos os Orixás
Pela vida que levo
***
Anda pelas ruas tortuosas
Da vida
Honrando os meus antepassados
Sendo eu mesma
E mais ninguém
***
Ando pela vida
Com a cabeça erguida
Sendo eu mesma
E mais ninguém


Samuel da Costa




Contínua transição....


Quanto à brumal dicotomia das almas incertas,
Faz agora isto que te digo:
Ameniza-a tão logo possível, legando-a aos recantos
Em que se espraia a dinâmica luz das restaurações,
Há nela tão expressivo poder nitidamente contido,
Nada veremos furtar-se ao mesmo, é fato, nada disso
Saberemos que se evolou,
Pois acaso despontem insípidas etapas, mutações
Decorrerão do que o destino indicar,
E as luzes, que no etéreo espaço orbitam, havendo
De ti sabido, dar-te-ão o socorro propício,
Não tornarás às pretéritas tensões cujo perfil ainda
Propenso a se esvair nas horas de perene transição,
Subtraia ímpetos aos sentimentos que avivam tuas mui
Serenas e explícitas  evocações passionais, deixando
Com isso de saciar, a sede notada desde outras etapas
Deste caminho feito com nitidez em minha direção...!!!




José Roberto Abib – Capivari, 19/11/2014

vendredi 21 novembre 2014

Crônica da Urda

Churrasco de igreja
                       
                                   (Para meu amigo Adalberto Day e para meu pai, Roland Klueger)
                                  
                                   Aquele aroma vem lá da minha infância mais antiga, do tempo em que ainda não tinha quatro anos, e é inesquecível e incomparável. Em dias de festa, e houve alguns naquele período em que começo a lembrar das coisas, meu pai fazia o perigoso braseiro no chão do rancho, rodeado por alguns tijolos, e meninas pequenas como eu ficavam proibidas de aproximar dali um dedinho que fosse. O fogo, assim como a água, continuam exercendo seu fascínio atávico sobre o ser humano, e ainda me lembro muito bem do rubor daquelas brasas vivas e perigosas, que logo eram cobertas pela grelha de ferro, utensílio importantíssimo naqueles tempos remotos – e que continua a existir, principalmente em festas de igreja.
                                   Então, quando a grelha incandescia, lá vinham os churrascos para assar, mergulhados no tempero desde a véspera, e meu pai, que sempre foi hábil cozinheiro, sabia direitinho o que se usar para um churrasco, ou cinquenta, ou cem – temperava os churrascos para um casamento inteiro, ou para o que fosse, as quantidades sabidas de cabeça, tanto de sal, tanto de pimenta do reino, tanto de cebola cortada, tanto de vinho, tanto de cerveja, um pouco de limão. Acho bom clarear o conceito de churrasco para quem não é nativo do Vale do Itajaí – nosso churrasco é aquilo que os gaúchos, por exemplo, chamam de chuleta, e quando, aos poucos, outros povos começaram a povoar este vale que fora por algum tempo dominado pelos imigrantes e seus descendentes, e se espantarem pelo nosso conceito de churrasco, espantamo-nos também, pois, para nós, o churrasco era aquilo que a nossa cultura nos passara.
                                   Lembro da primeira vez em que estive num churrasco em distante lugar, e o quanto me espantei com tantas carnes, porcos cortados ao meio com os dentes ainda formando meio sorriso e coisas assim, sal grosso em lugar de vinha d’alhos, espetos – tive um choque, assim como devem ter tido os que vieram de fora e se depararam com o que sabíamos. Imagino, no entanto, que os migrantes não devem ter se chocado com aquele aroma que se espalha pelo ar quando aquelas chuletas temperadas de véspera vão para a grelha e rescendem àquela inebriante fumaça de carne assando no seu melhor tempero, assim como meu pai fazia.
                                    Ao longo das últimas décadas, o churrasco gaúcho foi tomando conta dos restaurantes e costumes desta região onde vivo, e penso que hoje já pouca gente sabe, como meu pai sabia, as quantidades certas de tempero para cinquenta ou cem churrascos, e além de um ou outro lugar esparso, como algumas casas ou alguns assadores, o nosso churrasco tradicional está circunscrito às festas de igreja. E hoje é um tempo em que a gente diz coisas assim:
                                   - Vou comer um churrasco de igreja na festa da Nova Rússia! – pode ser em outro lugar, o que importa é a tradicionalidade daquele tempero de véspera, a grelha de pernas curtas sobre o braseiro, aquele aroma que eu diria divino se espalhando pelo ar, coisa que foi tão bem preservada pelas igrejas, nas suas festas! O nosso churrasco tradicional hoje se chama “churrasco de igreja”, e lembrando o que meu pai fazia, eu ainda arrisco fazer o tempero de uma ou duas peças daquelas, para obter resultado mais ou menos igual, e fico caçando os anúncios de festas de igreja para ir lá comer aquele que é o tradicional churrasco da minha infância, e nessas ocasiões, sinto tamanha saudade do meu pai!

                                   Blumenau, 18 de novembro de 2014.

                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.


Convite Exposição


Água


jeudi 20 novembre 2014

29a FEIRA DO LIVRO DE GENEBRA, SUÍÇA! SAIBA COMO PARTICIPAR!




Convite


mercredi 19 novembre 2014

19/11, Brasilia & 30/11, Niteroi

Caros amigos /  Dear Friends, 

Convido-os para duas apresentações que faço nesse mês. Amanhã toco o Concierto a Brasileña de Carlos Perón-Cano (Espanha), concerto que estreei ao lado da Orquestra Ars Hodierna, regida por Jorge Lisboa Antunes. No dia 30, faço recital solo em Niterói (RJ). 

This month I have two more concerts. Tomorrow I play the Concierto a Brasileñá by Carlos Perón-Cano (Spain), a concerto  I premiered beside the Orquestra Ars Hodierna, conducted by Jorge Lisboa Antunes. On the 40th, I play a solo recital in Niteroi. 

Alvaro Henrique 2015
Dossier (English) www.alvarohenrique.com/dossie_en.pdf
Dossiê (Português) www.alvarohenrique.com/dossie_pt.pdf

CONVITE ESPECIAL - A CULPA


Noite de Autógrafos - liberdade atrás das grades


mardi 18 novembre 2014

FEIRA DO LIVRO DE GENEBRA: VOCÊ É ESCRITOR? VENHA!


Convite


Sarau conVersar na Livraria Cultura - homenagem a Vinícius


lundi 17 novembre 2014

NÃO TEMEIS

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


(Ouvindo “Fado Tropical”)


PARA ADÉLIA – GENEROSO CARVALHO – COM IMENSA SAUDADE

Não temeis a Morte.
E o tempo?
Também não temas essa brevidade infinita, essa linha que não se detém, a ruga, o ritual da passagem – e fostes de uma fortaleza exemplar.
Vivemos um tempo sem tempo.
Sem pausas – de conexões incessantes.
(E de soluços escondidos.)
Perdemos o outro.
Um tempo sem pausas,
e alienados de nós mesmos vagamos.
Já não escutamos os pássaros, já não sentimos o cheiro da grama orvalhada.
Estamos à beira de um precipício de ausências – e de ausência do Humano.


(Brasília, novembro de 2014)

Convite da Urda


Convite


vendredi 14 novembre 2014

VENHA PARA O VARAL!






II Encontro Catarinense de Escritores



Crônica da Urda

Na esquina da casa verde

                                   (Para D. Lydia Scheffler dos Santos)

                                   Era na esquina daquela casa verde que as nossas dores se cruzavam. Faz tanto tempo, e é ainda como se as nossas dores estivessem amarradas ali, uma na dor da outra, enlaçadas como fitas de seda embaralhadas pelo vento em nós impossíveis de desatar, tão forte foram e nunca deixaram de ser.
                                   Às vezes tu vinhas a pé pela madrugada, no caminho que então era de terra, e cruzavas a rua bem ali onde já havia a mesma casa verde que está ali até hoje, e subias até lá onde a urgência do teu coração mandava, e no relicário do teu peito era impossível caber o tamanho daquela dor, mas tu a carregavas como havia de ser, porque não era possível desvencilhar-se dela como se fosse uma carga qualquer.
                                   Eu vinha de ônibus um pouco mais tarde, pelo caminho de paralelepípedos, na maioria das vezes sem ter ideia que o tamanho da minha dor era comparável à tua, porque para mim a minha dor era a maior do mundo, e somente hoje consigo ver que também havia um relicário onde a guardava, embora vivesse tão desnorteada que do meu relicário a dor vazava, escorria, sangrava, e na esquina da casa verde, antes de subir o morro, eu me sentia tão atarantada que nem me dava conta de quantas vezes tropeçava, enredava-me na tua dor que ficara ali estendida antes, inconsciente de que as duas se cruzavam ali, embora eu soubesse da tua dor e do tamanho dela.
                                   Mas era ali que as nossas dores se cruzavam, embora vez ou outra elas se encontrassem frente a frente, quando acontecia de nos encontrarmos lá sobre o morro, e então doía tanto, tanto, que no mais das vezes eu me limitava a ficar lá sentada, chorando, tanto doía e tão grande a emoção de estar perto de ti. Queria abraçar-te, esconder-me no teu regaço, amalgamar-me contigo e amalgamar nossas dores, mas minha coragem era pouca e eu só ficava lá, chorando, pois nem tinha, mesmo, forças para mais que isso.
                                   Tu eras mais forte do que eu, e me dizias coisas, e me contavas coisas, até das alegrias maiores de todas, como naquela vez em que disseste que “Foi como receber um presente de Deus”. Ah! Como eu te compreendia e como penso que também me compreendias, pois nossas perdas eram comparáveis, e só quem recebe tal rasteira na felicidade pode compreender o tamanho da dor que fica, e nós duas havíamos perdido quase do mesmo jeito.
                                   Então a dor, aquela dor que nunca acabou, e que se entrelaçava ali naquela esquina onde ainda há a casa verde. E passo ali hoje, e todas as ruas estão calçadas e muita coisa se construiu e se fez, mas o morro ainda está lá, e ali no ponto de entrelaçamento existem ainda aquelas faixas móveis de luz que foram feitas pelo entrelaçamento das nossas dores sem tamanho. Bem na esquina daquela casa antiga.

                                   Blumenau, 17 de Outubro de 2014.

                                   Urda Alice Klueger

                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

CONVITE: SESSÃO DA ALTO


jeudi 13 novembre 2014

Filmar

CÉRÉMONIE D’OUVERTURE du 16ème Festival FILMAR en América Latina




Nous nous réjouissons de vous retrouver lors de l’ouverture du Festival.
Le cinéma argentin sera mis à l’honneur de cette 16ème édition :

 
SAMEDI, 15 NOVEMBRE À 18h00 À L'AUDITORIUM DE LA FONDATION ARDITI, GENÈVE

Au programme :

Allocutions de bienvenue
Présentation de l’invité Diego Lerman
Projection du film REFUGIADO

La séance sera suivie d’un apéritif offert par la Ville de Genève.

(Pas de réservations possible. Ouverture des portes dès 17h30)

Dr. Rui Flávio Chufalo Guião e Amostra do Recital de Acordeon e Piano com Ed Lemos e Gustavo Molinari


            Hoje, às 12h, na TVRP, e sexta-feira, às 20h na TV MAIS RIBEIRÃO, mais um  “Ponto & Vírgula” imperdível! 

            Primeiro bloco:
            Poema: “Não sou do Mar”, homenagem à Poetisa Adriana Harger de Campos do Jordão!
            Bate-papo bem descontraído com Dr. Rui Flávio Chúfalo Guião sobre seu livro “Forte Gente”

            Segundo Bloco:
            Amostra do Recital de Acordeon e Piano com Ed Lemos e Gustavo Molinari, realizado dia 4 de novembro no Theatro Pedro II.

            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Com o Pianista João Paulo Lopes Félix, o Bandolinista Tiago Santos e o Violonista Marcos Paulo) poderão ver clicando aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ocV5JHuQbrw


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 Reprises do Ponto & Vírgula:
TVRP – Canal 9 - Net
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30

TV MAIS RIBEIRÃO – Canal 22 – Net
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h

Irene Coimbra 
Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

Convite


X CONGRESSO DE ENGENHARIA DO ENTRETENIMENTO - UFRJ


mercredi 12 novembre 2014

FEIRA DO LIVRO DE GENEBRA, SUÍÇA: UMA OPORTUNIDADE PARA VOCÊ!



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Convite


Convites UBE



Mundos alternados

 Por Luiz Manoel - Belém PA


Acordo com a sensação de ter saltado no vazio para a semiobscuridade do quarto, onde outra cena reluta em sair. Um silencioso corte encerra o capítulo desta noite. Inconformado, desejo retornar ao espaço do qual fui abruptamente repelido. O juízo me diz que há pouco me cercava uma ilusão. Refuta meu espírito sonolento na insistência do existir em outros estádios. Tu os crês verdadeiros?  Recrimina-me o juízo. Além deste não há prova. Acaso és tolo ou criança em confusão mental? Aquieto-me e guardo em silêncio a impressão de que minha alma gêmea espera meu adormecer para me levar por outros caminhos a novos destinos, em outras dimensões. Não é este mundo sentido no desperto o real da minha existência? Ou será este chão apenas um entrementes? O juízo vacila.

Projeto Memória BRDE: Grande público no lançamento da 1ª Mostra Literária e do Balcão Literário BRDE

Evento contou com a participação de autoridades, funcionários e ex-funcionários aposentados do Banco


Na tarde desta segunda-feira, 03 de novembro, o BRDE consolidou dois importantes eventos de incentivo à cultura: o lançamento da 1ª Mostra Literária e do Balcão Literário BRDE. Autoridades, funcionários e ex-funcionários aposentados do Banco, apoiadores e convidados foram recepcionados no Saguão do Prédio Comendador Azevedo, onde foi inaugurado o Balcão Literário BRDE. No local foi instalada uma estante para abrigar os livros recebidos por doação e que serão oferecidos para retirada livre e posterior devolução. O prédio abriga a Agência do BRDE no Rio Grande do Sul e a Direção Geral do Banco.

Em um segundo momento, foi lançado o Projeto Memória BRDE e a 1ª Mostra Literária, na sobreloja da GEPLA. O Diretor de Planejamento do BRDE, Carlos Henrique Horn fez um breve relato sobre o Projeto Memória e o trabalho desenvolvido. “É um momento de resgate, de um trabalho de oito anos. Quando eu e o Diretor José Hermeto Hoffmann assumimos há quatro anos, o Carlos Ponzoni nos procurou com o objetivo de resgatar o Projeto Memória, e nós apoiamos a ideia. É um projeto que visa resgatar o Espaço Cultural e o Projeto de Memória e Cultura do BRDE”, comentou.

O economista da Superintendência de Planejamento (SUPLA), Carlos Ponzoni, coordenador do GT-Pró-Memória-BRDE, falou sobre a importância de realizar a 1ª Mostra Literária BRDE. “Começamos a ver que tínhamos dentro dos nossos colaboradores um grande número de escritores, sendo que até o momento somam 54 autores, que chegam ao total de 122 títulos”, destacou. Ponzoni também acrescentou que a Mostra Literária foi a primeira de uma série que será realizada no Banco.

As ações organizadas pelo GT-Pró-Memória-BRDE, também integraram as atividades da 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, e contou com a presença do Patrono da Feira, o escritor e jornalista Airton Ortiz e do Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marcos Antônio Cena Lopes.

A abertura da solenidade contou com a apresentação da Escola de Música do Instituto Popular de Arte-Educação (IPDAE). Exercendo a presidência em exercício do BRDE, o vice-Presidente e Diretor de Operações, Neuto Fausto de Conto, falou sobre a importância do hábito da leitura. “No livro nós encontramos nossos princípios, assim como temos conhecimento sobre as guerras, paz, romances, políticos e históricos”.

O Patrono da Feira, Airton Ortiz, agradeceu o convite para participar do lançamento do Balcão Literário. “Meu primeiro emprego foi no Banco do Brasil, que fica aqui ao lado, e foi nele que aprendi muito do que sou hoje. E fico muito feliz em ver uma instituição financeira como o BRDE promovendo a leitura. O banco está de parabéns pela iniciativa e esperamos ver ele dentro da praça no próximo ano”, acrescentou.

A presença do livro na vida das pessoas fez parte da fala do Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marcos Antônio Cena Lopes. “O livro é um guardador de almas e promove uma troca de almas. Quando essa troca ocorre, ela potencializa energias e isso é feito no ato da leitura. Tenho certeza que o prédio terá uma nova alma com essa iniciativa proposta pelo BRDE”, destacou.

Todos os participantes da 1ª Mostra Literária BRDE foram agraciados com a entrega de um certificado e da obra Memória da Litografia, da artista plástica Miriam Tolpolar, que também participou do evento.

Fonte: http://www.brde.com.br

mardi 11 novembre 2014

O LIVRO ESTENDIDO NO CHÃO

Um livro estendido no chão, todo esfacelado, vejo em um beco perto de um colégio e ponho-me a pensar de quem era e onde terminou.
O nosso governo tem feito o possível para diminuir as diferenças sociais, hoje os Colégios é quem perdem turmas por falta de alunos, pois eles não estão mais interessados em fazer um curso normal, encontram merendas fartas e esnobam a fila para não serem pobres, os que encaram a merenda, desperdiçam, jogam nos colegas, no chão, falam as piores agruras sobre a sagrada refeição, em que os pais deles muitas vezes não encontram tal oportunidade e até mesmo hoje, reza para ter uma janta parecida com a merenda do seu filho.
Os projetos estão aí para o auxílio dos adolescentes, mas em sua curta existência, taxa-o de ruim por ser público, desprezando o seu patrimônio 

educacional e de sua comunidade, hostilizando os funcionários em educação, fazendo pouco de seus mestres, enfim, tudo o que ele deveria valorizar, faz justamente o contrário, pois o inconsciente coletivo adolescente, teima em imperar. Mas futuramente tudo isso será cobrado, pois como a vida é cíclica, sua posição de adolescente não ficará eternamente, bem como os seus genitores, e fora da redoma escolar, a vida ensinará, mas aí será tarde demais, pois esse material estendido no chão, que não tinha sido valorizado, certamente fará a diferença.



Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Organizador do Concurso Literário POESIAS SEM FRONTEIRAS

PSG TERÇA 11 NOV - PSG 21 ANOS DOMINGO 16 NOV - XVI FESTIVAL CARIOCA DE POESIA



Exposição




vendredi 7 novembre 2014

Crônica da Urda

Eu sou Ayotzinapa

                                   Desde o dia 26 de setembro deste 2014 que eu estou esperando por eles. Tal, nas minhas contas, hoje dá 40 dias. Eram jovens estudantes de pedagogia de uma área rural que, desarmados e indefesos, faziam uma manifestação, quando foram violentamente reprimidos pela polícia mexicana, que de cara assassinou a seis pessoas, feriu umas quantas... e sumiu com 43 futuros professores.
                                   Dia a dia espero por eles, assim como seus pais, suas famílias, as pessoas de bem de todo o México e tantas, como eu, pelo mundo afora, irmanados que somos pelo ideal bolivariano de uma pátria grande, pelo ideal de John Lennon, quando escreveu Imagine. Dia a dia vejo as notícias (claro que não é pela Globo!) do que acontece em Ayotzinapa, aquela cidade que a gente nem sabia que existia, e que, desde então, tornou-se como que o centro do mundo, e espero, como os pais e os amigos deles esperam, que aqueles jovens futuros professores reapareçam, e o que eu mais ouço dos seus familiares é o desejo de que reapareçam “com vida e saúde”.
                                   Vi a entrevista, lá no final de setembro, de um jovem que nem desapareceu e nem morreu – fez-se de morto, atirado ao chão, pode ver algumas coisas, salvou-se milagrosamente.  O que ele contou ultrapassa a capacidade de entendimento da maldade que pode haver num ser humano. Os 43 que sumiram foram levados embora pela polícia... para onde?
                                   Primeiro houve a revolta do povo de Ayotzinapa, depois a do estado de Guerrero, onde fica a pequena cidade, depois a do México, e hoje ela se espalha pelo mundo, conforme as pessoas sensíveis vão sendo informadas, e eu também quero saber onde estão aqueles meus jovens irmãos que queriam ser professores e que sumiram como uma bolha de sabão que explode.
                                   A pressão popular foi e está tão grande que o governo do estado de Guerrero já caiu; não vou achar estranho se cair até o presidente do México. Estão a investigar, pelo jeito com profundidade, pois já existem mais de 50 suspeitos presos, inclusive 36 policiais, mas quem foi mandou sumir com os meninos de Ayotzinapa? Em data de ontem conseguiram achar, escondidos num subúrbio miserável, o ex-prefeito de Ayotzinapa e sua mulher, pessoas ligadas ao crime organizado, que se puseram em fuga antes mesmo de começarem a ser procurados. Segundo as autoridades mexicanas, são os principais suspeitos para se chegar a uma solução do caso.
                                   Até agora já acharam 12 fossas clandestinas com 38 corpos calcinados, mas como ainda não se comprovou que nenhum deles é dos meninos estudantes, fica nos pais, nas famílias, no México e em mim a esperança de que, milagrosamente, ainda venham a reaparecer com vida e saúde aqueles rapazes que assim saíram de casa no dia 26 de setembro.
                                   A revolta cresce no México e no mundo, e o Brasil pouco sabe a respeito, por conta da sua imprensa vendida. Mas dia a dia me informo e não consigo me conformar: onde estão aqueles meninos?
                                   Hoje sou Ayotzinapa, até o fundo da alma. Eu sou cada um daqueles pais e daquelas mães, e quero saber o que aconteceu. E, como eles, quero os jovens estudantes de volta! O mundo já não pode suportar coisas assim.

                                   Blumenau, 05 de Novembro de 2014.

                                   Urda Alice Klueger

                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

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