mardi 20 janvier 2015

ESTAREMOS EM PAUSA!

Caros amigos,

Estaremos em pausa durante duas semanas.
As inscrições para a edição de março de nossa revista com o tema MULHER terminam dia 25 de janeiro.
As inscrições para o livro Varal Antológico 5 terminam dia 31 de janeiro.
As inscrições para o III Prêmio Varal do Brasil de Literatura estão abertas.
As inscrições para o 29o. Salão Internacional do Livro de Genebra - Suíça estão abertas.

Informações pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com

Visite nosso site e conheça nossas atividades: www.varaldobrasil.com



lundi 19 janvier 2015

FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA - SUÍÇA!

Participe do maior evento literário suíço!
Informe-se: varaldobrasil@gmail.com 









CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL: III PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA!


VENHA PARTICIPAR DA COLETÂNEA DO VARAL DO BRASIL!



Europeu também pode




(Explicação aos leitores:
Onde está escrito Espanha, leia França;
Onde está escrito Iraque e Afeganistão, leia Síria, ou Palestina, etc.;
Onde está escrito Bush, leia OTAN.
O resto é igualzinho.)


            Tinha passado dois dias em Florianópolis, e vim pelo caminho imaginando como iria contar para vocês, desta vez, sobre uma goiabeira que foi muito importante na minha infância. Então chego, ligo para minha mãe para dizer que cheguei bem – as mães sempre querem saber tal coisa – e do alto dos seus 82 anos, ela me diz:
                                   - Tu já viste o que aconteceu na Espanha? Peguei a notícia no meio, não sei muito bem, mas foi terrível! Deve sair tudo de novo agora nos noticiários da noite.
                                   É claro que me aboletei no sofá para ver todos os noticiários. E como ando sentindo muita dor, porque quebrei um braço faz 40 dias, mas só há 4 que um médico descobriu que o braço estava quebrado, de imediato senti muita pena daquelas pessoas mortas, feridas, estraçalhadas, cheias de dor que resultaram do tríplice atentado madrilenho de hoje. A primeira informação que cada canal de televisão disse foi: “Atentado atribuído ao E.T.A.”, que é uma organização de uma região separatista ao norte da Espanha, o País Basco. Só que tem uma coisa: o E.T.A. até faz uns alguns atentados, mas muito menores, nada a ver com o massacre das estações de trem ocorridos hoje. Ficava bem ao Primeiro Ministro espanhol, no entanto, jogar a culpa no E.T.A. – se é um atentado caseiro, não tem nada a ver com a irresponsabilidade dele, juntando-se a um louco como Bush II para invadir outros países e massacrar muitas centenas de milhares de pessoas, que acho que é o que já foi massacrado recentemente na soma das mortes feitas pelos invasores só no Afeganistão e no Iraque. Rabo entre as pernas, o Ministro Aznar procurava ficar escondido atrás do E.T.A. – mas antes que a noite se adiantasse já havia uma associação ligada a Al Qaeda assumindo a responsabilidade, e dizendo que não tinha nenhuma  pena de ver civis europeus tão bem estraçalhados quanto civis asiáticos. Al Qaeda vocês se lembram, é a organização do Osama bin Laden, a que derrubou as torres gêmeas nos Estados Unidos.
                                               Daí imagino que metade de vocês está querendo comer Osama Bin Laden e a Al Qaeda por uma perna, porque gente legitimamente branca, ancorada na velha e boa Europa, aquela que gerou a maioria de nós, sofreu na pele um ATENTADO – meu braço aqui está doendo o suficiente para eu saber que braços e outras coisas quebradas doem muito – imaginem gente estraçalhada como explosivos estraçalham, gente que fica sem uma perna e meia barriga, ou gente que perde meio rosto e meia cabeça, como vi muito bem como ficam pessoas explodidas numas fotos realistas que estavam expostas em Porto Alegre, lá no Terceiro Fórum Social Mundial. Isto sem contar as crianças, pequenas vítimas inocentes da loucura de adultos loucos, com as barrigas abertas como couve-flores vermelhas e outras coisas horripilantes.
                                               E daí uma coisa assim acontece na velha e boa Europa que nos “descobriu” (A América já estava “descoberta” há pelo menos 12.000 anos!), e a maior parte do nosso público se horroriza: como? Na Europa? Lá não pode! Lá é o berço da civilização! – e por aí vai. Esquecem-se, claro, que há diversas civilizações, e que a da Europa é apenas uma delas. Mas os europeus podem sair por aí na cola do Louco Bush, invadindo países que têm petróleo e explodindo gente a granel, sem que a gente ache que está errado. Não está errado uma ova! Gente explodida na Ásia e gente explodida na Europa é a mesmíssima coisa. E veja bem quantos países europeus estão ajudando a explodir gente na Ásia: Inglaterra, Itália, Estônia, Polônia, Dinamarca, Hungria, uma Espanha com um louco Aznar que decerto agora não sabe onde enfiar a cara, e até o nosso antepassado Portugal, coisa que nunca nem quis acreditar direito! Pois é, estão lá os europeus a fazer as barbaridades sem pensar que elas acabarão vindo parar dentro de casa. Já começou. E decerto ainda vai piorar. Europeu também pode explodir. Exatamente como asiático explode. É a mesma coisa.           
                                   E o mundo ocidental se horroriza com o que aconteceu na Europa. Mas por que não se horroriza quando acontece nos outros continentes?

                                               Blumenau 12 de março de 2004.


                                               Urda Alice Klueger

MAIS DOIS FILMES BRASILEIROS EM BERLIM

Rui Martins

Quase na última hora, surgiram mais dois filmes brasileiros no 65. Festival Internacional  de Cinema de BerlimBeira-Mar, de Felipe Matzembacher e Márcio Reolon; e Brasil S/A, de Marcelo Pedroso. Ambos participarão da mostra paralela Forum, onde há 43 filmes.
Embora o Brasil tenha um filme na competição internacional de curtas metragens (Mar de Fogo de Joel Pizzini – http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/festival-de-berlim-cade-o-brasil/747386/), o cinema português ficou fora de todas competições, mas participa também da mostra Forum com um filme documentário de Joaquim Pinto, premiado há dois anos em Locarno, com Nuno Leonel, sobre a pesca nos Açores – Rabo de Peixe.
Beira-Mar estréia em Berlim
Beira-Mar é uma das principais promessas da novíssima geração do cinema gaúcho: os diretores são Filipe Matzembacher, 27 anos, e Márcio Reolon, 30 anos, da Avante, produtora atuante tanto na produção de filmes quanto na realização de mostras e debates (os festivais Close e Diálogo de Cinema, por exemplo). Eles contam, em seu primeiro longa, a história de dois jovens (Mateus Almada e Maurício José Barcellos) que passam um fim-de-semana na frente da praia em pleno inverno, para resolver problemas de família, e acabam ficando numa casa envidraçada à beira de um mar frio e revolto. Ali, deparam-se com situações e decisões muito mais maduras do que esperavam encontrar. O filme segue na linha de pesquisa dos realizadores – o cinema jovem e de temática. Foi rodado em julho passado nas cidades de Capão da Canoa, Osório e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Sobre a escolha da locação, os diretores complementam: “Outro importante ponto para nós, enquanto realizadores, foi desenvolver uma narrativa que explorasse um lado do Brasil quase nunca abordado, distante do imaginário global sobre o país. Uma região fria, com pessoas mais apáticas e ambientes urbanos mais desertos. A revelação de um outro lado da diversidade nacional foi muito importante para nós.”
Brasil S/A  sem diálogos
Brasil S/A  com o título de Sonho Brasileiro, em inglês, é o primeiro longa metragem do cineasta pernambucano Marcelo Pedroso, de 35 anos, formado em jornalismo. O filme Brasil S.A. ganhou como o melhor longa, no Festival de Brasília e ainda levou outros prêmios, como roteiro, som e trilha sonora.
O filme conta, sem nenhum diálogo mas apenas sons, como um ex-cortador de cana fica sem emprego com a chegada das máquinas e migra para a cidade. O filme começa com a chegada de tratores e cortadoras, vindos da China, que desembarcam no porto e assinalam a fase do desenvolvimento tecnológico e do capitalismo predador contemporâneo, devastando a paisagem e criando a cidade.
O cineasta Marcelo Pedroso é filho de professores dos quais recebeu uma boa  formação política, tendo diversos engajamentos sociais, desde o diretório acadêmico na Universidade Federal de Pernambuco. Seu filme se inspira do ocorrido no Brasil nos últimos tempos.
Pescadores nos Açores
Rabo de Peixe , filme documentário dos realizadores portugueses  Joaquim Pinto, 66 anos, e Nuno Leonel, 45 anos, trata de pescadores dos Açores.
Joaquim Pinto recebeu o Premio Especial do Júri, do Festival de Locarno, em 2013, com o filme E Agora? Lembra-me.
Rabo de Peixe pergunta até quando se conseguirá proteger as águas dos Açores? Foi filmado na Ilha de São Miguel, Açores, onde a população sofre, involuntariamente, os efeitos devastadores da quebra de pescado no Oceano Atlântico.
Pedro, a personagem central do documentário, encontra-se no centro desse dilema. Protagonista de uma atividade duríssima, a pesca do espadarte, ele insiste em continuar contra ventos e marés. O filme vai ao encontro do homem e da sua família, num ciclo completo.

<b>Rui Martins</b>, correspondente em Genebra, estará do 5 ao 15 em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

Oriente e Ocidente – uma só via..

 .


No Ocidente, o Cristo afirmou:
"A Verdade vos libertará".
Um cristão pensador e psicólogo ponderou:
"O homem deve morrer à vida irreal, antes de nascer à vida real" (William James)
O medieval Tomás cantou:
"A Luz, sim! O fogo do amor é a fonte da Luz, pois pelo incêndio do amor chegamos ao conhecimento da Verdade."
Maritain completa:
"A Luz própria da contemplação infusa é o ardor do amor que arde na noite".
E o Oriente, com o Budismo, manda abismar-se na contemplação interior da sabedoria.
Luz de Tagore e dos místicos hindus.
Luz do Oriente e do Ocidente - não te apagues.
A mesma Luz.
O mesmo além.
O mesmo aquém.
A mesma trilha.
Afirmando a matéria sem negar o Espírito.

Terminando, Zen diria:
"Pelo trabalho, compreendendo por trabalho a realização ativa e concreta do amor"
Ah, as fronteiras do mundo - acabaram...


Germano Machado

vendredi 16 janvier 2015

VARAL EM JANEIRO!


Olá amigos,
Por aqui vamos vivendo o inverno, felizmente com dias claros de sol em meio aos dias nublados característicos da época. A neve já nos fez uma visita, mas foi breve e não permaneceu por aqui.
Entramos o ano novo preparando nossas atividades para 2015 e esperamos contar com você!
- As inscrições estão abertas até 25 de janeiro para nossa revista, edição especial com tema Mulher! Prosa ou verso, envie o seu texto com o tema Mulher para o e-mail varaldobrasil@gmail.com
- As inscrições para o III Prêmio Varal do Brasil de Literatura estão abertas! Veja o regulamento no site do Varalwww.varaldobrasil.com na seção Concursos. Concorrem: poemas, textos infantis, crônicas e contos!
- As últimas vagas para o livro Varal Antológico 5 serão preenchidas até final de janeiro. Não deixe passar a oportunidade de estar presente num excelente livro onde só os melhores são selecionados!
- Se você ainda não se inscreveu ou gostaria de inscrever seu (s) livro (s) para a Feira Internacional de Livros de Genebra, peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com as nossas condições de participação. Você pode vir pessoalmente autografar conosco, ou pode enviar seus livros para que sejam representados por nós. Uma oportunidade única, no maior evento literário suíço!
Se você desejar informações sobre qualquer uma de nossas atividades, escreva para nosso e-mailvaraldobrasil@gmail.com e responderemos com todo prazer!

jeudi 15 janvier 2015

Ponto e Vírgula

Olá, amigos! 
            Hoje, ao meio dia, no Ponto & Vírgula,  na TVRP,  ou pelo site http://tvrp.com.br/home/
uma entrevista bem especial com Prof. Dr. Odilon Iannetta, médico especialista em endocrinologia ginecológica e climatério.
            Dr. Odilon Iannetta, um dos médicos mais premiados, idealizou, criou e fundou em 1979, o Primeiro Serviço Público Multidisciplinar do Climatério do mundo, em Ribeirão Preto. Recentemente foi empossado na cadeira 36 da ABRASCI.
            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Entrevista com Anete de Fátima Berardo Sabioni) poderão ver clicando aqui...  https://www.youtube.com/watch?v=REPWrIhkX-8

Curtam nossa página no Facebook www.facebook.com/programapontoevirgula
 e acessem nosso site www.programapontoevirgula.com

Reprises do Ponto & Vírgula:
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30
E horários alternativos.




Irene Coimbra 
Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula


Que tal um cafezinho?



Autor: Donald Malchitzky

         Cercada de reportagens sobre as tristezas da humanidade - milhões de crianças famintas no Iêmen, conflitos religiosos na Índia, viciados em heroína em Cabul que viraram atração turística – uma notícia de Nápoles, na Itália dá um alento de civilidade, de sopro de esperança pela solidariedade: fala do “café suspenso”.
         Não é tão novidade assim, mas uma revitalização de um costume surgido na cidade durante a Segunda Guerra Mundial, em que a carência deu origem a um ato de solidariedade anônima: ao tomar um café na cafeteria – “Uma desculpa para bater papo e contar histórias”, segundo um frequentador atual – a pessoa que tivesse condições deixava outro pago para quem não tivesse como pagá-lo. Em tempos bicudos para a economia italiana, o costume voltou.
Divulgada boca a boca, possivelmente em muitos intervalos para cafezinho,  e pela Internet, a ideia passou a ser usada em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, e não só para café, mas também para pizzas, sanduíches e até livros.
Em tempos de egoísmo glorificado como chave do sucesso – ao menos esse é o resumo de muitos livros de formação de executivos – ações simples assim parecem fadadas ao fracasso, mas esta funcionou. Parece que o segredo está justamente na simplicidade em tocar o coração de quem tem um pouco para compartilhar. Talvez o próprio anonimato, uma vez que quem recebe nunca saberá quem foi o doador, também seja um fator decisivo, pois todos estamos cansados da caridade de sorrisos forçados para aparecer em fotografias que pululam na mídia. Nesse contexto, um suspiro de caridade desinteressada ajuda a desopilar a alma e o cérebro.
Pizzas distribuídas aos pobres, livros à disposição de leitores ávidos e sem dinheiro, sanduíches para quem está com fome ou simplesmente com vontade de comer com prazer, um cafezinho em bom ambiente, com direito a encostar-se ao balcão, puxar conversa ou ficar por ali, ouvindo os papos mais diversos e as teorias de salvação do mundo, pois é nesses ambientes que elas florescem, tudo ao alcance, dependendo apenas de um pedido, pois o principal já foi feito: resgatar as centelhas de bondade que ainda carregamos dentro de nós, apesar de tudo.
Vai um cafezinho?

                            13.01.2015

O BALLET DE CUBA E ALICIA ALONSO



Autoria: Adair Dittrich

Chegar em Havana numa quente e ensolarada tarde de verão e deslizar suavemente por imensa avenida arborizada que se estende desde o aeroporto até que se vislumbre o deslumbrante mar de infinitas cores era um sonho sonhado desde a minha adolescência aventureira.
Um mundo de cores ali, agora, ao meu alcance, o mesmo mundo que encantou espanhóis e outros povos depois que da ilha de Cuba não queriam mais sair.
E lá estava eu, boquiaberta ainda e esquecida da estafa pela longa jornada desde a minha casa até o local de frente ao mar onde ficamos.
Não se pode dizer ter conhecido Havana em tão curto espaço de tempo. Mas foi uma entrega total desde as primeiras horas para tudo observar, tudo ver, tudo ouvir e tudo sentir.
E, no meu mais recôndito eu havia algo a mais, um ponto máximo, um ponto clássico, um espetáculo que não poderia deixar de ser visto: uma apresentação do Ballet Nacional de Cuba. O magnífico Ballet de Cuba, mostrado, divulgado e que ficou no mundo conhecido através da arte inigualável da legendária bailarina cubana Alicia Alonso.
Ainda estou em êxtase quando lembro que tive a grande chance de ter podido ver a grande dama do balé mundial sendo aplaudida em pé e ovacionada ao aparecer em seu camarote sorrindo do alto de seus noventa e dois anos.
Alicia Alonso é a diretora geral do Ballet Nacional de Cuba e diariamente ela lá está dando lições, desenvolvendo coreografias, instruindo bailarinos.
Cega desde os setenta anos de idade não se entregou a essa deficiência e presente está em cada momento, em cada ensaio, percebendo com sua sensibilidade artística qualquer passo em falso, qualquer deslize, qualquer erro, apenas pelo som dos pés dos bailarinos nos palcos e nos tablados.
 A apresentação que assistimos foi “Gala Amistad Cuba-China”, uma função especial do Ballet Nacional de Cuba com os primeiros bailarinos do Ballet Nacional da China.
E os bailarinos no palco eram como aves e como nuvens no espaço dançando ao som de selecionados excertos de célebres peças do Balé Clássico como Cenas de Giselle, Pax-de-deux de Esmeralda, Duo de amor de Espártaco e de O Corsário. E não poderia faltar o clássico Dom Quixote para encerrar o espetáculo de gala.
E, ao final, ela, a legendária vem à boca de cena, ladeada pelos bailarinos, para o coreográfico agradecimento. Uma das cenas mais emocionantes foi ver Alicia Alonso fazer aquele gesto no palco, quase genuflexa frente ao público que não cessava de ovacioná-la em pé!
Impressão de que o Teatro Nacional de Cuba quase viria abaixo com a torrente de aplausos, que duraram mais de dez minutos, enquanto lágrimas de emoção lavavam meu rosto e saí de lá em silêncio, gratificada por ter visto e aplaudido a magnífica bailarina e coreógrafa Alicia Alonso.

                                   Dezembro de 2014.
                       


mardi 13 janvier 2015

Um fim de ano na praia


Em um dia longínquo de estudante em país estrangeiro, por acaso deparei-me com um verso do poeta Walt Whitman, dizendo simplesmente, “estar com aqueles a quem amo é suficiente para mim”. Parei naquela leitura refletindo sobre a verdade nela contida. Tempos depois, lendo o grande escritor francês do século 17, La Bruyère, dei de novo com a mesma frase. Aliás, La Bruyère deixou um monte de verdades escritas em seu livro, “Les Caractères”. Desde então, “to be with those I love is enough” ou “être avec ceux que j’aime est suffisant” passou a ser um de meus motes prediletos.
Em termos práticos, o problema é, justamente, conseguir estar com as pessoas que amamos, principalmente quando as temos em profusão. Então, precisamos organizar o nosso tempo, cuidadosamente, de modo que possamos sempre usufruir da companhia delas. Outro problema, mais grave ainda, é descobrir quem de fato são nossas pessoas amadas, às quais queremos dedicar um pouco de nosso tempo. Muitas vezes, pelas razões mais estranhas, acontece de alocarmos tempo a quem não merece.
Uma vez, aconteceu-me de ser convidada por pessoas que amo infinitamente, para celebrar com elas as festas de fim de ano. Aceitei sem pestanejar, pois além da companhia agradável, havia a magia do local – uma linda praia no litoral sul deste imenso país que é o nosso. E lá fui eu de malas e bagagem para a praia comemorar com pessoas que me eram caras a natividade do filho de Deus e a virada do ano velho para o novo.
Ao chegar, vi logo que minhas pessoas queridas não eram só minhas, coisa muito natural. E que eu teria de confraternizar com pessoas que eu apenas conhecia. Elas estavam lá e, como eu, eram queridas dos anfitriões. Pensei, filosoficamente, na relatividade da vida, das coisas, e decidi que o melhor seria enturmar-me e aproveitar aqueles momentos únicos dos últimos dias de um ano que se estava esvaindo. Além do mais, o tempo estava lindo e as pessoas pareciam interessantes. Assim o fiz!
Diante da imensidão do Oceano Atlântico e olhando a linha do horizonte confundir-se com o mar, refleti sobre a pequenez física do ser humano. E aquelas famosas perguntas que ouvimos do professor de filosofia no primeiro dia de aula, “Quem somos nós? De onde vimos? Para onde vamos?” vieram à baila. E a matutar sobre elas, horas foram passadas na sacada do apartamento de frente para o mar.
Foi, então, que uma velhinha, integrante do grupamento até então heterogêneo, se aproximou e começou a conversar. Mais consigo mesmo ou com interlocutor imaginário do que com alguém mais. Com aquele jeito de pessoa de idade avançada, acostumada ao descaso dos mais jovens, ela fazia perguntas e as respondia hesitante, como que esperando que outra pessoa entrasse na conversa. Mas, nada! Não que não houvesse outras pessoas ao redor. Havia muitas, porém todas ocupadas com seus próprios destinos. Então, comecei a entrar na dela, e, de repente, a conversa se tornou tão interessante que sem nos darmos conta o grupo aumentou tanto que não havia mais assentos suficientes, sendo o chão uma opção plausível. Eram adultos, jovens, crianças, todos a ouvirem da boca da anciã, entre outros assuntos, como era lindo e aprazível aquele lugar anos e anos atrás.
Evidentemente, os mal entendidos aconteceram, com falhas de comunicação provocadas pelos ouvidos já desgastados da anciã. Inúmeras vezes ela confundiu as perguntas que se faziam causando situações hilariantes. Mas nada disso desestimulou os seus relatos. Nem os ouvintes atentos às boas histórias se entediaram.
Foi um prazer perceber que mesmo os jovens passaram a se interessar pela fala da velhinha. Muitas vezes essas conversas eram solilóquios talvez pouco evidentes ao ouvinte menos avisado. Mas, o importante é que aquela criatura tão vivida teve a oportunidade de exteriorizar suas idéias, de se fazer ouvir, não permanecendo no casulo a que a idade geralmente condena as pessoas.
A conclusão dessa temporada na praia em mais uma virada de ano foi surpreendentemente simples e coerente com o espírito de solidariedade humana que a própria época pregava. Parece que todos compreenderam que o ser humano seja jovem ou velho é ávido de atenção, e que não custa muito lhe dar o que pede. O grupo antes heterogêneo ao final da temporada se tornou coeso. Pessoas que antes eram apenas conhecidas passaram a ter um elo forte de amizade e de carinho. Senti que o verso de Walt Whitman e o pensamento de La Bruyère foram enriquecidos. 
Marluce Portugaels
Professora



Vaga aspereza....


Transitei, tão logo possível, pela vaga
Aspereza de um só amanhã,
Assim o fiz, não me dei por vencido,
Sabia do tempo a que traduzir,
E dos enlevos que me coube assimilar, pus
Divisa demarcatória em todos, e também
Em um só, deles, é óbvio, o primeiro,
Partida e chegada deste querer que aos meus
Passos guia pelos ínvios caminhos destas tantas
Proposituras sentimentais,
Transitei por um mundo nitidamente insensato,
Desprovido de alma, a que, tanta indiferença,
Mortais perfis injetou,
Povoados por pedras, à frente despontavam
Caminhos, a que transmutar me era aprazível,
E assim diria agora, talvez ao meu próprio ser
Voltando a ouvir,
Dei sequência direta ao que Deus continuava
A me indicar, transitando junto aos meus ideais
De liberdade pelo chão destes caminhos que tão
Já ainda não penso em esquecer....!!!




José Roberto Abib – Capivari, 08/01/2015 

lundi 12 janvier 2015

ESCRITOR, COLOQUE SEU LIVRO NO MAIOR EVENTO LITERÁRIO SUÍÇO!


Clique na imagem para aumentar

ANTOLOGIA DO VARAL, VENHA PARTICIPAR!


Clique na imagem para aumentar

CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL!


vendredi 9 janvier 2015

Crônica da Urda

Meu herói Wilberto Boos
                       


                                   Faz 58 anos que nasceu por aqui um menino que iria ser um exemplo de vida para mim. Das pessoas das minhas relações, nunca vi outra tão fiel a si própria quanto esse menino Wilberto Boos, que conheci quando já era garoto, e que, de perto ou de longe, sempre esteve assim ao meu alcance e ao alcance dos meus amigos e da minha cidade, com sua simplicidade, sua fragilidade (sofreu muitos acidentes, principalmente por atropelamento – em um deles chegou a perder um irmão), sua simpatia... e sua tremenda força.
                                   Eu o conhecia por Boos – penso que era assim que a maioria das pessoas o chamava. Boos, o ciclista – pois ser ciclista foi sua grande marca neste planeta, embora não fosse ciclista de competições e de medalhas: Boos era ciclista para ser feliz. Sua atividade laboral acabou sendo uma oficina de bicicletas, e quantas gerações ele influenciou com sua arte modesta! Pessoas mais velhas do que ele, e pessoas da idade dele, e pessoas mais jovens que ele, e pessoas muito mais jovens que ele, e a garotada que está chegando agora... para todos o Boos foi exemplo e foi ideal, e ele sempre foi tão fiel a si mesmo que nunca precisou fazer nada para ser tudo, para que a gente quisesse ser como ele.
                                   Um jornalista teve a sorte de gravar um depoimento dele, onde fica tudo explicado:
       “Por que eu pedalo? Pedalando descubro ou descortino a cidade onde vivo. Pedalando, olho nos olhos das pessoas pelas quais passo e as cumprimento como amigos. Pedalando eu vejo pássaros e demais seres da cidade, vejo o rio e sua dinâmica nas marés. De bicicleta consigo ver, a cada curva, uma nova silhueta do verde que ainda emoldura nossa cidade. Sinto o vento, o calor, os cheiros da cidade, a chuva, o frio, as cores e, às vezes, também a dor. Sei que não conseguiria ver tanta coisa bonita não fosse com a bicicleta, simples,silenciosa, dinâmica.É minha incansável forma de viver e ser feliz.
                                   Esse era o Boos. Tão completo que era capaz de fazer a felicidade de uma praça toda só por estar lá, que estimulou tanta gente a fazer tantas viagens de bicicleta, que levou tanta gente a pedalar, liderança inconteste para as mais diversas idades, e como tantos, eu também não sabia o quanto ele pedalava com dor, sequela dos seus tantos acidentes.
                                   Acho que foi em setembro que um AVC o pegou, mesmo sendo o atleta que era. Foi muito, muito penoso o calvário que ele teve que subir a partir daí, algo com noventa dias numa UTI. Era como se ele esperasse um momento grandioso para colocar asas nos seus pedais e sair voando para lugares que ainda desconhecemos. E houve um dia tão cheio de coisas boas que ele deve ter sabido que a hora chegara. Na véspera, o mundo se enchera de coisas maravilhosas, de boas energias. Estados Unidos e Cuba reataram relações diplomáticas, depois de mais de meio século de separação; voltaram para casa os heróis cubanos que os Estados Unidos mantinha no fundo das suas prisões há 16 anos. Nesse mesmo dia, a União Européia reconheceu o direito da Palestina ser um Estado, e as FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e Exército do Povo) comunicaram que estavam entrando num período sem mais agressões por tempo indeterminado, o que está fazendo com que forças de todos os lados estejam a pressionar o governo de Bogotá a tomar também a mesma atitude. É verdade que há, ainda, muita coisa ruim acontecendo no mundo, mas eu diria que aquele foi um dia abençoado. Parece-me ver o Boos então dizendo um “Ok!” para seus anjos da guarda, e se preparar para partir. E, na madrugada, num brilhante caminho de névoas iridiscentes, Wilberto Boos pegou sua bicicleta mais uma vez, já então uma bicicleta alada, e pedalou de novo, dessa vez dentro de tanta luz que nós ainda não temos condições de saber muito a respeito.
                                   Até à vista, Boos! Tu foste e tu és meu herói! A gente se encontra mais para a frente!

                                   Blumenau, 27 de Dezembro de 2014.
           
                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.




jeudi 8 janvier 2015

Anete de Fátima Berardo Sabioni hoje no "Ponto & Vírgula"!


            Ribeirão Preto, 07 de dezembro de 2014.
           
            Amigos, vejam o que teremos no Ponto & Vírgula, hoje, às 12h, na TVRP, e sexta-feira, às 20h na TV MAIS RIBEIRÃO: 

            Primeiro bloco:
            Recadinhos!
            A Poeta de Ontem: Cora Coralina - Poema: O que é viver bem?
            A Poeta de Hoje: Sílvia Regina Costa Lima - Poema: O Anjo

            Segundo Bloco:
            Bate-papo bem descontraído com Anete de Fátima Bernardo Sabioni sobre Natação Master para pessoas acima de 50 anos.

            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Retrospectiva do Ponto & Vírgula em 2014), poderão ver clicando aqui...   https://www.youtube.com/user/pontoevirgularp


Curtam nossa página no Facebook www.facebook.com/programapontoevirgula
 e acessem nosso site www.programapontoevirgula.com

TV MAIS RIBEIRÃO – Canal 22 – Net
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h

Reprises do Ponto & Vírgula:
TVRP – Canal 9 - Net
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30


mercredi 7 janvier 2015

O POETA DE LA BODEGUITA DEL MEDIO

  
Autora: Adair Dittrich

Conhecer Cuba foi a realização de um sonho há décadas acalentado. Um sonho da época da inocência, sonho desde quando a ilha era a fantasia, o centro festivo do mundo. Cuba dos musicais e dos cassinos que atraia a sociedade mundana da época ávida por um faz de conta sem começo e sem fim. Cuba que inspirou músicos e poetas e era o fundo encantando de muitas histórias que Hollywood nos contava.
Muita coisa mudou por lá. Aquele mundo do faz de conta que só trouxe benefícios a magnatas e ao poder então estabelecido teve seus dias contados e o próprio mundo aplaudiu a sua queda.
E mudanças muitas aconteceram. Delas todas todos sabemos. Mas, as mudanças políticas, no entanto,  não expurgaram A intenção do professor com esse movimento não é ditar regras e dar o assunto como encerrado. Ele quer justamente o contrário: ouvir e ler o que as pessoas têm a dizer; trocar ideias; debater; conhecer interpretações diferentes. Mostrar a todos o quanto a língua portuguesa pode ser simplificada. Tudo isso tendo como base um critério mais moderno, baseado na linguística comparativa e aplicada. A intenção do professor com esse movimento não é ditar regras e dar o assunto como encerrado. Ele quer justamente o contrário: ouvir e ler o que as pessoas têm a dizer; trocar ideias; debater; conhecer interpretações diferentes. Mostrar a todos o quanto a língua portuguesa pode ser simplificada. Tudo isso tendo como base um critério mais moderno, baseado na linguística comparativa e aplicada. A intenção do professor com esse movimento não é ditar regras e dar o assunto como encerrado. Ele quer justamente o contrário: ouvir e ler o que as pessoas têm a dizer; trocar ideias; debater; conhecer interpretações diferentes. Mostrar a todos o quanto a língua portuguesa pode ser simplificada. Tudo isso tendo como base um critério mais moderno, baseado na linguística comparativa e aplicada. professor Ernani viu uma publicação que eu coloquei aqui na página http://on.fb.me/1t0qgXE e ficou surpreso com o alcance que ela teve. Pediu que conversássemos a respeito do assunto, cujo tema principal é o movimento "Simplificando a Ortografia". professor Ernani viu uma publicação que eu coloquei aqui na página http://on.fb.me/1t0qgXE e ficou surpreso com o alcance que ela teve. Pediu que conversássemos a respeito do assunto, cujo tema principal é o movimento "Simplificando a Ortografia". professor Ernani viu uma publicação que eu coloquei aqui na página http://on.fb.me/1t0qgXE e ficou surpreso com o alcance que ela teve. Pediu que conversássemos a respeito do assunto, cujo tema principal é o movimento "Simplificando a Ortografia".a alma cubana que é toda arte, toda poesia, todo um encanto.
Havana poreja arte em cada esquina, em cada parede, em cada viela.
Na parte velha e tradicional da cidade encontramos a apaixonante “Bodeguita de Medio”, um bar de pequenas dimensões onde não se desfruta apenas dos tradicionais coquetéis à base do famoso “Ron de Cuba”, mas também de um maravilhoso som de flauta, violino, violoncelo e guitarras acompanhados por canoras vozes que cantam desde os clássicos boleros de outrora até a contagiante salsa de agora, além de nossas brasileiras músicas.
Um local pequeno onde as paredes estão cobertas de mensagens de ilustres personagens do mundo que por lá passaram, como os escritores Ernest Hemigway e Françoise Sagan que lá estiveram na década de sessenta.
Ao lado da porta, do lado de fora, em sua cadeira sentado, em frente a uma clássica e romântica Olivetti portátil, encontrei o encanto do velho poeta Orlando Laguardia, o poeta de “La Bodeguita del Medio”. Lá ele passa os dias, divertindo-se ao fazer versos, poetando em sua pequena e velha máquina de escrever e vivendo da vida as mais belas páginas.
Garboso e elegante em sua imaculada calça de linho branco, pergunta-me o  nome e vai ali, na pequena e velha máquina, batendo letras, palavras e frases que, colocadas no papel formam um poema, num improviso sutil.

E assim o poeta escreveu:

“Adair Dittrich llego
 con un amor brasilero
 por esso escribirle espero
 de mis versos lo mejor
 una señora hecha flor
 una persona gentil
 y de manera sutil
 por amable dulce y bella
 Adair es una estrella
 que nos envia Brasil.
                                   Obrigado”.


E o que ele me entrega se torna um diploma, um certificado de que  eu estive lá, em “La Bodeguita del Medio, Habana Vieja, a velha cidade de Havana de tanta cultura acumulada em séculos de sangue e histórias.

Dia de Reis


mardi 6 janvier 2015

ANTOLOGIA DO VARAL DO BRASIL PARA 2015!


CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL


lundi 5 janvier 2015

REVISTA VARAL DO BRASIL - JANEIRO DE 2015



Varal estendido!

E nos despedimos de mais um ano! Um adeus a tudo o que vivemos em 2014 e que nos deixa a saudade e as lembranças.
E entramos de cabeça em mais um ano, com todas as expectativas e esperanças. 2015 que nos aguarde, estamos chegando com tudo, todas as forças e toda vontade!
O ano de 2014 para nós do Varal do Brasil foi muito positivo.
Tivemos a segunda edição de nosso Prêmio Varal do Brasil de Literatura, premiando autores brasileiros e portugueses. E já abrimos as portas para a terceira edição do concurso!
Tivemos uma magnífica participação no 28o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, com a presença de muitos escritores vindos de muitos cantos, inclusive os renomados Alice Ruiz e Luiz Ruffato.
Tivemos a edição de duas antologias: Voando em Bando, produto do Grupo do Varal no Facebook, com nossos “exercícios” em equipe realizados quase que semanalmente. E o já tradicional e inovador Varal Antológico 4, com vários autores e uma capa maravilhosa da artista plástica Maria Lagranha.
Nossa revista ultrapassou as quarenta edições e tem alcançado cada vez mais lugares e pessoas, seguindo ao encontro dos leitores por e-mail, sites, blogs e redes sociais. O número de participantes, sempre significativo, mostra bem que o nosso “sem frescuras” ainda tem muito o que mostrar!
O Varal do Brasil  foi assim cumprindo sua meta de divulgação da língua!
Para o ano de 2015, estamos já nos movimentando, e muito!
Começam a chegar os livros que participarão conosco do 29o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra. Já vai se formando o quadro de autores que estarão autografando conosco. E isto só aumenta a nossa grande emoção, que atingirá seu máximo de 29 de abril a 3 de maio. Ainda mais que além de todos os autores inscritos, teremos conosco Cintia Moscovich, Marcelino Freire e Ronaldo Correia de Brito. Sim, nosso estande é especial e nós nos orgulhamos de trabalhar seriamente com a literatura!
Fechando em fevereiro o livro Varal Antológico 5 ganhará vida pela primeira vez através dos ares de Genebra, sendo apresentado no Salão do Livro. Uma honra para nós termos estes autores escolhidos!
Desejamos agradecer a todos os que estão sempre conosco, participando das atividades do Varal ou simplesmente acompanhando. Você é muito importante para nós!
Assim, desejamos que 2015 seja um ano de muita paz, muitas alegrias e muito sucesso e que a literatura de nossa língua tão linda brilhe ainda mais no Brasil e no exterior.

Feliz Ano Novo!

Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...