mercredi 9 mars 2016

A VOCÊ QUE ACOMPANHA O BLOG DO VARAL!

Queridos amigos que acompanham há tempos o nosso blog do Varal!

Chegou o momento de mudar. Não tiraremos este blog do ar, ele ficará aqui neste mesmo endereço. Mas não será mais atualizado. Por que?

Porque agora vamos postar no Blog do Varal que fica lá no site do Varal do Brasil!

Oba!!!
Olhem só:

http://varaldobrasil.ch/blog-do-varal-2/

É lá que postaremos, sempre de forma gratuita, os releases de livros, convites para eventos, textos sobre escritores e artistas em geral e muito mais.

Você nos envia, é cultura, é literatura, nós divulgamos!

Vem conosco, vamos para o novo espaço que o canto é de todos nós!

http://varaldobrasil.ch/blog-do-varal-2/

Até!

VENHA PARA A EDIÇÃO DE MAIO DO VARAL DO BRASIL!

Estão abertas até dia 25 de março as inscrições para a edição de maio da revista Varal do Brasil.
Traremos nesta edição o tema AS QUATRO ESTAÇÕES.
Você poderá falar das quatro estações juntas ou separadamente, também poderá escrever sobre o clima, o tempo, como as estações influenciam em nossas vidas e muito mais!
Não sabe como faz para participar?
Leia aqui:
http://varaldobrasil.ch/revista-faq/

Toda participação é gratuita! Seu (s) texto (s) pode ser em verso ou em prosa e não precisa ser inédito.
Envie para: varaldobrasil@gmail.com



ATIVIDADES NO CONSULADO DO BRASIL EM GENEBRA



A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO


LANÇAMENTO DE LIVRO


ALMOÇO-PALESTRA UBE


lundi 7 mars 2016

NOSSA HOMENAGEM ÀS MULHERES!




Olá gente amiga!

Chegando até vocês a edição de março da revista VARAL DO BRASIL, edição completamente dedicada à Mulher!
Mais de duzentas páginas de puro prazer e com muita informação: contos, crônicas, poemas, artigos.... Vocês certamente terão bons momentos de leitura!
Leiam na revista:

·         Varal Estendido: Uma visão sobre a desigualdade
·         Mulher de 30: As tirinhas inteligentes e alegres que estão conquistando a internet!
·         Violência contra a mulher: passado ou presente?
·         Hedy Lamarr, bem mais que um rosto bonito do cinema!
·         Toda a poesia dedicada às mulheres, por homens e mulheres cheios de inspiração
·         Dia internacional da mulher; História do 8 de março
·         Feminismo, o que é?
·         Machismo feminino: isto existe?
·         Carolina de Jesus, uma escritora nada comum
·         As mulheres no mundo POP
·         As mulheres em todas as suas idades e em todas as suas cores
·         A mulher e o mercado de trabalho
·         Madre Teresa de Calcutá: A bondade em seu estado mais puro
·         A mulher na sociedade, na política e na luta por seus direitos
·         Grandes escritoras brasileiras
·         A ditadura da beleza
·         Mulheres que ajudaram a mudar o Brasil
·         As mulheres de fibra que aconteceram nas mudanças mundiais
·         Estudos sobre Maria Firmina dos Reis
·         O papel histórico, político, social e cultural das mulheres
·         ... e muito mais!


Cliquem no link abaixo para ler e/ou baixar gratuitamente a revista:



Desejamos a vocês uma excelente leitura!

Todas as edições do Varal do Brasil estão disponíveis para ler e baixar gratuitamente no site www.varaldobrasil.com

*Vários autores tiveram mais de um texto publicados nesta edição especial.

Divulgue a revista Varal do Brasil, encaminhe para seus amigos, publique em seus blogs e sites, faça correr pelas redes sociais! Unidos levaremos a literatura cada vez mais longe!

MULHERES PARA SEMPRE

Mulher, a prerrogativa matutina para quem se ama.
O privilégio de quem a ama.
O soluço da emoção incontida, o suor que da testa goteja, para quem dela se despede.
            MULHER:   TODAS   AS   ALEGRIAS,  TODAS   AS   AGONIAS.
           
Quando eu era pequenino me enroscava na saia da minha mãe e sabia que estava protegido, que dali ninguém me tiraria. Aquele regaço era o meu berço, meu tesouro, e minha cidadela.  Quando cresci, fiz a mesma coisa, só que desta vez com a saia da mulher que eu amava. Sentia-me resguardado e defeso para todas as tempestades, seguro de que não haveria nenhum dragão que pudesse me arrebatar, levando-me para passear compulsoriamente nas asas da traição.
            A mulher amada engole a língua de fogo, e de volta cuspe na cara do ingrato, que voa célere para longe do perigo da defensora, a leoa de todos os filhotes, de todos os amantes, dos amados e dos indefesos. Mulher, a gladiadora invencível que perdura habitando as arenas dos justos, para lobrigar os incautos sorrateiros, que violam o silêncio da noite para perpetrar a maldade.
            A mulher é a estrada da divindade, o alcance da orla Divina, a pureza de todos os sonhos sonhados e por sonhar. Sua saga é o perdão e a caricia que envolve soluções saudáveis e resultados inesperados. A panaceia para todos os males que aflige os homens, o cordeiro de Deus, e o caminho para a felicidade. Ela deve ser exaltada todas as manhãs, como se oração fosse para começar o dia.  O plenilúnio que deve nortear nossas ações sob a luz que alumia nossos corações, nossos sentidos e nossas vontades.
            A pureza e o perdão, a franqueza e a lassidão.
            Sem a mulher, a vida é uma metade, aquela metade estragada para consumo, dividida com a injúria do desprazer. Sem ela fica faltando o afago nas horas difíceis, a consolação nos momentos de dúvidas, o acarinhamento nas ocasiões em que sofre o ambulante, quando suas ações não são reconhecidas.
            MULHER  O  HAUSTO  VIVIFICADOR.
            ...COMO VIVER SEM ELA!!!


Anchieta Antunes   -    março de 2016.

CONVITE


EM GENEBRA: CURSO CUIDADOS COM CRIANÇAS


vendredi 4 mars 2016

CRÔNICA DA URDA

Filha da malária

                                   Costumo dizer que sou filha da malária. Nos tempos antes de eu nascer, a malária era endêmica aqui no Vale do Itajaí, e meu pai não foi lutar na Segunda Guerra Mundial e permaneceu vivo para me gerar porque, a cada vez que uma leva de soldados embarcava para o front na Itália, ele estava tão mal de saúde, com uma nova crise de malária, que não podia embarcar.
                                   Tem mais coisas sobre a malária na minha história: soldados doentes eram internados no hospitalzinho que o exército mantinha em frente ao quartel, à rua Amazonas, em Blumenau, onde eram cuidados até melhorar, mas cuidados de uma forma bastante rústica: quinino, arroz e feijão. Era aí que a minha mãe aproveitava a ocasião: munida de guaraná e finos doces da Confeitaria Socher, ela conseguia licença para visitar aquele rapaz bonito, e se não o conquistara antes, fê-lo com as suas delicadas guloseimas, que o convalescente das muitas febres devorava, deliciado. Ela contou-me os detalhes de tais atos de audácia quando já passava dos oitenta anos. Não deu outra: acabaram se casando e se estou aqui, hoje, devo muito à malária!
                                   Assim, produto da malária, acho que devo dar um depoimento, aqui, sobre o que se passou com aquela endemia – pelo menos a parte que sei.
                                   Nasci em 1952, e não sei se foi pouco antes ou pouco depois que nasci que a malária foi posta a correr da minha região. Minha mãe me contava como, em algum momento, a campanha contra o mosquito que transmitia a malária se tornou tão séria que, árvore por árvore, neste vale que ainda está cheio de mata, mas que tinha muito mais mata então, subiu-se a cada uma e se estirparam bromélias, caetés e quaisquer plantas que armazenassem água entre as suas folhas, para que o mosquito não pudesse se reproduzir. Eu, criança, fascinada, ouvia as histórias e mal podia crer que tal coisa hercúlea tivesse acontecido bem ali onde vivia, um pequeno vale rodeado de morros ainda cobertos de mata nativa.
                                   Mas não eram apenas as histórias ouvidas – cresci num mundo em que, periodicamente, se a gente quisesse ou não, o pessoal da malária vinha subindo a rua, entrando em cada casa e enchendo tudo de nuvens de veneno contra mosquito. As mães não gostavam muito quando aquilo acontecia, pois a casa virava uma bagunça, mas não havia o que reclamar – as casas tinham até um número, na parede, que era o número que o serviço contra a malária colocava, em tinta preta, para melhor controlar a pulverização venenosa. Aprendi a palavra “inseticida” com o pessoal do serviço da malária. Tal acontecia na década de 1950, e, tanto quanto me lembro, continuava acontecendo no começo da década de 1960.
                                   O tempo voa muito rápido, e a minha lembrança seguinte é da década de 1980, quando ainda permanecia funcionando, em Blumenau, o Serviço de Proteção contra a Malária (se não me engano, esse era o nome completo – a gente abreviava, dizia que era “o pessoal da malária”. O último endereço dessa gente de que me recordo foi uma casa à Rua Hermann Hering, bairro Bom Retiro.
Aí pela metade da década de oitenta, lembro da sensação que foi o aparecimento de UM caso de malária em Blumenau. O que foi, o que não foi – num instante foi explicada a situação – tratava-se de pessoa que viajara recentemente ao Mato Grosso, se não me falha a memória. Malária importada, portanto, que a nossa estava bem e bem debelada.
Agora temos aí a dengue, a chicungunha e a zika, tudo num mosquito só. Disseram-me que o mesmo mosquito é capaz de transmitir, também, a febre amarela. Pôxa, gente, se fomos capazes de botar a correr o mosquito que transmitia a malária, o que falta para botarmos a correr esse outro também? Quase não acredito que ainda tem gente que não está nem aí para o perigo.
Vamos pegar junto! Apesar de ser como que um produto da malária, eu nunca tive uma febrezinha só. A gente querendo, o mosquito some.
           
            Blumenau, 23 de fevereiro de 2016.


            Urda Alice Klueger

            Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

VEM AÍ NO CONSULADO-GERAL EM GENEBRA


jeudi 3 mars 2016

VENHA PARA O VARAL!

VARAL DO BRASIL E A LITERATURA SEM FRESCURAS!
Nossa história em 59 capas, quase sete anos de existência e muita, muita atividade literária.
De Genebra para você, onde você estiver!
Porque a literatura se torna importante quando atinge a todos.
Varal do Brasil, desde 2009 fazendo literatura para todos!
Venha participar conosco, leia no site do Varal as datas e os temas para as próximas edições.
E-mail do Varal: varaldobrasil@gmail.com

CONVITE

HOMENAGEM A MULHER

CRÔNICA DE RENATA DAL-BÓ

Literatura brasileira em festa

     Nos dias de hoje, com tantos problemas que enfrentamos em inúmeras áreas no nosso país, é difícil se sentir orgulhosa por ter nascido aqui. Pois lhes digo que estou me sentindo duplamente orgulhosa, por ser brasileira e por ser mulher. O motivo é para lá de nobre: a escritora Lygia Fagundes Telles foi  indicada pela União Brasileira de Escritores (UBE) para o Prêmio Nobel de Literatura. A indicação, por unanimidade, foi enviada no início de fevereiro para a Academia Sueca. A literatura brasileira está em festa e precisamos comemorar.
       A escritora paulistana, hoje aos 92 anos, sempre esteve adiante de seu tempo. Feminista muito antes do movimento, em 1941 entrou para a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da USP. Ao escrever seu primeiro livro, ainda na faculdade, sua mãe ficou preocupada: “Você já entrou para uma escola de homens e vai publicar um livro? Agora você não casa mais.” A previsão foi ignorada por Lygia e desmentida pela vida. A escritora casou-se duas vezes: a primeira com seu ex-professor de faculdade, o jurista Goffredo da Silva Telles Jr, com que teve um filho, e a segunda com o cineasta Paulo Emíllio Salles Gomes.
     Lygia é antes de tudo uma romântica apaixonada pela palavra. “É impossível procurar novas palavras para dizer eu te amo e, no entanto, estou eu em busca dessas palavras, dessas novas formas, são as aventuras da linguagem. Sem paixão, mesmo com competência, você não consegue dar conta do seu ofício”, diz ela num documentário. A escritora publicou dezessete livros de contos e romances, traduzidos para o Espanhol, Inglês, Russo, Alemão e outras tantas línguas. Seu primeiro romance, Ciranda de Pedra, foi publicado em 1953 e é um marco em sua carreira literária, considerado por ela mesma como o ponto em que alcançou o amadurecimento. Ciranda de Pedra foi adaptado para uma novela da Globo em 1981  - apesar de ter apenas nove anos na época lembro-me bem que a personagem Laura Macedo, interpretada por  Eva Wilma, era uma mulher frágil e oprimida,  tida como louca pelo marido. Morria de pena dela e odiava aquele marido. Em 1973, Lygia publicou o seu terceiro romance, As Meninas, e ganhou vários prêmios literários.
    Em uma  de suas entrevistas Lygia conta que quando era nova sentia vergonha de dizer que tinha vocação para a escrita. Achava que estava sendo arrogante, que a vocação exigia sucesso. Com o passar do tempo foi se dando conta que a vocação – do latim vocare -  simplesmente quer dizer o chamado. “Vocação é a felicidade de exercer o ofício da paixão. Tenho vocação, mas não exijo dessa vocação o sucesso. Cumprimos com a nossa tarefa.” Lygia considera o leitor, mais do que um parceiro, um cúmplice: “Sei que a minha palavra é a única maneira de ajudar o próximo. Se eu puder ajudar o outro no seu sofrimento, no seu medo, na sua luta, que também é o meu sofrimento, meu medo, minha luta, minha missão estará cumprida.”

     Em 1985 Lygia recebeu o título de imortal ao ocupar a cadeira número 16 da Academia Brasileira de Letras. Mas,  a verdadeira imortalidade já estava garantida muito antes através de sua obra. “Dizer não, não vou morrer, não vou, não vou. Me leia, dizia o poeta, não me deixe morrer, não me deixe morrer!” Não deixaremos Lygia, não deixaremos!

mercredi 2 mars 2016

VEM AÍ NO CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM GENEBRA!


mardi 1 mars 2016

DIA DA MULHER - COMEMORAÇÃO

O movimento Mulheres pela Paz foi iniciado em 2014 pela escritora brasileira Alexandra Magalhães Zeiner, na cidade de Augsburg, sul da Alemanha. Dentre as cidades alemãs, Augsburg é a única que celebra a paz há mais de 365 anos. Alexandra, nomeada em 2013 Embaixadora da Paz na Alemanha, pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz Franҫa-Suiҫa, reside em Augsburg desde 2012, quando iniciou o planejamento e a realizaҫão de diversos eventos culturais promovendo a arte e cultura brasileira na Baviera. As atividades da autora brasileira também consistem em um entrelace de mulheres que merecem destaque em várias vertentes culturais, educacionais e pacifistas, as quais foram registrados durante os eventos realizados em 2014 e 2015.

Motivada pelo resultado positivo na Alemanha, a iniciativa Heranҫa Viva, do Principado de Liechtenstein, festejará pela primeira vez o Dia Internacional da Mulher, Mulheres pela Paz, apoiada pelo Consulado Geral do Brasil em Zurique, Hotel Krone em Liechtenstein e Varal do Brasil em Genebra. A associaҫão considera esse evento uma  excelente plataforma de intercomunicação entre brasileiras residentes no exterior, razão pela qual a presença da Embaixadora da Paz brasileira, ao lado de um representante oficial do Consulado Geral do Brasil em Zurique, tem uma relevância especial para todas(os) presentes.

O encontro será registrado na mídia local e do Brasil, com a publicaҫão de artigos e pequenos clips, mostrando a contribuição brasileira, principalmente das mulheres residentes em Liechtenstein e países vizinhos. Todas as participantes terão oportunidade de apresentar seu trabalho e/ou colocar questões importantes que serão apresentadas aos nossos consulados durante as reuniões dos conselhos de cidadãos. Temos confirmadas brasileiras residentes na Alemanha, Áustria, Liechtenstein e Suíҫa.
 
PROGRAMAÇÃO

14h - 15h
Cerimônia de abertura do evento por Andrea Frommelt, Associaҫão Heranҫa Viva do Principado de Liechtenstein.

Movimento Mulheres pela Paz na Alemanha. Alexandra Magalhães Zeiner, escritora brasileira, Embaixadora da Paz pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz Fran
ҫa-Suiҫa

O papel do Consulado Geral do Brasil em Zurique no combate a violência. Senhor Cônsul Adjunto Diego Cunha-Kullman do Consulado Geral do Brasil em Zurique

15h - 15:30h
Coffee-break

15:30h – 17h
Apresentação das participantes do encontro & Debate final  



LANÇAMENTO DE LIVRO


CONVITE


EXPOSIÇÃO EM GENEBRA


CONVITE ESPECIAL



lundi 29 février 2016

LER É TUDO!


VARAL DO BRASIL, DESDE 2009 COM VOCÊ!


GRUPO VARAL DO BRASIL OFICINA CRIATIVA

Tema: UM DIA EM MINHA VIDA

Formato: contos ou crônicas
Organização de Isabel Vargas

Desenvolvimento: Contar em formato conto ou crônica como é, como foi ou como seria um dia em sua vida. Pode ser texto curto ou mais longo. O texto pode contar o passado ou o presente. Pode ser narrado na primeira pessoa ou não.

Objetivo: Desenvolver laços, apresentar-se de forma mais íntima aos amigos do Grupo, mostrar um pouco do que você faz, é, gosta de fazer, etc.

Duração: duas semanas (até dia 10 de fevereiro).

Os textos devem ser colados neste post sem ilustração e sem formatação especial.
Todos os comentários deverão ser feitos à parte, em novo (s) post.
Espero que muitos de vocês participem!
Obrigada a todos.

 Norália Castro

Um dia em minha vida.

Ontem choveu. Hoje chove como choveu anteontem. É tempo de chuvas, precisamos delas e a plantas revigoram, assim como minha alma é limpa e eu refaço voos no dia que começa.
Minha rotina de hoje é tão diferente da de ontem, aquele ontem longínquo vivido intensamente. Minha rotina de hoje é calma, sem pressa, apenas uma espera preenchida de cousas novas...Cousas novas? Assim me parece a cada dia...Passeio por entre plantas e pedras. Observo o desenvolvimento das cousas que me cercam e curto a descoberta de cada detalhe. As nuvens cinzas que cobrem o céu chuvoso, me atraem cada vez mais a espera do sol que inexoravelmente virá por detrás. Enquanto espero pelo novo sol, escuto os cantos de pássaro que passeiam ao redor de minha casa.
Normalmente não sinto tristeza. Ao contrário. Sou grata por estar vivendo mais um dia de minha longa vida, podendo dizer Bom Dia, Dia.
Minha casa é aconchegante, e não tem bichos nela. Não gosto de ter cães ou gatos. Cavalos eu teria, se tivesse espaço para eles, pois adoro cavalos. Não os tendo, prefiro mil vezes as plantas, as árvores, as flores. Sempre tive necessidade mais de terra e dos produtos diretos da terra. Sou realmente montanhosa, como disse uma escritora amiga. Eu me denominando montanhesa e ela me chamando montanhosa. Montanhesa ou montanhosa, guardo as lembranças do mar numa concha espetacular que ganhei de um amigo: nesta concha escuto o mar que sempre chamou minha atenção à distância, algumas vezes curtidas. Em contrapartida, minhas montanhas são cheias de rios, cachoeiras e correntezas, de belezas especiais. Curto demais os verdes que se espalham pelas minhas montanhas...

Sem duas coisas eu não saberia viver, no estágio em que estou: televisão e computador.
Logo após me levantar, ligo a TV. Tenho sede de notícias. Preciso saber o que acontece no mundo. Por vezes me disse que tenho de parar de ter notícias do mundo, estou cansada de tantas mortes ou guerras, de tanta maldade... mas não consigo. Preciso saber notícias, vício desde a época em que tinha jornais impressos na mesa do café
Há poucos dias uma notícia me encheu de emoção: o Papa Francisco e o presidente do Irã se cumprimentando no Vaticano. Que emoção! Uma chance a mais na esperança pela Paz Mundial.

Ontem,recebi de uma ex-colega um email em que ela me diz: é tempo de espera. Precisamos enfrentar esta espera com Fé e Amor. Espera de que, me perguntei: da morte... sim, meu tempo de viver está ficando a cada dia mais curto, mas enquanto estou viva, posso dizer BOM DIA, não ficarei olhando, apenas olhando o tempo passar. Não ficarei. Me recuso encolher-me num casulo, a fechar-me, mesmo não mais podendo fazer longas caminhadas, não mais bordando, pintando ou desenhando, ou até mesmo cozinhando: minha limitação física me deixa muitas vezes raivosa e chorosa, mas avanço em passos lentos o que for necessário...Os livros me fazem companhia: continuo lendo tudo que posso ou me esforço por querer. Enquanto eu puder digitalizar, estarei bem e feliz, coisa que quase não faço mais com uso de lápis ou canetas: minhas mãos estão tremulas e minha letra transformada. Mas tenho ainda o computador que me salva desse impasse.

Acho que a maior qualidade que tenho é ser curiosa. Muito curiosa. Quero saber de tudo, quero ver tudo. Esta curiosidade não me deixa ser saudosista, ou chorar por isto ou aquilo perdido. Gosto de saber de tudo e com detalhes. Procuro viver o dia a dia como se apresenta. Por vezes a solidão se apresenta de forma dolorida, assim como uma lembrança menos feliz. O passado sempre se apresenta e eu o recebo em forma de poesia ou alguma prosa , para logo depois deixar para trás e viver o que está ao meu redor, palpável e concreto.

Não acho que tenho de rir estar feliz por tudo e com tudo. Não sou partidária de ser feliz por tudo...Acho isto totalmente impossível. A dor existe para que possamos enxergar o seu contraditório e tirarmos lição do melhor possível. Há treze anos que não vivo um dia sequer sem dor física na coluna, estragada pelo tratamento brutal feito e pelo desgaste natural. No início, e as vezes, ainda hoje, senti e sinto raiva desta herança...Assentar-me e levantar de uma cadeira é algo penoso demais, assim como levantar-me da cama. Esta dor crônica passou a fazer parte de mim, mas muitas vezes tira o sorriso dos lábios...
Tenho trabalhado meu gênio raivoso, e como tenho trabalhado, pois sei que a dor física não tem cura. Uma fisioterapeuta vem fazer exercício comigo, 3 vezes por semana, o que em ajudado muito.
Moro sozinha. Muitos conhecidos se espantam de ver que moro sozinha. Amores se foram. Parentes e amigos também. Esta redução de gentes ao redor é o preço que se paga pela longa vida. Mas vivo bem comigo mesma, na minha casa com meus auxiliares e tenho também, a duas casas abaixo da minha, as pessoas que mais amo: minha filha, meu neto e também o meu genro. Sou uma privilegiada por poder ainda viver junto com as pessoas mais significativas de minha vida.
Vez por outra aparece aqui alguma amiga virtual que vem me conhecer. Já recebi várias visitas de amigos virtuais. Uma alegria! Recentemente recebi uma bordadeira. Amigos e familiares de Beagá também aparecem para matar a saudade...
E assim, vivo o meu tempo de espera, ainda produzindo cousas... Vivo bem e posso dizer Bom dia, Dia... E cada dia a mais é uma graça divina a ser vivida intensamente.
No momento, trabalho no livro para o meu neto...Estou entusiasmada com este livro que está ficando uma gracinha.... Belo....
Brumandinho, 28 de janeiro de 2016
Norália da Mello Castro.


Norália Castro

 SETE ANOS NO TIBET

O telefone tocou. Atendi. Do outro lado, uma voz feminina gutural e firme, perguntou: -
- é você, Norália?
-Sim, sou eu. Quem fala?
- É a Joyce Cavalcante
- Joyce?
- Sim, sou eu.
E, já emocionada e quase incrédula que estava atendendo a nossa presidente da REBRA... procurei ouvir mais e falar menos, mesmo porque a emoção me tolhia.
- Você viu que está bombando na sua página da Rebra, hoje?
- Não, não vi, ainda não abri o micro hoje...
- Pois é, você está lá...e saiba que fiz tudo com muito carinho, de coração...
E a conversa continuou por uns 15 minutos.
Deixando o telefone, soltei um UAUUUUUUUUUUU....feliz com este inesperado telefonema, vindo de uma presidente que admiro e amo .
Passei o resto do dia em estado de graças: uma felicidade ímpar. Um telefonema inesperado mas muito amigo, como sempre fui tratada pela presidente da Rebra, nestes sete anos de convivência respeitosa e amiga.
Sete anos na Rebra, o meu Tibet. Passei a sentir o personagem de Brat Pitt, nesse filme antológico, quando as circunstâncias da vida fizeram o personagem conviver com gentes do Tibet, modificando todo o seu conceito de vida, unindo valores orientais com os ocidentais, fazendo-o enxergar melhor os valores do coração.
Sim, foi através da Rebra que fiz revolução na minha vida, totalmente diferenciada hoje. Foi através da Rebra que conheci o VARAL DO BRASIL, e outros amigos preciosos. Foi através da Rebra que trabalhei, trabalhei e trabalhei com palavras e textos. E quantos amigos conquistei...
Sete anos de REBRA, meu Tibet revolucionário.
Só me resta dizer à Joyce: muito obrigada por existir e fazer parte da minhavida.

A emoção ainda é grande. Só sugiro que quem não viu esse filme – Sete Anos no Tibet, não deixe de ver: a beleza da filmagem, o aprendizado do personagem e toda a mensagem de sensibilidade ditada pelo coração, que sugere o filme. Um grande filme. E naturalmente curtir também a beleza de Brat Pitt.
Paro por aqui, pois a emoção que me invade ainda é grande...fico sem palavras.
Obrigada, Rebra.
Obrigada, Varal do Brasil
Obrigada, amigos e amigas escritores.
Obrigada, amigos e amigas de sempre.
.Bom dia a todos.Norália

Jacqueline Bulos Aisenman

 O dia não amanheceu e já estou na ativa. Tenho o hábito de acordar muito cedo. Poderia inventar qualquer motivo para isto, mas a verdade é que sempre amei levantar cedo. Gosto de aproveitar bem minhas manhãs, pois é justamente pela manhã que minha energia é maior e minhas ideias estão sempre mais claras.
Começo o dia agradecendo intimamente. Me preparo em silêncio (a casa ainda dorme!) e depois de tudo pronto vou para meu cantinho trabalhar. Ligo o computador, coloco a agenda de papel na data do dia. Uma música suave vem juntar-se a mim: Gosto de ouvir Bach. Ouço quase todos os dias, nas primeiras horas da manhã, as “suítes” para violoncelo de Bach. Depois seguem-se outras clássicas ou então músicas que classifico como “da natureza”: sons para reiki, barulhos de chuvas, tempestades, mar, etc.. (Mais tarde, com o passar do dia vou mudando a “trilha sonora” e posso dizer que ouço de tudo: MPB, música POP, jazz...
Com um cafezinho, cedo inicio o périplo de responder meus e-mails. Como são sempre muitos (chegam a ser centenas às vezes), geralmente a cada dia respondo os que chegaram há mais tempo e, se possível, os urgentes do dia. Só não respondo e-mails no final de semana que para mim é sagrado e reservo para mim mesma e para a família. Depois das respostas vou trabalhar com a revista, o blog, site do Varal e outros espaços na Web que o Varal tem. Confesso que sou apaixonada pelo Varal! Adoro edição, todo o trabalho de editar, escrever, encontrar as boas ilustrações... Adoro o encontro virtual com os escritores e os leitores. Tudo para mim é uma imensa alegria.
Faço pausa por volta das oito horas para as frutas da manhã e, depois, o segundo café. Sempre expresso e forte, sem açúcar e sem leite. Depois disto, sigo trabalhando até aproximadamente meio dia.
Ah, tem a pausa das dez horas para o lanche e um breve descanso! (Todas as pausas são necessárias para mim que sofro, desde que tive uma meningite em 2002, de problemas de saúde que nunca se afastam. Muitas sequelas e outros problemas que fui recebendo da vida com o tempo e me fazem não ter ideia do que significaria um dia sem dores físicas...).
As vezes preparo o almoço, noutras providencio algo pronto e que não tome muito tempo. Então vou almoçar. E, mau hábito que tenho, quando almoço sozinha, faço isto lendo! Como meu esposo chega quase sempre tarde do trabalho para o almoço, esta refeição é meio solitária.
Na parte da tarde, logo no início, vou estudar. Faço curso de grafismo em casa por vídeo-aulas e com o apoio de livros há algum tempo e estou simplesmente amando. Aprendo sobre edição de textos, fotografia e edição de imagens, tipografia e muito mais. Já aprendi um monte de coisas, mas a cada aula sinto que terei tanto ainda a aprender que espero ter tempo para saber o máximo possível e tudo utilizar no trabalho que faço com o Varal.
Tenho durante a tarde meu horário de descanso, onde me afasto do escritório por um tempo. Este período é fundamental para recarregar as forças.
Costumo encerrar minhas atividades profissionais por volta das dezoito horas. Sempre acompanhada de meu cãozinho Biscuit, hoje com quase dezesseis anos. Outra pausa para descanso e depois vou preparar o jantar (nos mesmos moldes do almoço).
Minhas horas de lazer são divididas entre filmes, séries de TV, livros e o meu joguinho favorito no I Pad, Angry Birds! Não assisto jornais, novelas ou outros programas de televisão. Não gosto.
E, claro, sempre tenho tempo, não importa como mas tenho, para meus filhos e meu esposo. Os três e o pequeno Biscuit passam na frente de tudo!
                           


Maria Lima Delboni Lima


 Eu também Jaqueline, assim nos deixamos conhecer.. Agora um pouco de mim. Estou aposentada. Acabei de escrever minha tese de doutorado em ciencia da Educação para a Universidade de Rosario - Argentina. Pesquisei sobre o bilinguismo e a aprendizagem do Pomerano em Santa Maria de Jetibá, uma cidade no interior do Espírito Santo. Lecionei Inglês e Português e aprendizagem de idiomas sempre foi um desafio para mim, Assim que escrever esta tese em espanhol foi um grande desafio.O passar da fala para a escrita é um grande passo. Foi o desafio que me mostrou que somos capazes de fazer aquilo que propomos, é só começar.Ler sempre foi meu passatempo preferido e agora me aventuro na escrita. Estou terminando um livro de contos para editar, um pouco sem tempo. Do café da manha até a noite me envolvo com meu netinho que está agora com dois anos e mora comigo. Ele demanda todo meu tempo. As horas roubadas desta diversão me coloco diante da tela do computador , mas muitas vezes as palavras me escapam, porque meu pensamento está disperso. Agora começando o ano, ele vai para a escolinha e terei um tempo maior para meus lazeres, para meu livro e amigos.



Carla De Sà Morais-Gossuin

 "UM DIA EM MINHA VIDA"

Um dia em minha vida descobri que a leitura me evadia de toda e qualquer angústia, de todo e qualquer sofrimento. Tinha 10 anos!
Mais tarde, adolescente, devido às desilusões amorosas, descobri que as "curava" escrevendo; e foi assim, que ainda mais timida que hoje comecei a escrever os meus 1os poemas que fizeram rir certas pessoas que sem pudor, os descobriram.
Vivi muitos traumas na minha vida que tento apagar com os anos mas, às vezes vêm ao de cima; não reclamo nada, nem acuso ninguém, muito menos me vingo ou tento fazer justiça, mesmo sabendo que todo o mal que me fizeram ou eventualmente me fazem é sem fundamento. Deixo tudo isso entregue ao tempo e a Deus.
A escrita, substitui anti-depressivos e anti-ansioliticos! Não estou a dizer que sou poetisa ou escritora, não; a pretensão não faz parte da minha lista de defeitos, tenho outros é claro... Quero dizer que me alivia, é um mundo criado para mim onde, entre realidade e divagação, a minha alma flutua para além de todas e quaisquer barreiras.
Sou livre e sinto-me livre...!
Bem haja Jacqueline, bem hajas Lúcia Amélia.
Carla De Sà Morais





Marilu R F Queiroz

Um dia de calor infernal

Como preciso exercitar as pernas, hoje resolvi ir e voltar à pé da academia. Não é longe, somente uns oito quarteirões. Para ir é uma descida que facilita qualquer caminhada, mas que na volta se transforma numa subida que não é muito convidativa para um dia tão quente assim.
São Paulo, pleno primeiro de fevereiro. Segunda feira em que o sol premia a semana, com um calor insuportável. Parecia que as horas se arrastavam, os minutos se tornavam incontáveis devido ao mormaço, que teima em assombrar esses dias que antecedem ao carnaval.
A ida foi tranquila e rápida, mas na volta minhas passadas eram largas e pesadas como as de um elefante. A subida imprimia um ar de sacrifício à minha caminhada, as pernas pesavam toneladas e os pés inchados pelo exercício exaustivo doíam e teimavam em se fazer presentes.
Cada quarteirão, uma surpresa com relação à distância. o trajeto que nem é tão longo assim, se esticara de tal forma, que ficava cada vez mais difícil atingir o meu objetivo. Primeiro comecei a cantarolar baixinho para imprimir ritmo à minha caminhada. Até consegui ficar um pouquinho mais animada, mas dois quarteirões depois me peguei pensando na vida... Não do modo quase automático como às vezes faço, mas de um jeito diferente, atípico!
Lembrei da chuva fina que caíra no sábado, quase uma garoa... Que coisa boa sentir na pele a água fresquinha a amainar o calorão e nos provocar uma sensação refrescante, benéfica. Mas não, o calor só aumentava e quando cheguei perto de casa vi a minha vizinha que também frequenta a mesma academia encostando o carro. Toda faceira ela me perguntou:
– De onde você vem toda suada e acabada?
Disse a ela que fui e voltei da academia a pé. Ela deu uma gargalhada e me disse:
– Hoje resolvi fazer a natação de manhã. Estava na academia, pena que não a vi. Eu poderia ter lhe dado uma carona!


Inês Carmelita Lohn

O DIA MAIS IMPORTANTE EM MINHA VIDA.

Aquele dia foi diferente de todos os outros, minha emoção tomou conta de todo meu ser. As lágrimas eram de felicidade eu estava chegando ao pódio almejado.
Quando acordei pela manhã já entrei em estado de graça, não tinha como conter as lágrimas eu custava acreditar que o dia de realizar o meu sonho havia chegado. Nos meus plenos 54 anos, estava vivendo o momento mais especial da minha vida. Dia da minha formatura do segundo grau.
Os preparativos me fizeram ficar em estado meditativo e em prantos de comoção . No momento que eu estava me vestindo para a festa de formatura diante de um espelho eu agradecia a Deus em voz alta, e ao chegar no local eu me senti pequena diante do sonho que estava realizando.
Por um momento eu tive a sensação que estava no colo da Virgem Maria recebendo carinho e atenção. Senti uma paz divina que me banhou por inteira e uma força angelical brotou dentro do meu coração, me fazendo olhar de fora para dentro e ver que eu era uma pessoa especial aos olhos do grande oleiro do universo. Já que o mundo até então havia me descriminado e cuspido em meu rosto por eu não ter me formado.
A entrada no auditório foi triunfal as pessoas estavam felizes apenas eu chorava de felicidade numa entrega absoluta pela realização.
E na hora que subi ao palco tocava a música Catedral de Zélia Duncan, o professor Guilherme de física foi quem me recebeu com muita gentileza, e foi naquele exato momento que aconteceu algo inexplicável.
O professor me apertou em seus braços e rodou comigo no palco como se faz com uma criança, meus pés saíram do chão e quando terminou a música a plateia aplaudiu de pé e muitas estavam chorando pelo momento vivido.
Enfim recebi o meu diploma e entreguei a Deus em forma de agradecimento por ter chegado ao fim daquela maratona com sucesso e boas notas.
Humildemente quero confessar, hoje praticamente oito anos após eu escrevi esse pequeno texto em lágrimas e muita comoção, recordar aquele dia me leva fazer uma grande reflexão, pois foi o dia mais importante da minha vida.

Inês Carmelita Lohn

Ana Rosa Santana


Acordo todos os dias com uma serenata na janela (meu gatinho e seu canto choroso querendo seu “papá” e carinhos), me levanto, mesmo com preguiça, vou atender ao gato e iniciar os afazeres domésticos. Meu marido e filho saíram bem cedo para o trabalho e eu fico sozinha, imersa em pensamentos. Depois ligo o computador para ver as notícias, acesso o facebook, leio e respondo mensagens, checo os e-mails (fiquei particularmente contente hoje porque fui notificada que um curta meu está na seleção oficial de uma grande mostra).
Estou com muito trabalho essa semana, tenho roteiros para analisar, figurinos para ajustar, dois longas em produção, alguns trabalhos paralelos, a correria de sempre.
O calor está sufocante, paro para um almoço e um descanso, está difícil continuar os afazeres do dia com esse clima, parece que nada consegue amenizar essa temperatura.
Mas eu vou seguindo a jornada mesmo assim, as coisas não se resolvem sozinhas; coloco uma música, tento retomar as análises, são mais de 300 páginas e quando dou por mim já estou distraída escrevendo uns pensamentos que me ocorreram, criando um novo conto, a veia de escritor sempre ativa…
Faço um esforço, retomo a concentração, termino a tarefa importante e me preparo para o retorno dos homens da minha vida que vão chegando um logo após o outro, enchendo a casa de barulho, famintos, falando ao mesmo tempo...E o dia vai terminando da mesma forma que começou: com uma sinfonia.A Sinfonia da minha vida.











Isabel Vargas


Quando pensei em falar sobre um dia em minha vida, a princípio, pensei em falar sobre o acontecimento mais trágico de minha vida a partir do qual tudo mudou. Mas, embora isso não saia de meu coração e de minha vida, decidi optar pela vida. E, não é em aspecto literário, mas real. Lembrei-me do dia da conversa com minha filha sobre a sua gravidez.
Ela tinha dezoito anos estava no primeiro ano de universidade e tinha um namorado. Naquele mesmo ano, ao final do ano era a formatura de minha filha mais velha na universidade e antes disso em outubro o baile de debutantes da menor. Mas, como dizem que mãe tudo sabe e tudo sente, já estava percebendo que algo estava errado ou diferente. Disse a ela: Não vamos estragar esse acontecimento dos quinze anos de tua irmã. Uma semana não fará diferença. Semana seguinte sentaremos com teu pai e conversaremos os quatro. E assim foi feito.
A primeira coisa que fizemos foi perguntar se ela tinha algo a nos dizer, ao que ela respondeu que sim e completando disse que estava grávida. Até hoje, a minha reação me surpreende, pois pensava que o dia que isso ocorresse iria chorar, fazer um drama. Eu respondi: Ainda bem. Poderias estar doente, mas não, é uma vida que vem aí. O que vocês pretendem fazer? Eles disseram que queriam casar, mas não tinham condições. Nós ajudaremos retruquei. Meu marido nem queria que eles casassem, mas para mim ela ficar solteira com filho era algo que não admitia. Impus como condição para ela casar, pois necessitava de nossa autorização, em função de não ter sido, ainda, alterada a maioridade para as mulheres que ela não abandonasse a faculdade. Conversamos com os pais dele e em dois meses realizamos o casamento.
Esta minha neta viveu sempre à nossa volta e para meu marido e eu era um quinto filho. Foi a única que conviveu muito com o avô, pois quando nasceu nosso segundo neto meu marido mal podia segurá-lo em virtude da doença.
Creio que é de minha natureza optar sempre pela vida, pelas boas energias, pela alegria. Hoje tenho cinco netos que são meu estímulo para viver muito.


Isabel Vargas


Um fato que para mim foi muito importante foi o primeiro convite para participar de um primeiro livro. Já escrevia há algum tempo e publicava no jornal local e em jornal de município vizinho.
Em dois mil e seis resolvi fazer um blog e nele colocar tudo que escrevia e publicava em jornal e sites. Certo dia, recebi um email convidando-me para participar de um livro chamado Reflexões para o bem viver. Respondi o email agradecendo e dizendo que deveria ser um engano, pois não era escritora e nunca participara de livro nenhum.
Muito gentilmente deram-se ao trabalho de responder e dizer que não havia engano algum e que estavam me convidando de fato. Foi uma alegria imensa. A partir daí começou minha aventura no mundo das publicações.




Maria Nilza Campos Lepre

Acho que sou doida!

Se alguém pudesse me ver ao acordar pensaria que sou doida.
Moro sozinha, mas levanto falando bom dia e conversando feliz da vida. Conto os meus sonhos relato os projetos feitos para o dia, e se tenho algum problema também falo sobre ele.
Estou me contradizendo? Acreditam que não estou sozinha?
Saibam que acertaram.
Em minha casa de humano somente eu, mas tenho dois seres especiais e iluminados juntinho a mim, dois gatinhos, meus amores: Iris e o Pequeno Tigre, a quem chamo de Tigrinho.
Eles enchem os meus dias de alegria e carinho. Amo estes dois amiguinhos.

Maria (Nilza) de Campos Lepre – 16/06/2015




Saulo Oliveira

O Meu Dia

Debruçado sobre o branco teclado, ao delírio de “Across the Universe” (Beatles), arremessado brandamente aos espaços poéticos de uma nostalgia recente (há poucos anos reapresentado à incrível banda de Liverpool por minha filha adolescente!).

“Help me” falaria uma voz, gotejando transparentemente, fenda mínima, microrrisco, em rochedo vertical.

A minha cidade é um alarido de luz (um monte de pássaros reais e imaginários povoam os arredores do meu café da manhã).

A noite é dulcíssima (beijo mulher e filhos).


ORGANIZAÇÃO: Isabel Vargas

vendredi 26 février 2016

LIVRO: ARCO-JESUS-ÍRIS

Na colorida época do Flower Power Satanás decide visitar o arco-íris psicodélico de Jesus Cristo e, lá chegando, o louro e jovem Jesus hippie, vestido de jeans, conta a ele como faz para fazer o bem vencer o mal e o leva a conhecer os 7 círculos de seu arco-íris, que são 7 círculos de cores diferentes: no Círculo Violeta ele encontra Sharon Tate e Charles Manson, bem como as demais pessoas envolvidas no caso Tate... no Círculo Anil ele encontra Mao Tsé-Tung e os chineses massacrados durante a Revolução Cultural... no Círculo Azul ele encontra Heinrich Himmler e os prisioneiros mortos nos campos de concentração nazistas... no Círculo Verde ele encontra a Talidomida e algumas crianças deformadas pela pílula... no Círculo Amarelo ele encontra Jim Morrison e as entidades indígenas que o levaram a morte... no Círculo Alaranjado ele encontra Oscar Wilde e os responsáveis por sua tragédia particular... no Círculo Vermelho ele encontra Thomas Blanton e as vítimas do atentado de uma igreja batista em 15 de setembro de1963. Após constatar que o mal realmente não existe naquele paraíso, Satã vai e conta ao mundo que é tempo de Paz e Amor.



SOBRE O AUTOR

JackMichel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram respectivamente em 20 de fevereiro e em 30 de novembro, na cidade de Belém, Estado do Pará (Brasil). Sua obra é ampla e pode ser descrita entre romances, contos e poesias. O estilo de escrita de JackMichel foi influenciado por autores mundiais clássicos de diversos gêneros literários como Oscar Wilde, Hans Christian Andersen, Lewis Carrol, Edgar Allan Poe, Eça de Queirós, Machado de Assis, dentre outros. JackMichel professa o lema “ESCREVER É VIVER




O livro Arco-Jesus-Íris, de JackMichel, foi lançado em outubro de 2015 pela Chiado Editora, editora portuguesa especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, sendo neste momento a maior editora em Portugal neste segmento e uma das editoras em maior crescimento no Brasil.


Link da fanpage de JackMichel no facebook:

JÁ LEU A REVISTA DE MARÇO DO VARAL DO BRASIL?

VARAL ESTENDIDO!



Olá gente amiga!
Chegando até vocês a edição de março da revista VARAL DO BRASIL, edição completamente dedicada à Mulher!
Mais de duzentas páginas de puro prazer e com muita informação: contos, crônicas, poemas, artigos.... Vocês certamente terão bons momentos de leitura!
Leiam na revista:
·         Varal Estendido: Uma visão sobre a desigualdade
·         Mulher de 30: As tirinhas inteligentes e alegres que estão conquistando a internet!
·         Violência contra a mulher: passado ou presente?
·         Hedy Lamarr, bem mais que um rosto bonito do cinema!
·         Toda a poesia dedicada às mulheres, por homens e mulheres cheios de inspiração
·         Dia internacional da mulher; História do 8 de março
·         Feminismo, o que é?
·         Machismo feminino: isto existe?
·         Carolina de Jesus, uma escritora nada comum
·         As mulheres no mundo POP
·         As mulheres em todas as suas idades e em todas as suas cores
·         A mulher e o mercado de trabalho
·         Madre Teresa de Calcutá: A bondade em seu estado mais puro
·         A mulher na sociedade, na política e na luta por seus direitos
·         Grandes escritoras brasileiras
·         A ditadura da beleza
·         Mulheres que ajudaram a mudar o Brasil
·         As mulheres de fibra que aconteceram nas mudanças mundiais
·         Estudos sobre Maria Firmina dos Reis
·         O papel histórico, político, social e cultural das mulheres
·         ... e muito mais!


Cliquem no link abaixo para ler e/ou baixar gratuitamente a revista:



Desejamos a vocês uma excelente leitura!

Todas as edições do Varal do Brasil estão disponíveis para ler e baixar gratuitamente no site www.varaldobrasil.com

Para receber em PDF, peça no e-mail varaldobrasil@gmail.com

*Vários autores tiveram mais de um texto publicados nesta edição especial.

Divulgue a revista Varal do Brasil, encaminhe para seus amigos, publique em seus blogs e sites, faça correr pelas redes sociais! Unidos levaremos a literatura cada vez mais longe!

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...