vendredi 27 février 2015

Convite - Lançamento do livro "Ian Amos Komenký (Coménio)" de Delmar Domingos de Carvalho


Convite - 7 de Março - Lançamento da Revista Cultural Licungo nº2


jeudi 26 février 2015

SER ESCRITOR HOJE EM DIA: DIFÍCIL!





Hoje em dia milhares de livros são publicados por ano no Brasil e no mundo. A grande maioria financiada pelos próprios autores, que não tem o aval das grandes editoras e nem das grandes distribuidoras. O resultado disto é uma quantidade muito grande de livros sem grandes chances de entrar no mercado literário.
O autor deve, além de escrever o livro, ser muitas vezes o seu próprio produtor, distribuidor e vendedor. Faz lançamentos, onde escoam-se alguns exemplares e depois fica à mercê de umas poucas livrarias que aceitam vender a obra.
Muitas editoras se aproveitam da fragilidade do "auto" editor e propõe serviços básicos de edição sem sequer propor também revisão e uma boa diagramação. E é destas editoras que em geral nascem livros de baixíssima qualidade que têm ainda mais dificuldade de acessar o mercado.
Outras editoras propõe mais serviços, mas, em contrapartida, reservam-se os direitos autorais e estes últimos são assim usurpados do autor que se vê na obrigação de comprar exemplares do próprio livro sem ter direito a ele.
São tristes estas situações todas, pois enquanto uns poucos "escolhidos" conseguem derrubar a barreira editorial e comercial e têm seus livros editados e bem distribuídos, uma grande maioria de escritores não chega nem perto de tudo isto.
Vive-se o sonho da edição. E o pesadelo da distribuição e da divulgação.

Aqui em Genebra fazemos um bom trabalho de divulgação. Durante o Salão de Genebra (Livro e Imprensa), o autor conhece outros autores, troca experiências; conhece meios de edição, de propaganda. O escritor participa de sessões de autógrafos, tem seu nome difundido em blogs, sites e redes sociais. E isto internacionalmente, pois a feira de Genebra além de ser a maior feira literária suíça é também uma das mais conceituadas da Europa.
Com o VARAL DO BRASIL nós oferecemos através do Salon du Livre, Genève a divulgação do livro, sessões de autógrafos, contatos importantes para formação de uma network (ninguém mais vive sem hoje em dia).
Informe-se conosco, os que já participaram com certeza recomendam!
varaldobrasil@gmail.com

Alberto Gonçalves e Mário A.G.Leal hoje no Ponto & Vírgula!!!

            Olá, pessoal! 
            Vejam o que teremos hoje, ao meio dia, no Ponto & Vírgula, da TVRP e no mesmo horário, neste site: http://tvrp.com.br/home/

            1º. Bloco
            O Poeta de Ontem - Vinícius de Morais - Poema: Soneto da Separação
            O Poeta de Hoje - Ricardo José Daiha Vieira - Poema: Partilha
            Entrevista com Alberto Gonçalves, escritor e secretário da Academia Ribeirãopretana de Letras.
           
            2º. Bloco:
            Entrevista com o poeta Mário A. G. Leal, sobre seu livro Limitações e também uma de suas especialidades Bonsai!
            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Entrevista com Dr. Nelson Jacintho, sobre a Feira do Livro) poderão ver, clicando aqui... https://www.youtube.com/watch?v=u1PZA_fGz34
Curtam nossa página no Facebook www.facebook.com/programapontoevirgula
 e acessem nosso site www.programapontoevirgula.com

Reprises do Ponto & Vírgula na TVRP ou pelo site http://tvrp.com.br/home/
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30
e horários alternativos.

 TV MAIS ou pelo site: http://www.tvmaisribeirao.com
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h
e horários alternativos


Irene Coimbra 

Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

mercredi 25 février 2015

A MAIOR FEIRA LITERÁRIA SUÍÇA: VENHA VOCÊ TAMBÉM PARA GENEBRA!




kisuco e kaviar

                                                     kisuco e kaviar
                                                                                 (eleaesse)


             Início de 1.970. A escuridão e o absoluto silêncio tomavam conta da, ainda virgem, floresta amazônica. Nunca se vira, em toda a existência desta floresta, tamanho breu. Tão fúnebre silêncio. Apesar do céu limpíssimo, nenhuma estrela. Era noite de lua, mas, onde estaria a lua?  Uma limpíssima noite e... sem lua ou estrelas. Cadê os bichinhos da noite? Nem as corujas, nem os vagalumes, nem os sapos cururus... Nem as cachoeiras, nem os rios e igarapés. Nem uma folha, entre milhões, balançava. Era sábado! Dia de festa na floresta!... Porque todo aquele e tenebroso silêncio!?... Porque aquele noturno céu, de cor tão, tão estranha, pesada?...
Sim, a grande floresta estava quieta, cansada. Desgostosa e depressiva. Por volta das cinco da tarde, antes da noite chegar de fato, a virgem floresta bem que fizera grande algazarra. Uma digníssima manifestação.  A grande floresta se mexeu, sim senhor. O sopro do grande vento, agitando cada árvore; o redemoinho nervoso nos rios e igarapés; o agudo tororó das grandes cachoeiras; o estardalhaço nos bicos das mil aves; os urros medonhos dos mamíferos; o deslizar e o assovio nervoso das grandes e pequenas serpentes e os olhares imensamente inocentes de todos os filhotes. Oh, mas não era o tipo de  manifestação em que se espera colher bons resultados. E a grande floresta já sabia disso. Sabia que, infelizmente era uma causa perdida, inreversível. Mesmo assim... Quem sabe, um milagre... Um milagre nos feixes de luzes violetas, vindos da cantoria. Cantavam sim,  os espíritos dos grandes caciques, saídos das malocas e tabas, sagradas e eternas, para virem, também eles, defender a floresta. Sua floresta.
Porém... Nada! Nada adiantou. A força e a decisão, o destino, estavam já escritos e  sacramentados, num rico palácio em Brasília. E hoje, este palácio estava em festa. Com a poderosa rede-povo mostrando ao vivo, em horário nobre.
 Oito da noite. Cansada. Uma floresta inteira, a maior do planeta, totalmente parada, estagnada. À mercê duma festa. Numa cidade cujo nome era Brasília. Brasília, porra,  ainda uma simples adolescente e designando o destino de centenas de vidas, flora e fauna. Uma adolescente, porra, de vestidinho curto, buçanguinha ainda sem pelos, e toda maquiada, bêbada e bancando o festão mad in listrado nas coress red e blue.
Sim, festa esta, ansiosamente aguardada pelos plebeus do país verde-amarelo. Pobres corpos destituídos de quase tudo. Mal instruídos, mal alimentados... Desgovernados. Plebeus em corpos de plebeus... Mal aguardando chegar o final da novela das oito para, definitivamente, grudar os glóbulos dos olhos no vidro da TV. De nada adiantou a grandiosa manifestação no seio da maior flora e fauna do mundo. Os glóbulos dos olhos, profundamente grudados na tela hipnótica, deixam cegos e surdos, os plebeus. Ah, danem-se, porra de onça, macaco, rios e árvores. Dane-se o vento, que nasce lá e chega tão fresquinho na cidade, assoprando com carinho seus calorentos barracos. O importante era a festa. E ela já ia começar. Tava na hora da pipoca e do kisuco de groselha. Alguns nem isso tinham; contentavam-se com um pedaço de pão seco e uma dose de cachaça. Mas, quem se importa com pão seco e kisuco de groselha, quando do outro lado da TV existe uma festa com wisk e caviar, e tanto fidalgo(a) bonito pra se ver, invejar?!...
Haja índio, onça, macaco, rio e árvore, para um plebeu escutar e desgrudar os glóbulos. Parar e raciocinar, talvez até chamar atenção dos outros plebeus. E haja cachaça, mortadela e kisuco.
E pior é que estes plebeus nem podem voltar no tempo ― como o Super-Homem fez no filme.
            Apolônio Helmam Brasil, embasbacado, caminhava. Caminhava no meio duma multidão. Uma multidão de fardas, ternos e pomposos vestidos. Uma multidão de fidalgos fardados ou não. Talvez fosse apenas uma impressão, mas juraria que aqueles fidalgos caminhavam nas pontas dos pés e mantinham os queixos estranhamente levantados, empinados. Que olhares frios, cínicos! Nossa!... Que pessoas estranhas!... Pareciam seres de outro mundo, desembarcados numa grande festa, realizada num planeta inferior,  cujo nome era Brasília. Ah,  talvez fosse só impressão de Apolônio.
Caminhava agora junto ao homem de terno, que não se afastava um metro dele. Inclusive  Apolônio, por duas vezez alertou a esse homem que ele precisava buscar seu maço de cigarros, deixado no bolso da sua roupa, quando exigiram que ele a trocasse pelo macacão verde-amarelo e o capacete branco. Foi lhe comunicado que não ficava bem ele fumar logo ali, no meio de tanta gente importante. Apolônio olhou em volta e viu dezenas de mãos segurando charutos, cigarrilhas, cigarros e dois estrangeiros tragando cachimbos. Olhou espantado para o homem de terno, que meteu a mão no bolso.
―Tome!... Tome um dos meus.  Mas vá fumar no banheiro!...
O homem de terno, bem cedo chegara na casa de Apolônio, intimando que ele o acompanhasse urgente à Brasília, que a empresa tinha uma tarefa especialíssima. Afinal Apolônio era (é) o melhor operador de máquina da grande empresa.
Que festa. Bem em cima do majestoso palanque, uma solitária corneta, que trazia pendurada uma bandeirola do Brasil, começou a soar. Aos poucos foi se fazendo silêncio e a corneta tornou-se ainda mais solitária. Toque do silêncio, toque de recolher, toque da alvorada... Toques.
No banheiro, Apolônio, na metade da mijada e do cigarro, ouvia a corneta. Ouviu
também a já familiar voz do seu implacável seguidor de terno e óculos escuros.
―Senhor Apolônio, olhe pra mim e preste bem atenção: assim que a corneta parar, o senhor vai encaminhar-se até sua máquina que está estacionada no meio do gramado. Preste bem atenção, pra não ter errada. O senhor vai caminhar até a máquina. Caminhe marchando, igual no sete de setembro, com os passos bem fortes.  Suba bem devagar na máquina e, antes de entrar na cabine, vire-se e acene na direção do palanque das autoridades, depois ligue o motor. É pra ligar e acelerar com vontade! É pra todo mundo ouvir!... Ah, sorria sempre. Nada de cara feia! Sorria sempre. Não repare pros aplausos, nem no foguetório. Acelere, acelere a máquina e derrube sem pena o pé de castanheira que está bem na frente da máquina. É pra botar a bicha abaixo com vontade!... Vou repetir: acelere fundo, atropele e passe por cima da árvore, e sorria sempre!... O senhor tem dentes bonitos, pode abusar. Vê se não esquece: quando a castanheira tiver deitada, é para passar por cima com vontade!... Depois o senhor pode descer da máquina. Desça e acene de novo para o palanque. Não esqueça: sempre sorrindo. Sempre sorrindo!...
Apolônio pediu mais um cigarro e sentiu vontade de urinar, de novo. Saiu do enfumaçado banheiro e um suor gelado começou a escorrer na sua coluna vertebral. A lona de plástico verde–amarelo estava sendo retirada da sua máquina. Primeiro ficou espantado, depois achou ridículo, sua tão confiável máquina de trabalho, toda enfeitada com balões multicoloridos e mil bandeirolas. Dezenas de adesivos de empresas, bancos, lojas e até duma emissora de TV. Também os símbolos dos Três Poderes. Ah, sua valente máquina mais parecia um pavão enfeitado. Pra quê, pelo amor de Deus, aqueles dois fuzileiros navais, prostrados ao lado de sua brava máquina, armados até os dentes e com pesadas mochilas nas costas?!... Para quem, pelo amor de Deus, os dois davam a sisuda continência?!...
            A corneta parou de repente e Apolônio pensou que era a hora. Chegou a marchar três passos, mas foi contido pela sombra de terno escuro. Ainda não era a hora. A banda da marinha iniciou a execução do hino nacional e os que estavam no palanque, inclusive os de trajes civis, bateram continência. Pouco a pouco as centenas de convidados espalhados pelo vasto gramado, iam aderindo à seriíssima continência. Bastava que olhasse para o outro, que já estava na típica posição militar, para imediatamente, ele também levar a esticada mão até a testa: sisuda continência. Daí a alguns minutos todos estavam voltados para o imponente palanque, numa absurda e generalizada continência. A década era de 70. E os anos, chumbosos. Ah, quantas e quantas mãos, batidas em tantas testas de ferro. Ou de chumbo.
            Ao término do Hino, observou-se um minuto de profundo silêncio e a seguir ouviu-se uma poderosa voz saída das caixas de som:
            “ ―Atenção, atenção senhoras e senhores. Com a palavra o senhor excelentíssimo Presidente da República, General...”
            O General Presidente falou cinqüenta e seis minutos. Depois foi a vez ministro de gabinete, também general, que só falou quarenta e cinco minutos, passando a vez para o general ministro dos transportes, que falou um pouquinho mais, dando o lugar para o general, ministro das forças armadas, que depois passou para o general...
            Incrível, fantástico... extraordinário!... Duas horas e pouco de intensa falação, general-izada e as centenas de fidalgos ali em pé, com as mãos em riste, na testa.  Porra, será que nem cãimbra sentiam? Por pouco Duque de Caxias, outro General, não arrebenta sua catacumba e vem participar daquela delícia.
            E a corneta recomeçou seu soar melancólico. De repente começou e de repente parou.
             ―É agora, Senhor Apolônio!... Não esqueça o que lhe falei!... Se mexa, homem!...
            E Apolônio marchava ao encontro da sua enfeitada máquina. Segurava com força o cano de ferro que empunhava a grande bandeira do Brasil. Os pés pareciam duas bolas de chumbo e as atléticas pernas, tão acostumadas a duros pedais de freios e embreagens, agora tremiam e tremiam. Quanto mais marchava, mais longe parecia ficar a bendita máquina.
            Enfim, conseguiu sentar no banco da cabine. Os refletores e flashes de dezenas de fotos o cegavam. Custou a achar o tão familiar botão vermelho que ligava a máquina. Não podia deixar de sorrir. “–Sorria sempre!...” E pensar que tudo isso tava sendo transmitido ao vivo... O que, neste momento, estariam comentando, sua esposa e filho!?... E os vizinhos!?... E os colegas de trabalho!?... Acelerou.
            Acelerou com raiva como se quisesse estrangular o poderoso motor. Jorros de fumaça negra fugiam pelo cano de escape. Engrenou a marcha e partiu pra cima da secular árvore. O silêncio de todos, cortado apenas pelo ronco do motor, permitiu ouvir-se nitidamente a pancada seca e a seguir o estalo e o sinistro som do baque da secular árvore de encontro ao solo. Por um segundo Apolônio julgou ver aquela árvore sorrindo para ele. Nunca soube decifrar aquele sorriso. Por toda sua vida, Apolônio passou tentando entender que  diabo de sorriso fora aquele. Jamais conseguiu.
            Imenso. Grandioso. Quase vinte minutos e o foguetório não terminava. Estrondoso. Aplausos, gritaria, tiros pro alto... Apolônio mal saltou da máquina e já foi seguro num braço pelo seu implacável seguidor de terno e óculos escuros. Devido ao barulho, quase não ouviu: “―Tome um cigarro! Mas vá fumar no banheiro!...


                                   EM VÁRIAS PRAÇAS DO MUNDO
                                   MÃES CHORAM DESEGANADAS
                                   FILHOS MORTOS OU TORTURADOS
                                   BANDEIRAS CONTRA ARMADAS

                                   EM VÁRIAS PRAÇAS DO MUNDO
                                   MÃES CHORAM DESESPERADAS
                                   FILHOS PRESOS E VICIADOS
                                   ELITES E FAVELADOS

                                   QUAL SERÁ A PRAÇA DO MUNDO
                                   QUE ABRIGARÁ TODAS AS MÃES
                                   MÃES DOS RIOS E DOS PEIXES
                                   DA ONÇA E DO MACACO
                                   MÃES DE TODA A PASSARADA
                       
                                   QUE PRAÇA ABRIGARÁ AS MÃES
                                   DA FLORESTA ANIQUILADA?...


            Não. Nunca, nem ninguém soube direito o que aconteceu. Plebeu nasce e morre plebeu. Por isso juram que não sabem o que houve em suas TVs, naquele sábado à noite, precisamente no início da transmissão da grandiosa festa. Os pedaços de pão seco e os pacotinhos de kisuco, sabor groselha, já estavam em cima das velhas, tortas e desforradas mesas, carcomidas pelos cupins. As garrafas de cachaça vagabunda foram retiradas de baixo dos tanques de lavar molambo, assustando as ratazanas que lá fazem morada. A mortadela ficou fiado e o dono do armazém atendeu de mal vontade, dizendo que só podia ceder meio quilo.
            Mas, que interessava isso?!... O importante, para a rude plebe, era a transmissão da grande festa em Brasília, que já ia começar. “Cada roupa, cada sapato, pra gente ver!...” “E os cordão de ouro?! E os brinco?!” “Ah, se meu filho fosse das Forças Armadas...”
             O que aconteceu? Ah, sim, quando a TV mostrou a primeira imagem do festão, todos, todos os televisores do país perderam a freqüência e as imagens sumiram. Em todas TVs do país! Até aí, os plebes perceberam. Só não ouviram  foi o grande estrondo do trovão e a inconfundível voz de Gilberto Gil, soando dos autos falantes das TVs sem imagem. E era Gil, quem cantava em alto e bom tom: “Vai começar circular o expresso, dois, dois, dois, dois; que parte direto de Bonsucesso, pra depois...”
            Não. Isso ninguém viu nem ouviu. Talvez por ter durando só dois ou três minutos. Tempo absolutamente curto, para os olhos e ouvidos da plebe. Então, logo tudo voltou ao normal. As imagens retonaram. Até mais nítidas.
A plebe é rude. Não, não se pode, nem se deve culpá-la, cruxificá-la. Seria de extrema covardia. Mas, não tem como passar despercebido. Plebe rude de olhos e de ouvidos, incrivelmente rude de cabeça. Talvez o pão seco e o kisuco, impeçam que acordem, raciocinem. Sim, o consumo diário destes famigerados produtos, misturados a cachaça vagabunda, causam irreversíveis danos aos seus cérebros. Mantém, porém, a notável capacidade de, quase todos os dias, retirarem os glóbulos dos olhos e grudá-los no vidro da TV. Os adesivos usados como grude atendem por diferentes nomes: futebol, carnaval, novela, festa de rico e briga de bode, que em inglês quer dizer: big brother. Em épocas de Copa do Mundo, o grude tem o prazo de validade adulterado, para que possa valer os trinta dias do mês. Geralmente acontece em junho.
            Existem perguntas, cujas respostas sofrem a gravíssima ameaça de ficarem, anos e anos, retidas na estratosfera terrestre. Ou, o que é pior: perderem-se para sempre nos confins do universo. Não!... Não são perguntas de respostas difíceis. Não são perguntas de respostas impossíveis. O difícil, quase impossível, é manter essas respostas presas entre os dedos, ou, bem seguras na palma da mão. Difícil mantê-las pelo menos ao alcance dos glóbulos dos olhos desses quase inocentes pebleus.
Como, como achar resposta para uma floresta ―a maior do planeta― totalmente a mercê de vorazes criaturas, com seus sorrisos de hiena, numa festa grandiosa?!... Todas vestidas com fardas de gala e ternos importados.
 Como, como responder a espantosa passividade dos plebeus, batendo palmas e exibindo seus banguelas sorrisos, enquanto mãos de película extraem sua última máscara de oxigênio?!...
Como, como achar resposta para tanto wisk e caviar para tão poucos e tão pouco kisuco e pão seco para tantos?!...
Afinal, de que será feito o poderoso grude que cola olhos e vergonhas em simples retângulos de TV?!...
Que poder mágico existirá nos estômagos desses plebeus, para suportarem tanto, tanto pão seco com kisuco de grosélia?!... Ano após ano!
Onde, onde será o fim do cosmos?!...
Haverá uma vela no fim do Buraco Negro?!...
Não, nem Apolônio, um simples operador de máquina, sabe como responder.
Sim, Apolônio apenas sabia que tinha porque tinha, que derrubar uma árvore, que estava estava impedindo o início da “ Obra do Século”. Impedindo o progresso do país.

                                                     Fim
                                                                         (eleaesse)

 Nome: Luiz Alberto dos Santos
             Pseudônimo: eleaesse
                                          
            Gmail:    eleaesse@gmail.com


MATRÍCULAS ABERTAS !!! cursos de Alemão no Cebrac - início dia 26/02/2015


mardi 24 février 2015

DIVAGANDO ENTRE PALMEIRAS


Texto de Adair Dittrich 
enviado por Urda Klueger

            Um dia eu me deparei a rabiscar palmeiras em qualquer papel a meu alcance. Toscas palmeiras que minha mão nada hábil na arte do desenho tentava fazer com que alcançassem o mar ali ao lado à tênue luz de um imaginário luar.
            E assim passei por longo, longo tempo, em minha vida. E ainda passo. Rabiscando palmeiras. E nas poucas tentativas de aprender pintura também lá estavam elas, as minhas amadas palmeiras. E sempre a me perguntar por que esta obsessão por palmeiras. Eu não nasci “à sombra de uma palmeira que igual não há”.
            Essa busca minha por palmeiras debruçadas sobre o mar é contínua. Inúmeras praias vislumbradas e elas lá estavam. Mas sempre longe do mar. Porque as que deveriam estar sendo beijadas pelas prateadas espumas já haviam sido banidas dali e em seu lugar só encontrei o que a civilização considera confortável.
            Mas, no verão passado, verão dos trópicos do lado de cima da linha do Equador eu encontrei o meu paraíso repleto de palmeiras à beira-mar. Que não era um mero paraíso imaginário.
            Lá estavam as lindas e verdejantes ramagens debruçando seus enormes e majestosos cílios sobre um mar de infinitas cores, sobre um cristalino e cálido mar que carrega em seu bojo todas as tonalidades do mais claro verde até o azul mais escuro que se delineia lá longe nas fímbrias do horizonte.
            Cores que, se mesclando às cores do crepúsculo, impregnadas ficam com todos os tons que se emaranham desde o pálido amarelo até o mais rubro vermelho, entrelaçados ainda nos lilases, em cada amanhecer, em cada entardecer...
            Vagando pelas areias da linha d’água, com todo aquele verde se embalando a minha frente eu ouvia um sussurrar baixinho entre as ondas do mar e o farfalhar das palmeiras. Só poemas dos deuses e das musas soavam em meus ouvidos e o cântico dos cânticos ali estava sendo entoado.
            E entre as esguias e altaneiras árvores de beira-mar nos deixávamos ficar deitados e refestelados nas areias sombreadas. Nos espaços entre as palmeiras erguiam-se abrigos, pequenos quiosques hexagonais cobertos com estas verdes ramagens para um sombrear mais abrangente.
            E ali se passavam as horas, dia após dia, saboreando puros sucos de fresquíssimas frutas tropicais com pura espuma de cristais de gelo.
            E ali se passavam as horas, dia após dia, deslumbrando-se com as cores daquele mar, daquele céu vestido de azul-esplendor, debruçados em longas cadeiras, lendo, escrevendo, cantando e contando das coisas todas das vidas nossas.
            E ali se passavam as horas, dia após dia imergindo e flutuando, nadando e boiando naquelas tépidas, límpidas e cristalinas águas de ondas amigas de um mar sem fim.
            Saborear lagostas recém retiradas do fundo do mar, ali, à sombra dos palmeirais com as “Bucaneros” mais polares do mundo, vocês podem ter certeza de que igual não há.

            Fomos conhecer este paraíso à beira-mar, estas brisas do mar, depois de passarmos alguns dias em Havana, a capital daquela ilha-país rodeada de praias.
            Em Havana foram inúmeras as emoções. Conhecer a imensa e centenária Catedral repleta de antigas e monumentais obras de arte. Conhecer os mais variados sons das mais variadas melodias em cada canto, em cada esquina, em cada praça, em cada parque.
            E num passeio matinal por Habana Vieja, repentinamente, me deparo com outra antiga Igreja, a Igreja de São Francisco. Na praça que a rodeia vejo a estátua de um monge, de um frei. Aproximo-me. E leio a inscrição nela gravada: Frai Junipero Serra. Nascido na Ilha de Majorca, Espanha. Morto em San Diego, Califórnia, Estados Unidos.
            Então ele era real. Frei Junipero Serra era real. Não apenas um personagem das ficções do escritor J. Mallorqui inserido nas aventuras de “O Coiote”.
            “O Coiote”, uma série que deveria ser interminável. Uma série em livros de bolso que contava as histórias de um defensor que procuramos em todos os dias para nos defender de todas as injustiças.

            E eu lá o imaginava, montado em seu corcel negro, com sua vestimenta negra, com a negra máscara cobrindo-lhe os olhos e com o também negro chapéu de abas largas, em galope acelerado nas ardentes areias ou em meio às palmeiras da beira d’água indo atender a mais um pedido de Frei Junípero, enquanto as ondas do mar e os verdejantes ramos continuavam sussurrando suas juras de amor.

lundi 23 février 2015

Sobre este verbo...





Um verbo escondido nos recantos do espaço
Faz de meu pensar um ato direto,
Quero em mim o ardor deste verbo predisposto
A se tornar pensamentos de puro afeto,
Preciso que não ouse fugir, que se guarde das fortes
Brisas, permanecendo por aqui,
Penso em retê-lo por mais tempo, desfrutar dos vários
Ensejos que se acostumou a nos prover,
Então assim direi: vejo um verbo dotado de luz, algo
Ainda mais poderoso que outrora,
Apologia expressa à métrica com que o amor nos vem
Ao encontro,
Sei, não tardará, este verbo que vi um pouco mais
Recolhido, há de me sentir,
Voltando, com isso, seus renováveis poderes a quem os
Pediu,
Assim veremos, partilhar sentimentos também é questão
De tempo,
Porque o verbo que nos descobre, melhor transita pelos
Tantos caminhos na alma havidos,
Deixando, em suas passagens, etapas marcadas por um
Tempo de somatório alcance,
Pois o amor assim retido, não mais o sentiremos, volátil,
Apartar-se de nós, vez que seus desdobramentos e esta
Clara e afável paixão, bem sabendo de ambos, vieram
Se juntando em cada estadia que o verbo ainda soube
E pode, de fato, lhe oferecer...!!!




José Roberto Abib – Capivari, 14/02/2014

PAZ E AMOR


Maria Aparecida Felicori {Vó Fia}


Os anos sessenta e setenta
Chegaram descansaram e se foram
Agora se lembra e não se agüenta
A saudade a tristeza e a dor...

Naqueles alegres anos dourados
Os hippies alegraram o mundo
Pregaram uma utopia por todos os lados
De felicidade paz e amor profundo.

Com suas coloridas e esvoaçantes túnicas
Seus longos cabelos enfeitados
Suas bijuterias de beleza única
Caminhavam e cantavam enfeitiçados...

O amor estava no ar
Era tempo de paz e não de guerra
O som dolente de suas canções
Enchiam os ares as almas e a terra.

Amando e não guerreando
Todos se sentiam irmanados
Naquela paz se sentiam amados e amando
Era o êxtase sem futuro sem passado...

Mas o tempo não para por ninguém
Voando ao sabor do vento
Os felizes anos passaram também
Sessenta setenta se perderam no tempo.

O século também mudou
De vinte para vinte e um
A mudança nos assustou
Dos hippies não sobrou nenhum...

Agora são tempos novos
Muita guerra e pouco amor
Onde está a paz dos povos?
O vento guerreiro rodopiou e levou.

Maria Aparecida Felicori {Vó Fia}
Nepomuceno Minas Gerais - Brasil

vendredi 20 février 2015

INFORMAÇÃO



REVISTA VARAL DE MARÇO



VARAL ESTENDIDO!

Olá queridos amigos!

Pelo quarto ano seguido trazemos no mês de março um tema que não cansa e sempre tem excelentes textos: a mulher!
Dos poemas às crônicas, passando por momentos históricos e relatos da realidade atual, falar da mulher é sempre muito especial. E o Varal do Brasil reúne aqui pessoas tão especiais quanto que se inscreveram para esta edição e trouxeram brilho a este tema.
Estamos caminhando para mais uma edição do Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra. Com muitos convidados para as sessões de autógrafo, este ano teremos mais uma vez nosso estande de 50m2 onde a literatura, as artes plásticas e a música darão uma linda amostra de nossa cultura, assim como da rica cultura portuguesa.
Cintia Moscovich, Marcelino Freire, Ronaldo Correia de Brito, Ana Casanova, Cauê Borges, Marco Miranda, Conceição Barros… Estes são apenas alguns dos nomes que você encontrará abrilhantando nosso estande.
Participar de um evento deste porte é um grande feito e o Varal do Brasil se orgulha de estar, há quatro anos, levando autores brasileiros, portugueses e angolanos para este que é o maior Salão Literário da Suíça e um dos mais prestigiados de toda a Europa.
São mais de duzentos títulos que levamos ao público frequentador do Salão, títulos em sua grande maioria em Português e nos mais variados gêneros.
Além disto, estamos também na terceira edição de nosso Prêmio Varal do Brasil de Literatura que premia os melhores textos dentro das categorias crônicas, contos, textos infantis e poemas. Nosso concurso já se firmou!
Mas… Voltemos às mulheres! Elas são as rainhas desta edição, provando que ser mulher é sim, muito mais do que um gênero.
Esperamos que você aprecie a leitura e, quem sabe, se anime a estar conosco em nossa próxima edição!
Leia também em nosso site: www.varaldobrasil.com
E-mail para respostas: varaldobrasil@gmail.com


Leia aqui (ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com)
https://fr.scribd.com/doc/256222811/Varal-No-34-Marco

jeudi 19 février 2015

Sacras


Dr. Nelson Jacintho no Ponto & Vírgula

                                  
            Olá, pessoal! 
            Olha eu aqui com meu recadinho!
            Vejam o que teremos hoje, ao meio dia, no Ponto & Vírgula, da TVRP e no mesmo horário, neste site: http://tvrp.com.br/home/

            1º. Bloco
            A Poeta de Ontem – Pompília Lopes dos Santos - Poema: Afinidade.
            A Poeta de Hoje – Vera Regina Marçallo Gaetani - Poema: Poesia Invernal!
           
            2º. Bloco:
            Entrevista com Dr. Nelson Jacintho,  Médico Ortopedista, Escritor, Presidente da Academia Ribeirãopretana de Letras e Vice-presidente da 15ª. Feira do Livro de Ribeirão Preto, entre outras.
            Ele falará sobre as mudanças na Feira do Livro deste ano.
            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Entrevista com Ely Vieitez Lisboa, sobre o Projeto “Poetas de Ribeirão Preto”) poderão ver, clicando aqui... https://www.youtube.com/watch?v=MuedvStNhww


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Reprises do Ponto & Vírgula na TVRP ou pelo site http://tvrp.com.br/home/
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30
e horários alternativos.

Reprise do Ponto & Vírgula na TV MAIS ou pelo site: http://www.tvmaisribeirao.com
Sexta-feira: 20h
Segunda-feira: 11h
e horários alternativos

Irene Coimbra 

Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

lundi 16 février 2015

FEIRA LITERÁRIA DE GENEBRA! VENHA VOCÊ TAMBÉM PARA A SUÍÇA!





Iraniano ganha o Urso de Ouro mas não pode sair do Irã

 Rui Martins

Mais uma vez o cineasta iraniano Jafar Panahi marcou sua presença no Festival Internacional de Cinema de Berlim, mesmo estando proibido de filmar por 20 anos e proibido de sair do Irã, seu filme Taxi, ganhou o Urso de Ouro. Ganhou mas não pôde vir a Berlim buscar seu Urso de Ouro.

Em 2011, logo após sua condenação Jafar conseguiu fazer sair do país num USB seu filme Isto não é um Filme, feito com Moitaba Mirtahmasb, que chegou ao Festival de Cannes, fora de competição, e a outros festivais. Em 2013, em parceria com Kambuzia Partovi, Jafar Panahi tinha feito Pardé ou A Cortina Fecha, que recebeu em Berlim o Urso de Prata do melhor roteiro.

No filme Taxi, Jafar Panahi é um taxista num carro com câmeras capazes de filmar seus passageiros, maneira indireta de tratar de questões relacionadas com a vida no Irã.

O filme não tem a relação dos atores nem da equipe técnica, portanto anônimos, para evitar problemas políticos para essas pessoas. O filme se enriquece com a participação de sua sobrinha, que chega a roubar as cenas de Jafar no volante. Como Jafar não pode sair do Irã, foi sua esposa que veio com a sobrinha Hana Saeidi.



Ver crítica em http://correiodobrasil.com.br/ultimas/o-ira-visto-pelo-taxista-jafar-panahi/750219/

O Urso de Prata do Grande Prêmio Júri foi para o filme O Clube, El Clube, d Pablo Larrain, contando onde a Igreja Católica esconde seus padres indesejáveis, uma erspécie de santuário dos padres pedófilos.
Ver crítica em http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/berlim-e-o-santuario-dos-padres-pedofilos/750596/

O Urso de Prata Prêmio Alfred-Bauer foi para o filme guatemalteco Ixcanul, dirigido por Jayro Bustamante, sobre uma jovem de ascendência maia numa comunidade vivendo da plantação de café ao pé de um vulcão.

http://correiodobrasil.com.br/ultimas/um-urso-para-o-filme-da-guatemala/750389/

O Urso de Prata de Melhor Direção foi para dois diretores Radu Jude, do filme rumeno Aferim, contando o trajeto de dois soldados em busca de um escravo foragido, e para a diretora polonesa Malgorzata Szumowska, uma história de um comissário de polícia, com problemas com a filha anoréxica depois da morte da esposa, tratada por uma psicóloga ligada em espiritismo.

O Urso de Prata do Melhor Roteiro foi para o cineasta chileno Patrício Gusman, com seu documentário sobre a longa costa chilena no Pacífico, onde entre outras coisas, foram lançados os corpos torturados de opositores à ditadura de Pinochet.

O Urso de Prata pela Contribuição Artistica foi para dois filme, o russo Sob Nuvens Elétricas, de Evgenly Mikhalchuk e para o filme alemão Vitória, de Sturla Brandth Grevlen.
Ver comentário do filme russo em http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/berlim-a-russia-sob-nuvens-eletricas/750808/ e do filme Vitória em http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/polar-alemao-a-boa-surpresa-em-berlim/750376/

A atriz francesa Charlote Rampling e o ator inglês Tom Courtenay, ambos no filme 45 Anos, ganhar os ursos de melhores intérpretes feminna e masculino. A relação de um casal perturbada, às vésperas da comemoração de 45 anos de casamento, com a notícia da descoberta do corpo da que fora namorada no marido mas morrera numa avalanche de neve na Suíça e ficara congelada quase 50 anos. Ver comentário do filme em http://correiodobrasil.com.br/ultimas/berlim-os-astros-tambem-envelhecem/750362/



O cinema latinoamericano ganhou assim três prêmios. O filme brasileiro Que Horas ela Volta, de Anna Muylaert ganhou o prêmio da crítica de arte, Cicae, e o prêmio do público na mostra Panorama.

vendredi 13 février 2015

OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO - OLBL/BPSC/FCC

 

2015 - O Grupo Literário Boca de Leão retorna às suas atividades, com início em:

PRIMEIRA TERÇA-FEIRA DE MARÇO: Formação continuada de escritores - Estudo da narrativa, produção literária - processo de criação consciente.

SEGUNDA TERÇA-FEIRA DE MARÇO: Formação continuada de contadores de histórias - Estudos do processo criativo do narrador oral, teoria, técnicas e práticas da oralidade.

Encontros quinzenais, sempre nas terças-feiras!

Os dois encontros são trabalhados em momentos intercalados e desenvolvidos pela coordenadora e ministrante voluntária da "Oficina Literária Boca de Leão – OLBL" - Oficina Permanente da Biblioteca Pública de SC/BPSC. Projeto idealizado e ministrado por Claudete T. da Mata que, após aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura - FCC (junho de 2012) foi doado pela autora à BPSC, em 24 de julho de 2012 (até os dias atuais), sob a supervisão e coordenação de Evandro Jair Duarte, Bibliotecário da BPSC.

Oficina de Formação Continuada, destinada a narradores tradicionais, escritores, leitores, contadores de histórias, leitores, poetas, mediadores do livro e da leitura, pessoas com interesses em comum.

Nossa Missão?
Desenvolver o processo criativo de escritores e contadores de histórias que desejam trabalhar as suas práticas cotidianas (sejam iniciantes ou veteranos) por meio deste processo de formação continuada. Desejamos levar os nosso integrantes às condições de crescimento do escritor, do contador de histórias, mediador do livro e da leitura, que existe dentro de cada um. Assim, vamos contribuir com o refinamento de sua práxis. Desta forma, estar colaborando com crescimento cultural do leitor/ouvinte.

Horários?
Das 14h às 16h - para alunos do ensino regular e comunidade em geral.
Das 18h às 20h30

As chamadas para os encontros sempre estarão à disposição do público, na página do Grupo.

Faixa etária?
A partir dos 10 anos (acompanhado de um responsável), até a idade dos sábios.

Onde?
Biblioteca Pública de Santa Catarina - BPSC/FCC

Endereço?
Rua Tenente Silveira, n° 343, Centro - Florianópolis/SC.
Forma de inscrição: Comparecer no primeiro dia!

Site da Biblioteca Pública de Santa Catarina/FCC

DIA 24 DE JULHO ESTAREMOS FESTEJANDO O TERCEIRO ANO DA NOSSA BOCA DE LEÃO. DESDE JÁ, CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DOS ACADÊMICOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS, ACADÊMICOS DE ACADEMIAS DE LETRAS E OUTROS GRUPOS LITERÁRIOS TÊM ESTADO CONOSCO NAS NOSSAS FESTIVIDADES, LÁ NO SINGELO AUDITÓRIO DA NOSSA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA/BR, BATIZADA POR MIM: "CASA DE ASAS"

Nosso lema: "Um por todos e Todos por um!"


Claudete T. da Mata
Coord. e Ministrante do Grupo Boca de Leão

Evandro Jair Duarte
Bibliotecário da BPSC/FCC e Supervisou do Grupo Boca de Leão

Sherlock Holmes conquista Berlim

Rui Martins

A crítica adorou o filme mostrando um outro Sherlock Holmes diferente do imaginado nos livros de Conan Doyle. Um Holmes vivido por um conhecido ator inglês, Ian McKellen, que já havia participado de leituras pelo rádio, na BBC, de textos contando as aventuras do maior detetive do mundo.

O realizador do filme Mister Holmes é o inglês Bill Condon, baseado numa novela de Mitch Cullin, narrando um outro perfil do antigo morador de Baker Street. A novela mostrava um outro perfil do detetive, vivendo no Sussex e com a idade de 93 anos, preferindo o cigarro ao cachimbo e sem usar o chapéu que lhe põem sempre na cabeça.

Bill Condon destaca do filme ma mensagem a não ser ignorada - a de não viver realmente, deixando passar as oportunidades de se realizar na vida. E o velho Holmes no balanço final da existência viu que nunca tinha se engajado com alguém e nunca tivera tempo para amar. Embora um tanto tarde, Holmes tentar corrigir.


Como o velho Holmes dedicou sua vida, depois de aposentado como detetive, à apicultura, o ator Ian McKellen precisou viver cenas com as abelhas. "Tomei curso de apicultura com um dirigente dessa categoria de profissionais, sei como retirar o mel e sou orgulhoso de uma coisa: nunca fui picado pelas abelhas. As abelhas são um modelo de sociedade diferente da nossa, cada uma delas vive para a coletividade sem individualismo".

Festival de Berlim, antisemitismo começou na França

 Rui Martins

O Diário de Uma Camareira com Léa Seydoux, a nova musa francesa, e Vincent Lindon, o ator mau encarado, competindo pelo Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim tem de tudo para ser um bom filme - é preciso, a escolha da luz nas cenas é excelente, mostra uma perfeição exigente típica francesa, os atores são ótimos, não se trata de um remake de Renoir e Buñuel, mas falta alguma coisa, aquela coisa capaz de tornar um filme bom melhor que os outros.

Um filme bom, bem trabalhado até mesmo burilado, bem filmado, mas mesmo assim um tanto desdenhado pela crítica que lhe negou aplausos. Não era certamente o melhor dia para o cineasta Benoit Jacquod, pois seus atores não puderem comparecer na coletiva com a crítica.

Talvez o charme um tanto frio de Lea Seydoux pudesse amenizar o clima. Sem ela, as perguntas foram se transformando numa interpretação sóciopolítica do livro inspirador do filme, de Octave Mirbeau, publicado em 1900, e da prestação trabalhista da profissão feminina de camareira, há mais de cem anos, com reflexos na vida sexual das mulheres francesas, pioneiras na libertação sexual, e em termos de conquistas sociais.

A tal ponto que Benoit Jacquod, embora negando ser seu filme um panfleto social da época dos Anos Loucos, cita a frase de alguém, definindo o livro de Octave Mirbeau como "livro marxista-feminista". Sem esquecer de acrescentar as frases e o comportamento antisemita do servidor da casa normanda, onde trabalhava a camareira, como reveladores de que a agravação antisemita européia começou na França com o Caso Dreyfus. A partir dali, o antisemitismo latente veio a público nos jornais e entre os intelectuais, que não tiveram mais receio de mostrar suas tendências racistas. Lançada a semente na França, o antisemitismo se propagou por toda Europa com as consequências conhecidas.

Se no Brasil os filhos da burguesia tinham sua iniciação sexual com as empregadas domésticas, na França do fim do século XIX e começo do XX, as camareiras eram a compensação para os maridos frustrados por esposas frígidas. Isso gerava uma revolta introjetada nessas mulheres obrigadas a satisfazer o marido e sofrer as injúrias da esposa e de ter de dar sumiço à gravidez, pois na época não havia contraceptivos. Situação que, no pensar de Jacquot, apressou uma tomada de consciência e levou ao feminismo francês ao fim da Primeira Guerra.

Essa a versão áudio do diretor do filme, Benoit Jacquod, confirmando as imagens. Com efeito, Celestine, vivida por uma Léa Seydoux falsamente submissa, faz o trajeto habitual das camareiras, exploradas pela senhora patroa e levadas para a cama pelos discretos patrões. A exploração é um condimento importante para levar ao motim. No caso, Celestine, que nutre silenciosamente o desejo de escapar de sua vida sem futuro, vai se unir ao servidor da casa, Joseph, um misto de jardineiro e de faz de tudo.

Para Joseph, a revolta tinha levado à extrema-direita e ao antisemitismo, que Celestine contestava porque, dizia ela, suas patroas católicas ou judias eram iguais na exploração do seu trabalho. Essa divergência não impediu que Celestine participasse de um perfeito roubo dos patrões, única maneira de ambos deixarem a condição de empregados para montarem um bar, no qual Joseph gostaria de ser o gigolo de Celestine, servindo os clientes no balcão e na cama.

Por certo, Celestine imaginava encontrar uma maneira de se livrar de Joseph, diz o diretor do filme, mas talvez estivesse saindo do ruim para entrar no pior, ao tentar sua libertação.

Para quem lhe perguntou, talvez candidamente, a quem ele queria se referir, a Renoir ou Buñuel, o diretor respondeu francesamente que com sua experiência faz seus próprios filmes sem precisar se referir a ninguém e que sua intenção ao ler o livro foi de tirar da leitura uma versão diferentes, sua, própria.

Panfleto marxista-feminista, cartesiano, dialético, seja o que for, a crítica não se entusiasmou, mas é um belo filme.





jeudi 12 février 2015

Newsletter Fevereiro 2: VARAL DO BRASIL E SUAS ATIVIDADES!

Caros amigos,

Fevereiro avança firme e forte. Enquanto no Brasil esta semana tudo é carnaval, por aqui pela Europa vivenciamos ainda o frio do inverno.

Aproveitamos para dar continuar nossas atividades!


Convidamos você a se inscrever (ou a inscrever seu (s) livro (s)) para a maior Feira Literária suíça, o Salão do Livro e da Imprensa de Genebra de 29 de abril a 3 de maio próximos. Neste evento, temos a alegria de promover a literatura brasileira e portuguesa, levando mais de duzentos títulos para a escolha do público e dezenas de autores para autógrafos e lançamentos de livros no estande do Varal do Brasil.

Dê uma olhada no vídeo que mostra nosso estande em 2014:

https://www.youtube.com/watch?v=ZU9LpeOYHDU

(Mais vídeos e fotos em nosso site!)

Para toda informação, escreva-nos no e-mail varaldobrasil@gmail.com



Premiaremos os melhores textos infantis, poemas, crônicas e contos com o nosso III Prêmio Varal do Brasil de Literatura, cujas inscrições estão abertas. Você pode ler o regulamento diretamente em nosso sitewww.varaldobrasil.com ou solicitar o mesmo através de nosso e-mail. Participe, divulgue o concurso literário internacional que veio para ficar!



A revista Varal do Brasil de março sairá no final de fevereiro e trará o tema MULHER. Não perca esta edição muito especial de nossa revista! E você pode já inscrever seu texto para a edição de maio, com tema livre. Sempre em nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com



Não hesite em solicitar informações sobre nossas atividades. Será sempre um prazer informá-lo (a)!



Obrigada por sua atenção sempre tão gentil!

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