vendredi 29 janvier 2016

VAMOS PARTICIPAR DO VARAL?



- Estão encerradas as inscrições para a edição de março que trará o tema Mulher. Infelizmente não temos como receber mais contribuições para este número. Agradecemos a compreensão. A revista será distribuída no final do mês de fevereiro

- Estão abertas as inscrições para a edição especial de Páscoa. Se você tem um poema, uma lembrança, conhece histórias envolvendo a Páscoa, envie para esta edição especial! Até 15 de fevereiro.

- Edição de maio com o tema AS QUATRO ESTAÇÕES e também tema livre. Você pode falar das quatro estações juntas ou separadamente, pode falar do clima, ou enviar texto com tema livre.

- Edição especial O LADO ESCURO DO SER. Para junho faremos uma edição especial diferente, bem diferente...
Falaremos do lado escuro do ser: os defeitos, os vícios, os pecados, os pecados capitais, as lutas interiores, os pesadelos, o medo, as agonias, os sustos, o que nos assombra, o que nos tira o bom humor...
Falaremos de tristeza, de dor, de morte, de partidas, de ingratidão, de incertezas, de sonhos perdidos, de esperanças esquecidas, de vingança...
Falaremos da violência, das agressões físicas e psicológicas, dos abusos, dos crimes e dos castigos, as sombras, o lado sombrio...
Também buscaremos inspiração em filmes, livros ou pinturas e desenhos que evoquem o lado escuro da vida.
Traremos para a luz, o lado escuro que existe no ser humano.


Toda participação na revista Varal do Brasil é gratuita, envie seu texto para o e-mail varaldobrasil@gmail.com

Academia IPÊ

Onã Silva

A Academia Internacional de Poetas e Escritores de Enfermagem (Academia IPÊ) foi idealizada pelos pesquisadores da arte sensível do cuidar – Dr Elioenai Dornelles Alves (in memoriam) e Drª Onã Silva, A Poetisa do Cuidar -  como resultado da tese de doutoramento intitulada  As ondas revitalizadoras da criatividade no ensino superior de enfermagem: perfil criativo dos atores educacionais.

O lócus da ideia da Academia IPÊ foi a Universidade de Brasília (UnB). Neste espaço científico, o Dr Elioenai Dornelles Alves (orientador) e Drª Onã Silva (orientanda) esboçaram o projeto da Academia IPÊ considerando a importância da pesquisa, escrita, publicação e divulgação do saber-enfermagem, voltados para a literatura e a arte.

A Academia IPÊ com sede e foro em Brasília-DF é uma associação civil, literária, cultural, artística, educativa e científica, composta por poetas e escritores, profissionais de enfermagem, de abrangência internacional.

 Foto com alguns escritores que serão empossados pela Academia IPÊ, em outubro de 2015, Museu da República, Brasília – DF, Brasil 


O slogan da Academia IPÊ é Ciência, Arte, Poesia, Cuidado.

A Presidente atual da Academia IPÊ é a enfermeira e escritora brasileira, a Drª Onã Silva – A Poetisa do Cuidar

Entre em contato conosco para informações sobre a Academia IPÊ e assuntos afins.




CÉU - VÓ FIA


mardi 26 janvier 2016

TEMPESTADE

O MENINO E A TEMPESTADE

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


Naquela noite tão ancestral
o  menino e seu beliche,
vento sem nome,
e a tempestade varria tudo.
Era o tempo?
A infância?
São os sonhos que se foram com ela?
Ou a restauração purificada de todas as utopias?

A tempestade ainda varre o menino – no coração.
Está ali, e ela não desiste. Nem ele (o menino e a tempestade).
O que é o tempo?
O que é a vida?
Pensando naquela tempestade imemorial, a vida foi (re) descoberta.
Ela cai para sempre: é o teu tempo.
Sim: ela ainda salva uma utopia – esperança
Ela passa por tudo – provisória sim,
Mas está presa no teu coração – sempre.

O menino, o beliche – chuva e tempestade:
Lá no fundo, ela é a tua vida – menino.

(Salvador, janeiro de 2016)

NEWSLETTER VARAL JANEIRO 3



Caros amigos,

Apesar de termos enviado nossa newsletter há pouco tempo, tivemos mudanças significativas e gostaríamos que ficassem informados.

Por razões pessoais e importantes o Varal do Brasil não estará mais presente este ano no Salão do Livro e da Imprensa de Genebra. Lamentamos muito o ocorrido, mas, infelizmente, foi inevitável e certas situações são prioritárias e precisam de nossa atenção bem mais do que o evento em questão. Agradecemos a todos o interesse.

Anulamos também nossa organização do Sarau Literário no Consulado-Geral do Brasil em Genebra que ocorreria no dia 3 de maio. A reunião artístico-literário da Associação ABRADES, de Bienne, será realizada e conta com todo nosso apoio, mas, infelizmente, não poderemos também estar presentes.

A revista Varal do Brasil continua suas atividades normalmente. Encerramos as inscrições para a edição de março (tema Mulher) e todos os textos recebidos após a data de encerramento serão reservados para publicação posterior.

Continuam abertas as inscrições para a edição especial de Páscoa (vida, esperança, renascimento, perdão, etc...); edição de maio (As Quatro Estações) e a edição especial de junho (O Lado Escuro do Ser): Para junho faremos uma edição especial diferente, bem diferente... Falaremos do lado escuro do ser: os defeitos, os vícios, os pecados, os pecados capitais, as lutas interiores, os pesadelos, o medo, as agonias, os sustos, o que nos assombra, o que nos tira o bom humor... Falaremos de tristeza, de dor, de morte, de partidas, de ingratidão, de incertezas, de sonhos perdidos, de esperanças esquecidas, de vingança... Falaremos da violência, das agressões físicas e psicológicas, dos abusos, dos crimes e dos castigos, as sombras, o lado sombrio... Também buscaremos inspiração em filmes, livros ou pinturas e desenhos que evoquem o lado escuro da vida. Traremos para a luz, o lado escuro que existe no ser humano.

Sempre agradecidos pela presença amiga que vocês significam para nós!

Até breve!

lundi 25 janvier 2016

LIVROS!


vendredi 22 janvier 2016

REVISTA VARAL DO BRASIL, VENHA PARTICIPAR!

- Estão encerradas as inscrições para a edição de março que trará o tema Mulher. A revista será distribuída no final do mês de fevereiro.

- Estão abertas as inscrições para a edição especial de Páscoa. Se você tem um poema, uma lembrança, conhece histórias envolvendo a Páscoa, envie para esta edição especial! Até 15 de fevereiro.

- Edição de maio com o tema AS QUATRO ESTAÇÕES e também tema livre. Você pode falar das quatro estações juntas ou separadamente, pode falar do clima, ou enviar texto com tema livre.

- Edição especial O LADO ESCURO DO SERPara junho faremos uma edição especial diferente, bem diferente...
Falaremos do lado escuro do ser: os defeitos, os vícios, os pecados, os pecados capitais, as lutas interiores, os pesadelos, o medo, as agonias, os sustos, o que nos assombra, o que nos tira o bom humor...
Falaremos de tristeza, de dor, de morte, de partidas, de ingratidão, de incertezas, de sonhos perdidos, de esperanças esquecidas, de vingança...
Falaremos da violência, das agressões físicas e psicológicas, dos abusos, dos crimes e dos castigos, as sombras, o lado sombrio...
Também buscaremos inspiração em filmes, livros ou pinturas e desenhos que evoquem o lado escuro da vida.
Traremos para a luz, o lado escuro que existe no ser humano.

Toda participação na revista Varal do Brasil é gratuita, envie seu texto para o e-mail varaldobrasil@gmail.com 

Se você ainda não leu a edição de janeiro, pode baixar ou ler gratuitamente aqui:


Participe! Você vai gostar de escrever com a gente!




JAM BRASIL EM GENEBRA


FESTIVAL DE CINEMA DE BERLIM POR RUI MARTINS

Spike Lee e seu filme Chiraq, atrações garantidas em Berlim

Com a decisão do realizador Spike Lee de apoiar a iniciativa da atriz Jada Pinkett Smith de boicotar a cerimônia de entrega dos Oscars, em Los Angeles, seu  novo filme Chiraq, fora de competição, e sua presença em Berlim, durante o Festival Internacional de Cinema, se tornaram atrações garantidas.

Na verdade, a ausência de nomeados negros na lista das 24 categorias artísticas nos filmes lançados no ano passado, num total   de 120 indicados premiáveis, foi a gota d´água, Uma situação de discriminação racial perdura nos Estados Unidos, há mais de meio século, apesar do reconhecimento legal da igualdade racial que acabou com o apartheid americano e a separação dos negros nas escolas e nos transportes públicos, mas continua mal digerido no meio policial.

Spike Lee se inspirou justamente dessa violência contra os negros para adaptar uma peça teatral grega do irônico e satírico  Aristófanes, que vivia na época da Guerra do Peloponeso, ao clima de violência existente nos bairros negros de Chicago Midwest, onde o número de assassinatos anuais é igual ao de um país em guerra, revivendo a fama dos anos 30, quando a cidade era chamada de « capital do crime »

O título do filme, primeira produção dos Studios Amazon, é uma contração das palavras Chicago com Iraque, popularizada pelos rapeiros da região, como Chief Keef.

A peça na qual se baseou Spike Lee é a comédia Lisístrata, escrita em 411 AC,  e o filme, uma comédia musical, começa quando as mulheres se organizam contra a violência sob o comando de Lisistrata, depois de uma criança negra ter sido morta por uma bala perdida.

Um total de doze composições rap de autores locais musicam o filme com sua linguagem crua contra as já comuns arbitrariedades policiais contra negros, mesmo crianças, nos Estados Unidos. O anúncio do título do filme, no começo das filmagens no ano passado, provocou protestos de autoridades e organizações locais, por assimiliar Chicago ao Iraque. O prefeito local quis também fazer pressão contra esse título, alegando ter retirado três milhões de dólares de impostos locais sobre o filme.

Na militância contra a violência, as mulheres da peça Lisístrata declaram uma greve de sexo. No filme Chiraq, elas se organizam para tomar o poder utilizando, para isso, o seu charme e a atração sexual. Na peça, a pressão feminina leva a um acordo de paz entre Atenas e Esparta.

O ator Samuel L. Jackson é o narrador, e a líder das mulheres revoltadas contra os chefes de gangs e policiais é a atriz  Teyonah Parris, no papel de Lisístrata. Outros atores : Nick Cannon, Wesley Snipes, Jennifer Hudson, Angela Bassett e John Cusack.

Rui Martins estará em Berlim do 10 ao 21 de fevereiro, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

CRÔNICA DA URDA

PRINCESA


(Para Dona Lydia Scheffler dos Santos)

Penso tanto, hoje, na minha Princesa, aquela que vi a última vez faz dois anos, no dia do aniversário dela, lá naquele Hospital Misericórdia que parecia uma antessala de um paraíso daqueles que a gente imagina cheio de anjinhos de camisolinhas de seda bordada... Ela era toda serenidade e ternura, lá, com seus cabelos tão finos e brilhantes quanto fios de cristal, e as mãos transparentes de tanta fineza, como são as mãos das princesas... Fiquei a acariciar aquelas mãos, os cabelos, o rosto tão bonito, a falar coisas com ela que só nós duas entendíamos, pois tinham sido tão grandes as afinidades que nos tinham unido na alegria e na dor...
                                    Mês e meio depois e eu estava em Buenos Aires, e enquanto dormia um soninho, à tarde, sonhei com ela. Algo passara, me dizia o sonho, e acordei angustiada, incerta – tanta lonjura e eu a sonhar com a minha princesa – o que seria? Foi levantar e espiar a internet – ela partira.  E eu estava tão longe, tão longe...
                                    Foi um verão de calor muito intenso. Esperei que amainasse – penso que já era março quando fui pela primeira vez ao seu túmulo, para aquele momento de despedida. Minha princesa me esperava, estava ali para uma conversa séria. Eu podia sentir como ela segurava com firmeza as minhas mãos nas suas mãos que se tinham tornado de luz, enquanto me dizia que eu me tornava responsável pela sua descendência. Era uma coisa forte, difícil, pesada para se carregar através da vida, mas ela era taxativa. Até hoje estou pensando na profundidade do que me disse – não sei como cumprir com o que espera de mim, mas fico de peito aberto para a sua determinação.
                                    Princesa querida, que foi mãe tantas vezes, que foi avó de tantas meninas e meninos, que foi bisavó de tantos mais que vieram, que tem uma descendência inteira, ainda, a nascer...  Não sei como poderei de alguma forma cumprir o que me disse, mas senti tanta honra que o dissesse... Em algum momento o tempo e a vida me ensinarão o que deverá ser feito.
                                    Hoje passei naquela Vila Itoupava onde a vi pela última vez faz dois anos, e estou a relembrar tanto! Sei, sinto, pressinto, estou ciente que o seu Príncipe Consorte também quer falar comigo. De uma certa forma, tenho me esgueirado um pouco, me desviado um pouco dessa conversa que ele quer ter... sequer sei como chama-lo. Tudo o que sei sobre ele foi de ouvir contar, e o que mais me lembro dele é daquele ríctus de amargura que tinha no canto da boca quando o castelo de ambos desmoronou e eu ia olhá-lo com tanta, muita timidez, lá nos contrafortes daqueles muros derrubados... A pena, então, me cortava o coração, se é que se pode cortar algo que já está estraçalhado... Tenho que atende-lo em algum momento, no entanto. Há algo que ele quer me dizer, penso que sabes o que seja. Noutro dia escrevi sobre ele e chamei-o de “Filho do seu Thomé” – não sei se alguém se deu conta de que era dele que eu falava.
                                    Ajude-me a achar um nome adequado para falar com ele, minha Princesa, pois ele me chama para alguma coisa.
                                    Vou esperar. Sei que a tua sabedoria resolverá isto. Para mim, és a personificação da ternura e do amor, e tais coisas tudo podem...
                                    Como te quero tanto, minha princesa tão amada!

                                               Joinville, 13 de Novembro de 2015.

                                               Urda Alice Klueger
                                               Escritora, historiadora e doutora em Geografia.
                                               urdaaliceklueger@gmail.com


CONVITE


CONVITE


mercredi 20 janvier 2016

CRÔNICA DA URDA

CARTAS QUE NÃO SE REPETIRÃO JAMAIS NR 9 – DE URDA ALICE KLUEGER PARA GILBERTO GIL E CAETANO VELOSO

(Em papel timbrado da Academia Catarinense de Letras – datilografada – fotocópia)

                                    Blumenau, 27 de outubro de 1994.

                                               Meus doces anjos:

                                    Queria escrever uma carta para Gil e outra para Caetano, mas como separá-los? Quero dizer a ambos as mesmas coisas; no meu coração estão tão juntos que não há como escrever uma carta diferente para cada um, e daí a ideia de uma só carta para os dois: fotocopio-a, sorteio quem vai ficar com o xerox, resolvo o meu problema.       
                                    Que quero lhes dizer, meus ternos baianos? Quero lhes dizer tudo, e esse tudo é tão grande que uma carta fica sendo uma coisa boba.
                                    Eu os tenho amado pela vida afora, como sei que tantos brasileiros (e também não-brasileiros, vi o quanto são amados em Cuba e outros lugares) o têm feito. Vocês foram a luz que iluminou os altos e baixos da minha adolescência; são o arrimo das ideias da minha vida adulta; foram sempre a ternura derretendo o coração.
                                    Doces anjos, creio que vocês têm ideia da influência que exerceram sobre toda a minha geração, e exercem sobre as novas gerações que estão chegando. A gente retribui essa influência amando-os, e esse amor deve chegar até vocês, pois há sempre mais energia e ternura emanando de vocês e criando mais amor, como aqueles círculos que se formam na água quando a gente atira uma pedra num lago parado.
                                    Um dia, faz mais de dez anos, vi Caetano de pertinho, depois de show na minha cidade, e guardo aquele momento no meu coração com a calidez do momento em que nascem as estrelas azuis.
                                    Antes de ontem vi Gil, toquei-o, mal queria acreditar que aquilo estava acontecendo mesmo. Talvez Gil se lembre, falamos de livro meu onde Caetano é personagem, deu-me até o endereço para que lhes enviasse o mesmo, disse-me que Caetano gostaria de conhecer o livro.
                                    Envio o livro agora, depois de anos que saiu. É uma história de amor, a única que arrisquei até hoje (sou romancista-histórica) e havia que colocar um de vocês no livro. Acabou sendo Caetano, pela época em que se passa e por “Alegria, alegria”, música que até hoje orienta minhas decisões na vida, por seu fortíssimo verso que diz tudo: “Por que não?”.
                                    Se vocês chegarem a ler o livro, não exijam muito dele. Sou aprendiz ainda, há muito o que me aperfeiçoar para algum dia escrever realmente bem. Se o lerem, deem-me a alegria de um retorno, duas linhas me dizendo que o fizeram, para que meu coração possa se expandir de alegria ao saber que meus ídolos, meus heróis, um dia compartilharam comigo aquelas linhas que escrevi anonimamente no meu quarto, que houve uma comunhão entre nós, por algumas horas – vai ser difícil não morrer de felicidade!
                                    E, anjo Caetano, não me leve a mal por ter tomado a liberdade de usá-lo como personagem meu: a magia da vida, do mundo e de vocês deu-me tal direito que, espero, você não conteste.
                                    Meus baianos gurus (eu sou totalmente louca pela Bahia; pretendo, daqui a ano e pouco, ir morar de vez no Pelourinho), inclino-me ante vocês para dizer: Axé! Poderia escrever um livro para falar da minha ternura e do meu amor por vocês, mas aí teriam que tirar muito tempo para lê-lo e seria até enfadonho para quem já sabe do amor que desperta em todo um povo.
                                    Meus queridos, muita luz! Deus os abençoe! Eu os amo.

                                    URDA ALICE KLUEGER
                                    Rua 7 de Setembro 1314
89.010.202 – Blumenau – SC (endereço de muitos anos atrás, que já não funciona.)
                       

CONVITE - CONSULADO GERAL DO BRASIL EM GENEBRA


O Consulado-Geral do Brasil em Genebra convida para o 

coquetel de lançamento da exposição

Rio Naïf e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

dia 26 de janeiro 2016 às 18h

no Espace L, 23 Rue des Bains 1205 Genève

Obs: Uma parte da exposição será exibida no Espace L e outra no Consulado em Genebra. As obras da mostra do Espace L ficam em exibição até 5 de março e depois seguirão para a Fundação Brasilea, em Basel. A mostra do Consulado será inaugurada dia 21 de janeiro e permanecerá aberta à visitação até 18 de setembro. 

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Rio Naïf e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016 é motivo de grande orgulho para os brasileiros e, em especial, para os cariocas, que serão responsáveis por acolher os atletas e o público nesse encontro de mais de 200 países em torno do esporte.

A arte Naif, com suas cores, simplicidade e vivacidade, tem a cara do Rio de Janeiro e também tem um jeito próprio de mostrar a cultura brasileira, inclusive pela perspectiva do esporte. 
É com imensa alegria que, para celebrar as Olimpíadas e Paralímpiadas no Rio, o Consulado-Geral do Brasil em Genebra, em parceria com o Museu Mian , o Espace L e a Brasileia  e, com o patrocínio do Departamento Cultural do Itamaraty, traz a Genebra obras vibrantes e representativas do Naif brasileiro com temas esportivos e cariocas.

Esperamos que o trabalho dos artistas naif brasileiros transmita para cada visitante a vibração das competições, emolduradas pela beleza das paisagens da cidade maravilhosa.

Embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo
Cônsul-Geral do Brasil em Genebra

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Rio Naïf e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Podemos buscar as origens da arte naïf nas cavernas da pré-história, nos primeiros seres humanos que nelas deixaram seus traços.

Foi graças ao "aduaneiro" Henri Rousseau, com toda a sua ingenuidade, que a pintura naïf moderna conseguiu reconquistar um lugar ao sol. A palavra naïf foi pronunciada pela primeira vez no século XIX para designar a pintura de Rousseau. No final do século XIX e ao longo do século XX, artistas como Picasso, Modigliani, Gauguin e outros foram em busca de inspiração em lugares longínquos, com os primitivos, na arte negra, na Oceania. Rousseau pintava suas florestas, animais selvagens e exóticos em Paris mesmo, no Jardin des Plantes. Ele possuía dentro dele mesmo tudo aquilo que os outros desejavam adquirir. Kandinski escreveu: ‘Rousseau abriu o acesso às novas  possibilidades  da simplicidade...” Foi graças a ele, a Vivin, Bombois, Bauchant e Séraphine que a arte naïf foi relançada e se firmou na época moderna.

O pintor naïf, é em geral autodidata, independente, sem engajamento com escola de arte, ou estilo. Ele tem uma linguagem própria, suas características são a ingenuidade e a liberdade. Os naïfs se exprimem da sua própria maneira, tem idéias próprias e as encontra sozinho no mais profundo do seu ser. Não se aprende a ser naïf, se nasce assim. O naïf pinta o cotidiano, festas, tradições folcloricas e religiosas, lança apelos à salvaguarda do planeta, do eco-sistema, da paz, do amor, dos sonhos e do imaginário. Sua pintura é ingênua, pura emoção. Segundo Lucien Finkelstein, fundador do MIAN, "eles são os anarquistas do pincel”.

Através da pintura naïf, ingênua, repleta de bom humor e de cores, proponho uma viagem lúdica pela cidade do Rio, a descoberta de algumas modalidades olímpicas e paralímpicas, assim como um verdadeiro casamento entre a arte e o esporte. Enquanto Rousseau relançava a arte naïf nos tempos modernos, Pierre de Coubertin, também relançava a idéia do esporte olímpico. Estes dois grandes renovadores poderiam afirmar: Mens sana in corpore sano.

Como Curadora e Diretora do MIAN-Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil,no Rio de Janeiro, apresento algumas obras de artistas naïfs que possuem quadros na coleção do Museu Naïf. Tenho como intuito principal valorizar, estimular e divulgar a arte naïf, expressão artística genuína e das mais representativa da cultura e do povo brasileiros.

O tema da exposição abrange um panorama alegre e colorido da cidade do Rio de Janeiro, que abriga em 2016 os Jogos Olímpicos, algumas das suas atrações turísticas como praias, o Corcovado, Pão de Açúcar, Maracanã e também modalidades olímpicas e paralímpicas.

Gostaria de agradecer o convite do Consulado do Brasil em Geneve e do Espace_L para participar do projeto da exposição “RIO NAÏF e os JOGOS OLIMPICOS E PARALÍMPICOS”, a ser realizado no Consulado e no Espace_L em Genebra e, na Fundação Brasilea em Basel, durante o ano de 2016.

Jacqueline A Finkelstein - Curadora

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Rio Naïf et les Jeux Olympiques/Paralympiques 

​Vernissage le 26 janvier 2016 dès 18h
Exposition jusqu’au 5 mars 2016

Les origines de l’art naïf remontent jusqu'à la préhistoire, dans les cavernes, avec le premier être humain qui y marqua ses traits.

Le mot naïf fut prononcé pour la première fois au 19ème siècle afin de désigner la peinture du “douanier” Henri Rousseau. L’artiste peignait ses forêts, animaux sauvages et exotiques, dans Paris, au Jardin des Plantes. Il possédait déjà en lui-même ce que tous cherchaient à acquérir - À la fin du 19ème siècle et tout au long du 20ème siècle, des artistes comme Picasso, Modigliani, Gauguin et d’autres, s’en furent allés chercher à réapprendre à peindre avec les primitifs, en Afrique ou en Océanie - Kandinski a écrit: “Rousseau a ouvert la voie aux possibilités nouvelles de la simplicité..." C’est grâce à Rousseau, ainsi qu’à Louis Vivin, Camille Bombois, Bauchant et Séraphine, que l’art naïf est relancé et imposé à l‘époque moderne.

Le peintre naïf est en général autodidacte, indépendant, sans engagement envers aucune école, ni aucun style. Il possède un langage particulier, ses caractéristiques sont l’ingénuité et la liberté. Le naïf s’exprime de sa propre manière, il a ses propres idées, et il les trouve seul au plus profond de lui-même. On n’apprend pas à être naïf, on naît ainsi ou on ne le devient jamais. Le naïf peint ses environs, les fêtes, les traditions folklores et religieuses, il fait appel à préserver la planète, l’écosystème, la paix, l’amour, les rêves et l’imaginaire. Sa peinture est ingénue, essentiellement pourvue d’émotion. D’après Lucien Finkelstein, fondateur du MIAN, ils sont "les poètes anarchistes du pinceau”.

A travers la peinture naïve, pourvue d’ingénuité, de bonne humeur et de couleurs, je vous propose un voyage ludique à travers la ville de Rio, dans le but de découvrir quelques modalités olympiques et paralympiques, ainsi  qu’un réel mariage entre l’art et le sport. Lorsque Rousseau relançait l’art naïf à l‘époque moderne, Pierre de Coubertin relançait lui l’idée du sport olympique au même moment. Ces deux grands rénovateurs nous affirmerons: Mens sana in corpore sano. (Un esprit saint dans un corps saint)

Conservatrice et Directrice du MIAN - Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil -, à Rio de Janeiro, je présente quelques œuvres d’artistes naïfs qui font partie de la collection du Musée. Mon but est de valoriser, stimuler et divulguer l’art naïf, expression artistique génuine de la culture et du peuple brésilien par tous les moyens possibles. Le Brésil est l’un des 5 grands pays de l’art naïf avec la France, l’Italie, Haïti et l’Ex-Yougoslavie.

Le thème des tableaux choisi pour cette exposition inclue un joyeux et coloré panorama de la ville de Rio de Janeiro, où  les Jeux Olympiques auront lieu en 2016, ainsi que plusieurs de ses attractions culturelles, les plages, le Corcovado, le Pain de Sucre, le Maracanã et quelques modalités olympiques et paralympiques.

Je souhaite remercier le Consulat du Brésil à Genève et L’Espace L de m’avoir invité à participer au projet de l’exposition “Rio Naïf et les Jeux Olympiques et Paralympiques”, qui aura lieu à Genève au Consulat, à la galerie d'art Espace_L, et à la fondation Brasilea à Bâle, durant l’année 2016.

Jacqueline A Finkelstein, Conservatrice

lundi 18 janvier 2016

CONVITE: LANÇAMENTO DE LIVRO


FESTIVAL DE BERLIM

Por Rui Martins

Berlim, cartas de amor de Angola em guerra

Um jovem médico de 28 anos, mobilizado,em 1971, para a guerra colonial portuguesa em Angola, onde se defronta com seus horrores e desolações, escreve cartas para sua esposa em Portugal, relatando sua solidão naquele meio hostil.

Essa a síntese do filme português Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, selecionado para a competição internacional no 66º. Festival de Cinema de Berlim. Porém, não são tão simples e nem  anônimas essas cartas, pois foram escritas por quem ainda não era mas se tornou o mais importante escritor português contemporâneo, Antonio Lobo Antunes.

Antes de se tornarem filme, as cartas tinham sido reunidas num livro pelas filhas do casal, já que a esposa à qual eram endereçadas as cartas, escritas de 1971 a 1973, falecera em 1976.

No prefácio, escreveram as filhas :  "As cartas deste livro foram escritas por um homem de 28 anos na privacidade da sua relação com a mulher, isolado de tudo e de todos durante dois anos de guerra colonial em Angola, sem pensar que algum dia viriam a ser lidas por mais alguém. Não vamos aqui descrever o que são essas cartas: cada pessoa irá lê-las de forma diferente, seguramente distinta da nossa. Mas qualquer que seja a abordagem, literária, biográfica, documento de guerra ou história de amor, sabemos que é extraordinária em todos esses aspectos (...) Este é o livro do amor dos nossos pais, de onde nascemos e do qual nos orgulhamos. Nascemos de duas pessoas invulgares em tudo, que em parte vos damos a conhecer nestas cartas. O resto é nosso." Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes.

Aguçando nossa curiosidade sobre esse filme ainda inédito com estréia em Berlim, a produtora do filme Som e Fúria, acrescenta algumas indicações sobre o autor das cartas : « Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-se por África e amadurece politicamente. A seu lado, uma geração desespera pelo regresso. Na incerteza dos acontecimentos de guerra, apenas as cartas o podem fazer sobreviver.”

O realizador Ivo M. Ferreira é da geração pós-guerra colonial, nasceu em setembro de 1975, alguns meses depois da Revolução dos Cravos e da independência das colônias. A realização do filme também encerra uma história de amor : a atriz que vive Maria José, esposa do escritor, é Margarida Villa-Nova, esposa do realizador.
Rui Martins estará em Berlim, do 10 ao 21 de fevereiro, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

vendredi 15 janvier 2016

PARTICIPE DA REVISTA VARAL DO BRASIL!

Inscrições abertas para as próximas edições:

- Edição de março, com tema MULHER, envio de textos até dia 25 de janeiro;
- Edição especial de PÁSCOA, envio de textos até dia 25 de fevereiro;

- Edição de maio, com tema AS QUATRO ESTAÇÕES ou tema livre (Para o tema as quatro estações você pode escolher apenas uma delas ou falar das quatro estações, pode também falar do clima, das relações do clima com a vida da gente, etc.). Envio de textos até 25 de março.

- Edição especial O LADO ESCURO DO SER:Para junho faremos uma edição especial diferente, bem diferente...
Falaremos do lado escuro do ser: os defeitos, os vícios, os pecados, os pecados capitais, as lutas interiores, os pesadelos, o medo, as agonias, os sustos, o que nos assombra, o que nos tira o bom humor...
Falaremos de tristeza, de dor, de morte, de partidas, de ingratidão, de incertezas, de sonhos perdidos, de esperanças esquecidas, de vingança...
Falaremos da violência, das agressões físicas e psicológicas, dos abusos, dos crimes e dos castigos, as sombras, o lado sombrio...
Também buscaremos inspiração em filmes, livros ou pinturas e desenhos que evoquem o lado escuro da vida.
Traremos para a luz, o lado escuro que existe no ser humano.
Envie seu texto (prosa ou verso: poesias, contos, crônicas e etc.) para o e-mail    varaldobrasil@gmail.com até dia 15 de abril. Toda participação é gratuita.


Todos os textos podem ser em verso ou prosa e a participação é gratuita. Não há necessidade do texto ser inédito e nem de ser afiliado a alguma organização, associação ou academia.



LIVRO: PALAVRAS COLORIDAS

Originalidade em traços e poesia.
Palavras Coloridas além da intenção arte-terapêutica destaca-se pela proposta lúdica, artística e literária.
Palavras Coloridas é o encontro singelo de palavras, traços e cores unidos na mesma inspiração.
Cada cor colocada neste livro preenche um espaço, compõe o todo e transforma-se em uma obra singular, tornando-se assim a expressão livre da trajetória do pensamento.

A obra revela um pouco da alma e da criatividade do ser  em construir e desconstruir o imaginário e sussurra suavemente que a vida é aquilo que agente pinta.


CRÔNICA DA URDA

CAIO GAKRAN

                                   Hoje eu chorei de emoção. Um povo antigo aqui da minha terra continua fazendo seu resgate na História de forma linda e acelerada, e hoje houve outro grande fato que iluminou os horizontes deste vale aonde vivo e me deixou cheia de orgulho e de alegria.
                                   Foi com o Caio, mas eu só vou falar dele mais para a frente. Quero contar, primeiro, um pouquinho sobre o seu povo, o antigo dono desta terra onde hoje eu piso e tantos pisam, terra que já era do povo de Caio pelo menos há 5.000 anos, conforme cerâmicas descobertas já neste milênio pelo arqueólogo Marco Antônio Nadal de Masi .[1] 
                                   Valente povo! Conservou seu território no passado mais distante e se aferrou a ele nos últimos 500 anos, desde quando por aqui começaram a aparecer os europeus e seus descendentes: primeiro os invasores portugueses, depois os imigrantes alemães, italianos e outros, sequiosos por terra, cada um a roubar o que era possível do vasto território da gente que vivia segundo costumes antigos, integrada na natureza. Estou falando do povo Xokleng-Lãklanô, primeiro habitante da maior parte de Santa Catarina e de um pouco dos dois estados vizinhos, caçadores-coletores que tinham como alimento-base o pinhão, que o invasor quase iria extinguir na sua sede por madeira.
                                   Com seu território paulatinamente cada vez menor e suas fontes de alimento, consequentemente, também cada vez mais ínfimas, o Xokleng-Lãklanô resistiu bravamente ao contato com o branco invasor que, além de lhe roubar as terras e a comida, empreendeu tal caçada humana institucionalizada, com os horrores cometidos devidamente contados nos jornais da época, que o município de Blumenau, por exemplo, no alvorecer do século XX, foi parar no Tribunal de Haia[2], acusado de genocídio.
                                   Houve um momento, já no século XX, que aconteceu o que o branco chama de “apaziguamento”, expressão vil para se denominar o submetimento do povo antigo pelo invasor – esse contato com o “branco” vai resultar em mais diversas formas de dizimação dos submetidos, como a contaminação por doenças trazidas da Europa, a ponto de haver um momento em que o Xokleng-Lãklanô teve apenas, ainda, somente cerca de 400 indivíduos.
                                   Povo aguerrido, no entanto, guardou sua língua, seus costumes, sua cultura – creio que faz uns 30 anos que a população subira, de novo, para mais de 4.000 indivíduos. Na verdade, não sei quantas pessoas Xokleng-Lãklanô existem hoje, mas não devem ser poucas. É aí que entra a minha emoção de hoje e o Caio. Faz tempo que os irmãos de etnia de Caio estão frequentando as universidades e fazendo muitas coisas maravilhosas na vida, como o pai de Caio, Nanblá Gakran, o primeiro doutor do povo, formado pela Universidade de Brasília, linguista que participa de grandes congressos internacionais em lugares como a Suécia, por exemplo, e a irmã de Caio, já no terceiro ano de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina – penso por ter notícias da família de Caio faz tempo é que me levou a toda esta emoção. Sabem o que aconteceu hoje? Saiu a lista de aprovados da UFSC, e o Caio passou... em Medicina! Vai ser o primeiro médico Xokleng-Lãklanô dos tempos modernos (claro que lá no passado houve outros médicos na sua etnia, que tinham saberes antigos).

                                    URDA ALICE KLUEGER
                                    Rua 7 de Setembro 1314
89.010.202 – Blumenau – SC (endereço de muitos anos atrás, que já não funciona.)
                       

CONVITE


lundi 11 janvier 2016

CONVITE: LANÇAMENTO DE LVIRO


CURSO NA SUÍÇA



PROGRAMA ESPECIAL NO CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM GENEBRA




dimanche 3 janvier 2016

VARAL DO BRASIL - EDIÇÃO DE JANEIRO DE 2016


VARAL ESTENDIDO!
Olá amigos de tantos lugares que tenho o prazer imenso de ter como companhia!
É uma grande satisfação iniciar mais um ano junto de vocês.  Alguns fazem parte desta amizade desde o primeiro número de nossa revista, lá em 2009. Outros foram chegando aos poucos e hoje somos um grande grupo de amigos que tem a literatura como traço de união. Esta união é, com certeza, uma das maiores alegrias que tenho.
Inicio este ano com todos os agradecimentos possíveis: aos leitores, que amavelmente nos recebem, nos leem, comentam e, em muitos casos, depois também escrevem conosco na revista. A cada um dos escritores presentes porque, não importa de onde venham, não importa as dificuldades que enfrentam no seu cotidiano, tomam de suas vidas um tempinho, escrevem e nos enviam seus textos para publicação. Muito obrigada a todos vocês!
Agradeço também minha família, pela compreensão, pela ajuda, pelo carinho com que me auxiliam e me apoiam.
Enfim, agradeço ao Universo, esta imensidão cósmica que nos abriga e nos preenche com a energia do amor para que possamos viver da melhor forma possível.
Deixamos para trás 2015 e tudo o que ele representou para nós, seja o bom, seja também o que não foi tão bom. A experiência de mais um ano de vida soma-se em nossas mentes e corações, deixando-nos sabedoria para melhor viver e compreender a vida.
Sabemos todos que para muita gente foi um ano bastante difícil. Entre a terrível falta de paz em tantos lugares do planeta e as catástrofes naturais (e outras que sabemos bem que não foram nem um pouco naturais!), muitas pessoas morreram, outras passaram o ano se erguendo de perdas e dissabores. Por isto mesmo, quero aqui deixar minha mensagem de Paz e de Amor, meu desejo de harmonia entre os povos e respeito do homem em relação aos seus semelhantes e à natureza. Porque só assim, com paz, amor e respeito, poderemos ter uma convivência digna uns com os outros.
Com o Varal do Brasil realizamos em 2015 muitos projetos: editamos nossa quinta antologia que foi lançada aqui na Suíça. Participamos do 29º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra. Entre a Suíça e o Brasil fizemos a doação de mais de mil e quinhentos livros para escolas brasileiras e associações suíças, brasileiras na suíça e também para a Prisão Estadual do Cantão de Genebra, a qual já há alguns anos vem recebendo constantes doações de nossa parte. Estas doações têm proporcionado um eco muito positivo, pois pessoas que não teriam fácil acesso à literatura passaram a ler com maior frequência e convivem agora com livros dos mais diversos estilos, abrindo horizontes!
Participamos também da Feira do Livro e Festa Lusófona, realizada pela Associação Luso-Suíça Laços e que contou com participantes de várias nacionalidades representativas da Língua Portuguesa. Fomos convidados para representar o Brasil levando títulos de autores brasileiros e fazendo leitura de textos brasileiros.
Para 2016 sigo com nossos projetos e, já que em 2015 aqui no Varal fomos bastante ativos, não é agora que chega um ano fresquinho e inteirinho para viver que deixaremos nossas lutas literárias de lado! 
Atualmente somos uma das mais lidas, senão a mais lida revista literária feita para a Língua Portuguesa. Uma revista feita por uma escritora, com muitos escritores, para leitores que quase sempre se tornam também escritores! Sem receber nenhuma forma de subsídio ou patrocínio, seja de empresas privadas ou órgãos públicos, entramos no sétimo ano de divulgação da Língua Portuguesa em vários países. Somos totalmente independentes e, graças a esta independência, publicamos livremente em nossos espaços, os textos de nossos colaboradores, sem nenhum tipo de cobrança. Também divulgamos os textos, livros e eventos dos amigos do Varal de forma totalmente gratuita em nossos variados espaços para que o acesso à literatura seja a cada dia mais amplo.
Amigos, continuemos juntos em 2016, continuemos nosso caminho literário com alegria, força, talento, criatividade e, acima de tudo lealdade e respeito uns em relação aos outros!
A todos meu desejo de paz, de amor, saúde e muitas alegrias em 2016!
Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com 
Feliz Ano Novo!

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