vendredi 30 octobre 2015

FEIRA DO LIVRO E FESTA LUSÓFONA




Imersão Latina celebra o amor no Terças Poéticas



Há dez anos o Imersão Latina começou sua trajetória unindo pesquisadores, artistas, jornalistas, sociólogos, educadores, poetas, contadores e criadores de uma história que se escreve com muito ativismo cultural. Para celebrar esta data, o Terças Poéticas, projeto de curadoria do poeta Wilmar Silva, que também fez uma década recebe a poetisa Brenda Marques Pena, idealizadora do Imersão Latina, no dia 3 de novembro, às 19 horas, no Teatro João Ceschiatti, do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537 - Centro, Belo Horizonte
).
 “Depois que a gente passa por uma jornada de dez anos de uma organização nascida no mês das crianças descobre que o amor é o combustível necessário tanto para nascer as idéias e os projetos como para elas seguirem. E assim os 10 anos do Imersão Latina estão sendo celebrados sempre com muita poesia. Afinal, acreditamos em uma poética que permeia todas as artes”, aponta Brenda Marque Pena, presidente do Instituto Imersão Latina (Imel), poetisa, autora de Poesia Sonora: histórias e desdobramentos de uma vanguarda poética.

Nesta Terças Poética especial, Brenda Marques Pena, que também é performer estará apresentando o passaporte poético, livro-objeto: Utopias Possíveis, lançado em Buenos Aires e no Uruguai e que agora lançado pela primeira vez no Brasil, nesta data de aniversário do Imel. Também participarão desta celebração alguns poetas convidados que fazem parte do coletivo Nós da Poesia, do Imersão Latina. A banda Cáustica também fará participação especial com performance poético-musical. 

Amar só por amar toda a gente

E para celebrar o amor aos povos da América Latina e de todos os poetas que nos inspiram a caminhada do Imersão Latina, a poetisa Florbela Espanca será homenageada. Afinal, ela soube em seus versos com profundidade falar desse amor por tudo e todos, como expressa seu poema:

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

Estes versos da poetisa portuguesa Florbela Espanca serão cantados e tocados pelo compositor e músico Marcos Assumpção, um carioca, mas mineiro de trajetória artística, afinal, toca mais em Minas do que no Rio de Janeiro. Ele tem participado do Imersão Latina em lançamentos do Nós da Poesia: vozes da Rua na bienal do livro de São Paulo e também na Associação Mineira de Imprensa, em Belo Horizonte.

Esta última antologia organizada pelo Instituto Imersão Latina também será apresentada no projeto Terças Poéticas. Vamos colocar expostas poesias do projeto Criança Não É Brinquedo, de crianças, agora já adolescentes, que escreveram versos antes dos 12 anos. Estes poemas foram publicados nas quatro antologias Nós da Poesia até hoje publicadas. E afinal, ainda que com dez anos, o Imel ainda é uma criança, que gosta da ciranda da vida e de brincar dos versos, que defende sempre o que é diverso! A entrada é gratuita, mas quem quiser levar um livro infantil ou um brinquedo, faremos a doação para crianças da comunidade Flor do Cascalho, no morro das Pedras, que o Imersão Latina tem apoiado, realizando projetos em parceria com o Centro de Arte e Cultura Flor do Cascalho, da ONG Sou Angoleiro.

Serviço:

Imersão Latina 10 anos no Terças PoéticasEspetáculo poético musical com Brenda Marques, presidente do Imel e poetas convidados, com lançamento do livro-objeto: “Utopias Possíveis”.
Homenagem a Florbela Espanca por Marcos Assumpção, compositor e escritor, autor de canções e de um espetáculo em homenagem à escritora portuguesa.
03/11/2015 às 19 horas, no Teatro João Ceschiatti, Palácio das Artes
(avenida Afonso Pena, 1537 - Centro, Belo Horizonte).

Entrada franca.

Mais informações e entrevistas para imprensa: (31) 98811-9469 (Brenda)

www.imersaolatina.com

CONVITE


jeudi 29 octobre 2015

CONVITE


mercredi 28 octobre 2015

POESIA


Entrevista João Vasconcellos



Imagine ser trancafiado dentro de instituições para doentes mentais e não ser um doente? Essa experiência foi vivenciada pelo carioca João Vasconcellos que, por cinco anos, tomou remédios pesados contra um diagnóstico errado de esquizofrenia-paranóide. Na verdade, João era dependente químico e vivia abusando de álcool e cocaína, o que lhe causava confusões. ‘Pensão Margaridas’ – nome dado por conta da instituição em que viveu por dois anos e sete meses, no Rio de Janeiro - é uma obra que desperta o interesse não só de leitores ávidos por uma singular história de vida, mas de profissionais que precisam saber como ser mais humanos no tratamento de doentes mentais (ou supostos de sê-los). E, por conta do tratamento literário dado ao tema, o livro concorrerá ao Prêmio Jabuti- 2016, na categoria romance. João, comerciante e empresário, não toma medicamentos. É saudável e leva uma vida normal. Confira a entrevista o autor:
1.      Por que escrever sobre a vida nas instituições de doentes mentais? Acha que sua experiência poderá ajudar a mudar os tratamentos que são dados aos doentes?
É claro que sim. Através do ‘Pensão Margaridas’ sinto que não sou apenas eu quem está falando: tenho a sensação de estar dando voz a um enorme número de pessoas, de pacientes, de dependentes, que não tiveram condições de se expressar e de receber tratamentos adequados. 

2.      O que essa experiência lhe trouxe de positivo?
De positivo trouxe muita coisa, uma experiência inigualável!Depois de ter vivido durante cinco anos em estado vegetativo, dormindo o dia todo e levantando apenas para comer, num estado que eu mesmo batizei de “infrapessoal”, ao despertar (como é narrado na ‘Nota sobre o Autor’, segunda parte, último capítulo), passei a sentir uma infinita alegria de viver, um estado que procuro comunicar de forma poética nesta parte final do livro. É como se eu tivesse tomado uma potente droga chamada ‘Vida’.

3.      O senhor considera que essas internações equivocadas são comuns no Brasil? Há um despreparo por parte dos profissionais da área?
Internações equivocadas ocorrem não apenas no Brasil, como no mundo inteiro. Para mim há muitos interesses envolvidos. Pacientes internados dão muito mais lucro do que pacientes em casa. Pior do que o despreparo é a falta de uma verdadeira vocação humanística por parte de muitos profissionais que atuam nesta área.

4.      Como foi se readaptar à vida rotineira?
Foi simples, tão simples quanto a minha cura, que ocorreu da noite para o dia. De qualquer forma, me precavi tomando alguns cuidados, e o principal desses cuidados decerto foi o de me afastar da droga e do álcool.

5.      O senhor sofreu preconceitos por ter vivido, anos a fio, dentre dessas instituições? Demorou para que a sociedade não o rotulasse como louco?
Eu vivi muito isolado no período em que permaneci no estado infrapessoal; as pessoas pareciam perceber que eu tomava remédios, que não conseguia me expressar adequadamente. O preconceito existia. Como a minha ‘cura’ foi da noite para o dia, em pouco tempo as pessoas me desassociaram daquele quadro que eu vivi. Apenas o ex-terapeuta ficou insistindo que eu era doente, como ficou claro na parte final do livro.

6.      Como foi o recomeço?
Recomeçar a minha vida do zero aos trinta e seis anos foi uma experiência e tanto! Se a demolição foi rápida, a reconstrução também o foi.
7.      Qual a lição que tira de tudo isso?
Conseguir transformar em arte uma história dessas me parece um feito singular: muitas circunstâncias se cruzaram para que isso acontecesse... Confesso que eu não esperava um reconhecimento tão rápido do meu trabalho, sobretudo pela crítica literária. Acho, contudo, que a verdadeira lição as pessoas devem procurar extrair do próprio livro, já que a história fala por si.
8.      Ficou mágoa nessa história toda? Como o senhor se define hoje? Quem é o João Vasconcellos?
O abalo que sofri em minha vida foi muito grande, mas consegui resgatar a história através da literatura; é como se estivesse limpando definitivamente o meu nome perante a sociedade. Acho que consegui transformar aquelas “margaridas” em flores verdadeiras... E, para responder, com poucas palavras a última pergunta, João Vasconcellos é alguém que acredita na Vida e na arte...

Serviço:
Lançamento do Livro “Pensão Margaridas”
Data: 16/11/2015
Local: Livraria da Travessa de Botafogo, Rua Voluntários da Pátria, 97 – Rio de Janeiro.
Horário: 19:00

Preço do livro: R$ 35,00

mardi 27 octobre 2015

HOMICÍDIOS


(CRESCE A VIOLÊNCIA NO NORDESTE)
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
De acordo com o Diagnóstico dos Homicídios no Brasil, divulgado pelo Ministério da Justiça, EM RELAÇÃO AO TAMANHO DA POPULAÇÃO, a Bahia ficam em sexto lugar no ranking nacional, com uma taxa de 36 homicídios por 100 mil habitantes, atrás do Ceará (46,9), Sergipe 945), Pará (40), Mato Grosso (39,6), Espírito Santo (39,3). A Paraíba tem o mesmo índice da Bahia 936)
A Bahia é o estado que mais registrou assassinatos em 2014.
Foram 5.450 homicídios, o que representa mais de 11 por cento de todos os assassinatos do país.
Tais dados desmentem a insistente propaganda oficial do Governo da Bahia.
No mundo da fantasia, para a Secretaria de Segurança do estado, a violência diminuiu.
Conversando com qualquer cidadão, o sentimento de medo é evidente.
Conheci a Bahia ainda na década de 60, representando um grupo do movimento estudantil. Era um paraíso.
Até a década de 90, a gente sentia um clima bem mais seguro.
A estatística de homicídios na Bahia é de um país que está em guerra.
O governo do Estado prefere desmentir os números.
É COMO CULPAR O TERMÔMETRO PELA FEBRE.
Quem mora na Bahia, em qualquer dos 417 municípios do estado como disse Herzem Gusmão,
sabe muito bem que o estado perdeu o controle sobre a segurança pública.
O perigo é cair na mera resignação diante dos homicídios ocorridos em saidinhas bancárias, na explosão diária de caixas eletrônicos, nos latrocínios etc.
Para se ter uma idéia, o índice de homicídios nos estados do Nordeste, países com históricos de guerra civil, como o Congo (30,8), e com alta taxa de homicídios associada ao narcotráfico, como a Colômbia, (33,4), possuem taxas menores que a do Nordeste brasileiro.
A região Norte é a segunda colocada em taxa de homicídios (31,09). Em seguida, vem o Centro-Oeste (26,26) e Sudeste (16,91).
Internamente, a taxa do Nordeste é maior que o dobro a região sul (14,36).
O que significam (sem o um exame mais profundo) tais números?
No Nordeste e na Bahia, existe alta circulação de armas e o estado desapareceu.
É só isso? Claro que não.
Mas são dados para que meditemos sobre o país em que vivemos.
É preciso que o Brasil saiba que no lindo estado da Bahia (que tanto amo), não só existe Ivete Sangalo, Daniele Mercury ou Daniela Mercury.
A Verdade sempre liberta.
Fantasiar a realidade é o caminho mais facilitário – como gastar fortunas em propaganda, mas – será sempre o pior de todos.
É a “Pátria Educadora”?

Sem relação com o assunto em tela: alunos e professores ficaram quase 130 dias em greve na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Não ganharam nada. Voltaram à aulas.
Se fossem banqueiros, creio, teriam mais sorte.
Viva a Pátria Educadora!
(Sem risos.)

(Salvador, outubro de 2015)

CONVITE LITERÁRIO 3


CONVITE LITERÁRIO 2


CONVITE LITERÁRIO


ACADEMIA DE LETRAS DE SÃO PAULO


jeudi 22 octobre 2015

A ARTE DE RICARDO ZÉUS DE WANDERLEI FRANCISCO

Wanderlei Francisco
São Paulo -SP- Brasil wanciscofranco@gmail.com
Funcionário Público
Formação em Letras Português/Latim - História - Licenciatura Plena
Publicações
Rebanhos desgarrados - editora Delicatta - 2011 - São Paulo -SP-
Vandin Trinca e outros - editora Nelpa - 2014 - São Paulo -SP-
Artigos e Participações em revistas/jornais Ebooks e outras edições online Obras afins:
São dois livros.
O primeiro, Rebanhos desgarrados, é um grande poema (em formato de intertexto) dialogando com O guardador de rebanhos, do mestre Fernando Pessoa (Alberto Caeiro). O segundo, A arte de Ricardo Zéus, é um romance inédito, também intertextual, que trafega por ambientes e personagens de dois romances consagrados; um português: O ano da morte de Ricardo Reis, J Saramago; e um brasileiro – Capitães da areia, Jorge Amado.
 
A arte de Ricardo Zéus
      (o Zeuzinho)

Garoto criado no orfanato dirigido pelo misterioso reverendo J, Zeuzinho – Ricardo Zéus Júnior – tem com ele uma marcante entrevista, que lhe guiará os passos de uma narrativa frequentada por seu possível antepassado, o poeta Ricardo Reis, e o perturbado filósofo Dr. Augusto de Tal – todos, verdadeiros ícones de uma trama cheia de entremares, a convidar o leitor rumo à venturosa ancoragem na terra firme de uma ilha de sonhos e símbolos literários.  

O POETA



ANTONIO CARLOS BANDEIRA

O POETA, SOFRE
VÊ E SENTE
O POETA É!
O POETA, VENCE!

O POETA ESCREVE
O QUE ELE SERÁ
OU NÃO FORA
o POETA ESTÁ

O POETA CRIA!!!
O POETA LÊ
O POETA TEM FÉ
O POETA CRÊ!!!

O POETA É NÓS!
POETA E POESIA
POETA E VOCÊ
POETA ALEGRIA!!!

POETA TRISTEZA
POETA INSPIRAÇÃO
POETA PENSANTE
POETA, CANÇÃO

POETA SOMOS
TODOS QUE AMA
POETA E POESIA
QUEM LÊ E DECLAMA

POETA É VOCÊ
POETA EU SOU
POETA SERÁS?
POETA, PENSOU?

POETA, POESIA
POESIA E POETA
POETANDO E PENSANDO
POESIA COMPLETA.


HOMENAGEM A TODOS NÓS POETAS DO MUNDO!

AGENDA DA ABCH - NOVEMBRO/2015 E CONVITE




CONVIDO TODOS PARA ESTAREM CONOSCO NOS DIAS:

DIA 07 DE NOVEMBRO - "TEMPO DE HISTÓRIAS" - CINEMA DO CIC - ÀS 15H

HISTÓRIAS PARA ACORDAR A CRIANÇA DE CADA UM - CRIANÇAS EM DESENVOLVIMENTO E AQUELAS QUE SE ESQUECERAM DENTRO DE UM CORPO CRESCIDO!
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DIA 13 DE NOVEMBRO
TEREMOS A "SEGUNDA SOLENIDADE DE POSSE DE NOVOS ACADÊMICOS DA ABCH"

HORÁRIO? ÀS 14H
ONDE? NO CINEMA DO CENTRO INTEGRADO DE CULTURA - CIC
FLORIANÓPOLIS
INVESTIMENTO? ENTRADA GRATUITA COM PITADAS DE CULTURA!
CONVITE EM ANEXO!!!
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DIA 27 DE NOVEMBRO
EVENTO NARRATIVO: TEMPO DE HISTÓRIAS NA CASA DO SEO FRANKOLINO

ONDE? NO TEATRO ÁLVARO DE CARVALHO - TAC

O QUE VAI ACONTECER?

SARAU DE CONTOS INFANTIS
MANHÃ: DAS 09H30 ÀS 11H
À TARDE: DAS 14H30 ÀS 16H

SARAU PARA ADULTOS DE TODAS AS IDADES
À NOITE: A PARTIR DAS 18H30

ENTRADA? GRATUITA PARA TODOS!

AGENDAMENTO das escolas: Com Claudete T. da Mata
Enviar email com a identificação da Escola e o Número de Crianças - claudete_tm@hotmail.com

NOSSA ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS - ABCH (MATRIZ), VEIO PARA LEVAR A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS PARA TODOS AS QUERÊNCIAS!

Vamos encerrar a agenda 2015 da ABCH, com as histórias na casa do Patrono da nossa Academia, vamos?

Claudete T. da Mata
Presidente de Honra da ABCH

Coordenadora de Projetos e Eventos da ABCH

1º CONCURSO LITERÁRIO BRASILITÁLIA 2015

Comites/SP e REBRA
REGULAMENTO
1.    Estão abertas, de 10 de Outubro a 30 de Dezembro de 2015, as inscrições para o 1º Concurso Literário Brasilitália 2015 – São Paulo, com realização em parceria entre o  Comites/SP e a REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras.

2.    Podem participar do Concurso com um único conto de até 4.800 (quatro mil e oitocentos) toques contando-se espaços, mulheres com mais de 18 (dezoito) anos podendo ser brasileiras com descendência ou vínculo familiar italiano por casamento e  italianas residentes no Brasil.

3.    Os textos de no máximo 4.800 toques, devem ser escritos em língua portuguesa para brasileiros e em língua italiana para italianos, e devem ser fazer parte da Ficha de Inscrição que segue ao final deste Regulamento. Os participantes que optarem por escrita original em italiano devem, com antecedência, entrar em contato com rgallo@comites.org.br

4.    Será cobrada taxa de leitura de R$50,00 (cinquenta reais) cujo comprovante de depósito deve acompanhar a Ficha de Inscrição. O pagamento deverá ser feito em favor de:




Comitato degli Italiani all’Estero
CNPJ: 58.122.144/0001-09
Banco Bradesco
Agência: 0095
Conta Corrente: 168965-7

5.    O tema geral escolhido é Imigração Italiana no Brasil e o Júri - composto de 3 (três) especialistas na área e com autonomia de julgamento - desclassificará os textos que não estiverem dentro das normas estabelecidas no presente regulamento, os que tiverem feito uso do mesmo CPF mais de uma vez ou aqueles em que se evidenciarem indevidos usos de linguagem. Os nomes dos jurados  serão revelados após os resultados.

6.    O envio de todo o material necessário para a inscrição deve ser feito, única e exclusivamente, através do e-mail  concursobrasilitalia@gmail.com.Caso contrário seu material será extraviado.

7.    A lista dos autores e títulos selecionados será divulgada no dia 08 de março de 2016 pelo Presidente do Comites/SP e pela Presidente da REBRA, com veiculação nos seus respectivos sites oficiais. Correrá então prazo de 7 dias para impugnação da parte de quem conheça a irregularidade a ser apontada.

8.    Decorrido o prazo de impugnação, os textos selecionados serão vertidos para a segunda língua (português ou italiano) por especialista, sob responsabilidade do Comites/SP, para compor uma Antologia bilíngue.

9.    Será destinado gratuitamente a cada autora selecionada apenas um exemplar da Antologia.

10.Haverá dois lançamentos oficiais da Antologia: um em São Paulo, outro em Roma (Itália), na sede da Embaixada do Brasil. Ambos em setembro de 2016. Os convites serão oferecidos à época.

11.As obras não classificadas não serão devolvidas.

12.Casos omissos serão discutidos entre os Presidentes das entidades realizadoras.

13.A participação implica a plena aceitação deste Regulamento.


mercredi 21 octobre 2015

LIVRO “ARCO-JESUS-ÍRIS”

Na colorida época do Flower Power Satanás decide visitar o arco-íris psicodélico de Jesus Cristo e, lá chegando, o louro e jovem Jesus hippie, vestido de jeans, conta a ele como faz para fazer o bem vencer o mal e o leva a conhecer os 7 círculos de seu arco-íris, que são 7 círculos de cores diferentes: no Círculo Violeta ele encontra Sharon Tate e Charles Manson, bem como as demais pessoas envolvidas no caso Tate... no Círculo Anil ele encontra Mao Tsé-Tung e os chineses massacrados durante a Revolução Cultural... no Círculo Azul ele encontra Heinrich Himmler e os prisioneiros mortos nos campos de concentração nazistas... no Círculo Verde ele encontra a Talidomida e algumas crianças deformadas pela pílula... no Círculo Amarelo ele encontra Jim Morrison e as entidades indígenas que o levaram a morte... no Círculo Alaranjado ele encontra Oscar Wilde e os responsáveis por sua tragédia particular... no Círculo Vermelho ele encontra Thomas Blanton e as vítimas do atentado de uma igreja batista em 15 de setembro de 1963. Após constatar que o mal realmente não existe naquele paraíso, Satã vai e conta ao mundo que é tempo de Paz e Amor.




*O livro estará à venda na Suíça de 27 de abril a 1 de maio durante o Salão do Livro e da Imprensa de Genebra.
Mais informações: varaldobrasil@gmail.com 

mardi 20 octobre 2015

NO AMOR NOSSOS ERROS NÃO DURAM MUITO

                    Conto de Emanuel Medeiros Vieira


            Eu disse assim: o futuro chegou depressa demais, moça.
      Ela me olhou.
            – Nunca te amei.
      Eu sabia, mas não comentei nada.
      Foi quando me lembrei ou me “inspirei” em São Paulo e Thornton Wilder: no amor nossos erros não duram muito.
            – Não?
Me indagou, um tanto sardônica.
Ela sorriu, boininha amarela, roupa de normalista, saia plissada, tênis, cabelos loiros oxigenados.
Ela amava outro (quando  estava comigo). Sinceramente (quero dizer: sem arranjo mental), isso  não me importava. Me tocava a contemplação da grama molhada, do pássaro que chegava todos os dias no mesmo horário, do sol batendo de manhã no meu quarto.
           Eu andara muito  – tragos, bordéis, agitação, exílios.
          Agora: quieto.
Só queria ter outro dia, e mais outro. Até.
          Ela me disse com a onipotência dos 25 anos: “Hoje  você se contenta com pouco.”
Não: era muito o que eu tinha.
Anoitecia. Ela se despediu. Foi um encontro casual, não a via há anos. Eu fora comprar pão na padaria. Pão. Quente. Um cachorro latia, tão só, sim, anoitecia, a lua era minguante.           
     

    

ESTRADA DA VIDA


CONCURSO

A REBRA EM PARCERIA COM O COMITES (Comitato degli Italiani all’Estero), ORGÃO DO CONSULADO ITALIANO EM SÃO PAULO,
 A REBRA ESTÁ REALIZANDO ALGO INÉDITO E ASSIM ACRESCENTANDO MAIS OUSADIA 
NA HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA.

DESSA VEZ É A VEZ DAS MULHERES, NÃO HÁ DÚVIDAS.
TRATA-SE DE UM CONCURSO DE CONTOS QUE IRÁ RESULTAR EM UM LIVRO NO QUAL
SERÃO CONTADAS HISTÓRIAS SOBRE A IMIGRAÇÃO ITALIANA NO BRASIL.



AS AUTORAS PODEM SER BRASILEIRAS OU ITALIANAS E PODEM ESCREVER EM PORTUGUÊS OU ITALIANO. 
OS CONTOS SELECIONADOS SERÃO TRADUZIDOS E APRESENTADOS EM AMBAS AS LÍNGUAS:
 OS CONTOS EM PORTUGUÊS SERÃO VERTIDOS PARA O ITALIANO 
E OS CONTOS EM ITALIANOS SERÃO VERTIDOS PARA O PORTUGUÊS, 
RESULTANDO EM UM LIVRO BILINGUE A SER LANÇADO EM SETEMBRO DE 2016.

EM SÃO PAULO, EM ELEGANTE EVENTO NO INSTITUTO ITALIANO, COM A PRESENÇA DA MÍDIA E DAS AUTORIDADES.
E EM ROMA, NA EMBAIXADA BRASILEIRA COM MUITO PRESTÍGIO E BADALAÇÃO. 

O RESULTADOS DA SELEÇÃO SERÁ DIVULGADO DIA 8 DE MARÇO DE 2016


A OBRA SERÁ ENVIADA PARA AS PRINCIPAIS BIBLIOTECAS DOS DOIS PAÍSESE PROMOVIDA EM TODAS AS UNIVERSIDADES ITALIANAS QUE  LECIONEM LITERATURA BRASILEIRA. SERÁ TAMBÉM PRESENTEADA AS AUTORIDADES E PESSOAS DA IMPRENSA ESPECIALIZADA.  PARA PARTICIPAR A AUTORA NÃO PRECISA OBRIGATORIAMENTE PERTENCER A REBRA. É UM CONCURSO ABERTO, MAS EXCLUSIVAMENTE DE AUTORIA FEMININA.  EXCETUANDO A TAXA DE LEITURA DE 50,0, REAIS COMO CONSTA NO REGULAMENTO EM ANEXO, AS AUTORAS SELECIONADAS NADA PAGARÃO PELA PARTICIPAÇÃO.  EM ANEXO SEGUE DOCUMENTO COM TODOS OS DETALHES,  ASSIM COMO A FICHA DE INSCRIÇÃO.
E AQUI ESTAMOS NÓS, MAIS UMA VEZ, CUMPRINDO A NOSSA MISSÃO DE DIVULGAR A LITERATURA FEMININA.VAMOS PARA A ITÁLIA.BOA SORTE.JOYCE CAVALCCANTE É A REBRA AJUDANDADO A CRIAR OPORTUNIDADES PARA AS MULHERES

CRÕNICA DA URDA

               JULIAN ASSANGE, MEU AMOR!
(A Inglaterra suspendeu, nesta semana, o assédio a Julian Assange na Embaixada do Equador em Londres. Ele continua na embaixada, no entanto, sem poder sair de lá.)
                                                           (Para Eduardo Venera dos Santos Filho)

                                            Ele poderia ter sido meu filho. Em 1971, quando ele nasceu, eu tinha 19 anos, começara a trabalhar num primeiro emprego e estava a me apaixonar irremediavelmente por aquele que seria o tão grande amor da minha vida que nunca acabaria de passar. Tudo era apropriado para eu ter tido um filho nessa altura: era jovem, saudável, tinha células perfeitas para dar continuidade à vida, um companheiro perfeito para dar origem a um filho perfeito – só que Julian Assange não nasceu de mim, embora hoje, olhando para trás, bem queria que tivesse sido eu a lhe dar à luz.
                                            Ele não nasceria no Brasil, no entanto, e o nome da sua mãe seria Christine, ao invés de Urda. Como se fosse também um pouco meu filho, nasceria por cá pelo mesmo Hemisfério Sul, embora a Austrália, o país dele, até hoje ainda me faça pensar, em primeiro lugar, em cangurus, coalas e no grande crocodilo que quase comeu a perna do Crocodilo Dundee, além de uma fila de governantes que nunca me parecem simpáticos, todos usando uniformes certinhos, de terno, gravata e barrigão, os quais passaram a me chamar a atenção a partir das atrocidades acontecidas em Timor Leste.  Eta gente fria, aquela dos governos australianos!
                                            E o menino genial não nasceu de mim nem do Brasil, mas nasceu tão genial que pôs todo o mundo em polvorosa. Tenho prestado atenção nele desde o primeiro dia em que Willian Bonner, aquele mesmo que disse que seleciona as notícias para o ignorante público brasileiro ver no Jornal Nacional pensando se agradariam ou não a Homer Simpson falou a respeito do sítio daquele menino genial errando na pronúncia, dizendo que era o “uaikeliks”, para no dia seguinte se retratar e dizer “uikeliks”, tão grande era o impacto da notícia no mundo.
                                            O fato é que um menino que era puro gênio nascera no mundo, brincara um pouco de hacker para aprender a como fazer para descobrir os grandes segredos que se escondiam nos novos aparelhos das novas tecnologias, e ontem à noite, ainda, ouvi como ele contou como estava tentando entender o mundo que o rodeava e onde vivia – e da sua estupefação ao entender, ainda tão menino, que o que pensara bonito como uma ave canora não passava da mais sórdida cova de leões que já se viu sobre este planeta, com seus milhões de malefícios, assassinatos , guerras sujas, economia podre e a vileza das mais diversificadas traições. Quando entendeu o que verdadeiramente passava, sua genialidade diante da tecnologia moderna fê-lo criar a mais sofisticada das páginas da Internet, onde sua sede de justiça e ânsia da verdade passou a publicar as mais ignóbeis verdades sobre o que acontece, de verdade, no mundo, deixando de calças curtas os maiores assassinos da humanidade a babujar desculpas esfarrapadas nas quais ninguém mais acredita e a alertar ao povo inocente sobre verdades que a gente simples nem imaginava.
                                             É claro que aquela máfia do horror, aquela que ficou de calças curtas, tratou logo de botar a mão nele e na sua equipe: encurralaram-no em Londres com um bobo pedido de extradição para uma Suécia grande alimentadora de guerras com a venda das armas que produz – e estava implícito que da Suécia haveria uma nova extradição para um outro país chamado Estados Unidos onde a mais amenas das esperanças era a de uma cadeira elétrica.
                                            Não compreenderam Assange, claro! O lindo menino que poderia ter sido meu filho enganou um pouco de cá, um pouco de lá – e acabou por ir proteger-se dentro da embaixada do Equador, aquele país de gente tão querida que já pude conhecer um dia. Claro que o Equador lhe deu asilo político – e claro que os parentes dos crocodilos da Austrália não estão nem aí para o filho de quem deveriam se orgulhar. O problema, agora, é tirar Julian Assange de dentro da embaixada do Equador, levá-lo até ao aeroporto de Londres para que ele possa, afinal, lépido e faceiro, tomar o rumo desta nossa América dita Latina que comunga dos seus ideais e já o ama por antecipação.  Por enquanto a coisa ainda não se deu, pois está cheinho de polícia inglês ao redor da embaixada equatoriana, esperando o menor pretexto para ir lá acorrentar esse menino como se fazia no tempo da Idade Média!
                                            Tenho fé na minha América, no entanto! De um jeito ou de outro, Julian Assange vai acabar sendo trazido para cá e vai ser o nosso orgulho. Pudesse eu, ia lá contrabandeá-lo para as delícias de Quito.
                                            Julian Assange,, meu querido, quisera ter sido a tua mãe, e então te chamaria de Julian Assange, meu amor! Tua mãe foi outra, o que não quer dizer que não possa te chamar de meu amor! Venha logo, nuestra América está te esperando!    

Blumenau, 02 de Setembro de 2012-09-03

Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

lundi 19 octobre 2015

NEWSLETTER DO VARAL - OUTUBRO (2)

Em Genebra o tempo esfriou, os dias estão já bem cinzas e dá a impressão que passamos quase que diretamente do verão ao inverno!
Estamos preparando nossa edição natalina, com muitos textos de agradável leitura, incluindo mensagens para o próximo ano que se aproxima. Você também pode participar: envie seu texto em verso ou em prosa para nosso e-mail (varaldobrasil@gmail.com) e faça parte de mais esta edição especial do Varal do Brasil. Participação gratuita.

Não é necessário ser associado a nenhuma organização ou associação para participar das atividades do Varal do Brasil.

Aproveito para convidá-los a conhecer um pouco de meu trabalho como escritora, através de meu site pessoal (www.coracional.com) onde publico crônicas, contos, pensamentos, poemas e etc. Será um prazer receber sua visita e seu comentário!

Desejo a todos um bom descanso hoje e uma excelente semana!


CONVITE


LIVROS DE ROGÉRIO ARAÚJO (ROFA)


vendredi 16 octobre 2015

PARTICIPE DA EDIÇÃO DE NATAL E ANO NOVO DA REVISTA VARAL DO BRASIL!

Envie seu conto, poema, crônica, trova...
Escreva em verso ou em prosa...
Escreva sua mensagem de fim de ano...
Fale de amor, de paz, de alegrias...
Fale também das tristezas...

Venha participar da edição especial de NATAL E ANO NOVO da revista Varal do Brasil!

Envie seu texto para varaldobrasil@gmail.com até 25 de outubro!
Toda participação é gratuita!

A revista será distribuída por e-mail, blogs, sites e redes sociais na primeira quinzena de dezembro.


DIA DOS PROFESSORES


jeudi 15 octobre 2015

CARTA SOBRE HAVANA

 Meu sempre caro Milton
Bom dia!
Alvíssaras!

Meu mais sincero propósito - o mais fundo possível - nesta mensagem É O DE TE AGRADECER.
As tuas preciosas "dicas" E orientações para a viagem à Cuba foram importantíssimas e, sinceramente, MARAVILHOSAS.
ENVIASTE UMA MENSAGEM GRANDE, DIDÁTICA (NO MELHOR SENTIDO DO TERMO), DEPOIS UMA SUPLEMENTAR.
De cima para baixo, impressas, andei com ela por Havana.


Resumindo, sumarizando:
FICAMOS ENCANTADOS COM A VIAGEM.
Dez dias mas com avião, escala, conexão, esperas (via Panamá), em Cuba mesmo uns oito dias e meio.
Encantei-me com o povo: caloroso, amigo, fraterno.
Dançante. Vi belas morenas dançando salsa.

Em Varadero, fizemos amigos que estavam descansando também no hotel de lá.
Mas houve tanta empatia que nos convidaram para irmos às suas casas em Havana. Letícia, uma amiga, que trabalha numa fábrica de charutos, nos levou lá e indicou, ofereceu um ótimo guia para nos explicar tudo, mostrar a fábrica, ver os operários trabalhando.

A partir da tua ideia de contratarmos um táxi, combinando o preço antecipadamente, fizemos uma amizade muito forte (parece mentira) com um engenheiro mecânico que havia trabalhado em Angola, e criou-se um clima ótimo, maravilhoso.
Tivemos duas vezes em Havana.
Depois da primeira, até pelo meu tumor,descansamos  uns dias em Varadero (águas límpidas), e depois voltamos para Havana (de novo).
Só no Museu Hemingway passamos quase uma manhã toda.
Emocionei-me - foi na primeira estada - muito no Museu da Revolução.

O sentimento do não esquecimento, do não olvido, doa ausência de oblívio, para mim é fundamental na vida. 
Pela memória, pelos combatentes.

(Ah, levei muitas canetinhas, muitas folhas de papel, fichas, a Célia cremes, batons, sabonetes, biscoitos,  lápis para mulheres, para pintar sobrancelhas, muitas coisinhas). 
Uma camareira do hotel em que ficamos nas duas vezes em Havana (Hotel Presidente), criou um laço muito terno conosco, deixou, no final, um bilhete em inglês (ah, instrução, ah, formação..), e disse estar aprendendo italiano e alemão - vi muitos turistas destas nacionalidades e do Caribe, e conversei bastante com um catalão muito consciente.

Não digo nada de novo, mas a Educação e a Saúde me impressionaram muito, e não sei como dizer, uma ausência de sentimento de consumismo, daquele febre da burguesia brasileira com   volúpia de comprar, comprar comprar, de ir para Miami - adquirir objetos, sempre "comprando", nunca "sendo" - perdoa a filosofice.
A Havana antiga, arquitetonicamente, é estupenda, como o povo mais simples.
Sim, fomos à "Bodeguita del Medio" - com o mesmo cardápio há mais de 70 anos -, "La Floridita" - frequentado por Hemingway, tem lá até uma estátua dele - , na Sorveteria Copppelia - onde ocorreu uma conversa com um garçom incrivelmente preparado e instruído e-, conhecemos o Hotel Nacional (que como informaste, foi uma espécie de sede da Máfia, e outros lugares, muitas outras coisas, como a Biblioteca Nacional José Marti, perto da praça da Revolução, uma estupenda biblioteca.

Uma amiga, que trabalha com a Letícia (outra amiga) na fábrica de charutos - convidou-nos para um ritual da "santeria", que lembra a nossa macumba, mas algo mais serenado. mas fiquei feliz pela confiança. Aqo ritual é só para cubanos. Algo muito bonito.
Eu e Célia ficamos muito tocados pela confiança. 
Num local, onde um canhão é acionado todos todos os dias, todos (às 9 da noite, pontualmente - o ritual começa meia hora antes, mais ou menos -, seguindo uma cerimônia  de muitos anos- bonito, demorado, o meu amigo Osmary, leu em espanhol a carta de despedida de Che a Fidel, e fiquei  muito emocionado - naquela noite de Havana, com uma linda vista de toda a cidade, a anriga e a nova.
Não estou mitificando. São 57 anos de embargo (ou de "bloqueio", como os cubanos intitulam). E não falei do Poder.
E prefiro, neste momento, não meditar sobre isso.
Na Avenida Molecon, de  7 KM. (o pessoal namora, pesca, conversa, bebe) andamos muito - em algo, lembra a Avenida Beira Mar Norte, em Florianópolis, andamos muito.

FIQUEI MUITO IMPRESSIONADO COM A SEGURANÇA, nós que vivemos num país violento, banalizado pelo Mal, isso é impressionante.
Alguns dizem que, como Cuba depende muito do turismo e do dinheiro enviados de fora, há um estatuto não escrito: não mexam om turistas- assaltantes vão para o além.
Teria muito mais coisas para te contar. Mas não te cansarei - pelo menos agora.

Só num restaurante, caro, vi umas mocinhas que serviam um tanto ousadas, mas pessoalmente não vi prostitutas. Mendigos? Dois, um num hotel, enquanto assistia a um show de salsa, e uma pessoa em andrajos vendendo jornais (não vi bancas de revistas, é é muito difícil encontrar jornais). mas conheci Havana por um homem da cidade (ele nasceu no interior, Pilar del Rio, acho que o nome é esse, mas vive há muitos anos em Havana).
Abraços no teu  querido irmão, também meu velho amigo (desde fevereiro de 1970, como tu) Rubem Mauro que, oralmente, também deu dicas para mim. Sou grato a ele.
Avante!
Abraços Emanuel*
*Não escrevi antes, porque a semana que precede à aplicação quimioterápica não é fácil.
Fiz ontem (dia 9 de outubro, sexta-feira) a quimioterapia, AGORA REFORÇADA EM 50 PORCENTO, PORQUE NA CONSULTA ANTERIOR, EM 11 DE SETEMBRO, ATRAVÉS DE um complexo EXAME  (devo ter contado) feito em Brasília, foi revelado que o quadro havia piorado.
Vamos ver o resultado. Não me entrego. Continuo lendo, escrevendo diariamente, lendo também todo os dias, amando, produzindo e- como no filme de Bergman ("O Sétimo Selo") - eu sei, disputando uma partida de xadrez com a morte

SIGO COM ESPERANÇA E FÉ NA VIDA!
E AGRADEÇO TODOS OS DIAS PELO DOM DA VIDA -  COM GARRA, DOR, LUZ - VIVIDA ATÉ AQUI:  70 ANOS.
Com o colega marxista (qie tem terços em seu carro), orei na Catedral de Havana
Releva os erros de digitação.
Abraço afetuoso grato do teu amigo velho, com irrevogável estima, Emanuel (e da Célia, grata)*
Para desdramaizar um pouco...
Contaram-me no Museu Hemingway que Mussolini, o ditador italiano, mandou um cheque em branco para que o escritor cobrasse  o que bem quisesse pela cabeça de um veado  que havia caçado na África (há que contextualizar e não julgar Hemingway- era um pescador, um  caçador e um escritor excepcional).
Hemingway respondeu no verso do cheque: Mussolini: se quiseres uma cabeça de veado, como está, vai á Africa e caça. Não vivo para caçar, caço para viver".

Quero problematizar  a burocracia do regime em alguns aspectos, mas deixarei para depois. Não quero que a carta fique enorme... 
Não fui comprado pelo regime, nem pela CIA. Cheguei à Havana um dia depois da visita do Papa, que causou muita comoção. 
O papel desta grande figura na aproximação dos Estados Unidos com Cuba foi fundamental. E será mais ainda. Pela paz entre os povos!


(Emanuel Medeiros Vieira)

Salvador, outubro de 2015)

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